Meu dia de Forest Gump

Passei uma manhã no banco de uma praça no Rio de Janeiro conversando com quem sentava ao meu lado.

Por uma dessas bobeiras da vida deixei meu visto para os Estados Unidos vencer. Em Belo Horizonte só tem escritório consular, se o visto ainda está com validade, mas em período próximo do vencimento, conseguimos renovar por aqui mesmo, mas, se vencer, baubau. Temos que começar o processo do zero e fazer a entrevista em um dos consulados, no caso do Brasil, no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Recife ou Porto Alegre.

Não estava com nenhuma viagem programada para o exterior e desliguei completamente do período de vencimento do meu visto, e para a entrevista escolhi o Consulado no Rio de Janeiro, por dois motivos: ser mais próximo de BH, portanto menos tempo de voo e passagens mais baratas; e proximidade com o aeroporto, poderia ir a pé.

Marquei a primeira ida para final de junho. Acordei às 4h e fui para Confins, mas o aeroporto de Santos Dumont estava fechado. Esperei até o último minuto possível, que ainda desse tempo de chegar para a entrevista, mas nada. Voltei pra trás e remarquei para a semana passada.

Tudo certo. Cheguei cedo no Rio e fui direto para o Consulado acompanhada de um rapaz que tinha o mesmo destino. Fiquei surpresa, achei que entraríamos e ficaríamos aguardando em uma sala de espera, e seríamos chamados aos poucos. Ledo engano. A fila inicial é montada no passeio, pelo horário da entrevista.

Uma funcionária do consulado – brasileira, diga-se de passagem –, pergunta de forma nada gentil nosso horário. Como o meu era 11h45, ela respondeu de forma bem grosseira que era para eu dar uma volta pelas redondezas e retornar próximo ao meu horário. Como minha primeira tentativa de ir para o Rio foi frustrada pelo clima, e várias pessoas do voo iam para entrevista, e ninguém compareceu, pensei que outras pessoas também pudessem faltar e que seria possível antecipar meu horário. Questionei sobre isso, e novamente, com a educação que ela não tinha, respondeu: “de jeito nenhum”.

Não me restou outra alternativa se não passear pela Candelária às 8h30 da manhã. Fui tomar um café, assentei e comecei minha manhã de Forest Gump. Dividi mesa com um rapaz e conversamos um pouco. Ele é do Rio, tinha acabado chegar de São Paulo, me contou um pouco de sua história e me sugeriu visitar o Museu de Belas Artes, ao lado do Teatro Municipal. Achei ótima a ideia.

Me dirigi para o museu, mas infelizmente estava fechado. Decidi então sentar em um dos bancos da praça, tomar um pouco de vitamina D enquanto fazia palavras cruzadas, porque o celular tinha ficado no guarda-volumes do aeroporto – não se pode entrar com nenhum aparelho eletrônico no consulado, nem mesmo desligado.

Uma senhora sentou ao meu lado, esperava dar a hora de entrar no trabalho. Mais um bom papo. Ela saiu. Fiquei observando os grupos de turistas e ao mesmo tempo, preocupada com os moradores de rua, um grupo bem grande de homens enormes que estavam por ali, bastante intimidadores. Rapidamente chegou outra senhora, sentou e puxou conversa. Trabalha na Câmara dos Vereadores, que também fica na praça. Mais casos, muitas críticas a todos os políticos e ela se foi. O sol ficou forte e mudei de banco.

De costas senta um rapaz, que fica reparando nas pessoas e solta um comentário em voz alta: “hoje tem muito doido por aqui”, se referindo a dois homens que tinham acabado de passar, separadamente, falando sozinhos, brigando com o nada. Respondi, “é mesmo”. E sem mais nem menos ele fala que está esperando dar a hora de entrar no trabalho, apesar de não ser sua função principal. Está afastado por ser esquizofrênico, mas está medicado. Conversamos muito, ele mesmo não soube dizer por que de contou sobre sua doença, mas ficou feliz de não encontrar em mim nenhum tipo de preconceito. Disse que não consegue trabalhar mais de quatro horas, porque é muito agitado e ansioso. Mas achei curioso uma pessoa com problemas psiquiátricos criticar “coleguinhas”.

Nesse vai e vem de gente, de conversas e casos, deu 11h e retornei para o consulado. Outra funcionária, dessa vez muito educada, pediu meu passaporte e autorizou minha entrada. Rapidamente fui chamada e em menos de dez minutos estava liberada com meu visto autorizado. Mais uma vez percebi que muitas vezes a arte é que imita a vida.

Isabela Teixeira da Costa

O caso SKY: juntos, somos fortes

Resolvi meus problemas com a SKY graças a todos os meus seguidores e leitores que acessaram meu texto e deixaram comentários. Obrigada!

