Busque ser feliz e andar com os felizes

A vida tem outro colorido quando tomamos a atitude de ser feliz e deixar de lado qualquer traço de infelicidade.

 

Outro dia, em uma reunião de amigas, uma delas leu para nós uma crônica da escritora Socorro Acioli, que retrata de uma forma muito verdadeira como são as pessoas felizes e como são as infelizes. Nesta época do ano que paramos para refletir sobre a vida e sobre nós mesmos, achei bem válido postar a crônica aqui.

 

Sobre os felizes

 

Socorro Acioli

 

Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles tem em comum é a generosidade. Mais que isso: eles tem prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que tem, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho.

Dicas de Harvard para ser feliz

Professor do curso de psicologia da Universidade de Harvard ensina as pessoas a serem mais felizes.

Ilustração Marcelo Lélis

Acredito que todas as pessoas, ou elo menos a maioria delas, sabem que a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, é uma das mais renomadas do mundo. Um profissional que se gradua ali é disputado pelo mercado. Penso que já devem sair empregados pelas maiores e melhores empresas mundo afora.
Mais ou menos o que ocorre com os bons alunos do Ibmec, em Belo Horizonte, guardadas as devidas proporções. Para quem não sabe, entram, por semestre, cerca de 50 alunos por turma nos cursos do Ibmec e de tão apertado que é, formam cerca de 20. Conheço um rapaz, Gustavo Elias Pena, filho de uma grande amiga, nasceu junto com minha filha, apenas três dias de diferença, por isso acompanhei seu crescimento. Formou por lá, foi o melhor aluno do curso todo, recebeu homenagem na formatura e tudo mais, e antes de formar já estava contratado pela Google. Mora em São Paulo e já foi promovido sei lá quantas vezes.
Voltando ao assunto inicial, o professor de psicologia positiva Tal Ben-Shahar, destaca em suas aulas dez dicas principais para contribuir para uma vida positiva. Se fosse eu, ou qualquer outra pessoa leiga a dizer o mesmo, diriam que estamos dando cursinho de autoajuda, porém, como é dito por um doutor de Harvard, tem peso e embasamento científico, portanto, vale a pena ficar atento e colocar em prática.
A primeira dica, que é a mais importante de todas – normalmente tudo que é numero 1 é assim –, é agradecer a Deus por tudo o que você tem. Fato, só o fato de acordarmos já merece agradecimento, pois agradecemos a vida. Acordar com saúde, outro motivo para agradecer; ter um teto sobre sua cabeça, alimento, família, e por aí vai.
Dica 2: Pratique regularmente atividade física. Apesar de eu nunca ter encontrado a endorfina na minha vida, tenho que reconhecer, que depois de uma vida de sedentarismo, agora que estou praticando atividade física, me sinto bem melhor. Não consigo ainda ir para pilates e academia com prazer, mas vou porque sei que é importante ara minha saúde.
Dica 3: Aprecie o café da manhã e lembre-se: o que você come tem um impacto no seu humor durante o dia. Não é à toa que dizem que o café da manhã é a refeição mais importante do dia. Agora tem comprovação científica, não só na saúde como também no humor.
Dica 4: Seja assertivo, cuide para não exacerbar nas suas opiniões. Equilíbrio faz bem em todas as áreas. Ser o dono da verdade – e muita gente é – está por fora e atrapalha muito na sua felicidade pessoal. Fala de Harvard.
Dica 5: Gaste seu dinheiro em viagens, cursos e aprendizado. Dinheiro foi feito para usar e não ser usado por ele. Desfrute do que você ganha, acumule conhecimento e divirta-se.
Dica 6: Enfrente seus desafios, não fuja deles. Talvez essa dica seja das mais difíceis de encarar. Muitos de nós temos a tendência de procrastinar quando se trata de enfrentar problemas. Quer ser feliz? Encare a onça.
Dica 7: Coloque em todos os lugares boas memórias, frases e fotos de seus entes queridos. Família e amigos queridos são tudo em nossa vida.
Dica 8: Sempre cumprimente e seja bom com as outras pessoas. É isso aí, gentileza gera gentileza que traz felicidade.
Dica 9: Ouça boa música. Isso é tudo de bom!
Dica 10: Cuide-se e sinta-se atraente. Realmente, estar arrumada, com uma leve maquiagem nos faz mais bonita, aumenta a autoestima e nos faz mais feliz. Estou sentindo isso na pele, depois que emagreci. Cada elogio que recebo é um afago.

