Busque ser feliz e andar com os felizes

A vida tem outro colorido quando tomamos a atitude de ser feliz e deixar de lado qualquer traço de infelicidade.

 

Outro dia, em uma reunião de amigas, uma delas leu para nós uma crônica da escritora Socorro Acioli, que retrata de uma forma muito verdadeira como são as pessoas felizes e como são as infelizes. Nesta época do ano que paramos para refletir sobre a vida e sobre nós mesmos, achei bem válido postar a crônica aqui.

 

Sobre os felizes

 

Socorro Acioli

 

Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles tem em comum é a generosidade. Mais que isso: eles tem prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que tem, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho.

As linguagens do amor 2

Aprenda quais são as cinco linguagens do amor e como demonstrá-lo da forma correta para cada pessoa.

Existem cinco linguagens de amor, como falei ontem por aqui. Os escritores Gary Chapman e Ross Campbell escreveram dois livros sobre o tema, um para adultos e outro para os pais, ensinando como identificar o tipo de linguagem de cada criança, porque cada pessoa sente a manifestação de amor de uma forma.

Como já disse, as cinco linguagens são o toque físico, palavras de afirmação, tempo de qualidade, atos de serviço e presentes. Cada um manifesta e demonstra o seu amor para com o outro da forma que ele entende este sentimento, ou seja, se para você a linguagem de amor é receber um presente, você demonstra este sentimento dando presentes para quem você ama. O problema é que para esta pessoa a linguagem de amor pode ser outra, aí, seu ato não adianta de nada, por isso é importante descobrirmos qual a linguagem de amor do outro e passarmos a praticá-la.

É sempre bom ficar atento, principalmente em um relacionamento de casal, pois no início do namoro existe todo um clima romântico no ar, mas com o tempo e a rotina estabelecida, os filhos, o estresse e o cansaço, muitas das atitudes que fazem parte da linguagem do amor, parecem que simplesmente desaparecem. Estas linguagens são uma ótima maneira de manter o romantismo em alta no casamento.

Toque físico

O toque físico é essencial num relacionamento equilibrado. Tocar, sentir o outro, ter carinho e demonstrar carinho representa uma das formas mais intensas da linguagem do amor. É natural, quando amamos, querer abraçar, beijar, fazer carinhos nos cabelos, andar de mãos dadas e se jogar nos braços do outro. Quando sentimos o amor explodir dentro de nós, o desejo de transmitir o que se sente se torna extremamente necessário. Se a linguagem de amor de seu (sua) parceiro (a) for essa, comece a demonstrar mais o amor que você sente com atitudes assim:

Sentem-se no banquinho da praça, como faziam no início do namoro.

Tomem sorvete juntos.

Riam um das “palhaçadas” do outro.

Aprenda a ouvir mais e a estar mais atento às feições do(a) seu (sua) companheiro (a).

Faça cafuné.

Ajude seu cônjuge a desestressar, fazendo uma bela massagem relaxante.

Olhe em seus olhos.

Toque em suas mãos.

Toque em seu rosto.

Encoste-se no cônjuge e ouça as batidas do seu coração.

Atitutes de amor sempre unem e fortalecem ainda mais o elo familiar.

 

Palavras de afirmação

As palavras também são outra linguagem eficaz para o amor, da mesma maneira que com palavras você pode magoar alguém, com as palavras certas e imbuídas de amor, você consegue tocar o coração, transmitir suas necessidades, seus medos, desejos e confiança. Palavras de afirmação são vitais para o bom equilíbrio do relacionamento. Experimente dizer mais:

 

Amo muito você.

Você é minha luz do dia.

Minha flor.

Minha princesa (meu príncipe).

Meu sol.

Você me faz feliz.

Como você é inteligente.

Você é linda (o).

Você é muito importante para mim.

Fale com carinho.

Seja brando nas palavras, inclusive para resolver problemas.

Existem muitas palavras positivas que você pode falar para demonstrar seu afeto e zelo, elogios sempre são bem-vindos, eles aumentam a autoestima do cônjuge e demonstram que você sabe reconhecer o esforço que o outro tem para a família. Isso significa que verbalmente você demonstrou seus sentimentos. Palavras boas e positivas podem e devem ser ditas também aos filhos.

