A desigualdade no Brasil e a utopia da transformação

Educação, má distribuição de renda e inchaço da máquina pública são três dos grandes problemas do nosso país. Veja a análise de um especialista sobre o tema.

Celso Luiz Tracco

O palestrante e máster coach Celso Luiz Tracco, que acaba de lançar o livro “Às margens do Ipiranga”, que tem como pano de fundo a desigualdade social brasileira, enviou um bom artigo sobre nosso país e achei importante postar.

A sociedade brasileira vem enfrentando enormes dificuldades nos últimos anos. Corrupção endêmica, violência urbana, altas taxas de desemprego, uma grave crise ética, falta de confiança em sua classe política são sinais claros da falta de esperança em um futuro promissor. Como resultado imediato, aumenta o número de jovens e mesmo de famílias constituídas que decidem construir suas vidas no exterior, refazendo o caminho inverso de seus antepassados, 100 anos atrás.

Mas, será que a nossa sociedade tem consciência de que esta crise não é de agora? Será que ela procura refletir as verdadeiras causas de seu infortúnio? Mais ainda, será que ela, tomando consciência das causas reais, tem condições de combatê-las transformando esse cenário caótico?

Não tenho a pretensão de dar uma solução definitiva à grave crise vivenciada pela nossa população, mas gostaria de refletir sobre três pontos que considero fundamentais e que estão na raiz de nossos problemas sociais. Claro que nossa crise não é de hoje. Nosso flagrante atraso social vem de muito tempo, mesmo comparado a países cujos recursos são infinitamente menores que os nossos. Minha proposta, aqui, é debater sobre temas como a baixa escolaridade, a enorme desigualdade social e o paquidérmico tamanho do Estado brasileiro.

A baixa escolaridade vem desde os tempos de nossa colonização europeia. Colonização essa que foi exploradora, predatória e oportunista. Nossos primeiros colonizadores não vieram para se estabelecer na terra, criando uma nova vida, construindo uma nova sociedade. Vieram explorar as riquezas naturais, utilizar mão de obra escrava, juntar o máximo de dinheiro possível e voltar para a metrópole enriquecidos. Sob esta visão, a educação nunca atingiu um papel relevante, afinal os nobres exploradores preocupados com a educação de seus filhos, envia-os para estudos na Europa. E para quê escravos precisavam ler e escrever?

A independência política não modificou substancialmente esse quadro. O Brasil faz censos regulares desde 1872 e, desde 1890, a cada 10 anos. Em 1890, início do período republicano, a taxa de analfabetismo no Brasil beirava os 90%.

Nossos primeiros cursos de estudos superiores só foram instalados no início do século XIX e nossas primeiras universidades, apenas, em 1934, por decreto do então presidente Getúlio Vargas. A partir da década de 70, há um enorme declínio na qualidade da escola pública de ensino básico, com gravíssimas consequências para a nossa população. Hoje, estima-se que em torno de 30% dos brasileiros maiores de 15 anos são analfabetos ou analfabetos funcionais (não têm capacidade de interpretar um texto).

A escola básica nunca foi uma verdadeira prioridade na política de Estado; ao contrário, é apenas usada como propaganda eleitoral de governos inescrupulosos. Não há saída para uma sociedade evoluída sem uma educação básica e massiva de qualidade.

O segundo ponto é a nossa enorme desigualdade social. De novo, um mal histórico. Evidente que a economia brasileira cresceu e se diversificou muito desde o final do século XIX, quando terminou a escravidão. Claro que ela permite uma ascensão social, exemplificada em milhares de imigrantes que aqui chegaram sem nada, e se tornaram industriais, banqueiros, empresários de sucesso. Sem dúvida, existem oportunidades, mas são para a maioria da população?

Na sua essência, a escorchante distribuição de renda não muda, não importa a época, não importa se há crise ou se a economia cresce muito ou pouco. A distribuição de renda no Brasil é imutável, infelizmente. Os 10% mais ricos detêm cerca de 55% da renda nacional, não importando o tipo de governo de plantão, enquanto os 50% mais pobres respondem por 10% da renda. As poucas e esparsas políticas sociais, sempre com objetivos eleitoreiros, são políticas assistencialistas, paliativas que não buscam uma real e verdadeira transformação da situação existente.

Evidentemente, uma enorme parcela da população está condenada a viver em condições de miséria e extrema pobreza, em estado de contínua degradação. Quanto mais essas condições perdurarem, mais a sociedade brasileira estará condenada a viver no atraso e em descompasso com os países mais avançados.