Isabela Teixeira da Costa/interina

Corrupção e felicidade

 

Alvaro Fernando / Divulgação
Alvaro Fernando / Divulgação

Será que os corruptos são felizes? Essa questão e outros casos interessantes relatados por Alvaro Fernando

Alvaro Fernando*

Talvez você se lembre do nome de quem matou Odete Roitman, mas ninguém sabe dizer, até hoje, quem matou PC Farias no chamado “crime que abalou o país”. A história está repleta de casos de corrupção em que o corrupto se dá muito mal. A maioria? Quem sabe?

O significado do termo por si só já apresenta seus dentes, pois “corrupta”, em latim, é a junção das palavras “cor” (coração) e “rupta” (quebra ou rompimento). Algo que, de cara, não me parece provocar um resultado bom ou convidativo: romper com o coração.

A origem do termo está no latim, mas a prática é muito mais antiga que a língua. Fico espantado quando vejo pessoas associarem a corrupção aos brasileiros. Olhe em volta, viaje à China para conhecer as fábricas de trabalho escravo de um quarto da população do planeta ou jogue um feixe de luz sobre a indústria bélica americana. Procure entender o que acontece na Somália, Líbia, Coréia do Norte, Venezuela, Camboja ou República do Congo.

Outro dia, em uma mesa de bar, um suíço questionou uma colombiana sobre como era a vida na Colômbia em contato com os traficantes. Ela, com calma e uma lucidez cortante, respondeu que quem deveria conhecer os traficantes era ele, pois é na Suíça que eles depositam todo dinheiro e encontram cobertura para o que fazem. Muito firme o ponto de atenção dela e isso tem um nome, chama-se: corrupção. A história nos apresenta líderes de países “desenvolvidos” da Europa mestres nessa “arte”.

O que fazer com todo este dinheiro? Alguns dirão: “para comprar o poder!” Mais poder? Poder para roubar? Roubar para poder? De certo, alguém já lhe fez a deliciosa pergunta: “o que você faria caso ganhasse uma bolada rechonchuda na loteria? O que faria se amanhã depositássemos um bilhão de reais em sua conta?”.

Muitos podem ainda ter o cuidado de questionar: “mas será um bilhão de reais que pertencem a mim ou um bilhão de dinheiro sujo, roubado dos cofres públicos?”. Considero uma boa pergunta, pois muda completamente a situação do beneficiado. Mas a dúvida inicial persiste: o que fazer com um valor tão colossal?

O despropósito dos valores é proporcional à falta de propósito na vida dos corruptos. Não há finalidade alguma, o rombo que se faz no cofre público é sem propósito. Sim! Para entender qual o propósito de cada uma na vida, é preciso pensar sobre os valores mais elevados e a aspiração individual de algo que valha a pena ser vivido.

Perceba que não há nesse momento um questionamento à falta de caráter ou cobrança por mais integridade, retidão e princípios, mas, sim, a constatação da importância do propósito de vida particular de cada um, aquilo que Aristóteles chama de ética – ou seja, reconhecer aquilo a que se aspira e dirigir-se nesse sentido. Na rota contrária a isso, o mundo contemporâneo demonstra ser capaz de produzir uma legião de líderes sem noção, razão, motivo, critério, senso, discernimento ou juízo.

Momento em que paramos para pensar: quem é essa pessoa? O que ela quer de verdade? Estamos no tempo certo para distinguir sucesso de felicidade! Afinal, quantas pessoas o mundo já produziu com uma carreira de sucesso e tremenda infelicidade?

