Cada macaco no seu galho

Não entendo por que as pessoas gostam de entrar na seara alheia. Há um motivo para existir especialidades em todas as áreas de atuação e isso deve ser respeitado.

Ilustração Quinho

Outro dia, uma amiga foi ao otorrinolaringologista olhar algumas questões de audição e problemas nasais. Procurou no site do seu plano de saúde os médicos credenciados e escolheu pela proximidade de endereço. Ficou impressionada com o consultório. O andar inteiro de uma casa, muito bem montado e com requinte.

Enquanto esperava, ela não teve como ignorar o grande painel, na parede em frente, com a descrição de todos os serviços oferecidos pelo profissional – leu tudo, claro. Ali estava uma série de procedimentos estéticos da face executados pelo referido médico (segundo informações da secretária). De acordo com o painel, ele faz aplicação de botox, preenchimento, rinoplastia, lifting e outras tantas cirurgias das quais ela nunca ouvira falar pelos nomes técnicos. Também trata de distúrbios do sono. Uma pequena placa ao lado indicava o encaminhamento para a audiometria.

Durante a consulta, o médico foi muito educado e profissional. Porém, ela não se conteve e perguntou, educadamente, se ele estava abandonando sua especialidade e se dedicando à cirurgia plástica, como indicava o painel. A resposta foi rápida, gentil, também educada e bem completa: “Não, minha função primeira é otorrino, mas sou especialista em pescoço e face. Fundamos a Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face. Faço todos os tratamentos rejuvenescedores”, explicou à paciente, mostrando algumas fotos de antes e depois de alguns tratamentos realizados por ele.

Depois de atendê-la, encaminhou-a para fazer alguns exames, entre eles audiometria. Como ela tinha visto a placa na sala de espera, perguntou se poderia fazer o procedimento ali mesmo. Foi informada pelo profissional de que o tal serviço havia sido desativado. Ou seja, o que era de sua especialidade não existia mais na clínica.

É impressionante como profissionais de outras áreas têm executado práticas de especialidades de cirurgia plástica, sem terem feito residência na área. O cirurgião plástico estuda, no mínimo, mais três anos depois da residência médica para exercer seu ofício. Mexer no rosto de alguém é bem delicado. Dermatologistas também são especialistas em tratamentos estéticos, tudo bem. O que surpreende é o fato de outras especialidades entrarem nesse ramo, como oftalmologista fazer pálpebras e otorrinos cirurgias plásticas da face. É como se o cirurgião plástico passasse a tratar problemas oculares ou do ouvido, nariz e garganta. Mas dos males o menor, pelo menos são formados em medicina.

Mesmo assim, há riscos. Outra amiga fez pálpebra com uma oftalmologista. Não deu certo, os olhos ficaram com cicatrizes bem feias, que, infelizmente, nem maquiagem consegue esconder. Mas o que é de espantar é odontologista aplicando botox e fazendo cirurgias plásticas. Por sinal, a Justiça já proibiu esse profissional de aplicar toxina botulínica e fazer preenchimentos com fins estéticos. Mesmo assim, muitos dentistas continuam oferecendo tais serviços. Pior: os pacientes concordam e depois reclamam se o resultado dá errado.

Por que as pessoas se iludem assim? Se você precisa de um eletricista vai chamar um carpinteiro ou um motorista para resolver o problema? Se está com pedra nos rins vai atrás de um cirurgião plástico? Que tal ir à fonte certa, principalmente quando a fisionomia e a saúde estão em jogo? Sinceramente, acho que o certo é cada macaco no seu galho.

Isabela Teixeira da Costa

Artigo publicado no Caderno EM Cultura do jornal Estado de Minas

Como prevenir o aparecimento das rugas e tratá-las

Afinal, por que as rugas se formam? Como prevenir e tratar essas alterações? Processo natural do envelhecimento da pele, as rugas são reclamações constantes.