Sem uma distribuição de renda consistente, não teremos uma evolução em relação a emprego, nem melhores condições de moradia, de transporte, de saúde, de uma melhor oferta de bens e de serviços. O urgente avanço na distribuição de renda não é apenas uma questão humanitária, é uma questão econômica, fundamental para o futuro de todos.

Finalmente, a terceira parte de nossa reflexão: A gigantesca máquina pública, aqui englobando os governos federal, estadual e municipal e os poderes executivo, legislativo e judiciário.

A cultura latina, de onde somos originários, é famosa por seu grau de apadrinhamento, nepotismo e burocracia. Esses elementos, sordidamente combinados, fizeram a máquina pública inchar mais e mais, sem parar, ao longo de décadas. Este inchaço traz como agravante, a necessidade insaciável de arrecadação de impostos. Além disso, o governo em geral, proporciona uma má qualidade de serviços, penalizando quem quer produzir.

As empresas estatais, ainda que necessárias quando da sua criação, ao longo do tempo, mostraram-se ineficientes, caras e com focos contínuos de corrupção, um cabide de empregos disputados por políticos e apaniguados. Não por acaso, o Brasil possui o pior retorno sobre impostos arrecadados, entre as 30 principais economias do mundo.

A máquina pública brasileira já se revelou obsoleta, ineficaz, lenta, burocrática e corrupta. Os recursos despejados em impostos são gastos com folha de pagamento, por meio de vultosas aposentadorias e pensões, mordomias nababescas, cargos de confiança, entre outros, faltando dinheiro para a segurança, a saúde, a educação, a infraestrutura, o que afeta a vida de milhões de brasileiros.

Nunca se ouve falar em redução de gastos, mas sempre na necessidade de arrecadação de mais impostos. O governo brasileiro é uma vergonha.

A sociedade brasileira precisa enfrentar esses três pontos de frente. Qual a saída? A sociedade civil deve estar comprometida com as mudanças estruturais. Claro que estamos acostumados a depender do governo como um salvador da pátria, mas já tivemos muitos e nenhum resolveu, e ninguém resolverá.

Devemos fazer a parte que nos cabe, sermos protagonistas de nosso destino, procurar incentivar e apoiar toda e qualquer medida que favoreça a educação. Não devemos explorar o próximo e contribuir de todo modo para uma maior e mais equitativa distribuição de renda.

Lutar, com todas as forças, para pressionar o governo a não aumentar a carga tributária, na verdade deve diminuí-la. Assim estaremos, efetivamente, trabalhando para uma transformação de nossa sociedade. Utopia? Pode ser, mas lembre-se que utopia é algo muito difícil, mas não impossível, de ser alcançado.

Celso Luiz Tracco é master coach, palestrante e escritor. Acaba de lançar o livro “Às margens do Ipiranga”, que tem como pano de fundo a desigualdade social brasileira.

Torta de frutas

Nada como uma boa sobremesa depois da refeição. Que tal aprender  fazer uma torta de frutas, daquelas de confeitaria americana? É mais fácil do que se imagina, veja a receita abaixo.

 

Torta de frutas

 

Ingredientes massa:

2 ½ xícaras de farinha de trigo

¾ de xícaras de margarina sem sal

2 gemas

¾ de xícara de açúcar refinado

1 colher de sopa de leite (pode substituir por água)

1 colher de sopa de raspas de limão

Sal pitada

 

Ingredientes Creme:

1 xícara de leite

3 colheres de sopa de açúcar refinado

100ml de creme de leite

1 colher de sobremesa de essência de baunilha

½ colher de sopa de farinha de trigo

3 gemas

 

Frutas:

Variadas a gosto

 

Ingredientes geleia de brilho:

250ml de água

125g de açúcar refinado

1 colher de sopa rasa de amido de milho

 

Modo de preparo:

Massa: Em uma vasilha colocar a farinha de trigo, o açúcar refinado, as raspas de limão, o sal e a margarina. Misturar. Acrescentar as gemas e o leite, ou água. Mexer até obter uma massa lisa e homogênea. Deixar descansar. Colocar a massa em uma forma com fundo falso e espalhar nas laterais até forrar toda a forma.  Furar o fundo com um garfo. Assar a 180°C por 20 minutos. Retirar do forno. Deixar amornar. Reservar.