Mais uma face desse espelho distorcido que engana a tantos: olhe no rosto daquele que você julgar corrupto, tente buscar um sinal de felicidade e não encontrarás! Agora, pense em alguém que você considera muito feliz, e o que aparece? Vamos lá! Busque na memória alguém de suas relações que você nomearia como uma pessoa “exemplo de felicidade”, e veja o que encontra: propósito de vida, altruísmo e generosidade.

* Alvaro Fernando é autor do livro “Comunicação e Persuasão – O Poder do Diálogo”, no qual demonstra a importância comunicacional de virtudes como propósito de vida, altruísmo e generosidade. Fernando é premiadíssimo compositor de trilha sonora, vencedor de três leões em Cannes, duas medalhas em New York Festival e três estatuetas no London Festival.

 

Falta de carboidrato pode causar baixa autoestima

carboidrato
Reprodução internet

Nutricionista explica que a falta do carboidrato provoca alterações no humor e sensação de tristeza.

Existem dois times de pessoas: as que amam carboidratos e as que não comem carboidratos. As que amam chegam a colocar três, quatro ou até cinco tipos no prato em uma única refeição, quem não come, fica com muita vontade, mas faz o sacrifício para não ganhar peso.

O problema é que as pessoas não sabem que a falta deste tipo de alimento faz mal à saúde. Tenho uma prima que faz regime a semana inteira, seu almoço e jantar se resume a uma carne e salada com legumes, porém, na maioria das vezes a salada é feita de folhas. Arroz, feijão, batata, pão e massa não faz parte de seu cardápio.

Ela resolveu ir a uma nutricionista para ver se conseguiria emagrecer mais uns quilinhos, aqueles dois ou três que sempre ficam resistentes. Não é que descobriu que estava subnutrida. Levou o maior susto e teve que inserir na sua alimentação diária feijão e um carboidrato no almoço.

Agora, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) apontou que retirar o carboidrato da alimentação pode causar baixa autoestima e trazer danos ao organismo. A falta deste nutriente pode aumentar os riscos de doenças cardiovasculares, dificultar a perda de peso e mexer com a autoconfiança.

Segundo a nutricionista Vanderli Marchiori, em geral o consumo de carboidratos fornece energia para o cérebro e, assim, temos maior controle emocional e mental. “A ingestão do carboidrato influencia diretamente na produção de neurotransmissores, como a serotonina. Essas substâncias são responsáveis por causar as sensações de prazer e bem-estar. A falta deste nutriente reduz a velocidade do metabolismo e isso pode fazer com que as percepções de realidade e do nosso corpo fiquem distorcidas e prejudiquem a autoestima, provocando também maior sensação de tristeza”, pontua Vanderli.

Por isso, é importante no dia a dia consumir de oito a 11 porções de carboidrato divididas entre as refeições. As opções são extensas, mas os principais alimentos que possuem o nutriente são: macarrão, pão, biscoitos, arroz e batata.

A nutricionista explica que só é válido retirar o carboidrato do cardápio em casos de algum tipo de doença específica, em que o consumo do nutriente pode ser fator decisivo para a piora do quadro de saúde.

Isabela Teixeira da Costa

É possível viver sozinho

sozinha2Estar sozinho não é sinônimo de infelicidade.

Muitas pessoas quando terminam um relacionamento, seja ele casamento ou mesmo um namoro, ficam um pouco sem rumo. Toda vida a dois tem uma rotina – e não me refiro a rotina pejorativamente –, situações diárias na vida do casal, que são quebradas no mesmo instante do rompimento, que deixam uma lacuna. Fica o sentimento de que está faltando alguma coisa.

É aquele telefonema de bom dia, a troca de menagem contando algo interessante ou engraçado que vivenciou, o telefonema na hora marcada, a ida ao cinema naquele dia da semana, enfim, pequenos gestos que preenchem a vida.