Há algumas semanas postei aqui um desabafo sobre a TV por assinatura SKY e como eu estava ficando louca tentando resolver um problema de uma oferta feita por eles. Não vou repetir aqui o ocorrido, mas o texto está aqui no site para quem quiser ler.

Postei em meio ao caos da greve dos caminhoneiros e a falta de combustível. Poucas horas depois, recebi alguns WhatApps de amigos me informando que o marido de uma grande amiga é gerente da referida empresa, e me passando o celular dele. Na mesma hora liguei, disse que tinha escrito o artigo, por isso nossos amigos em comum tinham me dado seu número. Expliquei a ele tudo o que tinha acontecido e, claro, ele se prontificou a resolver, até porque ele é um encanto de pessoa e muito prestativo. Posso falar porque o conheço.

Toquei minha vida. Trabalhei no jornal, e depois que saí fui abastecer o carro da minha irmã que estava no cheiro. Acho que já estava abaixo da reserva.  Como ela trabalha até de noite, me prontifiquei para enfrentar a longa fila.

Depois de algumas horas na fila, resolvi olhar meu celular e achei estranho, porque vi algumas mensagens, tanto no e-mail quanto no Facebook, sobre a SKY, inclusive funcionários da empresa pedindo meu telefone. Decidi então entrar no administrador do meu site e tive a maior surpresa.

Graças a cada um de vocês, minha justa reclamação sobre a empresa teve 44 mil acessos e 240 comentários. Foi um misto de espanto, alegria e tristeza. Espanto de ver tanto acesso, em tão pouco tempo – isso é muito raro em um blog. Alegria pelo meu texto ter “bombado”, é o sonho de qualquer jornalista, blogueiro, escritor. Este foi meu Best Seller. Tristeza de ver quantas pessoas estão insatisfeitas com a SKY, quanta gente tem problema com a operadora e não consegue resolver.

Fiz questão de aprovar todos os comentários, e li cada um deles. Algumas queixas são tão fáceis de solucionar. Toda grande empresa tem um sistema de controle do que estão falando sobre ela na internet, nas redes sociais. Quando meu artigo atingiu níveis tão altos de acesso, com certeza acendeu um luz vermelha na empresa, e eles entraram em contato comigo. Apesar de o meu amigo já estar trabalhando na questão, a área de São Paulo assumiu o caso. Em poucos dias estava tudo solucionado. Mais uma vez digo, graças a cada um de vocês.

Isso comprovou uma coisa que todos nós sabemos, mas, infelizmente, usamos muito pouco: JUNTOS SOMOS MUITO FORTES. Se nos unirmos, conseguiremos vencer qualquer batalha, a nosso favor, a favor da nossa qualidade de vida, da nossa família, dos nossos direitos, do nosso país. Juntos, podemos enfrentar problemas de injustiça, corrupção, abuso que sairemos vitoriosos, pena que usamos muito pouco esse nosso poder. Por quê? Por não confiarmos nas pessoas que levantam as bandeiras das lutas. Elas podem até ser legítimas, porém, sabemos que sempre existem interesses por trás desses “líderes”.

O movimento contra a corrupção ganhou força – pena que enfraqueceu, principalmente durante a Copa e os políticos já estão aprontando na surdina – porque foi popular, sem líder aparente.

Obrigada, mais uma vez. Me coloco aqui à disposição para ajudar meus leitores a dar voz a suas questões, desde que sejam reclamações legítimas, e peço que não esqueçam a força que temos em nossas mãos quando agimos juntos.

Isabela Teixeira da Costa

Ufa! Ganhamos

Aos trancos e barrancos ganhamos de 2 x 0, graças ao gol que o discreto Philippe Coutinho fez, nos acréscimos finais.

Agência AFP

Assisti ao jogo aqui do jornal com meus colegas de trabalho. Não tem jeito, fico nervosa. A bola não pode passar do meio do campo para o lado do gol do Brasil que já me consumo de agonia. Graças a Deus conseguimos ganhar.

Como disse aqui esta semana, não entendo muito do riscado, mas acho que o Brasil jogou melhor hoje. No segundo tempo atacamos bastante. Não dava para entender porque a bola não entrava no gol. Era para termos feito uns cinco gols pelo menos, de tantas vezes que chutamos e aquele goleiro chato agarrou a bola.

Acho que o Neymar caiu menos um pouco, mas só não ganhamos o pênalti por causa de suas constantes quedas e exageros. Todo juiz já fica desconfiado.

Mas, graças ao tímido Coutinho, que apesar de ser carioca, pra mim tem alguma origem mineira, porque é o tipo come quieto. Não tem holofotes sobre ele, entra discretamente em campo, e joga o seu futebol.

Faz, o que todo jogador deveria fazer, o trabalho para o qual é bem remunerado, com resultado. Foi o autor do único gol do primeiro jogo da Seleção na Copa do Mundo, e o gol que desencantou o time, quebrou a ansiedade de todos, levou o Neymar a relaxar, passar a brincar com a bola – showzinho desnecessário – e com isso fazer o segundo gol. Bendita prorrogação.