Creme: Colocar em uma panela todos os ingredientes. Levar ao fogo até desgrudar do fundo da panela. Retirar do fogo, esperar amornar, acrescentar o creme de leite e a essência de baunilha, mexer até ficar um creme homogêneo. Deixar amornar. Reservar.

Geleia de Brilho:
Colocar em uma panela a água com o açúcar. Levar ao fogo brando. Dissolver o amido de milho em um pouco de água. Acrescentar na mistura no fogo e mexer até formar consistência. Deixar amornar.

Montagem: Com a massa ainda na forma, colocar o creme e as frutas já higienizadas e cortadas. Colocar a geleia de brilho. Desenformar e servir.

Tempo de Preparo: 1 hora e 30 minutos.                            Rendimento: 6 pessoas

Solidariedade que comove

A generosidade, desprendimento, bondade e solidariedade de alguns com pessoas que nunca viram na vida é comovente.

Tenho um casal de amigos muito queridos, Adriana e Elói Oliveira. Conheço o Elói desde os meus 15 anos, eu acho. Adriana, eu conheci quando os dois começaram a namorar. Desde então somos amigos, ou seja, uma vida inteira. Sou muito suspeita para falar desse casal, porque o amor modifica o olhar, mas sei que quem conhece os dois, vai concordar comigo. Eles são de uma educação, simpatia, gentileza, generosidade, integridade e honestidade a toda prova. São amorosos e extremamente solidários. Têm um senso de família que é lindo e único, além de uma vida pautada nos princípios cristãos. Elói nunca deixou de dizer e afirmar que a pessoa mais importante de sua vida é Jesus.

Sempre ajudaram o próximo, e vou me reservar o direito de omitir tudo o que sei que já fizeram, porque não gostam de alardear, e se aqui o fizesse estaria traindo a confiança que ambos depositaram em mim. O que vou relatar aqui ocorreu com eles sim, mas ao contrário do normal, dessa vez eles não ajudaram ninguém, mas foram ajudados.

O querido casal fez, recentemente, uma viagem aos Estados Unidos, foram acompanhar a filha Natália, com o marido Alexandre Machado, à maratona de Chicago. Naty é maratonista das boas e literalmente corre o mundo participando de competições. De lá, decidiram dar um role a mais pelos States. Só os dois.

Como foram atletas – ambos jogaram vôlei, Elói foi capitão da Seleção Brasileira na Olimpíada de Moscou – amam caminhar, andar de bike, correr, enfim, programa esportivo saúde total.

Decidiram passear por San Francisco de bicicleta. Elói pilotando com uma mão só e filmando a paisagem e sua amada Adriana. Na Golden Gate ele caiu, sei lá como. Só sei que bateu na bike de Adriana, que estava um pouco à frente, arrancando a roda traseira dela, que apesar de ter sido jogada para frente, graças a Deus caiu de pé e não sofreu nenhum arranhão. Ele, por sua vez, caiu, bateu com a mão no chão, cortou feio entre o dedão e os outros dedos.

Dedo quebrado, mão cortada, sangue jorrando, bike quebrada e sem roda no meio da ponte e eles sem saber o que fazer, porque estava difícil para Adriana carregar as bicicletas e acudir o marido.

De repente parou um casal, pai e filha, de americanos, também ciclistas, e praticamente sem falar nada, abriram uma maleta que carregavam consigo, consertaram a roda quebrada, trocando peças e tudo mais. Segundo a Dri, ficaram sujos de graxa dos pés à cabeça. Quando terminaram, depois de ver tanto esforço da dupla sob um sol escaldante de 2 horas da tarde, Elói perguntou quanto era, pois viu o volume de peças e material que usaram. Disseram que não era nada. Elói então fez uma oração por eles e pela família.

Quando estava terminando, parou outro americano, de ascendência oriental, viu que Elói estava ferido e fez questão de levá-lo ao hospital. Foram todos juntos.

Acham que parou por aí? Que mostraram o hospital, despiram e foram embora? Nada disso. Entraram com eles no hospital, apresentaram para a atendente. Aguardaram a bicicleta dos dois, voltaram entregando a chave do cadeado e só então despediram e foram embora.

Dá para acreditar? Muito podem dizer que faz parte da boa civilidade e educação. Pode ser sim, mas não acredito que seja só isso. Em minha opinião, Deus colocou esses anjos no caminho de um casal que é bom, que faz o bem, que tem a vida nas mãos do Senhor e por isso Deus cuida deles. E colocou pessoas mais do que solidárias para o socorro.