Apesar de natural, o envelhecimento da pele e o aparecimento de rugas e linhas de expressão são vistos como um grande problema por muitos. Com isso, a busca por tratamentos rejuvenescedores e antirrugas são cada vez mais procurados. Mas, por que as rugas se formam? Segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), a face é composta por várias camadas e, em algumas áreas, a pele fica praticamente sobre os músculos. Por isso, cada vez que o músculo é contraído, o tecido acompanha fazendo curvas e dobras que conferem expressão ao rosto. “Conforme o movimento dos músculos, todas as camadas da pele encurtam e distendem às vezes formando dobras. Devido às fibras de colágeno e elastina, a pele possui a capacidade elástica de voltar ao estado original após o movimento muscular. Porém, com o envelhecimento, as propriedades físicas da pele se alteram. A quantidade e qualidade das fibras se modificam e a pele não consegue mais voltar ao estado original. Então, mesmo sem contrair os músculos as rugas ficam perceptíveis. Estas são chamadas de rugas estáticas”, explica a médica.

O principal causador do aparecimento destas rugas é a qualidade da pele, que pode ser comprometida por fatores internos como genética, características anatômicas, idade ou agentes externos como exposição ao sol, poluição, tabagismo. “Uma pele mais espessa tende a demorar mais para apresentar rugas, assim como peles mais secas têm maior tendência a rugas. Além disso, fatores como exposição solar, poluição e hidratação também influenciam no envelhecimento da pele. Os raios UVA e UVB causam lesões na pele desde a epiderme até camadas mais profundas da derme, modificando o colágeno, a elastina, a regeneração da epiderme, aparecimento de manchas, aumentando assim a predisposição ao aparecimento de rugas”, acrescenta a cirurgiã plástica.

De acordo com a médica, o melhor tratamento é a prevenção. A utilização de cremes e filtros solares de forma contínua auxilia na manutenção da qualidade da pele e na prevenção do aparecimento das rugas. “A proteção solar e a hidratação são fundamentais para o bom funcionamento de todas as estruturas. Existem cremes que promovem hidratação profunda na pele e permitem melhor funcionamento das fibras e células. Além disso, os ácidos são capazes de retirar a camada córnea, promovendo uma pele mais macia e melhorando a hidratação do tecido”, afirma.

Porém, após o aparecimento, o tratamento depende da causa e da profundidade das rugas. Por exemplo, rugas de expressão devem ser tratadas com toxina botulínica, paralisando o músculo por baixo da pele, o que significa a perda da expressão pela qual o músculo é responsável. Já as rugas estáticas, que também dependem da ação dos músculos, podem ser tratadas com a toxina botulínica, mas são necessários outros procedimentos que variam conforme a profundidade da ruga. “Rugas superficiais podem ser tratadas apenas com a hidratação da pele, existem inúmeros cosméticos que recuperam a epiderme e derme superficial. Rugas mais profundas, que podem atingir todas as camadas da derme, precisam ser tratadas com peelings mais profundos, lasers e preenchedores com ácido hialurônico. Além destes, os estimuladores de colágeno ou bioestimuladores também podem ser utilizados”, explica Beatriz Lassance.

Segundo a médica, o envelhecimento da pele também pode estar associado a flacidez dos tecidos mais profundos como músculos e ligamentos. Se for o caso, a cirurgia pode se fazer necessária. “É sempre importante lembrar que nenhuma cirurgia substitui o cuidado com a pele. Uma cirurgia facial, chamada de lifting ou ritidoplastia, promove um resultado muito melhor se a pele for bem tratada. Além disso, considero muito importante o trabalho conjunto do cirurgião plástico com o dermatologista”, completa a cirurgiã.

Os sete mandamentos para um cabelo saudável

Especialista lista as principais características que revelam a saúde dos fios e dá dicas de como alcançá-las.

A vitalidade dos cabelos é reflexo não apenas dos procedimentos de beleza, mas da saúde dos fios, que precisam estar sempre hidratados. Mantê-los saudáveis, mesmo com as agressões diárias do clima e dos processos químicos requer cuidados simples, que podem ser feitos em casa.