Podemos respirar aliviados. Isso mesmo, porque as seleções que tem tradição de um bom futebol estão passando aperto neste mundial. Fiquei chocada de ver que a Itália e a Holanda ficaram de fora. E me deu até dó, ontem, quando a Argentina perdeu de 3 x 0 para a Croácia. Não torço pela Argentina, prefiro que eles saiam da Copa, mas que fiquei com dó, isso lá fiquei.

Ontem, uma amiga me ligou e disse o tanto que admira o português Cristiano Ronaldo, que não faz firula, não é estrela, ajuda muita gente e não faz tatuagem para poder doar sangue. Disse isso criticando nosso atacante, ainda horrorizada com a preocupação do rapaz com seu cabelo para entrar em campo. Tenho que concordar. Acho que o foco do nosso jogador está na coisa errada. Esquece o cabelo e pensa no futebol que o que interessa de fato.

Fiquei sabendo que a Globo liberou a Bruna Marquezine das gravações da novela para ela ir à Rússia dar uma força para o namorado. Tomara que sua presença inspire o rapaz.

Vamos aguardar quarta-feira, torcendo para que hoje de tarde, no jogo entre Sérvia X Suíça, o jogo empate ou a Suíça ganhe.

Vamos que vamos, sempre na torcida.

 

Isabela Teixeira da Costa

Acho que eu sou um ET

No primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo me senti um verdadeiro ET diante das amigas, quando percebi que só conhecia dois jogadores do time.

Não sou muito chegada a futebol, mas em época de Copa do Mundo me uno aos milhões de brasileiros para torcer pelo Brasil. Mas fiquei impressionada com meu grau de alienação no domingo passado quando reuni com amigas, na casa da minha irmã, para assistir ao jogo Brasil X Suiça. Tirando o Neymar e o Marcelo, não conhecia ninguém do time, e para piorar a minha situação, todas elas sabiam nome e sobrenome de todos eles, algumas até o time que cada um jogava. Surtei.

Sou atleticana porque fui conquistada pela torcida alvinegra ainda criança, quando meu pai resolveu levar meus irmãos e eu ao Mineirão em um clássico. Minha mãe, Cruzeirense, fez uniforme para minha irmã e para mim. Short, blusa e bandeira azul e branca. Não lembro quantos anos eu tinha, mas era bem criança. Não estava nem aí para o jogo, ficava pedindo coisas para o mau pai o tempo todo. Sorvete, refrigerante, pipoca, bala, sanduiche… Acho que foi por isso que nunca mais ele me levou a jogo nenhum.

Certa hora o Galo fez um gol e a comemoração chamou minha atenção. O olhar da criança se virou dos vendedores ambulantes para as arquibancadas e viu aquele oceano de pessoas vestidas de preto e branco pulando, vibrando, tremulando suas bandeiras. Sinceramente, era muito mais da metade do Mineirão. Olhei para a parte que estava quieta, era um pedacinho pequeno de azul e branco e olhei pra mim. Me deu uma raiva. Queria estar de preto e branco pulando e torcendo com aquela massa toda. Ali eu escolhi meu time e nunca mudei.

Na minha juventude tive o prazer de conhecer o João Leite, quando era goleiro do Atlético, ficamos amigos – o que somos até hoje –, aí a torcida tinha motivo, conhecia alguém do time. Sabia o nome dos jogadores, participava. Nunca fui de ir ao estádio, mas assistia pela TV. Continuo Galo Forte, mas não sei o nome de nenhum jogador do time. Sou desligada mesmo.

Sou daquelas que torce por time mineiro em decisões, mesmo se não for o Atlético. Prefiro o título conosco do que em outro estado. Acho mais civilizado assim. E não engulo alguns resultados como aquele jogo de alguns anos atrás que que o Galo perdeu de goleada para o Cruzeiro. Pra mim teve treta ali.

Enfim, voltando à Copa do Mundo, não estou muito entusiasmada com essa Copa, dizem as pessoas que o único que está vibrando com ela é o Galvão Bueno. Achei o jogo de domingo uma pelada. O Brasil fez um gol e acomodou em berço esplêndido. Tá certo que o juiz foi péssimo, mas só no final do jogo que os meninos resolveram correr atrás do prejuízo, mas aí já era tarde.