Para os curiosos, Elói foi atendido, para conseguir viajar (voltava no dia seguinte para o Brasil), e chegando aqui teve que passar por uma cirurgia na mão, mas está ótimo, se recuperando muito bem.

 

Isabela Teixeira da Costa

Reforma protestante

Hoje, 31, todas as igrejas de origem protestante ao redor do mundo comemoram os 500 anos da Reforma Protestante.

Em 31 de outubro de 1517, o monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) pregou um documento com 95 teses para debate na porta da igreja do castelo de Wittenberg e iniciou o que ficou conhecido como Reforma Protestante. Os textos denunciavam a deturpação do evangelho, a venda de indulgências e a corrupção, o enriquecimento ilícito e a falta do celibato clerical. Além das denúncias, chamavam o cristão ao arrependimento e à fé.

Sua intenção não era dividir a igreja, mas, como diz o nome do movimento, reformá-la. Infelizmente, houve grande repulsa por parte da cúpula da igreja da época às ideias de Lutero. Como ele não se retratou, acabou sendo excomungado e levou consigo um grande número de fiéis. Os credos teológicos básicos de Lutero e dos demais reformadores podem ser sintetizados nos chamados Cinco Solas, frases latinas que começam com a palavra “sola” que, em português, significa “somente”. Os Cinco Solas são: 1. Sola Scriptura (Somente a Escritura) 2. Sola Gratia (Somente a Graça) 3. Sola Fide (Somente a Fé) 4. Solus Christus (Somente Cristo) 5. Soli Deo Gloria (Somente a Deus a Glória)

No fim da Idade Média, a Igreja Católica tinha grande influência política e social. Ela se tornou uma potência financeira e em diversos casos foi usada como um instrumento de fortalecimento do poder político. O Papa tinha uma fortuna maior do que muitos príncipes e os cargos eclesiásticos eram disputados pela aristocracia, e muitas vezes viravam moeda de troca política.

Uma das práticas mais comuns da Igreja Católica era a venda pública das indulgências, os pergaminhos que perdoavam os pecados do fiel. Muitos padres as vendiam em troca de uma doação em dinheiro para a Igreja. “Assim que a moeda no cofre cai, a alma do purgatório sai”, dizia um ditado popular. Era quase como comprar um lugar no céu.

Lutero pregava que somente a fé em Deus salvava as pessoas. Uma ideia que se opunha à salvação pela compra de indulgências. Essa interpretação oferecia ao povo a expiação da culpa por meio da contrição e penitência, o que ia contra as práticas da Igreja naquele momento. Para ele, a salvação se dá pela fé na justiça, na graça e misericórdia divina.  Ele também defendia a livre interpretação da Bíblia. A Igreja Romana era contra esse ponto, pois entendia que o povo não iria entender corretamente os ensinamentos de Deus e precisava seguir as orientações de um sacerdote.

As 95 teses de Lutero deram origem a um movimento de ruptura que levou à criação de uma nova religião cristã, o Luteranismo, identificado como um movimento protestante em relação ao Catolicismo. Daí vem o nome “Protestante”, para designar os seguidores dessa vertente religiosa.

A Reforma Protestante se espalhou na Alemanha e teve rápida aceitação em vários países. Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino (1509-1564) e Ulrico Zuínglio (1484-1531). Na França e nos Países Baixos, os adeptos foram chamados de huguenotes. Na Inglaterra, de puritanos, e na Escócia, de presbiterianos.

Para conter o avanço do Protestantismo, a Igreja Católica passou a fazer missas na língua nacional; surgiram, pela primeira vez, os seminários, responsáveis pela educação religiosa; e a houve o estimulo às ordens religiosas, como os jesuítas e capuchinhos, que viajavam para fundar missões nas Américas e na Ásia.

Contando com o impulso dado pela imprensa de Gutemberg, ao traduzir o texto sagrado dos originais em hebraico, aramaico e grego para o alemão da época, ele possibilitou que cada homem e mulher comum tivesse acesso à Palavra de Deus. Como a maioria da população era analfabeta, criou um sistema de educação pública que capacitasse os germânicos a lerem a Escritura. Que grande revolução a realizada por esse reformador.

Falta em ética pra todo lado

O leitor Marco Antônio de Castro fez um comentário sobre minha crônica do dia 26, que achei tão apropriado, que decidi publicar aqui para dar maior destaque.

