Nicho colorido

Nichos coloridos na cozinha. Foto: Daniel Mansur
Nichos coloridos na cozinha. Foto: Daniel Mansur

Nichos sempre foram uma boa opção para compor decoração, com fundo colorido dão um toque moderno.

Para quem quer ou precisa aproveitar melhor o espaço, os nichos são a saída mais prática. Para tornar essa solução mais interessante, a dica é ousar e apostar nas cores. “O nicho é um recurso charmoso que pode se tornar chique e elegante ou descolado e irreverente. Isso vai variar de acordo com a proposta do projeto. Eles são muito funcionais também e podem ser especificados em qualquer ambiente”, ressalta a designer de interiores Fabiana Visacro.

“As cores conseguem trazer mais originalidade a esse recurso. É uma forma de fugir do lugar comum e deixar o nicho ainda mais bonito e expressivo”, explica a designer de interiores Iara Santos.

Luminárias em nicho com fundo vermelho. Foto: Osvaldo Castro
Luminárias em nicho com fundo vermelho. Foto: Osvaldo Castro

Em um projeto recente, Iara lançou mão de nichos na cozinha e apostou nas cores para dar um toque especial ao espaço. Como nichos são peças com função de guardar objetos, deve-se ter cuidado para harmonizar as cores com os itens abrigados. “Harmonia e bom senso nesse caso são palavras chaves. É importante dosar e levar em conta o restante do ambiente para não ficar sobrecarregado”, destaca Fabiana.

“Tem que experimentar. É legal testar composições até chegar em uma opção que fique agradável e bonita”, encerra Iara.

Modernos Eternos

mehall3Começou, em BH, a mostra de decoração Modernos Eternos. O diferencial desta exposição de ambientes decorados estabelece que o decorador tem que usar 50% dos itens antigos, 50% contemporâneos e pelo menos um item deve ser de autoria do decorador.

Esta mistura de estilos já garante um tempero a mais, trazendo ambientes mais ricos em conteúdo, com personalidade, cheio de detalhes e muitas obras de arte. Outro diferencial é que todos os itens expostos estão à venda. Pode-se dizer que a Modernos Eternos é uma Mostra-boutique, ou uma vitrine aberta.

São 16 ambientes que ocupam todo o Solar Pentagna Guimarães, na Cidade Jardim. Os decoradores que assinam os ambientes são: Ana Paula Carneiro, Ana Paula Rohlfs, Beatriz Siqueira, Christiana Gontijo e Patrícia Salvador, Cioli Stancioli, Décio Magalhães, Erika Viana, Flávio Bahia, Graziella Nicolai, Juliana Boechat e Patricia Nicácio, Júnior Piacesi, Mariana Penido e Carolina Pinhel, Marina Dubal, Melina Mundim, Rodrigo Aguiar e Rachel Ramos, Will Lobato.

O que chama a atenção, além do bom gosto dos ambientes e beleza de algumas peças que realmente se destacam, é que não se vê o excesso de tecnologia como em outras mostras. Nas outras exposições a TV está presente em todos os cômodos, inclusive nos banheiros e cozinha, isso quando não são mais de uma. Aparelhagem de som sofisticadas, computadores de última geração, sistemas de automação, nada disso se vê nos ambientes, o que torna a visita mais agradável. Um dos ambientes é o Café operado pelo restaurante Gomide.

A Modernos Eternos foi criada para fomentar o mercado de exposições de decoração e design, além de registrar as tendências atuais do setor. “O tema é a mistura e a combinação de mobiliário e objetos vintage ou antigos com os contemporâneos, fazendo este mix&match que é o tom universal, hoje, da melhor decoração”, diz o curador da mostra, Sergio Zobaran, ao lado da sócia Maria di Pace. A mostra chegou a BH pelas mãos de Josette Davis. Confira os ambientes nas fotos de Gustavo Xavier.

