Atividade Física é importante para a longevidade

Exercícios previnem doenças cardiovasculares e respiratórias, diabetes, osteoporose, colesterol alto e dores articulares.

No Brasil, o número de idosos com 80 anos ou mais pode passar de 19 milhões em 2060, um crescimento de mais de 27 vezes em relação a 1980, quando o País tinha menos de 1 milhão de pessoas nessa faixa etária. Em 2016, foram contabilizados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 3.458.279 de idosos com mais de 80 anos.

Hoje, a expectativa de vida para os brasileiros é de 74,9 anos, mas pelo resultado do IBGE, essa média vai aumentar. Porém, para se chegar a essa idade com saúde, é fundamental manter uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas. Segundo a profissional de educação física e especialista em saúde da mulher, Grazielle dos Santos, ‘’Quando propomos que nossos pais, avós, tios incorporem na sua vida um programa de atividade física, estamos plantando a semente da longevidade e qualidade de vida. Antes tarde do que nunca. Por anos, as gerações se preocupavam com o trabalho, o aumento da renda para trazer conforto para suas famílias. Mas para que nossas famílias vivam com mais saúde devemos nos ater a este fato’’.

Isso é a mais pura verdade. Sempre fui extremamente sedentária – já escrevi sobre isso –, e comecei a fazer pilates em março. Fiquei chocada em ver como meu corpo estava enferrujado. Como pude fazer isso comigo mesma, é não dar valor ao corpo perfeito e saudável que recebi de Deus, e deixar ele se encher de problemas. Nós mesmos cultivamos determinadas doenças por não fazermos atividades físicas.

Não sei se todo pilates gera resultados em tão pouco tempo ou se Natália Mendes (minha professora e dona da Spirale) é competente demais. Ela é muito competente, fato. Só sei que em três meses já consigo encostar meus dedos no chão quando me curvo para frente, coisa que não conseguia fazer há décadas. Já faço prancha sem tanto sofrimento e outros exercícios que nem imaginava fazer.

Os objetivos que se definem para um idoso ao aderir a um programa de exercícios é a manutenção da saúde, a prevenção de doenças, a melhora nas AVD´s (atividades da vida diária). ‘’A nossa intenção é cuidar do fortalecimento muscular, da flexibilidade, do controle das doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose, colesterol alto, doenças cardiorrespiratórias e dores articulares que são comuns com o envelhecimento do indivíduo’’, explica a fisioterapeuta Vitória Goulart.

Com a liberação médica e um bom estado físico o idoso pode realizar qualquer atividade física e até mesmo diversos esportes, desde uma simples caminhada, bicicleta e natação, até musculação e alongamento  O importante é escolher a atividade que goste mais, que lhes dê algum prazer. ‘’Um ambiente de grupo, por exemplo, pode proporcionar um reforço social. Devemos também escolher alguma atividade que promova o bem-estar físico e mental, além da manutenção da saúde’’, explica Grazielle dos Santos.

As intensidades dos exercícios e a frequência devem ser estabelecidas de acordo com o estado físico e os objetivos a serem alcançados com essa prática. A prática de exercícios deve ser diária, começando com baixas intensidades e divididos em treinamentos aeróbios e de resistência muscular. Podem ser realizados de três a quatro vezes por semana e ter duração máxima de uma hora. Vitória Goulart conta que ‘’se o indivíduo não conseguir realizar esse treinamento de forma intermitente, ele pode ser realizado em tempos mínimos de 10 minutos ao longo do dia.’’

Fontes: Vitória Goulart, fisioterapeuta e criadora do Projeto Mães em Movimento.

Descobri o pilates

pilates1Comecei a fazer pilates e descobri que não é nada do que eu imaginava.

Como já falei aqui antes, por indicação do médico que fez minha cirurgia bariátrica, dr. Marcos Martins, tenho que fazer atividade física e a recomendação é pilates duas vezes por semana e caminhadas diárias. Como nunca fui chegada a malhação, estou empurrando com a barriga a caminhada, mas comecei o pilates.

Encontrei a Natália Mendes, da Spirale, que trabalha bastante com pessoas que já fizeram a mesma cirurgia que eu. O pai dela é endoscopista e foi ele quem trouxe o balão que se coloca no estômago, para BH, e por incrível que pareça, hoje em dia ele é contra tal procedimento. Mas isso é assunto para outra coluna.

