A força do ser humano

Fico encantada e surpresa com a força que vejo nas pessoas para enfrentarem os problemas e dificuldades da vida.

Convivo com muitas pessoas, inúmeras, por sinal. E conversa vai, conversa vem, alguém acaba contando alguma coisa de sua vida e, mesmo sem querer, revelando uma força que, muitas vezes, nem elas mesmas sabem que têm.

Sei que não é assim com todas as pessoas. Fico impressionada com a quantidade de gente que é acomodada, não faz nada, só fica no canto, insatisfeita, murmurando em vez de se mexer e ir à luta para mudar a situação. E não me refiro apenas às questões financeiras, mas a elas também.

Estou me referindo aos problemas matrimoniais, financeiros, de saúde, de relacionamento com filhos, pais, empregos. Enfim, todas as áreas da vida que levam o ser humano a um sofrimento e insatisfação tão grande e em vez de lutar e mudar, parece que entra em uma bolha catártica (se é que essa expressão existe) e vive ali quase como um zumbi.

O casamento está péssimo, mas é incapaz de chamar o marido ou a mulher e conversar exaustivamente e acertar os ponteiros, buscar uma ajuda profissional, ou seja lá o que for. Alguns pais veem um filho se afundar na bebida ou nas drogas, sofrem profundamente com isso, mas assistem a autodestruição, em sofrimento, sem tomar uma atitude drástica para tirar o filho dessa situação. Algumas pessoas estão extremamente insatisfeitas com o emprego, mas não procuram outro. Conheço várias pessoas que saíram do emprego durante esta crise e se descobriram em uma nova atividade. Estão mais felizes e realizados. Isso, só para citar alguns exemplos para que entendam do que estou falando para não ficar no abstrato. Sei que atitudes assim não são propositais, penso que seja um tipo de fraqueza. Não sei, não sou psicóloga.

Por outro lado, encontro exemplos de bravura que me encantam. Vou me dar o direito de resguardar os nomes. Tenho uma amiga de quem gosto muito. Infelizmente, por excesso de trabalho de ambas as partes, não convivemos tão próximas como eu gostaria. Ela é linda, delicada, inteligente, excelente profissional. Há pouco tempo fiquei sabendo que ela teve um câncer e enfrentou tudo sozinha. SOZINHA. Isso mesmo, não contou para a mãe, irmã, marido, nenhuma amiga. Tratou sozinha, enfrentou a angustia, sofrimento, quimioterapia, dores, mal estar, tudo, sozinha, só ela, o médico e Deus.

Só contou depois de alguns anos do problema resolvido, com a melhor carinha do mundo, sem nenhum arrependimento de ter feito dessa forma. Fiquei impressionada com sua força. Até porque o sofrimento do câncer vai muito além do físico, e todo mundo que já conviveu com alguém que teve a doença sabe bem do que estou falando. No caso dela foi mais fácil esconder o fato porque a quimio não provocou a queda dos cabelos, mesmo assim, isso não torna o sofrimento menor.

O que mais me surpreende é que sempre que toma conhecimento que alguma amiga está doente, é a primeira a ligar e mandar mensagem oferecendo ajuda, companhia e ainda por cima manda comidinhas gostosas como uma canja ou um bolo, para aquecer o coração da gente.

Tenho outra amiga que também é um exemplo. É bem casada, tem dois filhos e um deles é autista. Ela e o marido, desde que o menino entrou na adolescência tomaram várias medidas legais para garantir pensão vitalícia para ele, e agora ela acaba de se aposentar, antes da hora, para evitar que possíveis mudanças na lei da aposentadoria possa prejudicar o futuro do rapaz. Quando interditaram o filho, o juiz perguntou o motivo e ela explicou claramente que era para garantir o sustento dele quando eles – os pais – faltassem. O juiz elogiou a atitude dos pais dizendo na maioria das vezes os pedidos de pensão para incapazes só são requeridos depois da morte dos pais e que isso é moroso e trabalhoso.

Imagino como não deve ter sido difícil interditar um filho e, ainda em uma idade ativa e produtiva, abrir mão de seu trabalho, que sei bem que é algo que ela amava fazer. Só para registrar, ela atuava em uma área que não permite continuar trabalhando depois que se aposenta.

É disso que estou falando, garra, força, fazer a diferença na sua vida. Lutar sozinha, ou não, mas não ficar acomodada, murmurando.

Isabela Teixeira da Costa

No meio do caminho tinham várias pedras

Às vezes, surgem pedras no meio de nosso caminho e como vamos passar por elas faz toda a diferença.

Muita gente cita a conhecida poesia do mineiro Carlos Drummond de Andrade, No meio do caminho, mas geralmente apenas a primeira estrofe, não sei se a maioria das pessoas conhece toda a poesia que é curtinha e me lembrei de muito dela nesses últimos dias pelo que vivi, por sinal, motivo pelo qual não postei nada ontem.

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

 

Na noite de segunda-feira fui lanchar na casa de meus primos Ângela e Gilson, que moram em Montes Claros, desde que se casaram, mas por causa do trabalho acabaram comprando um apartamento em BH e sempre que veem por aqui convidam a gente para um lanche. Ótima oportunidade para encontrar a família.

Esses lanches sempre são ótimos, primeiro porque Ângela e Gilson são bacanas demais, segundo, porque ela é prá lá de engraçada e terceiro porque encontrara com a família é bom demais. Rimos muito, contamos muito caso e lá pelas tantas, comecei a sentir uma dorzinha nas costas, do lado esquerdo.

