Fique atento às unhas de gel

Unhas de gel são um bom recurso para manter as mãos bonitas, mas precisa de ter alguns cuidados.

Aparência é muito importante para a mulher. Para falar a verdade, deveria ser importante para todo mundo. As pessoas deveriam querer parecer sempre bem, bonitas, elegantes. Não estou me referindo aqui a gastar fortunas com roupa e maquiagem, mas em se arrumar para estar bem, dentro da condição de cada um. Basta dar uma volta pela rua com um pouco mais e atenção que vemos claramente quem se cuida e quem não se cuida.
A primeira vez que fomos levar nossa mãe ao neurologista para saber se ela estava com Mal de Alzheimer a primeira coisa que o médico perguntou foi se ela mesma tinha se arrumado, porque pessoas que sofrem da doença perdem a vaidade. Pura verdade.
Para a mulher dois itens são bem importantes, o cabelo, que faz a moldura do rosto, e as unhas, que dão um aspecto de asseio à pessoa. Mãos sujas e descuidadas sempre dão uma má impressão. Por sinal, este dois quesitos são os mais prejudicados em caso de perda de peso rápida, cirurgia, gravidez, etc. Sempre provoca queda capilar e enfraquecimento das unhas.
Um dos motivos é a perda de ferro no sangue. Se o ferro fica a menos de 70% da quantidade ideal o organismo passa a economizar a substância para ser usada em coisas mais importantes. Para o nosso corpo, cabelo e unha são supérfluos e, portanto, só recebem ferro quando temos e sobra. A falta deste poderoso componente enfraquece as unhas e os cabelos.
Como a estética não descuida e está sempre pronta a ganhar dinheiro, a cada dia lança recursos para ajudar as pessoas a ficarem mais bonitas e solucionar esses problemas. Se não for solução, é paliativo, como por exemplo os apliques de cabelo e as unhas de gel. Sempre fiquei encucada com os problemas que o uso constante dessas unhas poderiam causar de fato. A unha já está fraca, e ainda lixam ela por cima afinando ainda mais e tampam com outra unha, abafando sua respiração – imagino que unha respire.
Esta semana recebi um material da dermatologista Lívia Lavagnoli, que levanta algumas questões. As unhas de gel são feitas à base de um gel fino e transparente. E já foram registrados muitas reclamações de mulheres que tiveram as unhas naturais prejudicadas, com risco, até mesmo de perdê-las, por conta de negligências ao colocar as unhas de gel.
Segundo a dermatologista elas são menos agressivas às unhas originais, apesar disso, quando colocadas da maneira errada, podem trazer alguns riscos. “Ficar muito tempo na luz UV para realizar a secagem das unhas pode provocar fragilidade, manchas, envelhecimento precoce e até riscos mais graves, como o desenvolvimento de câncer de pele”.
O erro mais comum é usar essa técnica para esconder imperfeições estéticas na unha que, na realidade, podem ser transtornos mais graves, como no caso das lesões melanocíticas. “São aquelas lesões escuras que podem ser confundidas com um simples machucado. A colocação das unhas de gel impede que seja possível ver o avanço da mesma, ou seja, o paciente só perceberá que algo está errado quando os sintomas forem mais graves e avançados”, alertou.
As unhas de gel não possuem contraindicação prévia, mas quem tem unhas fracas e quebradiças precisam consultar um dermatologista antes de fazer o procedimento, porque elas podem acabar camuflando algum problema mais sério. É preciso entender e tratar a fraqueza das unhas antes de se submeter a um procedimento desses. O importante é não usar unhas de gel por meses seguidos. O ideal é dar um descanso de tempos em tempos e hidratar bem a unha natural quando estiver neste período de descanso.
Isabela Teixeira da Costa / Interina

A primeira mulher dentro de nós insiste: o mito da mitocôndria

Entramos em março, mês que comemoramos o Dia Internacional da Mulher. A psicanalista e doutora em psicologia pela UFMG, Iza Haddad, enviou para a coluna uma crônica sobre a mulher, bem pertinente para marcar a data, que reproduzimos aqui, na íntegra.