SERVIÇO:

Período:  27 de setembro a 16 de outubro
Horário: 3ª a sexta: de 16 às 22 horas
Sábado e feriado: de 13 às 22 horas
Domingo: de 13 às 19 horas
Local: Rua Sinval de Sá, 350 – Bairro Cidade Jardim – BH – MG
Ingressos: adquiridos na bilheteria da mostra, R$ 50,00 e meia entrada R$ 25,00
Instagram: @modernoseternosbh

Isabela Teixeira da Costa

Modernos & Eternos

Ambiente de Luiz Otávio Debeus, na Modernos & Eternos de São Paulo. Foto Beto Riginik
Ambiente de Luiz Otávio Debeus, na Modernos & Eternos de São Paulo. Foto Beto Riginik

Será inaugurada no próximo dia 26, em Belo Horizonte, a mostra de decoração Modernos & Eternos.

A decoração está em alta na capital mineira. Começamos com o Morar mais por menos, em seguida veio a Casa Cor Minas e agora chega, pela primeira vez, a Modernos & Eternos, mostra que começou em 2014 em São Paulo com sucesso.

Josette Davis é a responsável por trazer o projeto para a capital mineira. O diferencial desta exposição é que cada decorador convidado tem que usar, em seu ambiente, uma mistura de peças entre antigas e modernas. Segundo o “regulamento” da mostra-boutique, 50% das peças têm que ser de antiquário, o restante de peças contemporâneas e o decorador tem que usar pelo menos uma peça de sua autoria.

Tudo o que estiver exposto estará à venda, pois o conceito é que as coisas devem mudar de mãos. Significa que a Modernos & Eternos não será bem uma mostra simplesmente, mas sim uma grande loja bem decorada, com cada ambiente sendo assinado por um profissional renomado.

Os decoradores participantes são Ana Paula Carneiro, Ana Paula Massote, Beatriz Siqueira, Christiana Gontijo e Patrícia Salvador, Cioli Stancioli, Décio Magalhães, Érika Viana, Junior Piacesi, Flávio Bahia, Graziella Nicolai, Juliana Boechat e Patrícia Nicácio, Mariana Andrade e Carolina Pinhel, Marina Dubal, Melina Mundim, Rodrigo Aguiar e Rachel Ramos, Willemberg Lobato.

A relação de lojas participantes é top, porém, entre elas só vi um antiquário, o que me preocupa como todos estes decoradores farão para colocar tantas peças antigas em seus ambientes tendo apenas um fornecedor. As outras lojas têm peças assinadas, de design, mas não são antigas. Quando abrir vamos conferir.

O local escolhido é o Solar Pentagna Guimarães, na rua Sinval de Sá, na Cidade Jardim.

ITC

Casa Cor Minas

 

A Casa Cor Minas Gerais, maior mostra de decoração do país, inaugura hoje, 30 de agosto. É a 22ª edição e aproveita a experiência para apresentar novos contornos e expandir sua esfera de atuação. Para comemorar o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, a mostra é na região, e  contará com uma série de ações especiais que incluem a ocupação de outros importantes espaços na orla da lagoa como o Museu de Arte da Pampulha, que recebe a exposição “Ser” MODERNO, ambientada por Pedro Lázaro, a Casa do Baile, com com lounge assinado por Renata da Matta e o Iate Tênis Clube, que irá abrigar uma grande festa, no dia 3 de setembro, com a presença de arquitetos de todo o país para celebrar a Pampulha.

Além disso, a Casa Cor Minas ainda conta com o lançamento de um picolé no sabor abacate com natas, uma criação exclusiva da Easy Ice e Greco Design em homenagem a Oscar Niemeyer – que consumia a mistura de abacate com natas regularmente e creditava à ela sua longevidade. O lançamento faz parte de uma edição limitada e não será comercializado, mas distribuído ao público durante os eventos da mostra, que conta com 46 ambientes.