 

Tempo de qualidade

O tempo dedicado ao outro não poderia ser menos importante. O tempo de qualidade que dedicamos ao cônjuge faz com que ele perceba nossas intenções e prioridades familiares, traz felicidade para ambos. Significa que nada, nem ninguém, terá sua atenção naquele momento, porque o tempo naquele momento pertence somente a vocês dois. Ainda costumam separar aquele tempo por semana para curtirem sozinhos e namorar? Esse tempo pode representar ter que dar mais assistência ao lazer. Isso se refere também a dedicar tempo também aos filhos.

Atos de serviço

Não pense que é tolice, mas toda mulher gosta de ser ajudada nos afazeres domésticos. Se você, como marido, puder ajudar em algo, será uma grande contribuição e pontos a somar. A esposa, por exemplo, ama quando seu marido a ajuda com os pratos, lavá-los sozinho é uma grande demonstração de serviço e amor, entre outras atitudes.

O mesmo ocorre com relação aos filhos, quando ajudamos os pequenos a fazer algo que eles precisam. Não significa fazer por eles, mas ajuda-los.

Presentes

Também não podemos nos esquecer dos presentes… Todo mundo gosta de receber presentes. Sabe quando você ganha, inesperadamente, uma lembrança, cartão, flores ou qualquer presente material, por mais simples que seja, mas que faz seu coração “acender”? Essa é uma ação bela, que deixa a marca gravada nos sentimentos, lhe dá a certeza de que mesmo em sua ausência, o outro se lembrou de você.

Isabela Teixeira da Costa

As cinco linguagens do amor

Descubra a linguagem de amor que seus filhos entendam para saber a forma certa de demonstrar este sentimento tão importante para eles.

Cada pessoa possui uma linguagem de amor principal e específica, uma maneira pela qual ela compreende melhor o amor do outro. O mesmo ocorre com as crianças, com relação aos pais. Gary Chapman e Ross Campbell escreveram o livro As cinco linguagens do amor das crianças, que ensinará os leitores a reconhecerem e falarem a linguagem de amor fundamental do filho ou filha, e os informará sobre as outras quatro linguagens de amor pelas quais as pessoas entendem e oferecem amor.
Todos precisam aprender a amar e ser amados. Pautados em décadas de experiência em aconselhamento, os autores poderão instruir os leitores a experimentarem um nível novo de relacionamento com seu filho ou filha: mais próximo, íntimo e prazeroso. A nova edição revista e ampliada ajudará cada um a aprofundar seus laços afetivos e demonstrar de modo mais eficaz seu amor aos pequenos.

Na obra, Gary Chapman, conselheiro de casais, preletor e autor de várias publicações de grande prestígio, em parceria com Ross Campbell, conferencista, autor e professor de pediatria e psiquiatria, compartilham conselhos que ajudarão os pais a entender melhor as necessidades de seus filhos pequenos e a implementar no dia a dia atitudes eficientes para um relacionamento marcado por afinidade, companheirismo e alegria.

No livro, os autores esclarecem que na infância o amor é tão essencial quanto a disciplina para formar adultos generosos e responsáveis. Identificar e começar a falar a principal linguagem dos pequenos são atitudes poderosas com efeitos positivos que duram por toda a vida.

De acordo com Gary e Ross, cada criança possui uma linguagem própria pela qual entende melhor o afeto dos adultos. Por isso, é fundamental que os pais saibam comunicar o amor que sentem de maneira que seus filhos entendam. Isso, inclusive, fará com que os pequeninos se desenvolvam intelectual, social e espiritualmente. Toda a dinâmica, conforme apontam, deve ter como principal base o amor incondicional, aquele que não depende de méritos. Esse processo de comunicação efetiva, além de ser fundamental no aprendizado emocional das crianças, é uma saída para estabelecer a aproximação na família.

Só o amor incondicional é capaz de evitar problemas como ressentimento, sensação de não ser amado, culpa, medo e insegurança. Só quando amamos nossos filhos incondicionalmente é que de fato somos capazes de entendê-los e de lidar com seus comportamentos, sejam bons ou ruins.

Permeado de histórias elucidativas e de insights sobre o comportamento e o mundo dos pequenos, As cinco linguagens do amor das crianças é literatura altamente indicada para pais e mães que buscam aconselhamento oportuno para corrigir rotas, reparar erros e construir alicerces fortes na vida daqueles a quem tanto amam. Prático e fácil de ler, o livro vem ainda com o divertido “Jogo do mistério das linguagens do amor”, um recurso didático para os momentos em família.