“Isabela, realmente estamos passando por um momento histórico no Brasil, onde poderíamos passar a limpo muitas coisas que, com certeza, nos encaminharia para uma sociedade mais educada, preparada, esperançosa.
Mas observe que todos criticam esta classe política com suas falcatruas, mentiras, engôdos e todo tipo de malandragem. Basta mentir e pronto, o problema cai no esquecimento. E continuamos a agir cada um por si.
Porém, ultimamente, por não poder pagar um plano de saúde devido ao alto valor cobrado, estou fazendo alguns exames médicos e, para isto, preciso pagar consulta. A atendente do consultório médico vai logo perguntando, quando falo que é particular, se vai querer recibo ou não. Ora, é evidente a sonegação de uma classe que não precisa burlar o fisco. Como este profissional pode criticar ou ao menos discutir um assunto da lava jato numa roda de amigos? Será que ele(a) se sente confortável em criticar a ação dos meliantes?
Aí eu pergunto, onde está o conselho de classe que não interfere neste comportamento de seus associados? Onde está a ética? Onde fica o juramento ao receber o diploma?
Vamos agora analisar o caso do Aécio – que se disse ludibriado por um bandido, apesar de tê-lo financiado em várias campanhas até chegar ao cargo de senador da república.
Se ele pediu um empréstimo para pagar seu advogado, porque teria que ser em espécie, no mínimo está burlando o sistema financeiro, então já mereceria uma punição. Um simples TED resolveria seu problema, sem necessidade do primo ter que se deslocar de BH para SP, transportando uma quantia tão vultosa, com todos os riscos inerentes a esse tipo de atividade. Então, com o dinheiro na mão, pagou um advogado. Pergunto: quem é este advogado, cadê o comprovante do pagamento? Esse pagamento, com certeza, terá que ser declarado.
Este valor é condizente com o caso? A OAB, no mínimo, deveria buscar esclarecer o comportamento desse iluminado, que ganha uma fábula para simplesmente desmentir juridicamente com sua verve, toda a trama montada pelo “bandido” amigo do seu cliente.
Portanto, estamos vivendo cada um por si, a sociedade desamparada só acompanha o desenrolar dos acontecimentos sem mobilização, justamente por que não há moral para exigir moralidade.
Um grande abraço, termino por aqui apesar da vontade em continuar escrevendo.”

“Genética fitness” reduz risco de câncer de mama

 

Pesquisadores norte-americanos identificaram que filhotes de ratos cuja geração anterior desempenhava bem exercícios aeróbicos apresentaram menor risco de desenvolver tumores mesmo sem praticarem qualquer atividade física.

Uma análise realizada por pesquisadores norte-americanos, divulgada recentemente pelo jornal científico Carcinogenesis, lançou luz sobre mais um dos benefícios da prática de atividades aeróbicas à saúde – e desta vez a comprovação aponta os reflexos genéticos hereditários dos cuidados com o corpo. Segundo o estudo liderado pelo Memorial Sloan Ketterin Cancer Centre (NY), Universidade do Colorado e Universidade de Michigan, a prática constante de exercícios promove uma alteração nas células que também é transmitida de mãe para filha que leva à redução no risco de desenvolver câncer de mama. Isso significa que, mesmo sem praticar exercícios, as “herdeiras” recebem uma importante contribuição genética “fitness” que contribui para evitar o surgimento de tumores malignos.

Para chegar a essa conclusão, os especialistas realizaram testes em famílias de ratos, considerando o histórico de dois grupos: fêmeas provenientes de mães com alto desempenho nas esteiras de exercícios e fêmeas de mães com baixo desempenho aeróbico. Ambos os núcleos de filhotes avaliados não foram habituados a uma rotina de exercícios e ao atingir a puberdade foram expostos a componentes químicos conhecidos como causadores potenciais de câncer de mama. “O resultado das análises apontou que os animais cujo histórico familiar estava relacionado ao menor desempenho em atividades físicas tinham quatro vezes mais propensão a desenvolver câncer de mama e, diante do surgimento da doença, também tiveram maior número de tumores. Eles também tendiam a apresentar a condição mais cedo em comparação aos ratos de famílias ‘fitness'”, explica o oncologista Daniel Gimenes, do Centro Paulista de Oncologia (CPO).

Quando observadas as células dos animais, os pesquisadores encontraram diferenças na forma como elas se comportavam. Nos ratos com herança genética relacionada à pratica de exercício físico havia sinais bioquímicos que evitavam uma multiplicação celular aumentada, sem controle do corpo, em especial quando relacionada à hiperatividade da proteína mTor (responsável pelo crescimento celular) – fator que é comumente notado em mulheres com câncer de mama.