Logo na chegada, os visitantes são recebidos na Bilheteria, assinada pela arquiteta e engenheira Flávia Freitas, colaboradora deste site. Ela foi instalada dentro de um container. O espaço foi transformado em um foyer prático e, ao mesmo tempo, aconchegante.  “A bilheteria da Casa Cor Minas é o primeiro contato do visitante e não pode ser somente um lugar para comprar os bilhetes de entrada. Ele precisa ser impactado positivamente, elevando a expectativa para os demais ambientes. Estou apostando que será um ambiente onde o público não só entrará para comprar seus ingressos, mas sim, um lugar para sentar, bater um papo e usar como ponto de encontro, apreciando o belo paisagismo”, comenta Flávia.

Um time de arquitetos premiados estão presentes na mostra. Patrícia Hermanny assina a Sala Central; Carico, ficou a cargo do Closet, que será dividido para atender um casal, com espaços completamente distintos e Gislene Lopes será responsável pela Sala de Banho.

Mãe e filha estão presentes na mostra, mas em ambientes distintos. A arquiteta Márcia Mundim apostou no estilo art nouveau para fazer o Quarto do Bebê. Sua filha Melina Mundim assumiu a Suíte Máster e misturou elementos contemporâneos com peças inspiradas no estilo art decó.

Focada em soluções energéticas sustentáveis, a OptPower é, novamente, a grande responsável por toda a energia utilizada na Casa Cor Minas Gerais. Recorrendo à energia solar fotovoltaica – obtenção de energia através da conversão direta da luz solar em eletricidade – a tecnologia não só reduz custos na fatura energética, como também contribui com o equilíbrio do planeta. Tem-se assim, uma casa sustentável e autosuficiente energeticamente, imune a qualquer irregularidade da rede elétrica comum, ou seja, sem instabilidade e apagões. O público é convidado para conhecer de perto a tecnologia, com um ambiente diferenciado, assinado pelos arquitetos Silvio Todeschi e Ana Bahia e com design gráfico de Mariana Hardy. Situado em um container, o projeto explora os próprios painéis solares que envelopam a estrutura onde estão as máquinas – assim, o próprio produto é o material de revestimento. Com uma área fechada ao público, na qual está concentrado o maquinário, o ambiente conta ainda com um trabalho tipográfico na fachada e um videowall informando sobre a tecnologia e o produto utilizado.

Comemorando o reconhecimento do conjunto arquitetônico da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, Gustavo Greco fará uma grande homenagem no ambiente que vai levar sua assinatura. O grande corredor que desemboca no espaço que dá vista para a Lagoa contará com uma instalação toda feita em azulejos especialmente criados para o projeto, numa parceria com a Terratile. Quadrados, círculos e quartos de círculos ocuparão o espaço num grafismo envolvente e cheio de identidade.

Pela primeira vez, a Casa Cor terá um teatro para abrigar a programação cultural. O projeto assinado por Pedro Pederneiras (engenheiro e diretor técnico do Grupo Corpo) e Gabriela Junqueira (bailarina do Grupo Corpo e designer de interiores) juntamente com os arquitetos Filipe Pederneiras, Thiago Bandeira de Mello e Valeria Junqueira. O espaço permite inúmeras configurações e receberá uma programação cultural intensa que inclui espetáculos de teatro e dança, shows, bate-papos e eventos diversos durante os 40 dias da mostra.

A Casa Cor Minas ainda ocupa o Museu de Arte da Pampulha, com a exposição “Ser” Moderno, concebida pelo arquiteto Pedro Lázaro especialmente para o Museu.  Com o reconhecimento do conjunto arquitetônico da Pampulha como Monumento Cultural da Humanidade a ideia é que essa exposição conte a história em três vertentes: o Museu de Arte como espaço arquitetônico, como espaço museológico, e, por fim, a influência da cultura brasileira no mobiliário. E aproveitar para ver a exposição do acervo do museu com obras de Di Cavalcanti e Portinari, Guignard e Maria Leontina; Raimundo Colares, Aloysio Zaluar, Franz Weissmann e Valeska Soares; Marilá Dardot, Rivane Neuenschwander, Kao Guimarães e Rosângela Rennó; e ainda Cildo Meireles, Rubem Valentim e Marco Paulo Rolla, dentre outros. O ambiente contará com visitações guiadas com o próprio Pedro Lázaro.