Ilustração Son Salvador

“Ela tinha 9 anos quando a professora lhe iniciou em um saber que se tornaria a alavanca para seu desejo de entender a origem do poder das mulheres sobre a vida. Sem o saber, já se perguntava sobre o que Simone de Beauvoir, a filósofa francesa, afirmou. “A menina torna-se mulher, não nasce mulher!”. Foi em uma aula que ciências que o inesperado calou-lhe a voz! Para a mulher em semente que existia na menina havia alí um atalho que a conduziria à porta magna do enigma da feminilidade. A menininha, fora de si, com os olhos encantados, escutou a explicação sobre uma organela chamada mitocôndria. Foi arrebatada ao campo infantil das ideias mágicas e se viu imediatamente como uma cientista ao microscópio, lá de onde avistaria a alma de cortes histológicos e ‘liquores’ do corpo feminino. Enfim, entenderia, com seus olhinhos clínicos, a mitologia da mulher!
A explicação sobre a origem da mitocôndria lhe encantou. Vagou por algum tempo no recreio, entre as árvores da escola, que ficava no coração da mata da UFMG. Desde muito pequena, sumia pelas estantes de livros da biblioteca para estudar o que não entendia. (Não tinha Google nessa época!). Quando se inquietava com algo, perguntava à mãe, a primeira mulher da vida de uma menina. Se não lhe respondia o suficiente, fazia visitas à biblioteca até sossegar seu anseio de saber. Lamentou-se por não lembrar o nome da professora que lhe iniciara nos desígnios da feminilidade, já que a lenda da organela de respiração celular mais importante do corpo humano a deixaria intrigada pela vida a fora.
Soubera naquele dia que dentro de uma mitocôndria havia apenas material genético feminino. Ou seja, dentro de você leitora, de você leitor e de todos seus antepassados há somente genes mitocondriais femininos. Essa célula carrega informações genéticas das mulheres de sua árvore genealógica, eliminando a linhagem patrilínia. Na fecundação do óvulo pelo espermatozoide, a calda do gameta masculino, rica em mitocôndrias, é perdida e o óvulo fecundado, recebe somente um acervo exclusivo de DNAs femininos. (Valeu, mãe, pelas mitocôndrias, no caso essa herança é só sua). A mitocôndria, cujo termo em grego significa mitos, filamento, e chondrion, pequeno grânulo, converte substâncias como glicose e oxigênio em energia química usada na respiração celular. Considerada usina de energia está presente em grande quantidade no sistema nervoso, no coração e no sistema muscular. Enfim, toda a complexidade dessa organela está organizada sobre uma trama de genes femininos.
Anos mais tarde, já adulta, essa descoberta produziu na menina uma constatação: há em nós o rastro de um elemento feminino, geracional. Se pudéssemos retroceder no tempo, até chegar ao fundo desse segredo, rastreando a transmissão das mitocôndrias pelos séculos, chegaríamos ao seio da hipotética Eva-Mitocondrial, analogia à primeira mulher bíblica, que soube antes de Adão sobre os mistérios da carne. Se dentro de todos nós existe o DNA mitocondrial que herdamos das mulheres, então há um lugar originário para a feminilidade no corpo da humanidade. O mito da mitocôndria reafirma o traço feminino que nos lembra de que fomos paridos por uma fêmea-mulher que carregamos na memória de nossas células. O rastro da feminilidade nessa herança recoloca o enigma sobre a mulher, e nos reconduz, como rebentos, ainda prematuros, à mitocôndria, célula-útero. Não há evolução científica que aplaque, nem fármacos que curem nossos sentidos primitivos de saber que brotamos da carne interiorana das mulheres; recanto escuro, silencioso e solitário de onde um dia viemos, e para onde retornaremos, pelo menos enquanto sonharmos que ainda temos saudade de casa.”

Isabela Teixeira da Costa

Coluna Publicada no Caderno EM Cultura do Estado de Minas

O desafio de ser mulher

heroinasA vida de uma mulher é intensa e sobrecarregada, quase igual a de uma super herói.

A vida de uma mulher não é nada fácil. Tem que cuidar da casa, trabalhar fora, cuidar do corpo. Se for casada, tem que dar atenção para o marido, se não, tem o namorado que também demanda tempo e atenção. Se tiver filhos, tem que levar e buscar na escolha, ajudar no para casa, dar conta dos cursos extras. Ainda não citamos o salão de beleza: manicure, pedicure, depilação, sobrancelha, tintura de cabelo. Conciliar tudo isso não é fácil.

Quando fui fazer as fotos para o site, a maquiadora Fairuze me recebeu as 9h toda linda, maquiada, penteada, depois de ter malhado. Estava na academia, às 6h. Como ela, inúmeras mulheres têm seus dias cheios e corridos para conseguir manter corpo, mente e saúde em equilíbrio. Não sei como conseguem ânimo para ainda saírem de noite, lindas e animadíssimas. Mas este é o desafio da mulher moderna.

E demandamos muito mais do que os homens. Nossas alterações hormonais são maiores, temos mais propensão a engordar e à flacidez. A perda de cálcio na mulher é maior, o que provoca osteoporose, e outros nutrientes necessários ao bom funcionamento do corpo. E com o avanço da idade tem a menopausa, que traz com ela, algumas demandas para acrescentar na lista. Ufa!

O médico Marco Antônio Campos Casemiro, que há mais de 20 anos vêm trabalhando com prevenção e tratamento do envelhecimento através da prática ortomolecular, explica que a alimentação equilibrada facilita a manutenção de peso, mantém um bom desempenho físico e mental e previne doenças, influenciando no bem-estar e na saúde da mulher. As vitaminas são substâncias que desempenham papel fundamental na estimulação das enzimas responsáveis por vários dos processos metabólicos do corpo e são obtidas por meio da alimentação e sob a forma de suplementos. “Quanto mais balanceada a alimentação, mais rica em vitaminas ela será. Como nos dias de hoje isso é difícil, a suplementação que é feita na prática ortomolecular, faz-se necessária. Antioxidantes tipo vitamina E, C, Betacaroteno, Selênio, Zinco, Manganês, Ácidos Graxos e vitaminas do complexo B ajudam aliviar, por exemplo, os principais sintomas da menopausa, como as ondas de calor, estresse, fadiga e flacidez da pele, portanto são fundamentais para a saúde da mulher”, explica Casemiro.

De acordo com o médico, alimentos como aveia, alho, azeite de oliva, castanha-do-Pará, maçãs, peixes, soja, tomate, uva vermelha e muitos outros já foram comprovados serem capazes de prevenir doenças do coração, câncer, depressão e proteger o cérebro de outras doenças como mal de Alzheimer, portanto são bons alimentos para se ter no cardápio com frequência para quem se preocupa em aumentar a longevidade e viver com saúde.