O consultor Marcio Freoli (SKNY – Stephen Knoll New York), explica quais são as caraterísticas dos cabelos saudáveis e dá dicas que fazem a diferença:

Fios sedosos
Com o passar do tempo, o cabelo se torna mais fraco, seco e com menor elasticidade, dificultando o manuseio. “Além do cuidado diário, existem produtos que auxiliam no resultado da hidratação e proporcionam a leveza necessária para que os fios fiquem sedosos e macios ao toque”, afirma Freoli. É o caso dos condicionadores intensivos, que existem com opções para cabelos coloridos, secos e danificados e para cabelos volumosos e rebeldes.

Brilho natural
Para conseguir o efeito de brilho intenso e luminoso, os fios devem estar bem tratados, saudáveis, com as cutículas fechadas e com uma espécie de película protetora que retém brilho, refletindo assim a luz. “Para ter um cabelo brilhoso, não basta usar um bom shampoo e condicionador, é necessário hidratar sempre, com produtos adequados para proporcionar esse resultado”, afirma o consultor.

Couro cabeludo saudável

A saúde dos cabelos não está concentrada somente nos fios. O cuidado com o couro cabeludo também é importante e tem impacto na beleza dos cabelos. Uma dica do especialista para evitar as descamações no couro cabeludo é não tomar banhos muito quentes e escolher cosméticos indicados para o seu tipo de cabelo.

Elasticidade

Para saber se o cabelo está com elasticidade basta pegar um fio e puxá-lo para cima. Se ele voltar rapidamente, está saudável e elástico. Se ficar franzido ou se partir, significa que a fibra capilar está danificada e, neste caso, é necessário um tratamento mais intenso, com máscaras de tratamento que hidratam o cabelo e reconstroem os fios danificados devolvendo o brilho e a saúde aos cabelos.

Lugar de cabelo é na cabeça

Quando os fios caem excessivamente sem nenhum problema de saúde envolvido, significa que o cabelo não está saudável. As agressões causadas por processos químicos enfraquecem os fios, que ficam quebradiços. Para reverter este quadro, é preciso cuidar da estrutura interna do fio, por meio de uma reconstrução capilar e manutenção periódica do tratamento com hidratação. O ideal é procurar um médico especialista para diagnosticar o problema e indicar o tratamento correto.

Esqueça o embaraço

Cabelos ressecados e finos embaraçam com facilidade, pois as cutículas dos fios estão abertas e as escamas se entrelaçam, formando nós. Então, a dica para evitar os embaraços é manter os cabelos sempre hidratados, com as cutículas seladas. Cremes de tratamento com óleos naturais são bons aliados nessa tarefa porque ajudam a lubrificar os fios. Os finalizadores e óleos reparadores para as pontas, que costumam ser mais ressecadas, também ajudam a evitar que o cabelo embarace.

Pontas únicas

As pontas duplas também são causadas pelo ressecamento dos fios, que faz com que as cutículas do fio se abram e se multipliquem em diversas terminações. “Existem muitas maneiras de evitar as pontas duplas, desde o modo de pentear os cabelos, que não deve quebrar os fios para desembaraçar, até o uso diário de finalizadores e produtos com proteção térmica. A hidratação também é uma maneira de manter os fios com pontas únicas”, orienta Freoli.

Agora, uma dica minha mesmo: A nossa hidratação mais importante é de dentro para fora, então tome muita água. É fundamental na hidratação do nosso cabelo. Isso me foi dito há anos por um médico.

Isabela Teixeira da Costa

 

Assuma os cabelos brancos de vez

Renata Souza, especialista em tratamentos capilares naturais e o tricologista Alberto Cordeiro sugerem quatro passos para assumir os cabelos brancos e encarar o processo de transição.

Cabelos brancos são lindos e facilitam muito a vida de todo mundo, porque não precisamos mais ficar refém da tintura, porém é inegável que demanda cuidados, não só com as madeixas como também com quem as carrega. Isso mesmo, os cabelos brancos costumam envelhecer as pessoas e se não tiver uma certa vaidade, andar com o cabelo arrumado e um pouco de maquiagem, a aparência não fica legal.

Assumir os cabelos brancos pode parecer complicado, não só pelo abandono da tintura – o período de transição é difícil -, mas, também, pelas mudanças causadas na estrutura dos fios como, por exemplo, a tendência maior ao ressecamento. Renata Souza, especialista em tratamentos capilares naturais do SpaDios, e o dermatologista especialista em tricologia Alberto Cordeiro sugerem quatro passos para encarar o processo de transição de forma mais leve e tranquila.