 

CASA COR Minas Gerais 2016

De 30 de agosto a 04 de outubro de 2016
Endereço: Alameda das Latânias, 30 – São Luiz – Pampulha – Belo Horizonte
Ponto de referência: Esquina com Avenida Otacílio Negrão de Lima
Horário de funcionamento: de terça à sexta de 15h às 22h/ Sábados, de 13h às 22h e aos domingos e feriados de 13h às 19h.
Informações: www.casacorminas.com.br

Ingressos:
Acesso único (terça a domingo):
Promocional: R$35(até 29/08). Após esta data, R$50 inteira
Passaporte (válido para visitas ilimitadas durante todo o período da mostra):
R$140- inteira ou R$70–meia-entrada
Vendas na bilheteria da CASA COR Minas ou pelo site: http://www.blueticket.com.br

ITC

Jardim na decoração

_DSC6791A presença do paisagismo na decoração de ambientes.

A tendência hoje é trazer o verde para mais perto possível. Mesmo sendo em apartamentos ou espaços pequenos é sempre um convite ao relaxamento.

As opções, porém, são diversas. Jardins verticais com iluminação indireta podem levar vida para dentro de casa, ocupando pouco espaço. Varandas de apartamentos podem ser usadas como espaço de relaxamento criando um belo jardim. Em casas, podemos criar jardins que valorizem e realcem suas formas arquitetônicas. Ou ainda jardins com uma iluminação adequada valorizam a circulação, destacando alguns efeitos especiais e aumentando a segurança da residência. Bastará saber qual será a função dada ao novo ambiente. Mas é necessário cuidado para evitar excessos. Um jardim precisa respirar, precisa explorar seu espaço aberto, e excesso de elementos podem torná-los obstáculos, além de poluir visualmente impedirá o destaque de algo realmente importante.

_DSC4864O uso de objetos, obras de arte, caramanchões, podas diferenciadas, dão ao projeto de paisagismo, sensações harmônicas, criativas e sofisticadas. Caso seja demandada visitação ou contemplação noturna, a iluminação é fundamental e sendo bem utilizada tem condições de criar um espaço totalmente novo, com clima aconchegante e confortável. Existem peças de iluminação especiais para projetos paisagísticos que são verdadeiras obras de arte criadas por designers renomados como Jean Nouvel.

Projetos exuberantes como Inhotim, jardins de Tuilerie, jardins do museu Rodin e o incrível jardim do Palácio de Versailles, mesclam vários elementos à natureza destacando obras de arte, lagos e fontes para dar mais vida e sensibilidade ao ambiente.

Na hora de projetar, é preciso levar em conta espaço, cores, volumes, formas, texturas e, lógico, as plantas que serão usadas na composição. Estes fatores serão responsáveis para orientar o planejamento do projeto e seus objetivos. Os elementos precisam direcionar as pessoas para o foco principal do ambiente, eles ajudarão a transmitir sensações de bem-estar, beleza e aconchego.

A sustentabilidade e a preservação da natureza são tendências mundiais, como foi percebido na abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, e estão sempre presentes nos projetos de arquitetura e paisagismo. A técnica de compostagem, por exemplo, aliada ao cultivo de mini hortas e mini pomares é uma tendência em espaços gourmet. Tetos de jardins estão sendo desenvolvidos para combater o aquecimento global. Eles ajudam a absorver os raios de sol ao invés de refleti-los, causando o efeito estufa. Os jardins verticais também são uma tendência que traz mais vida para as casas e humaniza os espaços comerciais como o maravilhoso jardim vertical do Caixa Fórum em Madri, que ocupa a lateral de um edifício de 5 andares.