Manter um peso saudável também é uma recomendação para as mulheres que buscam viver com mais saúde, o que vai muito além da questão estética. A obesidade faz mal à saúde, pois diminui a resistência a infecções e aumenta o risco de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, acidentes vasculares cerebrais, etc.

O exercício físico é importante para a mulher que quer conciliar saúde e estética, mantendo o corpo em forma e dentro do peso ideal. Para Jairo Lucheta, educador físico e gerente de ginástica da Companhia Athletica, o treino resistido é indispensável para as mulheres. Os benefícios da musculação para as mulheres são basicamente os mesmos que para qualquer indivíduo: aumento de massa muscular e melhora no condicionamento e perda de gordura. Para aquelas que buscam um exercício para emagrecer, o ideal é musculação em combinação com o aeróbio.

Para ter saúde é preciso manter uma alimentação saudável, uma atividade física contínua, e com saúde damos conta do recado.

 

Isabela Teixeira da Costa

Comando feminino

Ilustração Son Salvador
Ilustração Son Salvador

Estão reconhecendo o valor empresarial da mulher.

Parece que o mundo empresarial resolveu, até que enfim, reconhecer as qualidades empresariais da mulher. Não sou feminista nem machista. Sou pelo ser humano, por sua capacidade pessoal, independentemente de seu sexo. Porém, nunca me conformei com as regras empresariais veladas praticadas no Brasil e no mundo, que sempre valorizaram menos a mulher no mercado de trabalho. É sabido e notório que entre um homem e uma mulher, na mesma posição de trabalho, o salário do homem era maior.
Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), vêm crescendo em todo o mundo o número de mulheres em cargo de chefia nas empresas e organizações. Os dados mostram que 52,4% do cargos de liderança dos novos negócios são ocupados por elas. Dos 42 países avaliados na pesquisa, o Brasil ficou em sétimo lugar, com 7,7 milhões de mulheres à frente de empresas. O melhor é que o resultado das empresas operadas por mulheres é 34% maior do que os negócios operados por homens.
No caso das franquias, o comando feminino reflete positivamente nos resultados. Levantamento da Rizzo Franchise constatou que o faturamento de franquias operadas por mulheres é 34% maior do que nos negócios operados por homens. Atualmente, cerca de 65 mil mulheres comandam franquias no Brasil. Um exemplo de boa executiva é Danyelle Van Straten, sócia-diretora de uma rede de depilação. Danyelle começou a trabalhar com depilação aos 12 anos e, aos 14, começou a viajar pelo Brasil para participar de feiras e eventos de beleza para vender as caixinhas de cera. Na maioria das vezes, ia sem ter dinheiro para comer e muito menos onde dormir. O carro era seu hotel, e a comida dependia da quantidade de cera que vendia. Hoje, comanda a rede de franquia especializada em depilação formada por cerca de 2 mil mulheres e, em 2014, assumiu a direção da Associação Brasileira de Franchising (ABF/MG). As mulheres possuem características próprias que ajudam bastante na administração e liderança como a forte intuição e percepção detalhista que é importante na hora de analisar o cenário para saber com quem estão lidando.
Cientes desse aumento significativo de mulheres em altos cargos empresariais, a CKZ Diversidade, com a cooperação da ONU Mulheres e do HeforShe, promovem, nos dias 22 e 23 de novembro, o 6º Fórum Mulheres em Destaque, na Fecomercio em São Paulo. Com o objetivo de presentar as práticas que contribuem para o aumento de mulheres em cargos de liderança segundo os Princípios de Empoderamento da ONU Mulheres, o fórum tem como propósito apresentar de forma prática os processos que as corporações precisam adotar para implementar e consolidar seus programas voltados para a questão da equidade de gênero, além de apresentar pesquisas, estudos e cases.
Na visão da pesquisadora Maria Alice Schuch, o empoderamento pessoal desenvolve a humanidade. “O empoderamento feminino é crucial para estimular a humanidade e o planeta”, afirma a empresária, escritora e palestrante, ao explicar o alinhamento de seus projetos com líderes, mulheres e empresas determinadas a promover a sociedade de acordo com a Agenda 2030 proposta pela ONU. “Inovar é preciso para as organizações, e empoderar-se é preciso para as mulheres. A possibilidade para o desenvolvimento global está no empoderamento do ser humano, que comporta os três pilares necessários ao crescimento pessoal: independência psicológica, econômica e legal. O empoderamento feminino fortalece a relação, a família. A mulher empoderada é alegre, feliz. Por isso, a atuação da ONU está centrada na igualdade dos gêneros”, conclui.