“O estudo considerou apenas a análise de ratos, mas as descobertas relacionadas aos benefícios dos movimentos aeróbicos como herança genética que reduz os riscos de câncer de mama não apenas para a pessoa, mas para seus descendentes diretos também, aponta para uma nova Era no entendimento do valor dos exercícios físicos. Esses efeitos sobre a herança de saúde guardada em nosso DNA”, ressalta o médico.

De acordo com os autores da pesquisa, futuros estudos devem avançar sobre o entendimento mais preciso sobre os tipos e a quantidade de atividades físicas que devem promover efeitos sobre a saúde das células e os riscos de câncer.

Condutora infratora

É impressionante como pessoas cobram ética e honestidade dos outros, mas agem sem se importar com as leis em pequenas coisas e acham normal.

Sou condutora infratora. Não só eu como um bando de gente por aí. Recebi uma carta do Detran pedindo para entregar minha careira porque tive, em 2012/13 mais de 20 pontos na carteira. Como eles têm até cinco anos para abrir o processo, a cartinha chegou no início de outubro, e obedeci às regras.

Agora, 30 dias sem dirigir, cursinho de reciclagem pela internet, provas simuladas até chegar terminar o prazo da punição para, em seguida, marcar a prova no Detran e, se passar, receber minha carta de novo. Por enquanto, estou passando a Uber, Cabify, Taxi e carona de amigos. Minha amiga Sandra Botrel já se apelidou de Uber Classic, de tanto que está me choferando.

Como sou uma palhaça, conto pra todo mundo, rindo, que sou condutora infratora e estou sem dirigir. Acho engraçado que a primeira reação das pessoas é oferecerem o carro. Rio muito e  tenho que explicar que meu carro está na garagem, que estou sem carteira, portanto, proibida de dirigir. Só aí a ficha cai.

Numa dessas, uma prima mais velha me questionou: “Qual é o problema?”. Eu disse que nenhum, apenas ficaria a pé por 30 dias ou mais, até fazer a prova. E a resposta foi a melhor de todas. “Não sei porque, dirigi há décadas e ninguém nunca me pediu carteira. Nunca cai em uma blitz, você já?”.

Poderia simplesmente responder que só quando eu era bem mais nova, mas que existe uma lei proibindo a gente de dirigir sem carteira. Que fique claro que minhas multos são de velocidade e todas elas bem perto do limite, 70, 75, 80km. Nunca recebi uma multa por usar celular, estacionamento proibido, parada em fila dupla e nem avanço de sinal, apesar de avança-los com segurança quando dirijo de madrugada, porque sou mulher, ando sozinha e em alguns pontos da cidade a minha segurança se torna mais importante do que receber uma autuação.

Mas com minha prima as coisas não funcionam desse jeito. Então respondi que é proibido dirigir sem carteira e lembrei a ela que existe uma famosinha lei informal chamada Lei de Murphy. Que provavelmente, só por estar sem carteira poderia ser parada em uma blitz. Ela deu de ombros me achando uma boba.

Fiquei pensando naquela conversa. Estamos vivendo em um momento do país no qual todos nós cobramos ética e honestidade por parte de políticos, empresários e governantes, mas não nos importamos em agir sem ética, desde que seja para nos beneficiar. Com que moral? Senta no seu rabo para falar do meu? Não está correto. Para cobrarmos algo de alguém, devemos agir corretamente, honestamente e eticamente.

Para usar uma linguagem menos chula, vou citar um versículo da Bíblia. Em Mateus capítulo 7 versículo 3 Jesus diz “Por que reparas tu o cisco no olho de teu irmão, mas não percebes a viga que está no teu próprio olho?”

A questão é essa. É muito fácil acusar, apontar o dedo e julgar o outro, o difícil é ver e enxergar nossos erros.

Isabela Teixeira da Costa

Dicas para inovar em seu negócio

Para o investidor Marcio Kogut, o maior erro cometido por empreendedores é não se mover.

Além da concorrência tradicional que está cada vez mais acirrada com a oferta de produtos e serviços em todos os mercados e setores, é preciso se preparar para sermos competitivos em uma era em que jovens empreendedores com DNA de inovação e startups enxutas estão mudando completamente a forma de como fazemos negócios e consumimos produtos e serviços. O investidor Marcio Kogut dá dicas para quem quer inovar em seu negócio.