Há também tendências de algumas plantas. Seja por sazonalidade ou por serem mais exóticas. Porém, o importante é o casamento do projeto arquitetônico com o paisagístico para que haja uma harmonia e interação no ambiente.

O importante é ter criatividade transformando os jardins em ambientes charmosos e sofisticados sem interferir na beleza da natureza. Tem que ter uma combinação certa de plantas, iluminação e peças para um resultado perfeito.

Fotos de espaços criados  pela  paisagista Nãna Guimarães.

Flávia Freitas

Pampulha

Pampulha I Pampulha

Pampulha: De Belo Horizonte para o mundo

O conjunto moderno arquitetônico da Pampulha, considerado uma revolução da arquitetura na época da sua construção, formado pela Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube, as praças Dino Barbieri e Alberto Dalva Simão, além do espelho d´água e a orla da Lagoa foi eleito, pela Unesco, Patrimônio Mundial da Humanidade pelo arrojado projeto de Oscar Niemeyer que tem grande valor histórico.

Apesar das construções do conjunto ainda não estarem completamente restauradas, a prefeitura apresentou à Unesco, por meio do dossiê, todos os planos de recuperação, que incluem a recuperação e limpeza da Lagoa e os projetos de restauração dos edifícios.

A Casa do Baile teve projeto de intervenção assinado pelo escritório Horizontes Arquitetura contemplando adaptação dos banheiros públicos para acessibilidade universal, restauração completa de todas as janelas, fachadas e materiais nobres de revestimento. Segundo o arquiteto Marcelo Palhares Santiago, diretor do escritório, esse título traz para Belo Horizonte uma visibilidade mundial, incentivando o turismo, além de colocá-la numa rota turística que inclui grandes patrimônios construídos como as Pirâmides de Gisé, no Egito; Machu Pichu, no Peru; a Sagrada Família, em Barcelona; o Palácio de Versalles, na França, dentre outros.

“Mesmo após 70 anos de sua concepção, as linhas modernas do conjunto da Pampulha continuam atuais e seguem como referência de ousadia”, avalia Marcelo Palhares. O arquiteto responsável pela restauração diz que os projetos foram cuidadosamente desenvolvidos seguindo padrões internacionais. A Unesco avaliou todas essas questões e validou os projetos, reconhecendo a qualidade dos trabalhos e o compromisso da prefeitura de efetuar as obras de recuperação.

Marcelo ressalta que é um grande privilégio para a cidade de Belo Horizonte contar com um espaço público de tamanha importância mundial e reitera o orgulho de poder fazer parte desse momento especial. “Nossa equipe tem muito orgulho de participar dessa empreitada, especialmente no projeto de restauração do antigo Cassino, atual Museu de Arte da Pampulha. É uma referência mundial, considerado por alguns críticos de arquitetura como o melhor projeto da carreira de Niemeyer. Esperamos que todos esses espaços sejam restaurados o mais breve possível”.

Ao ser integrada à lista de Patrimônio Histórico Mundial, a Unesco reconhece a obra prima do gênio criativo e que agora deve ser um bem compartilhado por toda humanidade.

Flávia Freitas

Workshop sobre cores desafia decoradores em BH

BLANCA LLIAHNNE - Divulgaçao
BLANCA LLIAHNNE – Divulgaçao

A importância de saber usar as cores para colorir a nossa vida

Hoje e amanhã, a embaixadora Pantone no Brasil, Blanca Lliahnne estará em Belo Horizonte ministrando um workshop, pela primeira vez no país, sobre o bom uso das cores. O curso é voltado para designers de interiores e arquitetos, porém profissionais de moda e vitrinistas também são bem-vindos.

Blanca falará das cores que serão tendência para 2017 e entre elas pode estar a cor do próximo ano, que é super esperada, mas só divulgada em dezembro. Pode parecer que tudo isso é aleatório ou uma jogada de marketing, mas não é. A Pantone faz todo um estudo aprofundado em cima do momento pelo qual o mundo está passando. Este processo teve início em 1999 e desde então as cores são bem assertivas e todas com muito significado.