Isabela Teixeira da Costa/Interina

Esta crônica foi publicada hoje, no Caderno de Cultura do Estado de Minas

Sem limites para a beleza

Foto Mark Metcalfe/Getty Images
Foto Mark Metcalfe/Getty Images

Mulheres gastam 54% do salário com beleza e homens, menos de 1%

“Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade”, já diz a Bíblia. Já contei aqui sobre o conselho que o pai do meu amigo Ricardo Pimenta deu para ele, quando saiu de sua cidade natal. “Mexa com a fome das pessoas ou a vaidade da mulher”. É impressionante como as pessoas não fazem muito as contas quando querem ficar mais bonitas e jovens.
É de conhecimento geral que as mulheres recebem até 30% menos do que os homens, e este fato foi comprovado recente em um estudo recente feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Mais alarmante ainda é o relatório realizado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), que afirma que a paridade entre os valores vai demorar pelo menos 70 anos para ser alcançada. Fiquei chocada.
Sinceramente é impressionante perceber como o mundo ainda é machista. Existem milhares de mulheres muito mais competentes que homens em suas funções, e mais dedicadas, qual o motivo do salário ser menor? Simplesmente o sexo? Mas isto é assunto para outra crônica. E mesmo recebendo menos, gastam pelo menos quatro vezes mais do que eles em cuidados com o corpo e a beleza.
Sephora3Um site de relacionamento decidiu fazer uma pesquisa para medir os gastos médios de mulheres e homens com os cuidados com a beleza. Pegaram dois perfis: Mulheres jovens e bonitas e homens ricos e mais maduros. Após um levantamento do salário médio dos cadastrados (feito com 2.591 pessoas de uma base de mais de 28 mil mulheres e oito mil homens) e perguntas sobre situação profissional, hábitos de compra e tratamentos estéticos, a pesquisa indicou que os homens gastam menos de 1% de seu salário, enquanto as mulheres usam cerca de 54%.

Este consumo maior por parte das mulheres reflete no custo dos produtos. As versões masculinas são mais baratas, ou melhor, os itens voltados para as mulheres custam de 4 a 13% a mais.
Sephora2Para falar a verdade, tudo que é para o mercado feminino é mais caro. Só para se ter uma ideia, um corte de cabelo feminino pode variar de R$ 200 a R$ 500, bem como outros tratamentos que podem chegar a R$ 1.500. A depilação custa em média R$ 300 por mês. Para fazer sobrancelha não fica menos que R$ 60, só para pinçar.

Outro dado interessante é que, entre as mulheres do site que participaram do estudo, 82% responderam que compram uma roupa nova para cada encontro que venham a ter. “Os homens estão cada vez mais exigentes. Roupa nova aumenta a autoestima e confiança de qualquer mulher”, explicou uma das entrevistadas.

Os homens, na grande maioria, cortam o cabelo e fazem a barba em um barbeiro comum, alguns, inclusive, vão em barbeiros que cortam cabelo de criança e ainda contam rindo que pagaram R$40, e ganharam pirulito no final. Recentemente, começaram a abrir na cidade barbearias de luxo, com serviços especiais. Estas sim, têm um custo mais elevado, pois oferecem serviços diferenciados e profissionais com mais expertise.

Diferenças à parte, o fato é que as mulheres gostam sim de se sentirem e se verem bonitas. E isso faz muito bem, o problema é quando esta vaidade extrapola o limite da normalidade e passa a ser mais importante do que tudo. Com isso, a mulher perde a noção e faz tanta coisa, que em vez de ficar bonita, acaba se deformando.

Para tudo na vida é preciso ter bom senso.

 

Isabela Teixeira da Costa

 

10 anos da Lei Maria da Penha

Maria da Penha
Maria da Penha

No dia 7 de agosto a Lei Maria da Penha completou 10 anos.

De acordo com dados do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo (obtidos por meio do disque 180) cerca de 37% dos casos relatados são frutos de relação agressiva há mais de dez anos. Das mulheres que procuraram ajuda, 11% revelaram que o relacionamento tinha menos de um ano. Para agravar os casos, 65% das agressões acontecem na presença dos filhos, sendo que em 17% desses casos, as crianças também acabam sofrendo com violência física. A violência doméstica contra a mulher é um crime gravíssimo, que envolve questões emocionais e socioeconômicas profundas, o que dificulta a denúncia.

Um ato de grande covardia, quando o homem usa de sua superioridade de força física e prepotência para humilhar, amedrontar e machucar e em alguns casos até mesmo matar a mulher. E faz de tal forma e com tanta ameaça que leva a mulher a ficar com medo de denunciar a agressão sofrida.

“Diversos fatores podem ser apontados para explicar a relutância de muitas mulheres em denunciarem seus agressores, tais como o medo do agressor, a dependência financeira, a dependência afetiva, o desconhecimento de seus direitos, o sentimento de impunidade, a preocupação com a criação dos filhos, dentre outros que se enquadrem no chamado ‘ciclo da violência doméstica’. Todos esses fatores exemplificam e evidenciam a já mencionada situação de vulnerabilidade da mulher nos casos de violência doméstica”, explica a advogada e especialista em direito de família, Regina Beatriz Tavares da Silva.

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006, para coibir e punir com mais rigor atos de violência contra a mulher. Ela leva o nome da farmacêutica bioquímica Maria da Penha Fernandes que, aos 38 anos, além de sofrer agressões físicas do marido e pai de suas duas filhas, Marco Antônio Heredia Viveros, foi atingida por ele com um tiro que a deixou paraplégica.

Por mais que Maria da Penha estivesse acostumada com as explosões de fúria de Marco Antônio, seu marido na época, ela custou a acreditar que aquele disparo tinha sido feito pelo pai de suas filhas. A agressão sofrida por ela em meados de 1983, deixou outro legado além da lei, o livro Sobrevivi… Posso contar, onde relata tudo o que sofreu.

Capa do livro
Capa do livro

“Acordei de repente com um forte estampido dentro do quarto. Abri os olhos. Não vi ninguém. Tentei mexer-me, mas não consegui. Imediatamente, fechei os olhos e um só pensamento me ocorreu: “Meu Deus, o Marco me matou com um tiro”. Um gosto estranho de metal se fez sentir, forte, na minha boca, enquanto um borbulhamento nas minhas costas me deixou ainda mais assustada. Isso me fez permanecer com os olhos fechados, fingindo-me de morta, porque temia que Marco desse um segundo tiro.”
Fico pensando o terror que ela viveu. Estava dormindo, acorda com o barulho de um tiro e percebe que foi nela, do nada. E tem que se fingir de morta para não levar outro tiro.