São faltas que acostumamos com o tempo. Até hoje, sinto falta dos telefonemas com um ex-namorado que fazia durante engarrafamentos. Eram papos agradáveis e ótima maneira de enfrentar os congestionamentos. Muito melhor que ficar praticamente parada andando a 10 km por hora. Celular no viva-voz para não tirar a mão do volante e nem infringir nenhuma lei. Tranquilo. Essa foi uma das perdas. A outra, bem mais grave, foi a perda da convivência familiar. Gosto muito da família dele e infelizmente acabamos nos distanciando um pouco. Mas isso é outra história.

Depois de uma situação de perda a maioria das pessoas gosta de ficar mais reclusa por um período, outras aproveitam para sair com amigos e colocar o papo em dia. Normalmente, um casal vive mais fechado entre eles, ou sai com casais, e amigos solteiros ficam um pouco abandonados nesse período.

Porém, tudo depende do temperamento e personalidade de cada um. A grande questão é que os amigos não aceitam essa solidão escolhida e desejada. Pensam que é depressão, tristeza e arrastam a pessoa para a rua a qualquer custo. Vencem pelo cansaço. Não é de maldade, é excesso de carinho e preocupação.

Muitos vão para a balada, paqueram muito, acabam ficando com alguém, fazem sexo casual, etc. Entram na roda alucinada das noitadas. Outros, mais maduros, saem, podem até conhecer pessoas, mas não se envolvem.

Tudo isso só traz uma falsa sensação de felicidade. Quando chega em casa, está sozinho da mesma forma, e insatisfeito com o que fez. As pessoas devem parar de pensar que bebida e sexo resolve problemas. Vou contar um segredo: Não resolve nada, só piora tudo.

Devemos respeitar o nosso momento e descobrir a felicidade em nós. Se formos felizes conosco mesmo, estar sozinho será muito bom, e se sairmos com amigos, será ótimo também. Sairemos para divertir porque já estamos felizes e não para nos afogar em outras coisas em busca da felicidade.

Não podemos ter vergonha de nos posicionar diante dos outros com nossas vontades e desejos. Temos que valorizar os amigos que querem nos ajudar, mas podemos mostrar a eles a maneira correta dessa ajuda.

Tenho uma amiga que sofreu uma grande perda. Seus amigos se uniram em um esquema de rodízio para não deixá-la sozinha. A cada dia era um que ía para sua casa fazer companhia, e sempre chegava com um salmão para comer. Era a forma de agradar, demonstrar carinho. Penso que o salmão representava um ingrediente especial: bonito, requintado e gostoso. Aí é que está. Minha amiga não gosta de salmão. E em meio ao grande sofrimento, foi se empanturrando de um peixe que detesta, por semanas seguidas, porque não tinha coragem de dizer a verdade.

Como ser indelicada diante de tanta delicadeza. Mas no fundo, tudo o que ela queria é ficar sozinha por um tempo.

Independente de perdas, muitas pessoas gostam da solidão. Tenho outra amiga que ama ficar sozinha. Não é nenhuma ermitã. Ao contrário. Tem muitas amigas, gosta muito de sair e receber também. Mas ela tem o seu momento de ficar em seu cantinho, quieta, com ela mesma. Ela se ama e curte muito sua própria companhia. E é muito feliz.

Isabela Teixeira da Costa

O segredo da autoestima

autoestima1Ter uma boa qualidade de vida, saúde e felicidade estão diretamente ligados à autoestima. Principalmente a felicidade.

Tenho para mim que a tristeza traz consigo muitos problemas. Deixo claro que isso é “achômetro”, sem nenhuma pesquisa, nem estudo científico, mas opinião pessoal de observações ao longo da vida.

A maioria das pessoas ao meu redor que tiveram câncer era triste, deprimida, rancorosa. Hoje, essa doença virou epidemia, nunca vi tantos casos como nos últimos anos. Penso que agora tem muito a ver com alimentos transgênicos e a pressão e o estresse da vida.