As cores de 2016 são o rose quartz e o serenity – já fiz o post sobre isso na categoria de decoração –, que estão bombando nos itens de decoração, utensílios para casa e adornos. Essas cores foram elencadas por remeter ao céu, a ambiguidade, por não definir A ou B, ou seja, reflete exatamente o momento vivido pela sociedade.

pantone172Para 2017, o tema será a floresta, ou melhor, um banho de floresta. Tendo como base uma técnica de meditação oriental – o oriente vem com tudo no próximo ano –, para se reequilibrar dentro da floresta. Tendo isso como inspiração, a gama das cores vai dos tons de musgo e do terra à família dos púrpuras e ferrugens, e para dar um toque surpreendente entra um toque de verde Lima.

O curso é para profissionais que trabalham com cor, como Blanca diz “é mostrar uma outra forma de fazer música para músicos profissionais”. É apontar um outro olhar, um novo ângulo da foto. Nada melhor que uma reciclada de pessoas experientes, profissionais que vivem e respiram cor 24 horas por dia.

Na sexta, a profissional da Pantonen falará sobre as cores, suas matizes, nuances, famílias, contrapontos, enfim, mostrará como combinar, contrastar e até mesmo usar cores imprevisíveis juntas de forma harmônica, a conhecida dissonância. Importante e difícil.

No sábado, a turma fará trabalhos práticos. E estarão à disposição mais de 200 cores Pantone trazidas para o workshop. Além de inúmeros pôsteres ilustrativos, mostrando formas de quebrar paradigmas, como tirar o azul do quarto e levar para a sala ou mesmo para a cozinha e assim por diante. A proposta é instigar, desafiar, mexer nos conceitos e pré-conceitos.

Confira a seguir a programação do curso:

29 DE JULHO • 9:00 às 18:00
Módulo 1: MACROTRENDS
As macrotendências levantadas pelo Pantone Color Institute e a sua importância no cenário mundial.
Módulo 2: 9 TEMAS CASA + INTERIORES 2017
Compreensão das frases de impacto, principais elementos dos ambientes e harmonias das 9 cores dentro de cada um dos 9 temas.

30 DE JULHO • 9:00 ÀS 18:00
Módulo 3: IMERSÃO
Um mergulho nos temas, conceitos, cores, harmonias e lifestyle explorados nos módulos anteriores. Exercícios dirigidos com as amostras Smart Cards Pantone, com apoio dos posters de inspiração CASA+INTERIORES 2017 desenvolvidos com exclusividade para o workshop.
Módulo 4: ATUAÇÃO
A turma é dividida em times para a definição das cartelas exclusivas de cada grupo de acordo com as técnicas de harmonização estudadas no workshop.

SERVIÇO:
WORKSHOP PANTONE VIEW HOME + INTERIORS 2017
29 e 30 de julho – das 9h às 18h
GUAJA Casa – Av. Afonso Pena, 2881
Valor: R$ 1.500,00
Vendas: sympla.com.br
Informações: (31) 3261-2608
Site: voicecontent.com.br/pantone

Isabela Teixeira da Costa

Ecoproduto

ImagemO ecoproduto está sendo utilizado há algum tempo e cada vez mais as pessoas vêm se conscientizando da importância do seu uso para preservar o meio ambiente.

Ecoproduto é todo bem de consumo que utilize componentes sustentáveis (reciclado/reciclável), matérias-primas sustentáveis: recicladas, reutilizadas, orgânicas, extrativistas cultiváveis, não danosos ao meio ambiente, embalagens em mínima quantidade, feitas de materiais recicláveis/ recicladas, e ambientalmente responsáveis, métodos de produção e transporte utilizando fontes de energia limpa, mínimo consumo de água, tratamento de efluentes com destinação ambientalmente responsável, logística reversa pós consume.