Cheguei lá achando que ser moleza, assentar naquelas bolas grandes e ficar equilibrando, deitar nas camas e puxar umas argolas e pronto. Que nada. Não vi nem sombra de bola, e as camas são todas amarradas em molas e todos os exercícios que eu fiz nas duas aulas que eu já tive foram uma sucessão de puxa e empurra dessas molas, que faz doer todos os músculos das pernas, braços e abdômen. Músculos que eu nem sabia que tinha.

pilates2Depois passamos para as abdominais e aí eu vi como os exercícios são difíceis. É necessário ter uma força muscular que realmente eu não tenho. Nessas horas dá pra ver o peso de décadas de sedentarismo. Natália colocou uma bola pequena entre meus joelhos, pediu que eu dobrasse as pernas com os pés para cima e levantasse os braços puxando um peso. Parecia que eu estava carregando o mundo.

Claro que antes de tudo isso ela fez minha ficha, olhou meus exames, e, diante de um espelho foi reparando minha postura e comentando cada problema. Nunca vi nada igual. Sou toda torta. Meu ombro direito é caído, segundo Natália, por causa da bolsa que tenho costume de carregar sempre do lado esquerdo. Com isso o ombro esquerdo tende a subir para suportar o peso da bolsa e ela não cair. A gente vai ficando torta.

Fiquei toda dolorida. O bom é que Natália me garantiu que vai me colocar no jeito. Minha postura voltará ao ponto correto e fortalecerá minha musculatura. Fiquei surpresa com o pilates, não é tão leve quanto eu pensava, mas é infinitamente melhor que musculação. Porém, tem um equipamento lá onde as pessoas ficam dependuradas no ar. Acho que esse eu não vou encarar.

Isabela Teixeira da Costa

Nova fase de vida

almachefDepois de 30 dias feita a cirurgia bariátrica, a alimentação foi liberada e a atividade física se tornou indicação médica, bem como as vitaminas.

Depois de 30 dias de operada, vida normal – ou quase normal –, com pequenas restrições. Verduras cruas e linguiça só depois de 40 dias de operada e farofa, lagosta, churrasco e bife após 60 dias. No mais, posso tudo.

A recomendação do meu médico Marcos Martins foi exercício: Pilates duas vezes por semana, caminhadas diárias e depois, se eu quiser musculação uma vez por semana. Comecei a procurar uma clínica boa e em uma das procuras, meu amigo Phillip Martins me indicou a Nathália Mendes. Como eu não acredito em coincidências olhem só quem é a moça: filha de um cirurgião que faz cirurgias bariátricas e ela trabalha muito com pessoas operadas. Vou começas esta semana a fazer pilates com uma especialista, experiente com pacientes pós-operados. Perfeito, não é mesmo?

Também vou passar a fazer caminhadas, mas a tal da musculação… Aff. Para quem me acompanha, já leu aqui minhas experiências frustradas com exercícios físicos e minha total incompatibilidade com a endorfina. Mas vamos lá. Estou tomando tudo agora como indicação médica.

Meu primeiro almoço pós-alta parcial foi com minha filha (eh!!) e foi  Japa (amo!). Antes eu comia cerca de 500 gramas e às vezes um pouquinho mais. Desta vez deu 105 gramas. Antes eu comia uns 7 ou 8 sushis, 8 makis, conserva de pepino, sashimi e por aí vai. Neste almoço, dois sushis e dois makis e ainda tive que cortar cada um deles em quatro fatias para ingerir pedaços pequenos e mastigar bastante. Estava delicioso.

phillipSexta, Phillip e eu saímos para jantar, fomos ao Alma Chef. Phillip é de casa e explicou ao Maitre que eu tinha feito redução de estômago e estava comendo pouquíssimo. Então foi sugerido um menu degustação. Explicou um prato e começou a explicar o segundo, tive que interromper e dizer que agora eu como pouco e uma única vez. Foi hilária a cara de espanto. Chegou meu prato degustação: um nhoque rústico com vários tipos de cogumelo e grana padano. Delicioso. Phillip riu da quantidade, e como eu tinha dito, sobrou.

Nada de sobremesa. Coisa rara na vida de uma pessoa que antes mesmo de olhar o prato principal em um cardápio, escolhia a sobremesa e ainda pedia para reservar, para evitar acabar.

Só para registrar, fiquei impressionada com o movimento de Lourdes. Todos os restaurantes e bares estavam lotados. Crise? Não passava nem perto.