Voltando ao assunto, tive um colega de trabalho, muito querido, que quando entrou no jornal era alegre, chegava a ser engraçado em alguns momentos. Fazíamos reuniões em sua casa com frequência. Depois que sua mãe faleceu (pode ter sido coincidência) ele se fechou, ficou mais sério, os encontros da turma acabaram, ele foi engordando. Infelizmente, faleceu esta semana. Ninguém me tira da cabeça que a tristeza tirou sua alegria de viver e isso levou ao seu fim.

Li um texto outro dia que fala muito bem de ser feliz. É exatamente como penso, e vou reproduzi-lo.

“Durante um seminário, um dos palestrantes perguntou a uma das mulheres presentes: ‘Seu marido lhe faz feliz, feliz de verdade?’
O marido aprumou-se demonstrando total segurança. Sabia que a resposta seria afirmativa, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.
Porém, a resposta foi um sonoro ‘NÃO’, daqueles bem redondos.
O marido ficou desconcertado, mas ela continuou:

‘Meu marido nunca me fez e não me faz feliz. Eu sou feliz. O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino que serei feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.

‘Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu preciso decidir ser feliz independente de tudo o que existe. Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz. Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz. Se meu emprego é bem remunerado ou não, eu sou feliz.

‘Hoje sou casada, mas eu já era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de ‘experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria ou tristeza’. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque está muito frio, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.

Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.
Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar em seus ombros. A vida de todos fica muito mais leve.
E foi assim que consegui um casamento bem-sucedido ao longo de tantos anos.

‘Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade. Seja feliz mesmo que faça calor, que esteja doente, que não tenha dinheiro, que alguém tenha lhe machucado, que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor’ ”.

Muitas vezes, sem nem perceber, a rotina pesada e problemas pessoais abalam o amor próprio e bem-estar do ser humano.

A atitude é muito importante. Acorde, agradeça a Deus por mais um dia, pela saúde. Se arrume, maquie (isso é importante para você se sentir melhor, mais bonita), coloque um sorriso no rosto.

Faça diferente. Tudo depende do nosso olhar para nós mesmos e para a vida.

Isabela Teixeira da Costa

Ser mãe

imageSer mãe! Hoje é Dia das Mães.

Não poderia deixar passar em branco essa data. Primeiro, porque sou filha; segundo, porque sou mãe e terceiro, porque acho esta homenagem mais do que justa e merecida.

Amo a minha mãe e sempre nos demos muito bem. Passei quase toda a vida ao lado dela. Moramos juntas várias vezes. Saí de casa no dia em que me casei. Voltei para casa quando me separei e foi ela quem ajudou a criar minha filha. Só nos separamos quando decidiu morar no sítio. Mas não cansa de me chamar para ir pra lá.

Ser mãe é uma função abençoada por Deus, se não fosse por ele, não teríamos filhos. Nos enche de felicidade, amor, alegria, preocupação, trabalho e culpa. Nunca me senti tão feliz quanto no dia em que soube que estava grávida, parecia que ia explodir. Deste dia em diante, começou um amor inexplicável dentro de mim que só cresce a cada dia. Quando acho que já está enorme, aumenta mais um pouco. Acredito que só as mães entendam isso. Propriedade exclusiva materna!

Alegria tive e ainda tenho em vários momentos com minha filha, e preocupação também. Acredito que continuarei a ter pelo resto da minha vida. Sei que Deus está cuidando dela, pois já a entreguei nas mãos dele, mas mãe preocupa se chega tarde, se não dá notícia, se a voz está diferente quando fala ao telefone…

Culpa sempre senti por causa do excesso de trabalho que me ocupou dias e noites fora de casa quando ela era pequena, e até alguns dias em finais de semana. Ainda ocupa. Minha filha soube superar isso, eu não. Hoje, quando me pede algo que não posso atender, sofro muito…

Educar filho é tarefa difícil. Creio que minha mãe fez um bom trabalho e eu também. Como consegui? Não sei. Acho que pela misericórdia de Deus. Certo dia estava com uma grande amiga da minha mãe, Helena de Castro. Luisa estava comigo. Não lembro direito o que Luisa fez, mas Helena disse: “Como ela é educada!”. Caí na gargalhada, e respondi: “Pegou!”. Vi que tinha feito alguma coisa certa, porque Helena sempre foi muito exigente e observadora.