  1. Entenda o processo

“Os cabelos brancos surgem pelo próprio envelhecimento do couro cabeludo. Com o passar dos anos, o stress oxidativo vai aumentando a formação de radicais livres, fazendo com que os fios também envelheçam, formando a canice, que é o termo técnico para cabelo branco”, explica Alberto, que complementa que os cabelos brancos tendem a ser mais grossos, menos flexíveis, e, por isso, mais ressecados.

  1. Tenha paciência

O processo de embranquecimento dos fios leva tempo e pode durar anos até o total crescimento do cabelo grisalho. “A transição requer paciência, pois o seu crescimento inicia da raiz e pode durar cerca de cinco anos, dependendo do comprimento dos cabelos”, conta Renata, que estará com sua equipe de profissionais em Belo Horizonte, em parceria com o Jardim Spa, nos dias 3 e 4 de dezembro.

  1. Transforme seu visual

Uma das soluções possíveis para que a transição seja mais rápida é o corte dos comprimentos dos fios. “Além, da uma transformação na imagem, é uma forma prática que garante um visual mais uniforme no crescimento dos fios brancos”, sugere Renata.

  1. Aposte em tratamentos personalizados

Para o combate ao ressecamento, os tratamentos recomendados são a Infução e o tratamento à base de Aminoácidos. Na combinação dos tratamentos, o primeiro passo é aplicar um blend de ervas, minuciosamente escolhidas, em toda a extensão dos fios e couro cabeludo. Depois, é utilizado um creme exclusivo, rico em colágeno e silício orgânico. Por fim, o tratamento à base dos aminoácios repõe o que organismo deixa de produzir com o passar do tempo, regulando o pH e fechando as cutículas capilares.

Serviço:
SPA Dios Viaja – Edição Belo Horizonte
Local: Jardim Spa
Endereço: Rua Bernardo Guimarães, 338, Cidade Jardim
Telefone: (31) 3292-1380

Cuidados com a pele

Proteger de manhã, reparar à noite. Entenda a atuação diferenciada de cosméticos diurnos e noturnos.

Nunca fui de cuidar da pele, mas este ano conheci a dermatologista Tathya Taranto e decidi tratar da minha pele, afinal, já passei dos 50 e entrei no processo de emagrecimento rápido por causa da cirurgia bariátrica. Ela me deu água micellar e sabonete para limpar a pele e alguns cremes para o dia, protetor solar e um creme para a noite. Tenho que confessar que os do dia uso religiosamente, mas o da noite… Quanta preguiça.

Aí, li um texto de outra dermatologista, não desfazendo da minha de maneira nenhuma, que acho espetacular, mas me abriu os olhos. A especialista Isabel Piatti explica que as necessidades da pele mudam de acordo com o período do dia e quais são os melhores ativos para a um tratamento completo. Ou seja, o que estou fazendo não está adiantando muito, porque falta uma parte importante, por displicência da minha parte.

“Assim como algumas dietas enfatizam consumo de carboidratos no período diurno, para produção de energia, e uma maior ingestão de proteína à noite, as necessidades da pele também são diferentes de acordo com o período do dia. De maneira geral, o período diurno é ideal para hidratação, ação antioxidante e fotoproteção. Já durante a noite, como estamos em repouso, nosso organismo está propício ao reparo celular e biomolecular em relação a todos os órgãos, então os cosméticos devem privilegiar ativos que promovam reparo, regeneração e reorganização celular”, explica Isabel.