Conhecer esta linguagem é importante para todo mundo. De forma rápida vou citá-las aqui: toque físico, palavras de afirmação, tempo de qualidade, atos de serviço e presentes. Não adianta demonstrar amor presenteando uma pessoa se para ela o importante é dedicação de tempo de qualidade. Por isso, não adianta usar a sua linguagem de amor, e sim a da pessoa que vai receber este amor. O livro vai ensinar a identificar essa linguagem em cada pessoa.

Amanhã vou descrever cada uma dessas linguagens.

Isabela Teixeira da Costa

Por um futuro melhor

Projetos em BH mudam a vida de moradores de rua.

Um dos graves problemas sociais do Brasil é o morador de rua. Infelizmente, são completamente ignorados por quem passa por eles. Quando alguém está caminhando, não escuta a voz pedindo esmola e nem sequer enxerga a mão estendida esperando ajuda. Algumas pessoas chegam a mudar o trajeto para evitar passar no quarteirão onde haja um pedinte. Agem dessa forma, assim que o avistam, por medo de que algo ocorra.
Atitudes como essas, de temor e indiferença, fazem com que eles se sintam piores do que já estão. Em vários relatos de ex-moradores de rua, o que mais se ouve é a perda da dignidade, que eles se sentem um lixo ao receber olhares de desprezo e indiferença.
O que mais entristece é o fato de abrigos oferecidos pelo município estarem infestados de percevejos. Vários moradores de rua vão até lá para usar os banheiros e receber alimentação. Porém, preferem dormir ao relento, na porta dos prédios, a serem picados por insetos.
Há algum tempo, surgiu em Belo Horizonte um projeto muito interessante, o Cidade Refúgio, que tira as pessoas das ruas e oferece tratamento contra o vício das drogas e do alcool, além de alfabetizar e ensinar uma profissão. A proposta é reinserir o indivíduo na sociedade e na família.
O trabalho é feito com homens e mulheres de 18 a 55 anos em situação de rua e com quadro de dependência química. A maioria não tem vínculos familiares ou comunitários. Nem todos são alfabetizados e muitos jamais tiveram trabalho, mesmo informal. A maioria chega ao Cidade Refúgio com a saúde debilitada pelo uso contínuo de drogas, más condições de vida e exposição ao relento.
Os atendidos passam por uma avaliação para analisar seu desejo e interesse de mudança, descobrir sua história pregressa nas ruas e nas drogas, conhecer sua saúde, vínculos familiares, pendências jurídicas, etc. Se aprovado, é encaminhado para a sede da Cidade Refúgio, uma fazenda na região de Raposos.
Depois do processo de adaptação e desintoxicação, ele entra para a rotina diária: terapias ocupacionais, aconselhamentos, atividades direcionadas, estudos e palestras específicas, acompanhamento psicossocial, espiritual e médico. Há projetos de reinserção social com cursos profissionalizantes de alvenaria, acabamento, pintura, gesso, bombeiro, eletricista, padeiro, confeiteiro, pizzaiolo, garçom, corte e costura, silk, jardinagem e paisagismo.
A parte final do tratamento é o retorno do ex-morador de rua e ex-dependente químico à sociedade, já empregado, com a ajuda do projeto.
Outro programa muito interessante, iniciado há cerca de um ano, é a corrida de moradores de rua. Apesar de o governo não ter política esportiva para reinserção social, um grupo de jovens começou a correr com algumas dessas pessoas da região da Floresta, em BH.
A psicóloga Érica Machado foi conhecer o abrigo e, conversando com um morador, percebeu que uma das queixas era não ter o que fazer. Ela fez parceria com o Sebrae, que agora oferece cursos para a turma interessada, e chamou o amigo Bernardo Santana para desenvolver atividades físicas com os homens. Bernardo arregimentou voluntários e nasceu aí a corrida, com treinos às segundas, quartas e sextas-feiras, bem cedinho, no Parque Municipal. Vários deles largaram as drogas e a bebida. Até participaram de maratona. Os voluntários arrecadam doações para os novos amigos.
Atitudes assim fazem toda a diferença na vida de pessoas que foram parar nas ruas e sonham sair de lá.