O design e a arquitetura seguem juntos com o movimento da sustentabilidade. Hoje em dia, podemos criar vários ambientes sustentáveis com muito bom gosto. Com criatividade, podemos transformar o que achávamos ser lixo em peças de decoração. O que não falta por aí são produtos para colocar esta ideia em prática. A utilização de caixotes de feiras, bambus, painéis feitos com pallets, dão um charme ímpar aos ambientes. Para criarmos um móvel diferenciado reciclando materiais ou mesmo para colocarmos revestimentos sustentáveis na casa de um cliente precisamos usar criatividade para adequarmos aos demais mobiliários do cliente. É preciso pesquisar sobre produtos novos, lançados no mercado e matérias-primas diferenciadas para conseguirmos um resultado a altura da necessidade do cliente.

Este tipo de mobiliário, acabamento ou peça decorativa pode ser utilizado em qualquer ambiente, desde que aja harmonia e integração ao projeto. A utilização do bambu também está sendo bastante explorada. É uma matéria-prima resistente, bonita, durável e econômica.

A sustentabilidade e a preservação da natureza são tendências mundiais e estão sempre presentes nos projetos de arquitetura e paisagismo, quando reciclamos estes artigos com características de ecopoduto, como os caixotes encontrados em feiras de frutas e verduras, pallets em depósitos e lixos de empresas que usam este tipo de produto para carregar as suas máquinas, escadas rústicas em construções. Ou com empresas que trabalham com reciclagem de matérias-primas como garrafas, fibra de coco e pneus.

Todos os dias, mais e mais empresas são criadas, surgidas de desenvolvimento de pesquisa e inovação, descobrindo novos produtos finais ou matérias-primas sustentáveis para o mercado. A própria feira de Milão está trazendo a cada ano mais e mais materiais e empresas “sustentáveis”, com um produto bem-acabado e características visuais e de design excepcionais.

A vantagem de fazer um projeto sustentável, utilizando ecoprodutos é desenvolver projetos inovadores que não agridam a natureza. Por outro lado, alguns materiais sustentáveis, como revestimentos, ainda têm um custo mais elevado que os materiais comuns.

A elaboração de projetos com esta proposta é simples, tudo depende da intenção com o projeto.  Qualquer elemento do projeto que for mal utilizado pode gerar ruído e poluir o espaço.  O importante é usar bem a criatividade e ter carinho na hora de fazer uso destes elementos. Não basta simplesmente se apropriar de uma caixa por exemplo. É preciso saber para quê será usada e dar um acabamento ideal para esse uso. O macete é experimentar. Brincar. Tentar. Inovar.

Flávia Freitas

Arte popular

A beleza da arte popular brasileira da Ilha do Ferro

Mesmo quem nunca ouviu falar da Ilha do Ferro na imensidão do Rio São Francisco, certamente irá se encantar ao conhecer de perto o artesanato e as esculturas produzidas pelos artesãos simples que vivem lá. Fernando Rodrigues dos Santos, nascido em 1928, conhecido como “Mestre Fernando”, foi o primeiro artesão da ilha, que depois tornou-se um celeiro em arte popular. Ele é considerando por historiadores, colecionadores e críticos, um dos mais importantes artistas populares do Brasil. Hoje, já falecido, continua fazendo sucesso mundialmente com suas inovadoras criações, que chegam a custar de R$ 15 mil a R$ 22 mil. Usando o movimento dos galhos de árvores de mangues, raízes e troncos, criava esculturas e móveis exuberantes e escrevia nas peças personalizando cada uma. As cadeiras criadas por ele assumem um aspecto singular, umas com três pernas, outras com cinco, nenhuma com padrão convencional de móveis.