Para se criar a lei demorou 23 anos desde o dia que Maria da Penha levou o tiro. Porém ela não desistiu, mesmo paraplégica continuou lutando para evitar que o mesmo acontecesse com outras mulheres no Brasil. Sua luta por justiça foi árdua, mas hoje, aos 71 anos, sabe que não foi em vão, pois deixou uma lei que funciona. Que ajuda centenas de mulheres e também conscientiza homens. Ocorreu uma mudança, lenta, mas importante.

Luiza Brunet Foto O popular reprodução
Luiza Brunet Foto O popular reprodução

Apesar de ser tão falada e divulgada, a agressão contra a mulher pode ocorrer em qualquer esfera, independentemente do nível socioeconômico do agressor. Em julho, a atriz Luiza Brunet foi vítima de seu ex-namorado, o empresário gaúcho Lírio Parisotto. Um bilionário que acumulou uma fortuna de US$ 2,4 bilhões. Sua empresa hoje, é um conglomerado de quatro indústrias petroquímicas.

Infelizmente, até hoje muitas mulheres não denunciam e foi exatamente para encorajá-las, mostrar que são vítimas e não tem do que se envergonhar é que Brunet fez questão de fazer a denúncia.

Na década de 90 tive o prazer conhecer Luiza Brunet, quando veio a Belo Horizonte para participar do lançamento de coleção de uma marca para qual eu e a minha saudosa sócia Ângela Valente fazíamos assessoria. Passei três dias com ela. Depois ela voltou algumas vezes, mas aí só os vimos rapidamente. Sei que não é muito, mas não teve uma única pessoa que não ficasse encantada com a educação, simpatia, delicadeza e gentileza dessa mulher. Sem nenhum estrelismo. Gente como a gente, mas com tamanha educação…

Mas, mesmo que não fosse, nada justifica uma agressão física. Denuncia neles!

Isabela Teixeira da Costa

Dicas para driblar a TPM

tpmMulher sofre com TPM e todos que estão a sua volta.

De acordo com uma pesquisa feita pela Unicamp (Universidade de Campinas), 80% das brasileiras sofrem – e muito – com os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM).

As alterações deste período, que começam no meio do ciclo menstrual e desaparecem com a chegada da menstruação, são diversas e entre os sintomas que mais perturbam as mulheres estão: alteração de humor, inchaço, dores nas pernas, cólicas, cefaleia, ganho de peso, insônia, irritabilidade e claro, os sentimentos à flor da pele.

Quando era jovem ninguém falava em tensão pré-menstrual. Claro que ela existia, mas este termo nunca havia sido citado. Ou os médicos não se atentavam para o fato ou ainda estavam em fase de estudos e pesquisas. As variações de humor da mulher eram tratadas como desequilíbrio, histeria, etc. O que mais se ouvia era “você está muito chata”, “está nervosinha hoje”, etc.

Lembro até hoje quando surgiu na mídia, pela primeira vez, uma matéria falando da Tensão Pré-menstrual, apelidada gentilmente de TPM. Foi uma revolução. Um alívio para as mulheres que sofriam do problema, algumas com mais intensidade e outras de forma mais branda, mas a partir daquele momento deixaram de ser taxadas de desequilibradas. Por outro lado, no mundo machista que vivemos, tivemos que ouvir por parte dos homens que aquilo era desculpa para o mau humor, implicância e chatice das mulheres.

Porém, depois de décadas, o tema já foi tão estudado que todos aceitam e entendem plenamente que uma alteração hormonal natural e inevitável. Infelizmente, em alguns casos as alterações de comportamento afetam até no trabalho. Já existem empresas que adotaram a licença menstrual. Uma organização britânica criou o projeto, que busca tornar este período menos sofrido para as colaboradoras e formar um ambiente de trabalho com o maior bem-estar possível, além de diminuir o estresse e aumentar a produtividade.

A ginecologista paulista Maria Elisa Noriler dá sete dicas para aliviar a TPM e evitar que o período interfira no trabalho e relacionamentos. Confira:

  1. Procure consumir castanhas, mel, soja, damasco seco e grão-de-bico. Esses alimentos proporcionam o aumento da produção de serotonina, hormônio que tende a diminuir durante a metade do ciclo menstrual, capaz de gerar bem-estar e prazer;
  2. Sintomas como a irritabilidade, nervosismo, depressão e crises de choro, comuns nesse período, são causados pelas baixas taxas de vitamina B6 e cálcio no organismo, que diminuem naturalmente na TPM. Por isso, aposte em alimentos que contenham esses nutrientes. Salmão e bife de fígado são ótimas opções para potencializar as taxas de vitamina B6;
  3. Evite tratar de assuntos polêmicos com seus colegas de trabalho durante os dias de tensão. Se puder, prefira conversar sobre questões importantes quando você estiver com um ótimo humor e aberta para dialogar. Quanto menos estresse, melhor;
  4. A famosa vontade de devorar chocolate é normal, e acontece devido a ausência de magnésio nas células. Não há nenhum problema em consumir essa guloseima, na verdade, faz bem. Isso porque o cacau, presente na composição do doce, é rico nesse nutriente. No entanto, prefira o chocolate amargo, que é mais concentrado e menos gorduroso;
  5. Foque nas atividades físicas. Exercícios físicos ajudam a diminuir as cólicas menstruais e também melhoram muito o humor, já que aumentam a liberação de endorfina;
  6. Evite o excesso de sódio. Presente no sal e em muitos alimentos industrializados, o sódio favorece o inchaço e a irritação, sintomas muito comuns da TPM;
  7. Evite ao máximo os cigarros. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, mulheres fumantes sofrem duas vezes mais com as tensões pré-menstruais.