Isabel enfatiza que por causa de agressores ambientais como o sol e a poluição, existe a necessidade do uso de ativos com propriedades antioxidantes, além da proteção solar. “Nesse período, por conta desses agressores, há uma maior geração de radicais livres, por isso é fundamental uzar ativos específicos”, comenta a dermatologista. “O indicado são produtos com ativos como: Hydroxyprolisilane CN (estimula a biossíntese de colágeno e reduz a oxidação); Neuroxyl NP (ação preventiva e reparadora antioxidante e antipoluição); a clássica Vitamina C (antioxidante neutralizador de radicais livres e que retarda o envelhecimento intrínseco além de atuar na síntese de colágeno); PCA-Na e Ácido Hialurônico para hidratação; Pentacare NA (que confere efeito tensor imediato, mantém a hidratação e elasticidade); Manteiga exótica (para hidratação e nutrição); e os filtros Dióxido de Titânio (proteção física), Octil Metoxinamato (proteção química) e Tinosorb M (filtro solar de tripla ação — absorvedor UV, dispersor e refletor da luz)”.

Já no período da noite, a atividade de renovação da pele é mais intensa e profunda, por isso são indicados ativos que estimulem ainda mais essa função. “Isso facilita a absorção de outros nutrientes responsáveis pelo processo de reparação, regeneração e nutrição”, enfatiza Isabel. “O ideal são produtos com ativos: DMAE (antioxidante que proporciona efeito tensor, elasticidade, firmeza e tonicidade); Carnosine (ação antiglicante, combate as reações de cross-linking, estimulando a síntese de novas fibras de colágeno); e Raffermine (aumenta a elasticidade e previne a degradação das fibras colágenas e de elastina). Não esqueça também de investir em limpeza, para retirada de partículas poluentes e sujidades que ficam aderidas à pele, e esfoliantes de duas a três vezes por semana, para ajudar no processo de renovação celular”, indica.

Dra. Tathya, prometo que agora vou usar o creme noturno rotineiramente.

Isabela Teixeira da Costa

Lixar os pés é bom?

Adoro lixar meus pés quando vou à pedicure, mas dermatologistas alegam que este hábito não é tão bom e explicam como deve ser feita esfoliação na área.

Tenho costume de fazer meus pés sempre com a Solange, no LG Studio, de Laura Nunes. Solange já conhece os cantinhos que incomodam e tira o que tem que ser retirado na medida certa, lixa meus pés, e como amo uma boa massagem, prefiro não passar esmalte para que o tempo da massagem com creme hidratante seja maior. Como nunca marco hora – jornalista é assim, não consegue ter agenda fixa –, vou na hora que dá, e vez ou outra Solange está ocupada e nem sempre posso esperar ela desocupar.

Em uma dessas vezes fui atendida pela Regina, outra profissional do salão muito competente também. Reparei que ela não lixou meu pé e reclamei a hora. Ela olhou para mim como se olhasse para um ET. E sem nenhuma cerimônia, mas com muita educação disse que não lixava o pé de ninguém, porque não era bom. E muito incomodada disse que se eu fizesse questão lixaria o meu. Como eu vi o tanto que aquilo era quase um “sacrilégio” para ela, abri mão. Fez uma esfoliação no meu pé com uma ótima massagem.

Tenho que confessar que sinto uma sensação de limpeza quando lixam meu pé. É bom demais. Pelo visto a Regina é que está com a razão. A dermatologista Claudia Marçal, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Academia Americana de Dermatologia (AAD), diz que a pele dos pés é naturalmente mais espessa e por isso a esfoliação e hidratação são dois processos importantes nos cuidados com os pés. Mas alerta com relação ao uso das lixas, alegando que elas podem ser prejudiciais.

“A pele dos pés, na região plantar – da sola –, tem em média seis milímetros de espessura e é composta pela epiderme, com uma área que tem mais queratina, que uma proteína morta, por isso é mais espessa. Mesmo que esteja densa demais, lixar – principalmente com lixas elétricas – não é uma boa opção. Quanto mais agressivo for o quadro de esfoliação, maior será o rebote produzido pela pele, com uma resposta natural do corpo de espessamento ainda maior. As lixas elétricas são altamente prejudiciais. Além disso, num primeiro momento, nós podemos perder a capacidade natural de autoproteção, tirando também o estrato córneo natural que protege os pés, o que abre a porta de entrada para fungos e bactérias, além de aumentar a sensibilidade, e ajudar no desenvolvimento de dermatite irritativa ou de contato”, alerta Cláudia, que também não recomenda a retirada de camadas ou de áreas mais grossas da pele com lâminas ou aparelhos elétricos. “A retirada da pele com lâminas ou aparelhos elétricos provoca um dano na estrutura da epiderme e favorece um processo de reconstrução irregular com um quadro de espessamento anômalo.”