– Comece inovando na gestão de TI da sua empresa –  Não existe iniciar um processo de inovação na sua empresa se o CTO (Chief Technology Officer) não estiver tecnologicamente atualizado, acompanhando as transformações digitais e focado em buscar inovação.

Durante mais de 15 anos prestando consultoria a diversas empresas, escutei desculpas sem fundamentos ditas por alguns profissionais para os executivos que acabavam criando uma sensação de pânico e medo abortando qualquer tipo de mudança, melhoria ou possível inovação.

A maioria dos CEOs não tem conhecimento profundo em tecnologias e por isso é obrigada acreditar na palavra do diretor de TI. Um dos exemplos que posso citar é a questão da computação em nuvem (cloud computing)

– Reveja toda sua tecnologia interna – Tenho absoluta certeza que 90% da tecnologia da maioria das empresas estão completamente ultrapassadas e custando infinitamente mais caras do que as tecnologias mais modernas de hoje. Desde links de internet, servidores de e-mails, equipamentos, softwares de gestão e de produtividade. Todos os equipamentos, softwares e a inteligência que você precisa para o seu negócio já existem melhores e mais baratos do que você usa atualmente através de SaaS (software as a service).

– Busque inovação fora ou crie uma equipe com autonomia – Para conseguir avançar com um processo de inovação dentro da sua empresa é necessário criar um time novo, pequeno (1 a 4 pessoas) com autonomia e sem vínculos de amizades internas. Conecte esse time a uma empresa de inovação corporativa para mapear as dores, definir estratégias e objetivos além de condicioná-los a pensar e agir com a mentalidade de empreendedores e startups.

– Promova encontros com empreendedores e seus startups – Os empreendedores e startups têm vontade e, principalmente, a disponibilidade para entregar uma solução rápida e resolver um problema de forma simples apenas com a expectativa de que, se conseguirem, a empresa poderá ser um cliente anjo.

– Planeje menos, execute mais – Criar processos de inovação em empresas leva tempo e, muitas vezes, fracassam pela burocracia e cultura de certa forma engessada. Independente de planejamento, não será nada fácil e rápido criar uma cultura de inovação para mudar completamente a realidade do seu negócio, por isso, não perca tempo e dinheiro planejando demais e inicie de forma simples e rápida.

– Pense grande e comece pequeno – Os inovadores bem-sucedidos “pensam grande” considerando a gama completa de futuros possíveis. Eles facilitam a inovação ao ousar buscar “pensamentos assassinos” para novos produtos e serviços que podem reescrever as regras e o negócio de uma companhia. Em contraste, os inovadores fracassados tendem a “pensar pequeno”. Eles assumem a postura de que a mudança radical não será necessária e que nada irá afetar o modelo do seu negócio no futuro.

– Não tenha medo de mudar completamente seu negócio – Uma prova de que esse tipo de decisão pode ser necessária e terá que ser encarada com coragem é a história da Kodak. Em 1975 um grupo de engenheiros da empresa desenvolveu a primeira câmera digital do mundo que pesava quase 5 quilos e fazia fotos apenas em preto e branco. As previsões estimavam que a câmera digital poderia se tornar viável num horizonte de 20 anos, mas os executivos preferiram manter a estrutura e negócio atual de vender filmes do que romper com a realidade e olhar para o futuro. Como se sabe, alguns anos depois a concorrência fez o negócio ruir.

 

Marcio Kogut tem 30 anos de experiência nas mais diversas tecnologias, é founder & CEO da Kogut Labs, empresa especializada em inovação corporativa responsável por gerar mais de 10 bilhões em negócios para seus clientes nos últimos 8 anos.

Picadinho

Uma deliciosa receita de proteína é o picadinho de carne, fácil e rápido de fazer.

Picadinho de carne

 

Ingredientes:

3 colheres de sopa de margarina Delícia Supreme Refoga fácil (45g)

500g de acém magro ou patinho cortado em cubos pequenos

2 tomates picados, sem sementes

1 e 1/2 xícara de chá de água (300ml)

1 cubo de caldo de carne

1 colher de chá de sal

Pimenta-do-reino a gosto

salsinha picada a gosto

Modo de preparo:

Em uma panela, refogue a margarina com a carne até dourar bem e secar. Adicione o tomate, a água, o caldo de carne, o sal e a pimenta. Quando levantar fervura, cozinhe por mais 15 minutos ou até que a carne esteja bem macia. Se necessário acrescente mais água. Fora do fogo acrescente a salsinha.