Isabela Teixeira da Costa

Noivos estão usando o casamento para ganhar dinheiro

Não consigo engolir esta nova onda de noivos pedirem dinheiro de presente de casamento para os convidados, alegando ser para a lua de mel.

Gosto muito dos avanços tecnológicos. Sou dessas que curto novidades e tento ter de um tudo. Saiu computador (põe tempo nisso), comprei. Lançaram a tela de plasma para o PC, troquei a minha. Reduziram o tamanho do computador de mesa, o tradicional desktop deu lugar ao all in one, troquei o meu. Televisão então, nem se fala, sou telemaníaca, só durmo com a TV ligada. Para mim, uma das granes invenções do século foi o timer no aparelho, bom demais! Por falar em melhor invenção do século, quando estávamos para passar para o século 21 saiu essa pesquisa informal, de qual teria sido a melhor invenção do século 20. As pessoas diziam televisão, telefone, foguete, luz elétrica, geladeira. Minha amiga Silva Moysés, na maior sinceridade desbancou todo mundo respondendo vaso sanitário. Tive que concordar com ela. Imagina a gente tendo que usar fossa ou penico até hoje?
Voltando à vaca fria, quando lançaram o celular, claro que comprei. Fui daquelas que teve o tijolão, e a cada modelo menor, ia trocando. Agora já voltei ao tijolão de novo, porque em época de smartphone, fotografia e redes sociais, os aparelhos cresceram novamente. Isso se tornou um problema quando vou a casamentos, pois não cabe na maioria das bolsas de festa.
Minha única resistência foi com relação ao tablet. Não via muita utilidade para ele, porém, quando descobri um problema grave na minha cervical – tenho as cinco vértebras do pescoço comprimidas – tive que ficar cerca de 20 dias de colar cervical e não podia olhar para computador. Estava organizando um evento da Jornada Solidária. Imagine, eu, em casa de repouso, sem poder mexer no computador e minha equipe trabalhando sozinha. Não teve jeito, comprei um Ipad, punha um monte de travesseiros no meu colo para que o aparelho ficasse na altura dos meus olhos – não podia mexer com o pescoço – e com isso pude receber e enviar e-mails e dar continuidade, mesmo que à distância, ao trabalho. Aí passei a gostar da engenhoca.
Note book só comprei depois que abri meu site, o isabelateixeiradacosta.com.br, e tive que viajar. A atualização e postagem via tablet é demorada e difícil, tive muitos problemas e acabei ficando alguns dias sem publicar as crônicas. Gosto de redes sociais, uso moderadamente, acompanho as outras pessoas também, com equilíbrio.
Porém, tem uma onda nova que não consigo engolir. Há um tempo que dentro dessa indústria do casamento surgiram sites de orientação para os noivos. Muito legais por sinal, e junto com eles, as listas de presentes virtuais. Até aí, tudo bem. Cada casal agora tem seu site com fotos dos noivos, a história deles, como será o casório, espaço para os convidados deixarem mensagens e as lojas onde fizeram a lista de presentes. Tem inclusive o link para o site das lojas, com a lista do casal, e as compras podem ser feitas por ali mesmo, facilitando, e muito, a vida de quem vai presentear. Principalmente, quando os noivos moram fora. Compramos aqui e o presente é entregue lá, até porque a maioria das lojas tem filiais em vários estados.
Mas junto com toda essa facilidade surgiu um modismo que acho, no mínimo esquisito: os noivos agora pedem dinheiro de presente de casamento. Oi? Como? Isso mesmo, eles agora querem viajar de lua de mel, não tem dinheiro e querem que os convidados paguem a conta. Ou, em vez de ganhar presente, querem o dindin, para rechear a conta bancária. Sinto muito, acho isso muito deselegante, chegando a ser mal educado mesmo. O presente de casamento é uma forma do casal ter uma lembrança da pessoa que ele convidou, que parte-se do principio ser alguém que eles gostem.
Já ouvi alguns jovens dizerem que pedem dinheiro para custearem a festa que fica muito cara. Outros chegaram ao cúmulo de falar que fazem casamento fora porque assim eles convidam muita gente, ganham bastante dinheiro de presente, mas como a cerimônia é em outro estado ou país, vão poucas pessoas e o gasto deles é menor. Fiquei pasma com o novo golpe, com a cara de pau de assumirem o plano e de terem coragem de fazer isso.
#pronto falei.