Cláudia Marçal recomenda o uso de esfoliantes naturais para resolver o problema da pele da região mais áspera, grossa e esbranquiçada, por conta do acúmulo de queratina. “Esse é um sinal de perda de integridade da barreira cutânea, dessa forma, a pele fica seca, já que não conta com a formação adequada de água e lipídeos. Uma vez que a região da planta dos pés suporta todo o peso do corpo e faz atrito constante com o solado dos calçados, que muitas vezes é constituído por substâncias sintéticas ou couro sintético, ou mesmo os pigmentos presentes nesses materiais, isso acaba provocando um quadro de irritação com tentativa natural de espessamento para autoproteção”, destaca. Ela indica esfoliantes à base de cremes, microesferas em óleos ou creme que esfolia, hidrata e amacia.

“A esfoliação natural é a melhor forma para resolver o problema com a pele dos pés mais grossa. Antes de esfoliar, os pés devem ser embebidos numa solução que pode ser de água com uma mistura de óleos, ou mesmo com alguns extratos naturais (de mentha piperita, de hortelã, de óleo de alecrim ou de amêndoas) e só depois fazer a esfoliação, em movimentos circulares e na região do dorso e da planta dos pés, e posteriormente a hidratação. Os pés úmidos facilitam a retirada do processo das células mortas, ou seja, a queratina. E não há a possibilidade de machucar, uma vez que, com a pele úmida, há um processo melhor de esfoliação e depois de hidratação. A pedra pomes úmida pode ser usada em alguns casos para que sejam retirados somente os espessamentos necessários”, esclarece Cláudia.

A dermatologista ensina soluções caseiras como esfoliantes: “Podemos usar sal grosso, numa emulsão com óleos naturais, ou mistura de açúcar com mel para fazer a esfoliação e logo depois o uso de um bom creme hidratante à base de lanolina, vaselina, manteiga de karité, Vitamina E, Pro Vitamina B5 e a ureia. É fundamental fazer hidratação reparadora e compensatória para evitar que haja o efeito rebote”, detalha.

“Muitas vezes percebemos a descamação que pode ser causada apenas pelo processo de secura excessiva, mas pode ser devido a uma alteração muito comum na planta dos pés chamada desidrose, ou um processo de doença desidrótica. Ela ocorre por uma hipersudorese local que provoca um quadro de dermatite de contato, que pode ser contaminado secundariamente por fungos e bactérias. Apenas a questão da planta dos pés estar esbranquiçada, na maioria das vezes, não é sinônimo de doença, mas de falta de hidratação. Quando isso ocorre de uma maneira progressiva, a pele pode ficar mais áspera, mais rugosa e com a formação de pequenas fissuras, principalmente na região dos calcanhares. Por isso, a esfoliação e hidratação são fundamentais”, finaliza.

Isabela Teixeira da Costa

Como tratar e prevenir as estrias

Dra. Tathya Taranto / Foto Lucas Bacelar

As estrias incomodam muito, tanto mulheres, quanto os homens e são mais chatinhas de tratar, mas não desanimem, é possível.

A dermatologista Tathya Taranto, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), enviou um texto bem esclaredor sobre as incômodas estrias, que publico na íntegra abaixo.

“Embora mais comum em mulheres, as estrias também aparecem nos homens, podendo surgir na adolescência, mais comuns nas costas e nos braços, e naqueles que malham pesado, surgindo nos ombros. As estrias são cicatrizes causadas por ruptura das fibras elásticas e colágenos presentes na derme e são motivo de incômodo para muitas pessoas. Esses danos geralmente são causados por estiramentos abruptos da pele, que geram ruptura dessas fibras, deixando marcas lineares no local. Elas podem coçar e arder, mas em geral aparecem de forma silenciosa e sem nenhum sintoma aparente. Podem ser classificadas em recentes e antigas. A primeira é caracterizada pela cor rósea ou púrpura e, a segunda, pelo aspecto esbranquiçado.