Achei que tinha dado um “jeito” nas costas porque tinha ficado sentada muito tempo sem mexer, sei lá. Cheguei em casa e coloquei um salompas, porém passei a noite em claro, sem posição. Estava cheia de trabalho na terça, mas em função de ter feito uma cirurgia bariátrica há sete meses, achei melhor dar um pulinho no pronto atendimento para descartar qualquer problema mais sério.

Todo e qualquer problema que tenho de saúde sempre recorri ao Hospital Mater Dei. Digo que lá é o quintal da minha casa, mas agora o jornal mudou o plano de saúde e esse hospital não é mais credenciado, então fui ao Hospital Felício Rocho.

Entrei, e não saí. Não tinha uma pedra no meio do caminho, mas várias. Cálculo renal, de novo. Em 2015, passei por isso três meses seguidos – outubro, novembro e dezembro – e estou vendo que, pelo rumo da prosa, o suplício vai se repetir.

Fui extremamente bem atendida, desde a triagem até a alta ontem, no final da tarde. Fiquei chocada de ver como os acompanhantes (eu estava sozinha na maior parte do tempo) reclamam e incomodam as enfermeiras, e elas na maior paciência.  Estou impressionada como o hospital estava lotado. Um dos médicos que me atendeu disse que já estão construindo outra torre. Precisa mesmo. A cidade passa por uma crise de falta de hospitais. O Mater Dei da Contorno, inaugurado relativamente há pouco tempo já vive cheio, o Madre Tereza foi ampliado e sempre está com lotação máxima e no Felício Rocho tinha gente aguardando vaga pra internação. E com todo esse tumulto não vi nenhum funcionário de mau humor ou perdendo a paciência.

O dr. Francisco Guerra e sua equipe me operaram, tiraram os cálculos que estavam bloqueando o rim. Segundo o médico que fez o ultrassom, eram tantas pedras que se fossem esmeraldas eu estava rica. Pena que são cascalhos mesmo. Tiraram o que deu. Estou com o cateter e terei que passar por mais um procedimento para retirar as pedras que estão dentro do rim. É mole?

Tinha planos para este mês. Minha filha, que mora em Anagé está em Vitória (Espírito Santo) fazendo um curso e faz aniversário por esses dias. Estava pensando em fazer uma surpresa e ir lá visitá-la. Infelizmente, esses planos já eram. Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinham várias pedras.

Isabela Teixeira da Costa

Chega de desrespeito

Diego Ferreira de Novais Foto: Leonardo Benassato/Framephoto/Estadão extraída da internet

Não dá mais para aceitar um país sem segurança, sem justiça, sem ética e moral e com valores totalmente deturpados onde as autoridades não respeitam os cidadãos.

Acho que não vou me surpreender com mais nada nessa vida. Um rapaz que teve cinco passagens pela polícia de São Paulo por suspeita de estupro, ejacula em uma moça dentro de um ônibus, é detido em flagrante, fica menos de 24 horas presa e é solto por um juiz que alega não ter visto “constrangimento tampouco violência” em seu ato.

Alguém pode me explicar o que é constrangimento e violência para esse juiz que faço questão de registar o nome: José Eugênio do Amaral Neto? Quando tomei conhecimento dessa história só consegui me lembrar do movimento que foi feito por várias pessoas querendo proibir mães de amamentarem seus filhos em locais públicos, alegando constrangimento. Vai ver que esse meritíssimo deve concordar com esse tipo de constrangimento. Um ato tão natural, lindo e puro de uma mãe dar de comer a seu filho. Isso sim é um baita constrangimento, mas um homem tirar o pênis para fora da calça dentro de um ônibus e ejacular no ombro de uma jovem é normal. Não constrange a moça, não constrange ninguém e não é nada violento. Violência só se ele tivesse agarrado ela, provavelmente.

Para quem não sabe, semana passada o ajudante de serviços gerais Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi preso por ejacular em uma moça dentro de um ônibus em São Paulo, e foi solto menos de 24 horas, pelo juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto que entendeu que não era necessária a manutenção da prisão. Para o magistrado, o crime se encaixa no artigo 61 da lei de contravenção penal – “importunar alguém em local público de modo ofensivo ao pudor” – e é considerado de menor potencial ofensivo. Só que este rapaz havia passado cinco vezes pela polícia por suspeita de estupro, mas em nenhuma delas foi a julgamento.

Segundo testemunhas, a mulher estava sentada em um banco ao lado do corredor, quando o Diego, que estava em pé na sua frente, tirou o pênis da calça e ejaculou. Após o crime, o motorista da linha 917M-10 Morro Grande parou a condução a poucos metros do cruzamento da Paulista com a Alameda Joaquim Eugênio de Lima e retirou todos os passageiros descessem do transporte, ficando apenas o agressor, enquanto ligavam para a polícia.

A jovem ficou sentada em um canteiro, em frente ao ônibus, recebendo o apoio de mulheres desconhecidas, que logo ligaram para a sua família. Muito abalada, ela foi abordada por várias pessoas que ofereceram de palavras de consolo até acompanhá-la à delegacia. Uma mulher de uma associação de apoio a vítimas de violência sexual percebeu a movimentação e foi falar com a jovem, passando o contato do grupo e pedindo que ela entrasse em contato.