Isabela Teixeira da Costa

Dicas de Harvard para ser feliz

Professor do curso de psicologia da Universidade de Harvard ensina as pessoas a serem mais felizes.

Ilustração Marcelo Lélis

Acredito que todas as pessoas, ou elo menos a maioria delas, sabem que a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, é uma das mais renomadas do mundo. Um profissional que se gradua ali é disputado pelo mercado. Penso que já devem sair empregados pelas maiores e melhores empresas mundo afora.
Mais ou menos o que ocorre com os bons alunos do Ibmec, em Belo Horizonte, guardadas as devidas proporções. Para quem não sabe, entram, por semestre, cerca de 50 alunos por turma nos cursos do Ibmec e de tão apertado que é, formam cerca de 20. Conheço um rapaz, Gustavo Elias Pena, filho de uma grande amiga, nasceu junto com minha filha, apenas três dias de diferença, por isso acompanhei seu crescimento. Formou por lá, foi o melhor aluno do curso todo, recebeu homenagem na formatura e tudo mais, e antes de formar já estava contratado pela Google. Mora em São Paulo e já foi promovido sei lá quantas vezes.
Voltando ao assunto inicial, o professor de psicologia positiva Tal Ben-Shahar, destaca em suas aulas dez dicas principais para contribuir para uma vida positiva. Se fosse eu, ou qualquer outra pessoa leiga a dizer o mesmo, diriam que estamos dando cursinho de autoajuda, porém, como é dito por um doutor de Harvard, tem peso e embasamento científico, portanto, vale a pena ficar atento e colocar em prática.
A primeira dica, que é a mais importante de todas – normalmente tudo que é numero 1 é assim –, é agradecer a Deus por tudo o que você tem. Fato, só o fato de acordarmos já merece agradecimento, pois agradecemos a vida. Acordar com saúde, outro motivo para agradecer; ter um teto sobre sua cabeça, alimento, família, e por aí vai.
Dica 2: Pratique regularmente atividade física. Apesar de eu nunca ter encontrado a endorfina na minha vida, tenho que reconhecer, que depois de uma vida de sedentarismo, agora que estou praticando atividade física, me sinto bem melhor. Não consigo ainda ir para pilates e academia com prazer, mas vou porque sei que é importante ara minha saúde.
Dica 3: Aprecie o café da manhã e lembre-se: o que você come tem um impacto no seu humor durante o dia. Não é à toa que dizem que o café da manhã é a refeição mais importante do dia. Agora tem comprovação científica, não só na saúde como também no humor.
Dica 4: Seja assertivo, cuide para não exacerbar nas suas opiniões. Equilíbrio faz bem em todas as áreas. Ser o dono da verdade – e muita gente é – está por fora e atrapalha muito na sua felicidade pessoal. Fala de Harvard.
Dica 5: Gaste seu dinheiro em viagens, cursos e aprendizado. Dinheiro foi feito para usar e não ser usado por ele. Desfrute do que você ganha, acumule conhecimento e divirta-se.
Dica 6: Enfrente seus desafios, não fuja deles. Talvez essa dica seja das mais difíceis de encarar. Muitos de nós temos a tendência de procrastinar quando se trata de enfrentar problemas. Quer ser feliz? Encare a onça.
Dica 7: Coloque em todos os lugares boas memórias, frases e fotos de seus entes queridos. Família e amigos queridos são tudo em nossa vida.
Dica 8: Sempre cumprimente e seja bom com as outras pessoas. É isso aí, gentileza gera gentileza que traz felicidade.
Dica 9: Ouça boa música. Isso é tudo de bom!
Dica 10: Cuide-se e sinta-se atraente. Realmente, estar arrumada, com uma leve maquiagem nos faz mais bonita, aumenta a autoestima e nos faz mais feliz. Estou sentindo isso na pele, depois que emagreci. Cada elogio que recebo é um afago.

Isabela Teixeira da Costa/interina

Solidariedade que comove

A generosidade, desprendimento, bondade e solidariedade de alguns com pessoas que nunca viram na vida é comovente.