Isabela Teixeira da Costa

Vai começar a fazer atividade física? Se prepare para evitar lesões

Bodyteck
Bodyteck

Decidiu largar o sedentarismo? Fique atento para não forçar demais o corpo e se lesionar. Veja as dicas e médico do esporte.

O ano começa hoje no Brasil. Eu decidi sair do sedentarismo e vou começar a fazer alguma atividade física. Já entrei em contato com a minha amiga Ana Gutierrez, da Body Teck, que me encaminhou para o exame médico, etapa imprescindível, principalmente para uma pessoa de 56 anos que nunca fez nada e tem problema de coluna.

Claro que não estou pensando em ir com sede ao pote, mas sei que tem muita gente que quando decide entrar em uma academia que fazer de tudo para perder peso rápido, e acabam cometendo exageros e prejudicam o corpo. Eu sempre fui daquelas que entrava na academia, ia uma cinco vezes e abandonava, e conheci muita gente que desistia porque achava que estava demorando muito a alcançar o objetivo, ou seja, não via as mudanças desejadas no tempo imaginado. Hello, milagres só vem quando não é possível conseguir as coisas de forma normal.

De acordo com o ortopedista e médico do esporte de São Paulo, Fabiano Cunha, o correto é planejar uma prática esportiva regular e de longo prazo. Para tanto, os iniciantes precisam seguir alguns passos:

1– Faça um check-up com um médico do esporte antes de iniciar a prática esportiva;

2 – Escolha uma modalidade compatível com sua condição física atual;

3 – Busque um treinador qualificado;

4 – Tenha uma alimentação saudável;

5 – Coloque um objetivo nos seus treinos, uma meta; fica mais prazeroso treinar pensando em uma viagem ou algum evento festivo;

6 – Aumente o seu limite aos poucos, só assim você irá evoluir, além de evitar lesões e cansaço.

De acordo com o especialista, ao iniciar um programa de exercícios o corpo interpreta seu comportamento e ajusta o metabolismo de acordo com a regularidade dos treinos.

“Para os iniciantes, é muito mais efetivo realizar uma caminhada de 40 minutos, três vezes por semana, do que caminhar 2 horas no domingo e passar mais seis dias sem fazer nada. O corpo gosta de regularidade e se acostuma com isso, seja com exercícios regulares ou com o ócio regular”, explica.

O médico afirma que muitos pacientes o procuram com a mesma queixa de que fizeram exercícios e depois de um mês não tinham emagrecido nada e ficaram cheios de dores. “É preciso entender o corpo. Você passa um ano sem se movimentar e de repente volta a caminhar. O cérebro fica confuso, não sabe que você quer emagrecer, só sabe que você não faz exercício. Neste primeiro momento, ele manda mensagens para o corpo entrar em estado de alerta. Daí que vêm as palpitações, formigamentos e as quedas de pressão que muitas pessoas reclamam no primeiro mês de um programa físico”, diz.

Para Cunha, o importante é traçar uma meta. “É importante emagrecer gradualmente, sem estressar o corpo e progredir com calma”.

O meu médico me disse na lata para fazer pilates e/ou musculação duas ou três vezes por semana, não mais do que isso, porque seria muito para mim, na minha idade e condição física, mas que poderia, além disso, caminhar diariamente no máximo 1h15.

Pela cultura do brasileiro, procuramos apenas um tratamento quando o diagnóstico ou uma lesão já ocorreu. Pouco se trabalha a prevenção de possíveis lesões, especialmente na prática de atividade esportiva. “A maior incidência de lesões acontece por falta de aquecimento ou exagero na realização das atividades, seja por muita intensidade, muita carga ou longa duração”, alerta Cunha.

O médico do esporte é o profissional que pode identificar sua condição física atual para planejar a melhor forma de atingir seus objetivos, diminuindo o risco de se machucar. Isto é possível simulando os movimentos do esporte específico com treinos de estabilidade, equilíbrio e ativação muscular para prevenir e aumentar o desempenho. Os exercícios são divididos em níveis e o esportista evolui de acordo com sua capacidade de executar os movimentos com maior precisão e menos gasto energético.

“Em qualquer exercício físico podem ocorrer lesões, mas isso não deve te desanimar. Tratadas adequadamente, é possível retomar a rotina em ótimas condições”, conclui Cunha.

Isabela Teixeira da Costa