Antes do jogo uma amiga entrou na rede social de sua filha e viu um post dela em um bar, com um copão de cerveja e um escrito na testa “100% Jesus”. Eu fui logo falando: “Tá meio incoerente isso aí”. Até que outra amiga completou: “Jesus é o nome do jogar da Seleção”. Caí na risada desapontada pela minha ignorância com relação ao time. Na mesma hora abri meu celular e procurei a relação dos jogadores da seleção canarinho com nome e foto para tomar conhecimento e poder acompanhar melhor a partida. Qual não foi minha surpresa quando, à medida que ia falando o nome dos jogadores, várias colegas iam completando com um comentário sobre a posição do jogar, o time que ele joga, e se é bom mesmo ou mais ou menos. Inclusive minha irmã. Me senti uma verdadeira ET nesta terra. Bom, pelo menos agora tenho uma leve noção de quem está em campo, apesar de ninguém ter se destacado muito. Para falar a verdade, no primeiro jogo o destaque foi o penteado do Neymar e a falta de penteado do Marcelo. Resta aguardar o jogo de sexta-feira e ver no que dá.

Na torcida, sempre Brasil!

Isabela Teixeira da Costa

Curso de cirurgia do ombro e cotovelo

Curso de técnicas cirúrgicas de ombro e cotovelo é só para médicos, mas quem é beneficiado somos nós.

Uma das boas coisas que tem ocorrido são os avanços na área da medicina, principalmente no que diz respeito a cirurgias, e o melhor de tudo é que, além da evolução, os grandes hospitais de Belo Horizonte como a Rede Mater Dei e o Felício Rocho estão empenhados em passar este conhecimento pra frente.

Ambos têm promovido cursos e oficinas ensinando médicos de diversas partes do país nessa evolução tecnológica, tanto em instrumental de videolaparoscopia quando de robótica. Cursos dos mais variados contribuem no treinamento prático de profissionais que atuam em áreas do nosso país com recursos mais limitados. Isso, sem dúvida nenhuma, é um benefício espetacular, uma ajuda maravilhosa que reflete no atendimento ao cidadão.

Dr. Marco Antônio Castro Veado
  • Nos próximos dias 29 e 30 de junho, o Mater Dei Unidade Contorno recebe mais um grupo de profissionais, dessa vez especialista em cirurgia de ombro e cotovelo para o curso de técnicas cirúrgicas nessas áreas, organizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombros e Cotovelos. Quem está à frente do encontro é o especialista Marco Antônio de Castro Veado que receberá diversos colegas renomados para dar palestras e oficinas.

Serão tratados vários problemas que acometem essas articulações como fraturas, artroses, lesões de tendões, etc. Não adianta ficar aqui enumerando uma a uma, pois várias delas têm nomes mais complicados que não são de conhecimento de leigos. O fato é que problemas de ombro e cotovelo têm aumentado bastante em idosos, em função do aumento da longevidade e também em jovens, por causa do excesso de acidentes de trânsito com motocicletas. E não podemos ignorar as lesões causadas por esportes como tênis, squash, etc que usam de movimentos que exigem muito dessas articulações.

É exatamente por essa importância, tanto para nós, vítimas em potencial desses problemas, quanto para os médicos, que precisam estar atualizados das novas técnicas de tratamento, cirurgias, novas próteses, etc, que fiz questão de destacar este curso. É importante sabermos as novidades do que está acontecendo em nosso benefício.

Informações sobre o curso em http://www.sbcoc.org.br/eventos_cientificos/29-e-30-jun-2018/ Inscrições em contato@sbot-mg.org.br ou pelo telefone 3273-3066.

50 anos e parece que nasceu hoje

A maior longevidade que estamos alcançando fez a gente trocar o pijama e a impotência da aposentadoria por uma inquietude e o desejo de continuar realizando.

Recebi, há alguns dias, este artigo, muito bacana, sobre um tema que já tenho pensado muito, a questão do tempo e da idade. Já me considero uma ageless. O texto é do escritor Roosevelt Colini (www.rcolini.com.br), que consegui entrar no site, que tem bastante conteúdo, mas não encontrei nenhuma foto dele. Independente disso, o texto vale a pena ser lido.

Roosevelt Colini 

Há cinquenta anos estreava nos cinemas O Leão no Inverno. Peter O’Toole faz o rei. Katharine Hepburn, a rainha. Curiosidade: foi o primeiro filme de Anthony Hopkins, no papel do príncipe Ricardo (Coração de Leão).

A interpretação do casal é um fenômeno a parte. Eles se amam e se mutilam com uma intensidade que só não é superior à paixão pelas intrigas. Humilhação, vingança, ardis e intervalos de lirismo alternam-se com tanta velocidade que é impossível tomar partido entre os dois. São atores que leram bastante e deram duro no teatro. Aprenderam a transpirar.

A presença de rei e rainha em um mesmo ambiente é cataclísmica. A rainha, depois de mais uma vez colocar para tremer as bases do trono, é mandada de volta para seu desterro. Ela parte sem se importar, porque sabe que, se pudesse, nem vacilaria em fazer o mesmo ao rei. Ela acena do barco enquanto ele grita:

– Espero que nunca morramos!

– Eu também espero!

– Você acha que existe alguma chance?