 

“Quando a TPM se torna algo muito difícil de controlar e acaba influenciando na vida pessoal e profissional, é preciso procurar a ajuda de um especialista. Afinal, o ciclo menstrual faz parte de ser mulher e saber lidar com este momento é essencial para uma vida saudável”, finaliza Maria Elisa.

Isabela Teixeira da Costa

Reposição hormonal: um tema controverso

Dr. Walter Pace / Divulgação
Dr. Walter Pace / Divulgação

É fato: a mulher precisa fazer reposição hormonal.

Porém, não é tão simples assim. Normalmente a reposição se torna necessária quando a mulher entra na menopausa, porém aumenta a chance de ter câncer de mama.

Fica a pergunta: A reposição hormonal é vilã ou amiga da mulher moderna? Segundo o dicionário Houaiss, “hormônio é uma molécula produzida por glândulas endócrinas ou células especializadas e secretada em pequenas quantidades na corrente sanguínea, exercendo um efeito fisiológico específico sobre uma ou mais partes do corpo”.  O ginecologista Walter Pace, professor de ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, explica: “hormônios são substâncias produzidas pelo próprio organismo e não são remédios. Assim, como o nosso corpo tem uma vida útil determinada, com os hormônios não acontece diferente, principalmente para as mulheres. Dessa forma é natural que, com os anos, haja uma queda na produção dessas substâncias. Isso acontece quando a mulher entra na menopausa, fase da vida em que os ovários deixam de ser aptos a produzir adequadamente os hormônios esteróides tais como: o estrogênio e a testosterona, hormônios que desempenham importantes papéis em sua vida”.

Como consequência, além de não poder mais engravidar, a mulher passa a apresentar sintomas característicos que estão intimamente ligados à falta desses hormônios, como onda de calor, mal-estar, irritabilidade, baixa da libido, vitalidade da pele, cabelo e unha.

Infelizmente, muitas mulheres não sabem que essas coisas ocorrem pela baixa hormonal. Tenho uma conhecida que me contou sobre o perrengue que está passando com o marido. Ele sempre querendo “namorar” e ela reclamando e brigando com ele pelo excesso de desejo. Na hora dei uma chamada nela: “Acorda, Alice”. Quantas mulheres estão sofrendo por abandono do marido que não querem saber de sexo e ela rejeitando? Isso não é normal. Disse que deveria estar com baixa de libido, e que deveria procurar seu médico, pois existem medicamentos para isso. Ela não tinha conhecimento que tal coisa poderia ocorrer.

É possível devolver à mulher esses atributos naturais e possibilitar que os sintomas gerados por essa nova situação sejam amenizados. Segundo Walter Pace, “a terapia de reposição hormonal é o tratamento ideal para repor os hormônios que a mulher deixa de produzir depois de um determinado tempo de vida. E pode ser feito de várias formas. Atualmente, têm sido empregados os hormônios idênticos àqueles produzidos pelo organismo feminino e que, por via periférica (subcutâneo, pele, etc.), por meio de implantes e cremes hormonais, funcionam como o próprio ovário. Essa ação faz com que os sintomas, causados pela falta dessas substâncias, sejam tratados, mas cada caso tem sua peculiaridade. Por isso, cada paciente será adaptada ao tratamento que precisa de acordo com suas necessidades”.

Para Pace, estima-se que a maioria das mulheres que estão na menopausa, ou passaram por ela, tem necessidade de fazer a reposição hormonal com estrogênio para manter a harmonização do organismo. De acordo com o ginecologista, o Women’s Health Intiative (WHI), patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde e Sociedade de Menopausa dos Estados Unidos, verificou, em uma análise inicial, que o emprego do estrogênio com progesterona aumentaria a incidência de câncer de mama. Porém, em uma análise realizada posteriormente, constatou-se que o emprego isolado do estrogênio reduziu o câncer da mama.

“A terapêutica hormonal é uma grande aliada da mulher, quando não existem contra indicações, através de um tratamento mais fisiológico e individualizado”, conclui Walter Pace.

Mesmo com os novos estudos, mulheres que tiveram muitos casos de câncer na família não se sentem confiantes para fazer a reposição. Como é o meu caso, por exemplo. Prefiro ficar com baixa hormonal a arriscar ter um câncer de mama. Que me desculpe o meu amigo Walter Pace.

 

Isabela Teixeira da Costa

Oito alimentos necessários para a mulher

Soja
Soja

Alimentação equilibrada é fundamental para se ter qualidade de vida.

Isso todo munda já sabe. Quem não pratica é por opção. Algumas pessoas sabem o que devem fazer, o que devem comer, mas não querem abrir mão do que gostam, do que lhes dão prazer na alimentação.

Porém, mesmo que já tenha uma alimentação saudável e equilibrada, os nutricionistas elencaram oito alimentos que são fundamentais para o organismo feminino. Eles sugerem fazer algumas alterações no cardápio garantindo que isso trará inúmeros benefícios na qualidade de vida, longevidade e beleza da mulher.