Diversos fatores contribuem para o seu aparecimento, mas basicamente ela surge quando há algum esticamento de pele, resultado do aumento rápido de peso, gravidez, colocação de silicone, distúrbios hormonais ou uso de anabolizantes. Vale lembrar que fatores genéticos e uso prolongado de alguns medicamentos também estão associados ao surgimento de estrias.

Entre as perguntas mais frequentes de quem sofre do problema são: se é possível removê-las e se existem formas de evitá-las. Só é possível responder essas questões após consulta com um dermatologista. Depois de examinar o paciente poderemos definir o melhor procedimento e realizar o tratamento mais adequado para o seu caso. O tratamento pode ser feito através de cremes com ácido retinoico, ácido glicólico ou com vitamina C, microdermoabrasão, radiofrequência, microagulhamento. Existem ainda vários tipos de luzes e lasers, como luz intensa pulsada, ND YAG, lasers fracionados não ablativos e ablativos, peelings. É importante ressaltar que ainda não existe nenhuma forma de curar as estrias. O que se pode fazer é melhorar sua aparência significativamente. É de extrema importância beber muita água e hidratar a pele, pois a hidratação e elasticidade são fundamentais para evitar o surgimento das estrias”.

 

5 regras da boa barba

Barba é muito bonito, mas deve ser bem tratada, cuidada, hidratada e aparada.

A barba faz parte do visual do homem moderno. Porém, não basta apenas deixá-la crescer, é necessário tomar cuidados para deixá-la sempre com um aspecto bonito, limpa e arrumada. Seguir algumas regrinhas de rotina é fundamental para alcançar este objetivo.

  1. Defina um estilo

Existem diversos estilos de barba, como a barba média, por fazer, longa, cheia, mas nem todos vão combinar com o seu. Para escolher a ideal é indicado ter como base o formato do rosto. Isto ajuda a harmonizar a barba com os traços da face. Por exemplo, para quem tem um rosto mais arredondado, a que fica mais longa no queixo ajuda a afiná-lo. Outra opção para definir o estilo é combinar a barba com o corte de cabelo. Para fazer isto sem errar, é legal pedir a sugestão de um profissional experiente.

  1. Apare a sua barba

Seja qual for o estilo escolhido, é muito importante para uma barba de respeito deixá-la sempre bem aparada. Quando os fios ficam desordenados, arrepiados demais, ou com aspecto danificado, isto tira a harmonia do visual. É preciso cuidar do desenho, deixá-la bem modelada, saber como removê-la e também evitar que os pelos encravem na pele, acarretando um problema de pseudofoliculite e seborreia.

  1. Mantenha a higiene

Barbas pequenas ou grandes, não importa, a higiene é um item indispensável. A barba acumula ao longo do dia muitas impurezas, poluição, gordura, resto de bebidas e alimentos, devido a isso, é necessário lavá-la diariamente. Esqueça a água e o sabonete. Atualmente, existem produtos específicos próprios para a limpeza da barba, como shampoos e condicionadores e até mesmo óleos para o fortalecimento e hidratação dos fios.

  1. Use os produtos certos

Além dos shampoos, óleos e condicionadores, também é legal adquirir uma loção pré-barba para amaciar os fios, balm de barba para acalmar a pele e evitar irritações, esfoliantes faciais para estimular a renovação da pele, além de alguns óleos especiais (beard oil) e um produto que dê uniformidade à cor dos fios, fazendo a barba parecer mais cheia. Vá aos poucos, experimentando e montando seu kit de apoio.

  1. Não esqueça o bigode

Assim como a barba, todos os cuidados mencionados acima valem para o bigode. Não adianta nada a barba estar perfeitinha, bem aparada, com o volume ideal e limpa, se o bigode está desarrumado, com fios brancos e bagunçando todo o look. E lembre-se: nada de bigode caindo na boca, ele também precisa ser aparado. Além disso, o desenho do bigode precisa combinar com o estilo da barba. Para quem fuma ou que possui muitos fios brancos, é fundamental usar produtos para ajudar na coloração.

Agora é só ser feliz com a sua barba!