Pois o juiz soltou Diego e dois ou três dias depois o rapaz repetiu a dose. Esfregou o pênis em outra moça dentro de um ônibus e a prendeu com as pernas para evitar que ela fugisse. Claro que foi preso novamente. Gostaria muito de saber o que esse juiz deve ter pensado. E mais ainda, se em algum momento passou pela cabeça dele que a vítima poderia ser sua filha ou sobrinha. Acredito que sua decisão seria outra.

Gostaria muito de saber onde vamos parar com a polícia e a justiça ignorando atos assim.

#respeito #justiça #caráter #não à violência #proteção

Vilões dos vasos sanguíneos que podem estar na sua dieta

Sal

Alguns alimentos consumidos em dietas favorecem o acúmulo de gordura e o aparecimento da inflamação nos vasos sanguíneos.

Cada dia que passa descobrimos um novo fator que interfere na saúde. Recebi um material que fala de fatores que interferem na circulação sanguínea, na dieta. Acho que isso nunca passou pela cabeça de ninguém. Vamos lá. Segundo a angiologista e cirurgiã Aline Lamaita, genética, sedentarismo, tabagismo e obesidade afetam a circulação (isso é mais conhecido das pessoas), e existem alguns complicadores nas dietas. “Enquanto ácidos graxos como ômega-3 são benéficos para ‘afinar’ o sangue e alimentos com propriedades antibióticas naturais, como alho e cebola, ajudam a prevenir coágulos sanguíneos; alimentos ultraprocessados têm grande quantidade de sal, açúcar e gordura, todos relacionados à dificuldade da circulação sanguínea”, afirma Aline.

A médica lista cinco vilões dos vasos sanguíneos:

Excesso de sal: “Além de usar o saleiro, a maioria dos produtos industrializados tem o sódio adicionado para melhorar sua conservação. Então, no geral, o brasileiro consome muito mais sal do que deveria. O sal favorece a retenção de líquido, provoca inchaço e aumenta a pressão sobre os vasos sanguíneos, deixando o sangue mais denso, pesado, podendo favorecer a formação de coágulos. Também devemos tomar cuidado com doces light e refrigerantes, pois geralmente contém muito sódio. Quando se fala em sódio, as pessoas automaticamente pensam em salgados e, em boa parte da população, o consumo excessivo está nos doces e produtos industrializados”, explica Aline.

Bebida alcoólica: “Ao favorecer a desidratação, o álcool pode fazer o organismo reter mais líquidos e aumentar a pressão sobre veias e artérias. Quem gosta de fumar quando está bebendo aumenta ainda mais os riscos, já que a nicotina tem efeito constritor”, alerta a médica.

Falta de água: “Quanto menor a ingestão de água, maior a viscosidade do sangue. Além disso, a desidratação também favorece a queda da pressão arterial, ameaçando vários órgãos. O consumo adequado de água garante que o organismo seja irrigado e bem nutrido de sangue”.

Alimentos processados: “Você ama biscoitos, macarrão instantâneo, refrigerantes, refrescos em pó e salgadinhos? Fique atento, eles são ricos em sal, açúcar e gorduras, favorecem o ganho de peso e também a inflamação, o que pode colaborar para o aparecimento de doenças circulatórias”.

Gordura hidrogenada: “Fast-foods, sorvetes industrializados e bolos são três exemplos de alimentos que retardam a circulação e podem agravar a inflamação dos vasos sanguíneos”.

Aline Lamaita orienta o consumo de alimentos ricos em fibras, que auxiliam na boa digestão e controle do colesterol: “escolha alimentos com gorduras poli-insaturadas; frutas ricas em vitamina K, como morango, uva e ameixas que têm papel importante na coagulação do sangue; e alimentos antioxidantes e que contém rutina (encontrada na laranja, limão e maçã) que auxiliam na diminuição da morte celular da parede das veias”.

Isabela Teixeira da Costa

Banana é tema de festival gastronômico

Festival gastronômico Sabores e Saberes, no sul de Minas, tem a banana como tema.

Começa amanhã, sexta-feira, e vai até domingo o 4º Festival Sabores e Saberes de Santana, na cidade de Silvianópolis, chamada de Santana. O slogan deixa claro o que será a estrela do festival: Sim! Nós temos banana! Durante a programação, delícias da culinária mineira serão elaboradas por chefs convidados e também por gente da terra. Moqueca de banana, parmegiana de casca de banana e matula tropeira de feijão com banana são algumas das saborosas receitas preparadas pelos cozinheiros. Arte, cultura e troca de conhecimentos, aliados à receptividade calorosa da região, tornam o evento ainda mais imperdível.

O cenário bucólico do espaço do evento com casinhas de pau a pique, forno e fogão à lenha, será decorado com bananeiras e cachos de banana remetendo o visitante aos bananais que circundam a cidade. O slogan contagiou a comunidade que ganhou até música com o título Ouro… ipê e banana tudo aqui em Santana!, de autoria da Secretária de Educação e Cultura, professora Maria Jose Franco Fernandes, que será apresentada na abertura do evento, com regência da professora Lucimara Goulart de Paula Correa.