Priscila Teles, nutricionista da loja de produtos naturais Mundo Verde garante que o consumo de certos alimentos pode fazer toda a diferença para o bom funcionamento do organismo e o fortalecimento do sistema imunológico da mulher. “A alimentação correta, aliada à prática de exercícios físicos regulares, pode ajudar a evitar doenças como diabetes, câncer e doenças cardíacas”, afirma.

Confira os oito alimentos essenciais para ter uma vida mais saudável e prevenir doenças.

Soja – Rica em isoflavonas, a soja deve ser consumida durante o período da menopausa. Auxilia na redução dos sintomas indesejados, regulando alterações hormonais e combatendo ondas de calor.

A ingestão diária de soja ajuda a aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM), no combate ao câncer de mama, doenças cardiovasculares, osteoporose, Alzheimer e diabetes. Aproximadamente 30 g ao dia do grão de soja cozido é o suficiente.

Chocolate amargo – esse não é sacrifício. O chocolate amargo (mínimo de 70% de cacau) é um grande aliado da saúde e beleza.  Destacam-se a diminuição de riscos de doenças cardiovasculares e de câncer.

Ajuda no controle de sintomas da TPM, e no controle de ansiedade. Cerca de 30g ao dia é ideal.

Linhaça
Linhaça

Linhaça – é a mais rica fonte de Ômega 3 existente na natureza. Ajuda na redução das ondas de calor da menopausa, na diminuição do colesterol LDL (“ruim”) e triglicérides e na luta contra o câncer da mama.

Auxilia para o rejuvenescimento, perda de peso e o bom funcionamento intestinal. De uma a duas colheres de sopa ao dia, adicionada a alimentos ou bebidas, são suficientes.

Salmão – Excelente fonte de proteína, é rico em ômega 3, vitamina D e ferro.  Auxilia na prevenção contra inflamações, reduz o risco de acidentes vasculares cerebrais, aumenta o colesterol HDL (“bom”), previne doenças cardíacas e auxilia a manter níveis adequados de cálcio no sangue.

Leites e derivados – Apesar de dizerem que o leite é uma das melhores fontes de cálcio disponível, os nutricionistas que me perdoem, mas há controvérsia. Estudos apontam que leite de vaca não faz bem ao ser humano, e quando ingerimos leite só absorvemos 32% do cálcio que está nesse leite. Para que esse cálcio absorvido se fixe nos ossos, é necessário vitamina D 3 e magnésio em quantidades suficiente para tal (substâncias que são insuficientes no leite de vaca). Assim, pouquíssimo cálcio vai para os ossos, e a grande maioria vai para as artérias causando calcificação nessas artérias e consequentemente problemas cardíacos.

Os nutricionistas dizem que o leite é essencial para a saúde dos ossos e dentes e seu consumo previne a osteoporose. Estudos mostram que o cálcio também pode ser um aliado no emagrecimento, pois auxilia na redução da fome e provoca a queima de calorias. Mas estudos apontam que o cálcio entra em nosso organismo de forma mais eficaz por meio das verduras verde escuras.

Segundo indicação dos profissionais de alimentação, devem ser ingeridos iogurtes e leites fermentados por causa dos probióticos – bactérias boas que ocupam o nosso intestino e auxiliam na proteção da saúde de diversas formas. Relembro aqui o kefir, que é um probiótico espetacular, sobre o qual já escrevi.

Berries – as berries: blueberries (mirtilos), strawberries (morangos), raspberries (framboesas), cranberry, goji berries, são ricas em antioxidantes e flavonoides, que ajudam a amenizar os danos no organismo, principalmente na pele, prevenindo o envelhecimento celular e combatendo as famosas celulites.

O cranberry ajuda no tratamento de infecções urinárias. Uma xícara de framboesas contém cerca de metade do manganês diário importante para o cérebro e função nervosa, bem como a saúde óssea e articular. De três a quatro porções por semana são suficientes para obter benefícios.

Castanhas
Castanhas

Oleaginosas – Nozes, castanhas, amêndoas e avelãs contêm fibras, gorduras boas, proteínas e minerais. Elas combatem as inflamações do organismo, o que faz com que as células funcionem muito melhor e não acumulem gordura. Sem o acúmulo, além de o corpo se manter em forma, a circulação sanguínea acontece de maneira muito mais saudável, evitando doenças cardiovasculares.

verdurasverdesVegetais verde-escuros – Quanto mais verde melhor! Para quem não sabe, as folhas verdes escuras possuem grandes quantidades de vitaminas A, C, K, e ácido fólico, atuando em várias partes no nosso organismo, como pele, olhos, unhas, músculos, sangue e ossos. Combatem os radicais livres (que envelhecem a pele) e o estresse, mantendo as propriedades do sangue e das células de defesa. Elas auxiliam, ainda, na proteção do coração e podem ser adicionados a sopas, usados como saladas, incrementos de pratos principais… Seja criativa!