Acho lindo as mães de coração, aquelas que por algum motivo não puderam ter filhos e optaram por adotar uma das tantas crianças que são abandonadas. Mês passado uma amiga, que aguardava há anos na fila, recebeu seu filho. Ficou numa alegria só. Vai apresentar a criança para as amigas na próxima semana. A família toda foi afetada de forma positiva. O amor inundou a todos.

Este pode ser o último dia das mães que passo com minha mãe e com minha filha. Meu coração está apertado. Com mãe, porque ela já está com 89 anos. Apesar de frágil, está com ótima saúde, mas sei que a idade conta. Com minha filha, porque está partindo para realizar seu sonho: ser missionária. Vai com a minha benção e a de Deus, que é a principal.

Talvez, essa seja a maior e mais difícil tarefa de mãe, criar um filho para o mundo. Minha única filha, querida, amada, amiga, companheira vai fazer o trabalho que o Senhor quer, com um sonho no coração de que eu a acompanhe. Porém eu ficarei aqui, cumprindo o meu papel de filha, pois sei que minha mãe precisa de mim. Cada uma, seguindo o seu caminho, enquanto for preciso.

Feliz Dia das Mães, a todas as mães!

Isabela Teixeira da Costa

Vamos ser feliz

foto Jony Cunha
foto Jony Cunha

O Brasil está passando por um período difícil. Esta crise tem levado as pessoas a um nível de estresse, aperto financeiro e preocupação que tem gerado peso na vida, de uma maneira geral. Como ser feliz?

Os empresários não querem arriscar investimentos, pois não sabem o que acontecerá amanhã; quem é funcionário está inseguro, sem saber se terá emprego no próximo mês. A incerteza é geral. O cenário não é bom e parece que até a luz no fim do túnel se apagou.

Aí você lê o título desta crônica e pensa, essa aí enlouqueceu. Escreve tudo isso e quer que a gente seja mais feliz. Mas é isso mesmo. Sem querer dar uma de autoajuda, como vamos enfrentar a situação e viver essa crise depende de cada um de nós.

Estamos sobrecarregados, trabalhando o dobro para ganhar menos da metade. Temos que ser criativos para vencer cada dia, mas não podemos abrir mão de aproveitar as oportunidades que surgirem para relaxar, divertir e ser felizes. Se vivermos só para o trabalho, nos trancarmos em casa com uma atitude pessimista, só faremos mal a nós mesmos.

Há tempo para tudo na vida, o importante é o equilíbrio. Não é à toa que na Bíblia está escrito: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”.

Por isso, devemos separar o tempo para o trabalho, mas também para o lazer, para a família e os amigos. Temos que ser positivos, ter bom humor, fé e esperança em um futuro melhor. Isso acaba contagiando as pessoas que estão à nossa volta. A felicidade não pode depender de fatores externos, deve vir de dentro de nós. Devemos ser sinceros, autênticos, nos aceitar como somos, com defeitos e qualidades, e tentar ser a cada dia melhores.

Duas qualidades que o ser humano deve desenvolver para ser mais feliz: a gratidão e o perdão. Ser grato a tudo que temos e a todos que passaram por nossa vida e nos ajudaram é fundamental. Esse sentimento de reconhecimento é a base de um bom caráter. Nada pior do que alguém que cospe no prato que comeu, e, infelizmente, é o que mais se vê nesta vida.

O perdão não é sentimento, é escolha e mandamento. Perdoar é se libertar, pois evita guardar mágoas que fazem mal a nós mesmos. Quando decidimos perdoar, mesmo que ainda tenha dor em nosso coração, sem perceber, a magoa e a dor vão se dissipando. O perdão tira de nós o sentimento de vingança, de fazer mal ao outro. E com isso nos tornamos mais felizes e mais generosos.

Pode ser difícil em um primeiro momento, mas não custa tentar. Garanto que o resultado será maravilhosamente surpreendente.

 

Isabela Teixeira da Costa