Reprisei o filme um dia desses e me dei conta:

Quantos filmes ou livros são produzidos até que surja um clássico? Acho que uns mil, sendo otimista. Por isso, prefiro garimpar clássicos e descobrir coisas novas. Procuro chamar a atenção para o que já está quase esquecido. Consumir com avidez somente o que é lançado me dá uma sensação de desperdício de tempo. Aos cinquenta, não acho que esse seja um elemento para a gente jogar fora, e, graças aos céus, fica mais difícil engolir porcarias que julgávamos geniais aos 20.

Freud dizia, quando fez 50 anos, que não sentia diferença entre o senhor que se tornava e o jovem que fora quando tinha 15 anos. Naquilo que a gente pode chamar de ânimo, espírito, paixão de viver, capacidade de sonhar, ele achava que era igual ao jovem de 15 anos. É lógico que há um abismo entre a inteligência e a experiência e essas duas idades. Mas Freud falava do sentimento do mundo e da alma. E isso é verdade. Assim como aos 15 existem jovens brilhantes, não estamos imunes a cometer besteiras por impulso aos 50. Afinal, ainda somos nós, dentro do mesmo corpo, apenas mais céticos e menos iludidos, embora volta e meia cada vez mais gente aos 50 esteja embarcando nos desejos postergados. Isso é bom

Quando éramos jovens de 15 anos, nos perguntávamos: onde estaremos daqui a cinquenta anos? Desconfiávamos que esse intervalo de tempo correspondia a uma eternidade.

Hoje não fazemos a mesma pergunta porque isso não importa. Questionamos a qualidade do tempo. Isso importa.

A maior longevidade que estamos alcançando e a quebra de paradigmas da década de sessenta (quando estreamos no mundo), fez a gente trocar o pijama e a impotência da aposentadoria por uma inquietude e o desejo de continuar realizando.

Conheci no Aconcágua um trio de japoneses que devia ter em média uns 70 anos de idade. Praticavam caminhadas há décadas, mas nunca estiveram em montanha complicada e perigosa como aquela. Não estavam nem aí com o fato de alcançarem ou não o cume. O que importava era estar lá e dar um passo após o outro, piano, piano, e foram mais alto que um grupo de jovens triatletas que começaram acelerados e quebraram depois dos 5 mil metros (quebrar, na montanha, significa esgotamento das energias).

Aliás, existe um monte de maratonistas de 70 anos, e muita gente de cinquenta que está começando a correr.

É que nossa geração está ousando retomar projetos postergados e sonhos que começaram muito lá atrás, quando ainda pensávamos sobre o que estaríamos fazendo em 50 anos. A diferença é que a geração anterior, em geral, enterrava esses desejos infantis, vestia o pijama e se entregava ao mutismo e à apatia. Aposentar era mais perigoso para a saúde do que subir uma montanha. Isso é fato. É estatística médica.

Voltando ao Freud, tem um outro lado: quando fez sessenta e cinco, ele sentiu que a casa caiu. Mas eu acho que ele tinha questões, vivia em um tempo mais acirrado, e o câncer dele foi complicado demais.

Eu não sei se aos sessenta vai dar a rebordosa que o Freud falou, mas com certeza não dá mais para perguntar o que estarei fazendo daqui a 50 anos.

Por isso comentei sobre O Rei no Inverno. Por isso o tempo agora é precioso e tenho um apetite descomunal em conhecer e re-conhecer. E esse gesto se faz de trás para frente; nunca de frente para trás. Quem quer ser escritor e “pula” os clássicos, não será um grande escritor. Para correr 40K da maratona, tem que vencer primeiro os 10K. Picasso dizia que foi preciso aprender a desenhar como Rafael para que pudesse finalmente desenhar como uma criança.

Não, não é um tempo ruim para quem chega aos 50. É fato que é um tempo em que certas noções caíram no ridículo, nos esquecemos do fundamental e a preguiça afasta muita gente das coisas menos fúteis. Mas tem um zilhão de coisas boas. E uma vontade do tamanho do mundo.

O Leão no inverno está aí para nos lembrar. Afinal,

– O que você estará fazendo daqui a cinquenta anos?

– Oxalá nunca morramos!

 

Abastecimento no feriado

Ontem, enfrentei mais uma fila de posto de gasolina, e me surpreendi, mais uma vez, com a atitude das pessoas.

Como disse outro dia, meu carro estava bem de combustível, mas sou amiga, companheira e tenho uma qualidade: paciência de Jó. Não foram poucas as pessoas, que na quarta-feira me falaram que iriam abastecer na quinta. Por ser feriado, teriam todo o tempo do mundo para esperar nas longas filas.

Fiquei imaginando como a cidade não ficaria. Filas e mais filas, horas de espera. Enfim, não era problema para mim, uma vez que estava com três quartos de tanque. Mas, amiga que é amiga ajuda, participa, faz companhia e foi exatamente isso que rolou.