Priscila Teles separou duas receitas práticas, lembrando que é importante associar à ingestão de água, o que favorece o bom funcionamento do organismo

 Receitas

Almôndegas de soja
(Rendimento: 4 porções) – Calorias por porção: 166 kcal

Ingredientes para a massa:

2 e ½ xícaras (chá) de proteína de soja texturizada
2 colheres (sopa) de farinha de trigo integral
2 colheres (sopa) de cheiro-verde picado
1 colher (sopa) de cebola roxa picada
Sal marinho a gosto

Ingredientes do molho

1 xícara (chá) de tomates picados sem sementes
2 colheres (sopa) de cebola picada
2 colheres (sopa) de cheiro-verde picado
3 colheres (sopa) de óleo de soja
3 xícaras (chá) de água
Sal, alho e pimenta a gosto

Modo de preparo:

  1. Deixe a soja de molho em 3 xícaras de água e o suco de limão, enquanto preparar o restante dos ingredientes ou por 20 minutos, para que esta seja hidratada.
  2.  Depois de hidratada, descarte a água, em um recipiente pequeno (bacia), misture os ingredientes da massa, forme os bolinhos e cozinhe com o molho.
  3. Preparo do molho: Refogue em óleo quente o alho, a cebola e o tomate, mexendo sempre. Acrescente o extrato de tomate, o sal e a água. Tampe a panela, abaixando o fogo após a fervura. Cozinhe por cinco minutos. Desligue o fogo e adicione o cheiro-verde.

Smoothie de goji berry com abacaxi
(Rendimento: 2 porções) – Valor calórico por porção: 115kcal

Ingredientes:
6 cubos de gelo
1/2 xícara de goji berries
1 xícara de chá de abacaxi congelado e picado
1 xícara de água de coco gelado

Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em seguida.

Isabela Teixeira da Costa

Uma agressão a todas as pessoas de bem

Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

O mundo está estarrecido com a barbárie do estupro coletivo cometido contra a adolescente carioca de 16 anos.

Ela foi violentada fisicamente, mas o ato cometido por mais de 30 homens agrediu a todas as pessoas de bem. A agressão continuou a cada vídeo divulgado, cada comentário agressivo tentando culpá-la e mais ainda, na demora do delegado em tomar alguma atitude.

Não é à toa que a vítima disse: “Não dói o útero e sim a alma por existirem pessoas cruéis sendo impunes”.

Os agressores se exibiram nas redes sociais se gabando do que tinham acabado de fazer, dizendo: “30 engravidaram”. O Artigo 241 da Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, do Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe fotografar e divulgar menores de idade em cena de sexo ou nudez. A pena é de três a oito anos de reclusão. O rapaz que filmou e postou na rede social foi à delegacia, declarou ser o responsável por isso. Entrou sorrindo, dando tchauzinho para as câmeras. Saiu sério, afirmando que provou sua inocência. Qual inocência se foi ele quem publicou as imagens? Era para ter ficado detido.

A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, declarou: “O gravíssimo delito praticado contra essa menor – mulher e, nessa condição, sujeita a todos os tipos de violência em nossa sociedade – repugna qualquer ideia de civilização ou mesmo de humanidade”.

“Não pergunto o nome da vítima: é cada uma e todas nós mulheres e até mesmo os homens civilizados, que se põem contra a barbárie deste crime, escancarado feito cancro de perversidade e horror a todo o mundo. (…) Nosso corpo como flagelo, nossa alma como lixo. É o que pensam e praticam os criminosos que haverão de ser devida e rapidamente responsabilizados”.

Este rapidamente, ministra Cármen Lúcia, já está demorando bastante. Já identificaram quatro ‘suspeitos’. Por que não pediram a prisão preventiva?

O que choca mais neste crime? As mais de 500 curtidas no post do vídeo? Os inúmeros comentários de apoio aos 30 machões? As centenas de pessoas recriminando a adolescente dizendo que ela foi culpada? O delegado perguntando se a moça tinha costume de fazer esse tipo de coisa, como a menor relatou em entrevista, ontem à noite, ao Fantástico?

Outro ponto triste nessa história toda é saber que a menina não falaria nada por medo e vergonha. Só tomou coragem incentivada pelas mais de 800 denúncias feitas por pessoas que viram o vídeo postado pelos executores. Isso precisa mudar nas vítimas. Vítima, é vítima. Não, é não. Violência, é violência. Temos que parar de pensar com essa cabeça machista de achar que a mulher tem culpa do olhar do homem sobre ela. Não tem. As mulheres que forem violentadas têm que dar queixa o mais rápido possível. Quem deve se envergonhar desse ato tão covarde é o homem.

Estuprador pega qualquer moça, pode estar andando na rua, saindo da igreja ou dentro da escola. Pode estar de gola rolê e saia longa. Nada justifica tal agressão.  No caso desse crime, se fosse um único estuprador já seria uma atrocidade, mais de 30 não dá para descrever. Só de pensar, embrulha o estômago.

Quando fui repórter de polícia era sabido que nem os presos gostavam de estupradores. E estou falando de ladrões, assassinos, gente barra pesada. Todos se davam bem, porém, quando chegava um estuprador… A vida dele na cadeia ficava bem complicada. Hoje, não sei como é.

Este não foi o primeiro caso. Em maio de 2015, quatro adolescentes entre 15 e 17 anos foram amarradas, estupradas, espancadas e jogadas de um penhasco de mais de 10 metros de altura, no Piauí. Elas foram encontradas com vida, socorrida e levadas ao hospital. Uma delas morreu dez dias após o crime. Um homem de 40 anos foi preso como mentor da barbárie e quatro adolescentes, também entre 15 e 17 anos, participaram do crime.

Na entrevista ao Fantástico, a vítima disse que quer justiça, esquecer tudo e seguir em frente com a vida. Uma coisa que ajuda é o fato de a terem dopado, pois ela não se lembra de tudo o que fizeram. Tiraram o delegado do caso, assumiu Cristiana Bento, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima. Fica a esperança de um trabalho mais ágil, humano e menos machista. Todos juntos na campanha #contraaculturadoestupro.

Isabela Teixeira da Costa