Sirva bem quente acompanhado de arroz branco ou purê de batata.

 

 

Direitos previstos em lei para as mulheres com relação ao câncer

Movimento pela Vida lança site sobre o direito para realização de exames, tratamentos, isenções fiscais e outros benefícios para detecção precoce de mulheres com câncer.

Neste Outubro Rosa, o Grupo Oncoclínicas, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) lançam em todo o Brasil a campanha Movimento pela Vida. O objetivo é estimular mulheres de todas as idades, com ou sem câncer de mama, a promoverem uma mudança geral de atitudes, adquirindo hábitos de vida saudáveis e realização de exames preventivos periódicos, além de levar ao conhecimento público os direitos das pacientes diagnosticadas com câncer.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de mama representa 28% de todos os diagnósticos de câncer em mulheres, por ano, ou seja, 60 mil novos casos em 2017. Considerando as faixas etárias pré e pós menopausa, pesquisadores da SBM apontam que o risco de ter câncer de mama aumenta consideravelmente em mulheres acima do peso, especialmente aquelas que que tem gordura concentrada no abdomem.

Isso pode mudar com mudança de atitude como uma alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares e fazer exames preventivos. Além de reduzir as chances de câncer, reduz o risco de hipertensão e diabetes.

Segundo Antonio Luiz Frasson, presidente da SBM, para frear os avanços destes números é essencial apoiar a população na luta pelos seus direitos, como maior acesso à mamografia e diminuição do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. “Devemos lembrar que o Brasil conta com uma legislação específica que prevê que todo paciente com câncer inicie o tratamento no prazo de 60 dias após o diagnóstico – a chamada Lei dos 60 dias. Para promover uma mudança efetiva é preciso conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção, assim como incentivar médicos e pacientes a se unirem na exigência por maior acesso aos exames preventivos, caso da mamografia, e no tratamento da doença”, diz.

Foi lançada a landing pagewww.movimentopelavida.com.br que oferece uma série de informações sobre cuidados com a saúde e traz uma compilação de todos os direitos legais do paciente, incluindo isenções fiscais, liberação para saque do FGTS e acesso ao tratamento.

Conheça as principais Leis em vigor e garantias da mulher para diagnóstico e tratamento do câncer de mama:

  1. Acesso à Mamografia a partir dos 40 anos – a Lei 11.664/08 garantia a toda mulher a partir dos 40 anos a realização anual do exame. No entanto, uma portaria, através do Ministério da Saúde, modificou a idade do acesso à mamografia de 40 para 50 anos em diante, além de limitar o exame para a mamografia unilateral, ou seja, somente em uma das mamas. Essa portaria alterou a lei de 2009 que dava direito a todas as mulheres e causou um mal estar generalizado. Diante disso, através de um projeto de Decreto de Lei, já aprovado em março de 2015, as entidades do setor, inclusive a SBM, conseguiram o apoio de deputados para voltar ao termo original da lei. O projeto, que agora está no Senado, ao ser sancionado, torna o acesso ao exame possível de novo a partir dos 40 anos de idade.
  2. Lei dos 60 dias – Sancionada há três anos, a lei nº 12.732/12 é ampla e contempla todo o paciente diagnosticado com câncer. No caso do câncer de mama, assim como os outros, a lei prevê que todo paciente diagnosticado com a doença inicie o tratamento no prazo máximo de 60 dias após o diagnóstico. Essa medida é determinante para a saúde do paciente. No caso do câncer de mama, se diagnosticado precocemente e com o início do tratamento em tempo adequado, as chances de cura podem chegar a 95%.
  3. Reconstrução Imediata – A Lei 12.802, sancionada em 2013, garante as mulheres que se submetem à mastectomia (retirada de uma ou das duas mamas) o direito de ter suas mamas reconstruídas no mesmo ato cirúrgico. A exceção são aquelas cujo o quadro clínico não oferece condições para isso, ou seja, caso o estado da paciente ofereça riscos à sua saúde, a reconstrução não será feita imediatamente. Caso contrário, a reconstrução mamária imediata é um direito de cada mulher e precisa ser respeitada.

Clique aqui e baixe a cartilha explicativa com informações gerais sobre o câncer de mama e os direitos da mulher.

*Informações extraídas do guia Saiba Tudo Sobre Câncer de Mama, elaborado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)

Isabela Teixeira da Costa