Tenho um casal de amigos muito queridos, Adriana e Elói Oliveira. Conheço o Elói desde os meus 15 anos, eu acho. Adriana, eu conheci quando os dois começaram a namorar. Desde então somos amigos, ou seja, uma vida inteira. Sou muito suspeita para falar desse casal, porque o amor modifica o olhar, mas sei que quem conhece os dois, vai concordar comigo. Eles são de uma educação, simpatia, gentileza, generosidade, integridade e honestidade a toda prova. São amorosos e extremamente solidários. Têm um senso de família que é lindo e único, além de uma vida pautada nos princípios cristãos. Elói nunca deixou de dizer e afirmar que a pessoa mais importante de sua vida é Jesus.

Sempre ajudaram o próximo, e vou me reservar o direito de omitir tudo o que sei que já fizeram, porque não gostam de alardear, e se aqui o fizesse estaria traindo a confiança que ambos depositaram em mim. O que vou relatar aqui ocorreu com eles sim, mas ao contrário do normal, dessa vez eles não ajudaram ninguém, mas foram ajudados.

O querido casal fez, recentemente, uma viagem aos Estados Unidos, foram acompanhar a filha Natália, com o marido Alexandre Machado, à maratona de Chicago. Naty é maratonista das boas e literalmente corre o mundo participando de competições. De lá, decidiram dar um role a mais pelos States. Só os dois.

Como foram atletas – ambos jogaram vôlei, Elói foi capitão da Seleção Brasileira na Olimpíada de Moscou – amam caminhar, andar de bike, correr, enfim, programa esportivo saúde total.

Decidiram passear por San Francisco de bicicleta. Elói pilotando com uma mão só e filmando a paisagem e sua amada Adriana. Na Golden Gate ele caiu, sei lá como. Só sei que bateu na bike de Adriana, que estava um pouco à frente, arrancando a roda traseira dela, que apesar de ter sido jogada para frente, graças a Deus caiu de pé e não sofreu nenhum arranhão. Ele, por sua vez, caiu, bateu com a mão no chão, cortou feio entre o dedão e os outros dedos.

Dedo quebrado, mão cortada, sangue jorrando, bike quebrada e sem roda no meio da ponte e eles sem saber o que fazer, porque estava difícil para Adriana carregar as bicicletas e acudir o marido.

De repente parou um casal, pai e filha, de americanos, também ciclistas, e praticamente sem falar nada, abriram uma maleta que carregavam consigo, consertaram a roda quebrada, trocando peças e tudo mais. Segundo a Dri, ficaram sujos de graxa dos pés à cabeça. Quando terminaram, depois de ver tanto esforço da dupla sob um sol escaldante de 2 horas da tarde, Elói perguntou quanto era, pois viu o volume de peças e material que usaram. Disseram que não era nada. Elói então fez uma oração por eles e pela família.

Quando estava terminando, parou outro americano, de ascendência oriental, viu que Elói estava ferido e fez questão de levá-lo ao hospital. Foram todos juntos.

Acham que parou por aí? Que mostraram o hospital, despiram e foram embora? Nada disso. Entraram com eles no hospital, apresentaram para a atendente. Aguardaram a bicicleta dos dois, voltaram entregando a chave do cadeado e só então despediram e foram embora.

Dá para acreditar? Muito podem dizer que faz parte da boa civilidade e educação. Pode ser sim, mas não acredito que seja só isso. Em minha opinião, Deus colocou esses anjos no caminho de um casal que é bom, que faz o bem, que tem a vida nas mãos do Senhor e por isso Deus cuida deles. E colocou pessoas mais do que solidárias para o socorro.

Para os curiosos, Elói foi atendido, para conseguir viajar (voltava no dia seguinte para o Brasil), e chegando aqui teve que passar por uma cirurgia na mão, mas está ótimo, se recuperando muito bem.

 

Isabela Teixeira da Costa

Falta em ética pra todo lado

O leitor Marco Antônio de Castro fez um comentário sobre minha crônica do dia 26, que achei tão apropriado, que decidi publicar aqui para dar maior destaque.