A banana é a inspiração para chefs e profissionais de gastronomia convidados para desenvolverem receitas especiais, algumas elaboradas especialmente para o evento.  A chef Tanea Romão, de São Paulo, irá preparar as tachadas Moqueca de Banana e Parmegiana de casca de banana, além de ministrar palestra com o tema Aproveitamento Integral da Fruta.  Também de São Paulo, o chef Adan Garcia, do Leitão de Gravata, irá preparar a Matula Tropeira de Feijão com Banana. No menu, mais atividades gastronômicas, entre elas, a oficina de preparo da biomassa de banana verde. Nas tendas dos expositores com foco na culinária mineira, algumas inovações culinárias à base de banana. Quitutes de banana, entre eles o virado de banana, estarão à venda.

A jornalista Ana Beraldo, uma das produtoras do evento, avalia a importância da banana para a região, e o potencial do ingrediente que o festival gastronômico quer explorar. “Não queremos só apresentar receitas criativas elaboradas com a banana, mas despertar o desejo na comunidade de produzir, ainda que de forma artesanal, produtos à base de banana, além de incentivar novos plantios da fruta no município”. Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, integra a programação a Roda de Conversa A Produção de Banana no Sul de Minas, sob a coordenação do agropecuário da Emater/Silvianópolis, Daniel de Oliveira, com relato de  experiência do produtor de banana Carlos Henrique Fernandes (Pitoco), um dos maiores produtores de banana na cidade.

A programação cultural é variada. Na abertura do festival o palco será preenchido pela banda Z-Britos (Beatles Cover), de Pouso Alegre. No sábado, o convidado especial será o baterista Fernando Deluqui, da banda RPM, que fará show com a Patronagens Band, de Santa Rita do Sapucaí. No domingo, terá a Camerata JKO, do Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre, que encerra a programação. No menu cultural, mais atividades, entre elas o teatro de rua Ópera Dindinha com o grupo Misturança, de Pouso Alegre, e oficina de terra crua ministrada pela artista plástica Fátima Dutra e pela arquiteta Ângela Marques.

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira – 31 de agosto

19h – Sarau Saberes de Santana e da Vizinhança

Casarão do Homerinho Brasil e da Lúcia Brasil – Silvianópolis

 

Sexta-feira – 1 de setembro

18h – Abertura das tendas

18h30 – Apresentação jiujitsu- alunos do Cras – coordenação: prof. Luis Paulo de Souza

19h – Companhia de Reis Centenária

19h30 – Grupo de Seresta de Santana

20h – Abertura oficial do evento

Apresentação do Coral do Ciemsa

21h – Tachada Moqueca de Banana – chef Tanea Romão

22h – Lê Guimaraes Canta Elas

23h30 – Apresentação musical – Sabrina Castro

24h – Z-Britos – Beatles Cover

 

Sábado – 2 de setembro

9h – Intervenção artística na casinha de pau a pique – Oficina gratuita de terra crua – Fátima Dutra [artista plástica] e Ângela Marques [arquiteta]

10h – Abertura das tendas

Durante o dia – Apresentação musical – Talentos de Santana e da Vizinhança

10h às 20h – Exposição de artesanato – Arteiras de Santana

13 – Palestra Aproveitamento Integral da Banana – chef Tanea Romão

15h – Oficina As qualidades nutricionais da banana – chef Avner Pires [professor] – Curso de Gastronomia e de Nutrição da Univás

15h – Apresentação do teatro de rua Ópera Dindinha – Grupo Misturança de Teatro

16h – Concurso Gastronômico – Sim, Nós Temos Banana

18h – Roda de Conversa – A Produção de Banana no Sul de Minas

Relato de experiência: Carlos Henrique Fernandes (Pitoco)

Coordenação: Daniel de Oliveira, extensionista agropecuária da Emater

18h – Apresentação Ballet do Cras – coordenação: professora Jéssica Bernardo da Silva

18h30 – Apresentação do Coral do Cras – regente: professora Maria José Pereira

19h – O fantástico mundo das bebidas artesanais – a criação da cerveja e do hidromel Pós-Doc – Prof. Dr. Francisco Eduardo da Costa e Luciana Guimarães

20h – Tachada Parmegiana de casca de banana – chef Tanea Romão

20h30 – Apresentação musical: Pedro Henrique e Maria Luiza

21h – Capitão Macedo – Com sua voz e violão

22h30 – Show Os Cumpadi

24h–Show Memórias do Rock anos 80 – Patronagens Band e Fernando Deluqui (RPM)

 

Domingo – 3 de setembro

Abertura das tendas

10h às 20h – Exposição de artesanato Arteiras de Santana

10h30 – O Frevo em meio os bananais do Sul das Geraes – Alunos do Ciemsa – Coordenação: professora Marcilene Faria Alves

11h – Companhia de Reis Estrela de Belém

Durante o dia – Apresentação musical – Talentos de Santana e da Vizinhança

12h – Oficina Biomassa de Banana Verde – Fernanda Duayer Picardi e Mônica Cristina Campos

13h às 17h – Recreação com crianças – Paloma do Vale e Marcelo Zambianch

13h – Tachada: Matula Tropeira de Feijão com Banana – chef Adan Garcia – sous chef Valdemir Almeida

14h30 – Tachada Coração Mineiro com Arroz de Açafrão da Terra – chef Gerson Michelle – sous chef Vanessa Almeida

16h – Cortejo Festa do Rosário 2017 – Congadas Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

17h – Wolf Borges e Jucilene Buosi – Um pouco de Tudo

19h – Camerata JKO – Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre

20h – Apresentação do Coral do Ciemsa  – Regência: professora Lucimara Goulart de Paula Correa

Circuito das artes

Tela de Solange Raso

2º Circuito 10 Contemporâneo abre neste sábado com 10 exposições simultâneas em Belo Horizonte, reunindo as maiores galerias de arte mineiras.