Iniciou-se no mundo das artes na oficina de fabricar tamancos do pai. Aos 40 anos, construiu uma espreguiçadeira, sua primeira peça de mobiliário. Em 1980, construiu o Bar Redondo, que deu início à sua carreia de escultor e designer de móveis cujas mesas e bancos pareciam esculturas. Expôs no Museu de Arte Popular da Paraíba e na Casa Cor de São Paulo, em 2001, com prêmio para o ambiente do designer Arthur Casa, com a cadeira de três pés e espaldar alto. Uma cadeira do artesão foi exposta na feira de Art-Madrid, Espanha, o que chamou atenção de admiradores de design e colecionadores de todo o mundo.

Uma exposição montada na Loja Inside Mobiliário, com a curadoria de Orlando Lemos – um dos maiores conhecedores e colecionadores de arte popular de Minas –, nos deu o privilegio de ter acesso a algumas peças deste fantástico artista.

Essa é a história de um artesão semianalfabeto, da Ilha do Ferro, que conseguiu criar e desenvolver “design popular brasileiro” com a mesma qualidade e talento dos designers famosos internacionais.

 

“Beija-flor da margem do ribeirinho da praia do amor.

Ele está beijando as árvores todas cheias de flor”

  1. do   AL – F.R.S

 

Flávia Freitas

Adega em casa

Três dicas importantes para criar sua adega.

O inverno está chegando e nada mais gostoso que saborear um vinho em casa na companhia de amigos, ou em um momento a dois. Se você também é um amante do vinho e está buscando criar uma adega em sua casa, fique ligado nessas dicas importantes que separamos para você.

A primeira coisa a ser levada em consideração é o objetivo da adega em si. O que se busca é um local para receber e apreciar os vinhos? Ou você é um amante inveterado e busca as condições perfeitas para seu estoque pessoal?

A grande preocupação para os apaixonados por vinho é ter um espaço, além de personalizado e sofisticado, com condições ideais para o armazenamento das garrafas. Esse armazenamento requer um cuidado especial com umidade, temperatura e iluminação.

Local ideal

Quando escolhemos um lugar para criação de uma adega, além de bonito e harmonioso precisamos nos preocupar com a conservação e organização das garrafas. Locais que bata luz solar, haja trepidação ou barulho interfere na qualidade dos vinhos e precisam ser evitados. Outra preocupação é organizar as garrafas na horizontal para manter a rolha sempre úmida, evitando a oxidação. O ideal é manter as garrafas estocadas em uma adega climatizada, para controle de temperatura e umidade do estoque.

Ambientes como sala de estar ou jantar e espaços gourmet são ótimas opções para degustar bons vinhos, até mesmo pela praticidade. Porém, para manter a qualidade, devemos preservar as adegas longe de luz solar e do calor, evitando locais próximos a churrasqueiras, fogões ou sobre a geladeira.

Iluminação

A iluminação exerce bastante influência na conservação dos vinhos. Quanto mais escuro for o cantinho para acomodar a sua adega, melhor. Lugares com muita iluminação e calor têm mais chances da bebida oxidar e perder suas características.  Indico uma iluminação indireta e rebatida com lâmpadas que não emanem calor e deixem o ambiente mais íntimo e gostoso.

 

A razão pela qual várias pessoas optam por uma adega climatizada é garantir sempre uma temperatura ideal para o seu vinho. O armazenamento adequado necessita de uma temperatura o mais constante possível, devendo ter uma variação máxima de temperaturas entre 12° e 16°. Qualquer descuido pode comprometer o sabor e a qualidade da bebida.

Hoje encontramos no mercado vários tipos de adegas tradicionais e climatizadas, com tamanhos, materiais e design diferentes. Dessa forma, podemos criar ambientes lindos e aconchegantes não somente em casas e apartamentos luxuosos, mas também em locais com espaços reduzidos. Com criatividade, revestimentos adequados, marcenaria sob medida e boa iluminação, podemos idealizar um local delicioso para curtir em casa um bom vinho com os amigos.

Vejam nas fotos algumas ideias de como instalar suas adegas.

Flávia Freitas