Toda quarta-feira tem célula na minha casa. Para quem não sabe do que se trata, é uma reunião de estudo bíblico e oração. Minha amiga mais antiga – isso mesmo, amiga desde o berçário –, estava com o carro na reserva e sem tempo de enfrentar filas, porque é empresária e não pode se dar ao luxo de sair da empresa para ficar na fila. Então ela veio para a reunião e dormiu aqui em casa, e combinamos que no dia seguinte eu a levaria em casa e faria companhia na fila de abastecimento.

No caminho até a casa dela fomos observando qual posto estava aberto e com combustível. Pegamos achamos três com fila e optamos por um que era mais perto. Fiquei admirada porque as filas não estavam tão quilométricas como eu imaginava. Decidi ir no meu carro, assim, faria companhia, enquanto esperávamos ficaríamos batendo papo, e quando chegasse na bomba completaria meu tanque. Já que era para esperar, tiraria proveito.

Ficamos em uma fila há três quarteirões de um posto, e estava praticamente parada. Em 45 minutos de fila, vez ou outra andávamos pouquíssimo. Como ficávamos do lado de fora do carro conversando, uma mulher que subia a rua, vindo do sentido do posto, chegou até nós e disse que o posto estava fechado.

Oi? Como assim? Um monte de gente na fila de um posto sem combustível? Tudo bem que nós, e quem estava atrás, não sabíamos desse detalhe, pois entramos no rastro de quem estava por ali antes, mas e os que estavam perto do posto e viam as correntes? O que faziam ali? O que passa na cabeça de uma pessoa que faz isso, sendo que tem outros postos com combustível? A nossa gentil informante disse mais, que os frentistas estavam jogando baralho e que na Avenida dos Andradas tinha um posto abastecendo.

Claro que saímos na mesma hora e fomos para o posto da Andradas. A fila começava na Rua Niquelina, mas andava rápido. Em uma hora abastecemos. Eu fiquei com o tanque cheio, nem cheguei aos R$ 100. Minha amiga alcançou mais de meio tanque. Fomos comer uma pizza, perto do posto anterior, e não é a fila continuava lá, enorme.

Como sou uma palhaça, tirei foto com o frentista na hora do abastecimento. Ele riu muito, disse que ia ficar famoso. Enquanto esperava, já na entrada do posto, um dos funcionários chegou perto do coordenador e disse que estava doido para ir embora. Eu, intrometida como sou, disse na hora que ele não podia ir, que precisávamos muito deles, que eram muito importantes. Ele riu e respondeu: “Só agora né…”. E eu, prontamente respondi: “Não, pelo menos uma vez por semana, porque não andamos sem vocês”. Ele ficou todo feliz.

Mas é a pura verdade. Estes homens e mulheres, que trabalham dia e noite nos postos de combustíveis, estão em alta nestes dias de vacas magras, mas a verdade é que são muito importantes sempre. Infelizmente, muitos de nós não dão a eles o devido valor, pois estão sempre ali, à disposição.

Guardadas as devidas proporções é a mesma coisa com nossa saúde. Não damos muito valor à nossa saúde, não agradecemos todo dia quando acordamos bem. Porém, quando temos algum problema, lembramos como é bom ter saúde. Não lembramos que temos olho, a não ser quando surge dificuldade de enxergar.

Segundo informações, entre hoje e amanhã todos os postos da Grande Belo Horizonte estarão abastecidos, o que significa fim das filas. Tomara.

Isabela Teixeira da Costa

Concertos para a Juventude

Com regência do maestro Marcos Arakaki, Filarmônica interpreta obras de R. Strauss, Gounod e Mozart no Concertos para a Juventude com distribuição de  ingressos gratuitos.

Neste domingo, 3 de junho, às 11h, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta, nos Concertos para a Juventude, A sensibilidade da família das madeiras. Em uma orquestra, a família das madeiras é formada pelos seguintes instrumentos: flauta, oboé, clarinete e fagote. Neste ano, o público dos Concertos para a Juventude está conhecendo a orquestra a partir de cada uma das suas famílias, que ganham destaque a cada concerto. No programa deste domingo estão as obras Suíte em Si bemol maior, op. 4, de R. Strauss; a Pequena Sinfonia, de Gounod; e aSerenata nº 12 em dó menor, K. 388, de Mozart. A regência é do maestro Marcos Arakaki.

O objetivo deste programa é formar público e recuperar a tradição de concertos sinfônicos nas manhãs de domingo. Os próximos encontros estão marcados para 9 de setembro (“A família dos metais encontra a da percussão”), 4 de novembro (“Representando nossa harmônica família”) e 25 de novembro (“Uma festa para toda a família Filarmônica”).

Este concerto é apresentado pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais. Conta ainda com o Patrocínio do Banco Votorantim e apoio dos Amigos da Filarmônica por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Maestro Marcos Arakaki

Regente Associado da Filarmônica, Marcos Arakaki colabora com a Orquestra desde 2011. Sua trajetória artística é marcada por prêmios como o primeiro lugar no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e no Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Foi semifinalista no Concurso Internacional Eduardo Mata (2007).