Dez importantes galerias mineiras se reuniram e criaram uma agenda comum para dar visibilidade e fortalecer a arte contemporânea, intitulando o projeto de 10 Contemporâneo. Neste sábado, 2 de setembro, será lançado o segundo circuito com dez exposições inéditas e simultâneas, em Belo Horizonte, nas galerias AM Galeria, Beatriz Abi-Acl, Cícero Mafra, Celma Albuquerque, dotART, Lemos de Sá, Manoel Macedo, Murilo Castro, Orlando Lemos e Quadrum.

10 Contemporâneo é mais que uma associação, trata-se de um movimento espontâneo e colaborativo, que acredita em formação de público e de mercado. A união de expertises, portfólios e contatos traz uma força maior e ideias inovadoras. O crescimento de cada um contribui para a excelência do grupo.

No circuito o público terá uma van disponível para visitar as dez galerias para ver todas as exposições, observar, apreciar, questionar e ser questionado. Cada espaço tem uma linha diferente e um mesmo objetivo: tornar a arte acessível.

As exposições poderão ser visitadas. Uma agenda de workshops e discussões sobre a arte contemporânea, com presença de importantes artistas e galeristas, está programada. Veja a programação abaixo:

 

Abstrato de Marisa Trancoso

PROGRAMAÇÃO DE EXPOSIÇÕES:

Trabalhos Recentes – AM Galeria – até 30 de setembro

A exposição “trabalhos recentes” apresenta os últimos dois anos de produção do pintor Ricardo Homen e mostra séries de pinturas em diversas dimensões além dos objetos que passou a produzir nos últimos meses.

Mariza Trancoso, Seus Anjos, suas Meninas, Figuras e Abstratos –
Galeria Beatriz Abi Acl – até 30 de setembro

Diplomada pela UFMG com especializações na Bélgica e na França, a artista Mariza Trancoso reúne em seu trabalho características do expressionismo, do moderno e do contemporâneo.

Volumetrias – Galeria Celma Albuquerque – até 30 de setembro

Exposição coletiva com obras dos artistas Beth Jobim, José Bechara, José Bento, Raul Mourão e Waltercio Caldas. Nesta exposição, podemos ver um conjunto de obras/volumes que determinam não só suas próprias dimensões como também reconfiguram e redimensionam o espaço arquitetônico no qual estão inseridos.

 

Intervenções – Studio Cícero Mafra – até 2 de outubro

Para a artista plástica Solange Costa, a pintura sempre foi uma vocação, depois aprimorada na Escola de Belas Artes GranPeña em Madri, onde ela passa grande parte do tempo, dedicada às suas produções. As obras apresentadas foram criadas especialmente para essa exposição. São intervenções da artista em óleo sobre fotografias de Cícero Mafra.

Coletiva – dotART Galeria – até 21 de outubro

Individuais Re-, do artista Barrão; Children’s Corner da artista Renata Egreja e Meu mundo teu do artista Alexandre Sequeira e lança a segunda edição do “Programa Gravura” que terá como convidado o artista carioca Elvis Almeida.

Para o artista o trabalho é um reencontro com essa prática da gravura, uma vez que sua referência para a produção de pinturas veio das gravuras.

Célia Euvaldo – Galeria Lemos de Sá –  até 30 de setembro

As pinturas de Célia despertam interesse particular para a experiência estética na sua obra. O preto impõe-se com sua presença já conhecida no trabalho e a aguada, em cores tênues, delicadas e discretas contrariam a imposição do preto, pela sua delicadeza.

José Resende – Manoel Macedo – até 4 de novembro

A solução clara, elegante, de articulações plásticas tensas e precárias distingue prontamente uma escultura de José Resende. A disparidade de materiais, o recurso a laços, nós e dobras como agentes de sustentação, até a sua posição circunstancial no ambiente, tudo converge para uma configuração positiva que testemunha a maleabilidade inesgotável do espaço, a disponibilidade essencialmente plástica do mundo.

A Convergência do Design e da Arte Contemporânea – Murilo Castro – até 7 de outubro

O mundo moderno sempre buscou a integração entre a Arte e a Indústria substituindo os antigos ateliês por estúdio de criação coletiva, sintetizados pela Bauhaus que propunha a unidade de todas as artes através de práticas interdisciplinares visando a produção de objetos ao mesmo tempo úteis e belos. Nos últimos tempos tem-se desenvolvido pesquisas sobre o tema e realizado exposições que abordam a relação entre a Arte e o Design no mundo moderno e contemporâneo.

Deneir, um sobrevôo sobre o erudito e o popular – Galeria Orlando Lemos – até 06 de outubro

Deneir de Souza começou a sua vida artística aos 19 anos, quando frequentou um curso livre de arte.  Sua arte é desenhada, sonora, impregnada de sentidos e sensações, emoções e ações, movimento e cor. Ele tudo entrelaça e vai compondo poemas. Ora lúdico, ora crítico, ora poético, Deneir sempre apresenta algo capaz de nos fazer pensar a natureza do mundo material. Ao apanhar desperdícios ele renova sentidos no mundo.