“Isabela, realmente estamos passando por um momento histórico no Brasil, onde poderíamos passar a limpo muitas coisas que, com certeza, nos encaminharia para uma sociedade mais educada, preparada, esperançosa.
Mas observe que todos criticam esta classe política com suas falcatruas, mentiras, engôdos e todo tipo de malandragem. Basta mentir e pronto, o problema cai no esquecimento. E continuamos a agir cada um por si.
Porém, ultimamente, por não poder pagar um plano de saúde devido ao alto valor cobrado, estou fazendo alguns exames médicos e, para isto, preciso pagar consulta. A atendente do consultório médico vai logo perguntando, quando falo que é particular, se vai querer recibo ou não. Ora, é evidente a sonegação de uma classe que não precisa burlar o fisco. Como este profissional pode criticar ou ao menos discutir um assunto da lava jato numa roda de amigos? Será que ele(a) se sente confortável em criticar a ação dos meliantes?
Aí eu pergunto, onde está o conselho de classe que não interfere neste comportamento de seus associados? Onde está a ética? Onde fica o juramento ao receber o diploma?
Vamos agora analisar o caso do Aécio – que se disse ludibriado por um bandido, apesar de tê-lo financiado em várias campanhas até chegar ao cargo de senador da república.
Se ele pediu um empréstimo para pagar seu advogado, porque teria que ser em espécie, no mínimo está burlando o sistema financeiro, então já mereceria uma punição. Um simples TED resolveria seu problema, sem necessidade do primo ter que se deslocar de BH para SP, transportando uma quantia tão vultosa, com todos os riscos inerentes a esse tipo de atividade. Então, com o dinheiro na mão, pagou um advogado. Pergunto: quem é este advogado, cadê o comprovante do pagamento? Esse pagamento, com certeza, terá que ser declarado.
Este valor é condizente com o caso? A OAB, no mínimo, deveria buscar esclarecer o comportamento desse iluminado, que ganha uma fábula para simplesmente desmentir juridicamente com sua verve, toda a trama montada pelo “bandido” amigo do seu cliente.
Portanto, estamos vivendo cada um por si, a sociedade desamparada só acompanha o desenrolar dos acontecimentos sem mobilização, justamente por que não há moral para exigir moralidade.
Um grande abraço, termino por aqui apesar da vontade em continuar escrevendo.”

Condutora infratora

É impressionante como pessoas cobram ética e honestidade dos outros, mas agem sem se importar com as leis em pequenas coisas e acham normal.

Sou condutora infratora. Não só eu como um bando de gente por aí. Recebi uma carta do Detran pedindo para entregar minha careira porque tive, em 2012/13 mais de 20 pontos na carteira. Como eles têm até cinco anos para abrir o processo, a cartinha chegou no início de outubro, e obedeci às regras.

Agora, 30 dias sem dirigir, cursinho de reciclagem pela internet, provas simuladas até chegar terminar o prazo da punição para, em seguida, marcar a prova no Detran e, se passar, receber minha carta de novo. Por enquanto, estou passando a Uber, Cabify, Taxi e carona de amigos. Minha amiga Sandra Botrel já se apelidou de Uber Classic, de tanto que está me choferando.

Como sou uma palhaça, conto pra todo mundo, rindo, que sou condutora infratora e estou sem dirigir. Acho engraçado que a primeira reação das pessoas é oferecerem o carro. Rio muito e  tenho que explicar que meu carro está na garagem, que estou sem carteira, portanto, proibida de dirigir. Só aí a ficha cai.

Numa dessas, uma prima mais velha me questionou: “Qual é o problema?”. Eu disse que nenhum, apenas ficaria a pé por 30 dias ou mais, até fazer a prova. E a resposta foi a melhor de todas. “Não sei porque, dirigi há décadas e ninguém nunca me pediu carteira. Nunca cai em uma blitz, você já?”.

Poderia simplesmente responder que só quando eu era bem mais nova, mas que existe uma lei proibindo a gente de dirigir sem carteira. Que fique claro que minhas multos são de velocidade e todas elas bem perto do limite, 70, 75, 80km. Nunca recebi uma multa por usar celular, estacionamento proibido, parada em fila dupla e nem avanço de sinal, apesar de avança-los com segurança quando dirijo de madrugada, porque sou mulher, ando sozinha e em alguns pontos da cidade a minha segurança se torna mais importante do que receber uma autuação.