O maestro foi regente assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), bem como titular da OSB Jovem e da Sinfônica da Paraíba. Dirigiu as sinfônicas do Estado de São Paulo (Osesp), do Teatro Nacional Claudio Santoro, do Paraná, de Campinas, do Espírito Santo, da Paraíba, da Universidade de São Paulo, Filarmônica de Goiás, Petrobras Sinfônica e Orquestra Experimental de Repertório. No exterior, regeu as filarmônicas de Buenos Aires e da Universidade Autônoma do México, Sinfônica de Xalapa, Kharkiv Philharmonic da Ucrânia e BoshlavMartinuPhilharmonic da República Tcheca.

Arakaki tem acompanhado importantes artistas do cenário erudito, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, SofyaGulyak, Ricardo Castro, Rachel Barton Pine, ChloëHanslip, LuízFilíp, Günter Klauss, Eddie Daniels, David Gerrier, Yamandu Costa.

Natural de São Paulo, é Bacharel em Música pela Universidade Estadual Paulista, na classe de Violino de Ayrton Pinto, e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Participou do Aspen Music Festival and School, recebendo orientações de David Zinmanna American Academy of Conducting at Aspen. Esteve em masterclasses com Kurt Masur, Charles Dutoit e Neville Marriner.

Seu trabalho contribui para a formação de novas plateias, em apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concerto em turnês a mais de setenta cidades brasileiras. Atua como coordenador pedagógico, professor e palestrante em projetos culturais, instituições musicais e universidades.

Quiche de camarão

Quem não gosta de quiche? Quando é recheada com bastante camarão então… Delícia pura. Hoje, repasso a receita enviada pelo laticínios Regina, com o passo a passo, para facilitar a vida de quem quer fazer um prato especial para o lanche neste fim de semana.

 

Quiche de camarão

 

Ingredientes:

Para a massa:
4 colheres de sopa de manteiga sem sal Regina;
1 xícara de amido de milho;
2 xícaras de farinha de trigo;
5 colheres de sopa de água gelada;
Uma pitada de sal;

Para o recheio:
450g de camarão cinza limpo;
5 colheres de sopa de requeijão tradicional Regina;
1 colher de sopa de manteiga sem sal Regina;
1/2 xícaras de leite;
1 colher de sopa de amido de milho;
1/4 de cebola picada;
2 dentes de alho amassados;
Sal a gosto;
1 colher de chá de noz-moscada;
50g de queijo parmesão ralado ou Gruyère Regina, ralado na hora.

 

Modo de preparo:

Comece passando a farinha e o amido de milho na peneira e, em seguida, acrescente a manteiga gelada. Misture a massa com as pontas dos dedos, sem desmanchar a manteiga completamente. Coloque a água e misture mais um pouquinho. Faça uma bolinha com a massa, cubra com filme de PVC e deixe na geladeira por cerca de uma hora. Se quiser, você pode fazer a massa no dia anterior, ela pode ficar na geladeira por até 24 horas, enrolada no plástico filme. Retire da geladeira e abra a massa. Comece enfarinhando uma bancada e abrindo com um rolo. Para evitar muita bagunça na sua cozinha, coloque uma folha de papel manteiga numa mesa, acomode a massa por cima e cubra com outra folha de papel manteiga (como um sanduíche de papel, com a massa no meio). Pode ser com papel filme também. Depois é só passar o rolo por cima, abrindo a massa. Quando ela estiver um pouco maior do que a forma (de 20 cm, com fundo removível), pode parar de esticar. Cubra a forma com a massa e, com a ajuda dos dedos, pressione o fundo, os cantinhos e as laterais, para a massa não rachar. Se algum pedacinho rasgar, não tem problema. Puxe um pouquinho de outro lado e cubra a falha, pressionando com os dedos. Leve por 10 minutos à geladeira. Faça furinhos com o garfo para a massa não inflar. Se quiser uma garantia ainda maior, uma dica: antes de levar ao forno para pré-assar, cubra a massa, já na forma, com uma folha de papel manteiga e coloque feijões por cima. Eles formarão um peso e a massa não quebrará. Mas atenção: estes feijões não poderão ser utilizados depois. Leve ao forno por cerca de 20 minutos, até que fique dourada. Enquanto a nossa massa está pré-assando no forno médio, prepare o recheio. Comece refogando a cebola na manteiga. Quando estiver dourada, coloque o alho. Em seguida, os camarões limpos. Se quiser dar um toque, coloque 1/2 taça de vinho branco seco neste momento da receita. Agora, é hora de acrescentar o requeijão. Mexa bem até que o requeijão se incorpore à mistura. Por fim, dissolva o amido de milho no leite e acrescente ao recheio, mexendo bem. Neste tempo de cozimento do recheio, a massa já terá pré-assado no forno. Cubra com os camarões e, se quiser dar mais um toque especial, coloque um dos queijos ralados por cima, para gratinar. Leve ao forno por cerca de 20 minutos, ou até dourar.