 

Uma Face Inédita – Quadrum – até 11 de outubro

Nesta mostra será apresentada uma face inédita da obra do artista paulistano Thomaz Ianelli, composta por objetos e assemblages. Cada trabalho do artista traz a marca de um profundo respeito e o reconhecimento de que o objeto artístico é o resultado de um consórcio entre a mente, o olho, a mão, o plano branco da tela ou do papel, as cores, e a matéria.

 

SERVIÇO:

2º Circuito de Arte 10 Contemporâneo

Data: 2 de setembro de 2017

Sobre a van: uma van gratuita fará o circuito entre as 10 galerias a cada 30 minutos.

Informações: http://www.10contemporaneo.com.br

 

AM Galeria

Endereço: Rua do Ouro, 136 Serra, CEP: 30.220-000 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3223-4209

Site: http://www.amgaleria.com.br/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 14h.

 

Beatriz Abi-Acl

Endereço: Rua Santa Catarina, 1155, Lourdes, CEP: 30.170-081 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3291-2101

Site: https://www.galeriabeatrizabiacl.com.br/

Funcionamento: segunda a sexta das 9h às 18h.Sábados das 9h às 13h.

 

Celma Albuquerque

Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, CEP:30.112-011 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: 3227-6494

Site: http://galeriaca.com/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 09h às 19h. Sábado das 9h30 às 13h.

 

Cícero Mafra

Endereço: Rua Xingú, 487, Alto Santa Lúcia, CEP:30.360-690 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3296-4246

Site: http://www.studiociceromafra.com/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 14h às 19h.

 

dotART

Endereço: Rua Bernardo Guimarães 911, salas 8 e 18, Funcionários, CEP: 30.140-081 | Belo Horizonte | MG | Brasil

​Telefone: (31) 3261-3910

Site: http://www.dotart.com.br/

Funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 19h. Sábado, das 9h às 13h.

 

Lemos de Sá

Endereço: Av. Canadá, 147, Jardim Canada, CEP: 34000-000 | Nova Lima | MG | Brasil

Telefone: (31) 3261-3993

Site: http://www.lemosdesagaleria.com.br/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 18h. Sábado das 11h às 14h.

 

Manoel Macedo

Endereço: Rua Lima Duarte, 158, Carlos Prates, CEP: 30.710-470 | Belo Horizonte | MG | Brasil

​Telefone: (31) 3411-1012

Site: www.manoelmacedo.com.br

Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábado das 10h às 14h.

 

Murilo Castro

Endereço: Rua Benvinda de Carvalho, 60, Santo Antônio, CEP: 30.330-180 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3287-0110

Site: www.murilocastro.com.br

Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 14h.

 

Orlando Lemos

Endereço: Rua Melita, 95, Jardim Canadá, CEP: 34.000-000| Nova Lima | MG | Brasil

Telefone: (31) 3224-5634 | (31) 3581-2025

Site: http://orlandolemosgaleria.com.br/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 09h às 19h. Sábado das 10h às 14h.

 

Quadrum

Endereço: Av. Prudente de Morais, 78, Cidade Jardim, CEP: 30380-002 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3296-4866

Site: http://www.quadrumgaleria.com.br/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 12h às 19h.

Isabela Teixeira da Costa

Salvar

B.Bouclé

A talentosa e competente estilista Bárbara Maciel lançou sua coleção capsula Verão’18 B.Bouclé.

Bárbara Maciel criou uma coleção fluida e leve para o verão 2018. Quem conhece o estilo B.Bouclé sabe que a roupa tem personalidade e estilo, marcas registradas de Bárbara que veste a mulher para que ela marque presença onde quer que vá, com elegância, mesmo com os modelos mais casuais.

Para o verão muito linho indo desde o cru até cores fortes como o vermelho e o laranja, passando pelo azule suas listras. Estampas abstratas que transformam a roupa em verdadeiras telas, e o tai dai criam estilos diversificados. Mas Bárbara vai além, ela também cria acessórios exclusivos para complementar suas peças, como cordões que podem ser usados como cintos e como colares, e uns bordados que servem tanto como golas, quanto palas e até mesmo broches exóticos.

Confiram nas fotos.

MasterChef Brasil revela mais do que o melhor cozinheiro

Disputa Masterchef revela mais do que o melhor cozinheiro amador, mostra personalidades, caráter e esportiva.

Já disse aqui, várias vezes, que sou uma aficionada por televisão e por programas de gastronomia. Acompanho praticamente todas as versões do Masterchef. O da Austrália e dos Estados Unidos, não perco um; o do Brasil, assisto desde a primeira temporada, inclusive o profissionais. De vez em quando, dou uma “sapeada” no do México e Colômbia. Isso sem falar nos programas Cozinheiros em ação, The Taste Brasil, Que seja Doce, Cozinha Prática com Rita Lobo. E me surpreendo com as coisas que vejo.

Infelizmente não pude ver, na última terça-feira, a final da última temporada do Masterchef Brasil, a disputa entre a Deborah Werneck e Michele Crispim. Tive um compromisso e quando cheguei em casa peguei o finalzinho. Vi a vitória da Michele, vibrei muito, percebi a decepção da Deborah, mas não pude escrever nada, porque não tinha acompanhado o programa.