Mas com minha prima as coisas não funcionam desse jeito. Então respondi que é proibido dirigir sem carteira e lembrei a ela que existe uma famosinha lei informal chamada Lei de Murphy. Que provavelmente, só por estar sem carteira poderia ser parada em uma blitz. Ela deu de ombros me achando uma boba.

Fiquei pensando naquela conversa. Estamos vivendo em um momento do país no qual todos nós cobramos ética e honestidade por parte de políticos, empresários e governantes, mas não nos importamos em agir sem ética, desde que seja para nos beneficiar. Com que moral? Senta no seu rabo para falar do meu? Não está correto. Para cobrarmos algo de alguém, devemos agir corretamente, honestamente e eticamente.

Para usar uma linguagem menos chula, vou citar um versículo da Bíblia. Em Mateus capítulo 7 versículo 3 Jesus diz “Por que reparas tu o cisco no olho de teu irmão, mas não percebes a viga que está no teu próprio olho?”

A questão é essa. É muito fácil acusar, apontar o dedo e julgar o outro, o difícil é ver e enxergar nossos erros.

Isabela Teixeira da Costa

Problemas e dores

Às vezes é bom tomarmos conhecimento de problemas de outras pessoas para cairmos na real e percebermos que o nosso não é o maior e nem o único do mundo.

Qual a maior dor? E o pior problema? É engraçado, mas uma das coisas que ouvi muito no último mês foi isso: qual a maior dor? Consequência do cálculo renal e da cólica ser tida como das piores dores que existem. Inclusive comparam com a dor do parto, dizendo que a dos rins é pior. Como eu já tive uma filha, a pergunta é imediata, na tentativa de matar a curiosidade e conseguir a resposta.

Realmente, a cólica renal é terrível, da mesma forma que a dor da contração no trabalho de parto também, porém, fui anestesiada antes do parto, dessa forma, a dor mesmo da hora H do parto não senti, bem como a maioria das mulheres não a sente mais, desde que inventaram a anestesia. As únicas corajosas que enfrentam tudo, a seco, são as que optam pelo parto natural, de cócoras ou dentro da água. Essas sim, rejeitam qualquer medicação, querem sentir todo o processo de dar a luz.

Porém, independente de saber qual a pior dor em termos de classificação médica ou popular e sem querer menosprezar qualquer tipo de mal, penso que a pior dor é a que estamos sentindo no momento. Sinceramente, não fomos criados para sofrer. Tudo o que nos tira do normal, da nossa condição natural e saudável é extremamente desagradável e, portanto, na minha opinião, o pior sofrimento no momento.

Fazendo um comparativo com a dor, pensei em problemas. Algumas pessoas têm o costume de achar que o seu problema é o maior ou, até mesmo, o único do mundo. Realmente, quando estamos com um problema, sofremos e tentamos resolvê-lo, algumas vezes sem sucesso. A angustia pela qual passamos nos leva a um estado que muitas vezes nos impede de enxergar a luz no fim do mundo.

Tenho um grupo de amigas, e, há algumas semanas, uma delas passou por um grande problema, daqueles que a gente acha que só existe em novela. Nos unimos para ajudá-la, dentro do possível, darmos apoio e orarmos por ela. Depois, outra amiga, chocada pelo que tinha ocorrido me chamou no canto e disse: “Depois dessa acho que não tenho problema nenhum”.

Uma chacoalhada dessas é boa. Não que vamos deixar de ter problemas, mas poderemos, de forma racional, colocar os nossos problemas na categoria correta em vez de supervaloriza-los. É problema? É, mas não é o maior e nem o único. Não é tão grande como imaginamos que seja. Quando deparamos com outro maior e mais complicado, recebemos um choque de realidade e isso nos ajuda a ver nossa situação com outros olhos e muitas vezes conseguimos achar o caminho para solucionar a situação difícil pela qual passamos. É como se, por alguns momentos, nos distanciássemos do nosso mundo que estava nos engolindo.

Sabe aquela máxima que quem está de fora enxerga melhor a situação? Pois é, foi mais ou menos isso que ocorreu naquele momento. Achei tão interessante que resolvi compartilhar aqui. Por pior que seja o nosso problema, devemos saber sempre, que tem muita gente com problema pior. Devemos manter a calma e tentar ser racionais para conseguir ver a situação como se fosse uma pessoa de fora, e assim resolver o problema.

Isabela Teixeira da Costa