Veja as fotos do passo a passo. Créditos: Queijos Regina

 

A aventura do abastecimento e os oportunistas

Abastecer o carro se tornou um desafio e ao mesmo tempo uma aventura, nessa época de crise.

Foto Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press

Por um feliz acaso, ou aviso de Deus, cada um acredite no que quiser, abasteci meu carro na quarta-feira, exatamente um dia antes da grande corrida nos postos de gasolina que começou na quinta-feira.

Infelizmente, várias amigas estão com o carro na reserva, inclusive minha irmã, que não tem tempo nem para respirar, de tanto que trabalha. Ontem, ela precisou tentar abastecer, passou duas horas e meia na fila pela manhã, mas teve que sair pois estava na hora de atender um cliente.

Me comprometi com ela, caso não tivesse aula de um curso que estou fazendo às terças-feiras à noite, de tentar colocar gasolina em seu carro. Promessa é dívida. Saí de casa por volta das 17h30, o ponteiro do combustível estava colado na reserva e a luz acesa. Pedia a Deus para o restinho que tinha ser suficiente.

Fiquei na fila, parada um bom tempo observando os motoristas. Brasileiro é bem interessante, faz amizade fácil. Em pouco tempo a maioria deles já estava fora do carro batendo papo como se fossem amigos de longa data.

Por outro lado, sempre aparece um espertinho, querendo dar uma de João sem braço. Estávamos em uma avenida, e, como em todo lugar, várias ruas cortam essa avenida e em muitos pontos têm semáforos. Estávamos em fila, próximo ao meio fio, mas não podíamos bloquear os cruzamentos e nem tão pouco garagens. Quando a fila começou a andar, em um determinado ponto, o sinal fechou para nós e tivemos que parar para esperar os veículos cruzarem a avenida. Com isso, se abriu um espaço na fila. Um Honda Civic fez a conversão e furou a fila. O filho do motorista desceu e entrou em um bar que tinha no meio do quarteirão.

Como havia um carro e um motoqueiro na nossa frente, desci do carro e perguntei se não iam falar nada com o motorista. Os dois patetas falaram que o rapaz só tinha isso no bar. Não acredito que tenha gente tão ingênua assim. E o taxista ainda foi grosseiro comigo.

O motorista que estava na frente do furão saiu do carro e abordou o intruso, e na mesma hora minha irmã se aproximou. O gentil motorista disse ao novato que ele estava furando a fila, que chegava ao fim da avenida. E ele teve a cara de pau de dizer que não tinha visto. Percebeu que seu golpe não deu certo e saiu. Vale ressaltar que estávamos há um quarteirão do posto. Será mesmo que ele achou que não tinha mais ninguém na fila?

Uma amiga me contou que estava a quase duas horas em uma fila quando um homem foi de carro em carro dizendo que o combustível do posto estava acabando, mas que tinha abastecimento no outro, há uma distância considerável. Muita gente saiu da fila e se dirigiu ao outro endereço recomendado, inclusive ela. Infelizmente não conseguiu abastecer e quando voltava para casa passou pelo posto onde estava no início e percebeu que ainda estava com combustível.

Provavelmente o prestativo homem era algum motorista que estava no fim da fila, e prestou o serviço de utilidade pública para ficar livre de uma boa parcela dos concorrentes.

Esse jeitinho brasileiro, a tal Lei de Gerson, que gosta de levar vantagem em tudo, é que me irrita muito. Para mim, isso nada mais é que uma grande falta de caráter. Esse desrespeito pelo próximo, o se achar melhor do que todo mundo, que está acima da lei e da razão. Não agüento isso.

Bom, depois de pouco mais de três horas de fila chegamos ao posto, conseguimos colocar R$ 100 e minha irmã está agora com pouco mais de meio tanque de gasolina. Agora é economizar, não ligar o ar condicionado e esperar que tudo volte à normalidade o mais rápido possível.

Isso se os infiltrados no movimento deixarem. Porque essa jogadinha política que estão fazendo é outra coisa que está dando nos nervos. Não gosto do Temer, não votei nele, mas também não concordo com essa corja de políticos que está aí, que aprovou ontem no Senado a eleição indireta, e estão querendo voltar com a ditadura neste país.

Sou totalmente a favor da democracia. Não importa quem seja eleito, desde que seja eleito pela maioria. O importante é a vontade dos brasileiros em sua maioria. Estão usando de um movimento que foi legítimo e importante para agora derrubar um governo, em ano de eleição, e colocar alguém com eleição indireta e com isso, derrubar a eleição democrática de outubro. Tudo bem que estamos sem opção de bons representantes, ma isso não dá a ninguém o direito de nos manipular dessa maneira.

 

Isabela Teixeira da Costa