Na sexta-feira fui para o Festival Gastronômico de Tiradentes, que estava ótimo, por sinal. Cidade movimentada, animada, comidas deliciosas. Jantei no restaurante Tragaluz, no Via Destra, almocei no festival de Lagosta, na pousada Pequena Tiradentes, tudo excelente, porém, com a viagem, também não vi a reprise na sexta à noite, no Discovery Home and Health. Mas consegui assistir no domingo.

A vitória da Michele foi merecida. Ela passou toda a temporada na dela, discreta, calma, sem se achar melhor do que ninguém, e crescia a cada episódio. Foi uma competidora íntegra, ética. Mas foi merecedora porque cozinhou melhor e fez pratos mais difíceis e elaborados.

Apesar da polêmica que gerou a sua sobremesa, que disseram que ela copiou uma receita da renomada chef Bel Coelho. Bem, em nenhum momento ela disse que a receita era dela, e só não falou que era da Bel porque não perguntaram, porque algumas semanas antes ela deu crédito ao Claude Troisgros, de uma de suas receitas.

A entrada servida por Deborah estava cheia de defeitos. As vieiras estavam cruas no meio. A da Michele recebeu o comentário de “perfeita” pelos três jurados, e seu prato principal também foi mais bem avaliado. A sobremesa das duas recebeu críticas, porém, a da Deborah teve mais comentários negativos.

Porém, o que me espanta cada dia mais é o ser humano. Inveja é terrível e despeito também. A competidora Caroline Martins, PhD em física, uma baita profissional que chegou em um patamar que poucas pessoas alcançaram na vida, depois que foi eliminada, voltou na repescagem desdenhando da prova e fazendo caras e bocas, insinuando que o julgamento dos chefs era tendencioso. Que feio. A sua atitude foi tão ostensiva que o jurado Henrique Fogaça perguntou se ela gostaria de ir embora. Deveria ter ido, seria mais digno do que continuar ali revirando os olhos. Graças a Deus na final ela estava normal.

Leonardo Santos e Valter Herzmann me surpreenderam negativamente na final. Eles nem quiseram assistir a competição final, nem mesmo em respeito às colegas. Assentaram no chão, atrás de todo mundo e lá ficaram o programa inteiro. Em determinado momento Valter levantou e falou alguma coisa com Deborah que não conseguiu disfarças e soltou uma exclamação “você está ai?”. Tudo bem não torcer, mas esse comportamento revela inveja, despeito e desrespeito terríveis. Se foram eliminados, foi porque cozinharam mal em determinado dia. Paciência, bola pra frente. Cozinha tem disso, por melhor cozinheiro que você seja, um dia as coisas dão errado, mas isso não justifica tal comportamento. Melhor se não tivessem ido ao programa, do que agirem dessa maneira. Pegou mal demais.

Que pena. Felizmente, mais cedo ou mais tarde as pessoas acabam revelando o que são.

Isabela Teixeira da Costa

A convivência a dois e a organização da casa

Arquiteta e personal organizer, Margô Belonni dá dicas para casais aprenderem a lidar com as diferenças na divisão de tarefas cotidianas.

O amor é um sentimento inexplicável e todos concordam que estar apaixonado é uma das melhores sensações do mundo. Quando se ama não há defeitos no outro, tudo é perfeito, mas com a convivência, o casamento e a vida a dois, começam os problemas com a organização ou a falta dela. Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em um período de 10 anos (2004-2014), os divórcios aumentaram 160% no Brasil. A arquiteta e personal organizer, Margô Belloni acredita que as pessoas normalmente sentem atração e acabam formando pares com outras  muito deferentes delas. Para ela, a beleza dessas uniões está justamente nas diferenças que ao serem trabalhadas podem ser tornar pontos positivos no relacionamento.

Margô acha que o namoro é um ótimo período de testes para observar como será a organização na vida juntos, convivendo todos os dias mantém uma rotina muito próxima. Uma das dicas dela é pedir para pessoa amada reservar um espaço no guarda-roupa para o parceiro. No entanto, é preciso deixar claro que aquele lugar deve permanecer organizado. “Por mais que a bagunça irrite, não faça a tarefa pelo outro. O bagunceiro deve entender que cada um tem que ser responsável por aquilo que gera, seja de bagunça ou de lixo, os tempos de privilégios e mágicas da roupa limpa ficaram pra traz”, esclarece.

Através da sua experiência a organizer constatou que em um casal sempre há um mais organizado. A pessoa mais disciplinada gosta de tomar a frente de todas as tarefas, entretanto sabemos que o dia a dia de uma casa é bastante pesado para alguém tocar sozinho. Além disso, com a crise e a economia em baixa, muitas pessoas deixaram de ter um funcionário doméstico. Para ela, os afazeres podem e devem ser divididos, pois por mais que uma pessoa goste de fazer o trabalho, um dia ela pode se sentir cansada e bastante sobrecarregada, abrindo precedentes para discussões.

Casamento é sinônimo de união, a vida de um casal sofre inúmeras mudanças e adaptações que pedem a participação efetiva de ambas as partes. O diálogo e o planejamento também são fundamentais para evitar brigas desnecessárias. Margô diz que a pessoa mais organizada deve ser o encarregado de planejar a organização e dividir as tarefas. Os trabalhos mais importantes e complexos ficam com a pessoa menos bagunceira, como o pagamento de contas de e o supermercado. A pessoa menos organizada pode ficar com as tarefas que não envolvam datas e vencimentos, como recolher o lixo, lavar louça, lavar roupas, passear com o cachorro. Cada um deve cuidar da própria roupa, principalmente da suja que precisa ser colocada no cesto todo santo dia.

Viver junto é saber ceder e fazer concessões, por isso, por mais que você adore organizar a casa e ver tudo arrumado tem que entender que isso não faz parte do universo da outra pessoa.  O caminho para evitar atritos segundo a personal organizer é moderar as cobranças e conversar muito. É necessário mostrar ao desorganizado que quando ele colabora isso deixa você feliz e se sentindo respeitada. A organização é um hábito de saúde e coletivo, a prática requer a ajuda de todos para fazer tarefas básicas como tirar o lixo, recolher os carregadores das tomadas. Para conseguir isso em casa não precisa ser um especialista, basta querer ter um espaço de convivência harmônico e leve.

A inveja no desempenho organizacional

A inveja causa grandes prejuízos em qualquer área e no ambiente organizacional não é diferente, mas pode ser contornada.

Por Lucas Diegues*

Não é de hoje que o olhar do invejoso causa prejuízos. Na história bíblica, Adão e Eva, por terem inveja do conhecimento de Deus, desafiaram suas ordens, comeram do fruto do conhecimento do bem e do mal e foram expulsos do paraíso. Polícrates, na Grécia Antiga, o tirano da ilha de Samos, livrou-se dos irmãos para deter a fortuna do império somente para si e padeceu, anos depois, vítima do próprio deslumbre e ignorância.

E no ambiente corporativo, será que é diferente? Pesquisas desenvolvidas pelas pesquisadoras da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, Tanya Menon e Leigh Tompson, afirmam que não. Para elas, o hábito de celebrar as vitórias cotidianas de um colaborador encobre, muitas vezes, outro lado soturno e patológico: quero que esta pessoa se dê mal para que eu alcance os meus objetivos.

Responsável por causar rupturas, queda na produtividade e insatisfação, este sentimento está mais preponderante, principalmente em épocas de recessão econômica. Por que será? De acordo com as especialistas, o invejoso está sempre focado na visão do outro e esquece que, dentro de si mesmo, existe um enorme quantum de energia criativa e transformadora.

Assim como Adão, Eva e Polícrate,s é mais fácil cobiçar o que as outras pessoas possuem, uma vez que isso isenta o indivíduo da responsabilidade pelo próprio sucesso. Psicologicamente falando, a inveja cria a ilusão de que os culpados advêm do ambiente externo, logo, necessitam ser destruídos, rechaçados e eliminados. E quanto mais rápido, melhor!

Doravante, nada mais cômodo do que a crise para acrescentar a cereja ao bolo, não é mesmo? “Se esta pessoa for demitida, eu chego lá”, “meu colega é incompetente, eu é que sou necessário nesta empresa” e “não preciso do meu chefe para executar o meu trabalho” são as justificativas que começam a constituir uma teia de comportamentos abarrotados de fantasia e distorção.

Quanto menor o número de concorrentes, maior o delírio de poder, o que diminui a angústia de um possível fracasso. Com medo de perder o pouco que possui e, assim, cair no vazio da própria existência, o invejoso fecha os olhos para a realidade, construindo um universo em que ele está acima do bem e do mal, livre de qualquer responsabilidade.

Contudo, será que este movimento realmente funciona? Para Tanya e Leigh, quanto mais o indivíduo investe na inveja, menos chances ele possui de usufruir daquilo que possui de melhor. E, assim como alude o ditado popular “em terra de cego, quem tem olho é rei”, olhar para dentro de si mesmo é a única forma de despertar habilidades para uma carreira promissora.

Para isso, faz-se necessário recorrer a mudanças substanciais de pensamento. A primeira delas consiste em utilizar a inveja como catalisadora para o autoconhecimento. Em vez de concentrar esforços em tentar eliminar o outro, por que não recorrer às autorreflexões: “será que eu também possuo a qualidade que eu cobiço naquela pessoa?”, “em quais momentos eu já consegui agir com ela?” e “como posso desenvolvê-la em meu dia a dia?”.

Focar nos próprios objetivos também é primordial. Para que perder tempo com a vida alheia? Quanto mais empenhado o indivíduo está em desenvolver as suas atividades, ele minimiza a inveja, produzindo, assim, um ciclo intermitente de realizações e bem-estar. Ao invés de direcionar atenção para o meio externo, administrar pensamentos, direcionando-os para si, modifica a estrutura psíquica, criando caminhos neurais repletos de significado e propósito.

E por que não substituir a inveja por emoções construtivas? Em vez de fazer o papel da “criança rebelde”, que nunca está satisfeita com o que possui, estimular a gratidão é o mecanismo que preenche todos os vazios profissionais. Assim, agradecer com frequência, ajudar a sanar as dificuldades do colega de trabalho e desenvolver subordinados permitirá que elos afetivos sejam criados, solapando a destrutividade causada pela inveja corporativa.

Analisar o macroambiente, em detrimento da visão limitada dos fatos isolados, também conduz o indivíduo rumo a uma melhor percepção da realidade. Na existência de situações desagradáveis, lembrar-se das conquistas e dos benefícios adquiridos ao longo da trajetória profissional é o caminho ideal para estabilizar emoções belicosas, reacendendo a chama da motivação e da performance. Afinal, para quem quer enxergar, a vida será sempre mais bonita.

*Lucas Diegues é diretor executivo da WA Marketing & Consultoria Comercial