Erros que podem detonar a pele no inverno

Deixar de cuidar da pele no inverno é um grande erro, porque ela fica ressecada.

Usar um hidratante qualquer pode desidratar a pele, esquecer do protetor solar e abusar dos ingredientes abrasivos: esses são só alguns dos erros que podem detonar sua pele no inverno. A farmacêutica especialista em dermocosméticos Mika Yamaguchi explica como fazer opções corretas no cuidado com a pele

Como a pele produz menos oleosidade natural, devido à falta de luz e calor do período, o ressecamento e a sensação de incômodo aparece principalmente na pele do rosto, que é a mais exposta ao vento e poluição. “Durante o período de inverno, o clima seco propicia o aparecimento de muitas dermatites e alergias. A pele reflete diretamente, ficando mais avermelhada e irritada, ressecada, pelo alto grau de poluição que temos neste período, sendo necessário cuidados especiais”, explica Mika. Para evitar alguns problemas, selecionamos aqui alguns erros básicos que devem ser evitados:

Não passar protetor solar — O fotoprotetor é de uso diário e eterno: “A radiação Ultravioleta, também no inverno, provoca danos que comprometem a estrutura de sustentação da pele, causando o aparecimento precoce de rugas e flacidez, além das manchas como reação à fotoexposição. É preciso passar protetor de quatro em quatro horas em ambientes fechados e de duas em duas horas em fotoexposição direta. Ativos antioxidantes como Ascorbosilane C e OTZ 10 também podem ser incorporados ao protetor como forma de evitar e reverter danos, protegendo principalmente a pele contra os danos da luz visível também”, explica.

Usar qualquer hidratante — “Existem hidratantes que desidratam!”, diz Mika. “Isso ocorre em produtos que usam, na base, um tipo de tecnologia que ajuda a emulsionar (o etoxilado). Se eu tenho um emulsionante que tem essa capacidade de emulsionar água e lipídeo (os dois constituintes do nosso manto hidrolipídico) em um creme, na hora em que ele entra em contato com a pele, se for muito forte, vai emulsionar o meu manto hidrolipídico e, ao invés de hidratar, ele vai romper a função de barreira natural e vai começar a desidratar.” O ideal é buscar produtos cujos veículos sejam à base de Fosfolipídeos que formam uma segunda pele e protegem a pele de forma mais efetiva diminuindo a perda de água por evaporação. “Hyaxel é um ácido hialurônico, de baixo peso molecular e vetorizado ao silício orgânico, que tem a capacidade de aumentar a expressão genica de proteínas como aquaporinas, filagrinas, loicrinas e outras importantes para aumentar a auto hidratação. Já DSH CN tem alto peso molecular, forma um filme de retenção hídrica e devolve elasticidade ao tecido cutâneo”, acrescenta.

Usar hidratante não é o bastante — A hidratação da pele deve ser dinâmica, por isso beber bastante água é importante independente da estação. Além disso, alguns nutracêuticos também são recomendados para uma hidratação dinâmica (de dentro para fora): “FC Oral, ou as chamadas cápsulas de caviar, contém um componente importante, o ômega 3 vetorizado pelo fosfolipídeo, que possui uma identidade com a membrana celular.”

Tomar banhos muito quentes — Ficar mais de 15 minutos em uma ducha quente é mais que o suficiente para comprometer a camada hidrolipídica da pele, que segura a hidratação. “Dessa forma, a pele perde água e lipídeos, o que compromete sua função de barreira. O ideal é banho morno e logo após o banho hidratar a pele”, explica.

Esquecer dos pés, mãos e corpo — Hidratar essas regiões é fundamental. “No caso dos pés, passar o hidratante a base de fosfolipideos ou Nutriomega 3, 6, 7 e 9 e colocar uma meia de algodão ajuda a pele a absorver o produto mais facilmente. Nas mãos, invista nos ácidos hialurônicos. No corpo, a reposição lipídica deve ser eficiente, com opções como Dry Oil que tem na sua composição de karite, purcelin que podem ser associados a outros óleos, restabelecendo a hidratação da pele”, indica.

Abusar dos retinóides — Para tratamento de acne, manchas e rejuvenescimento, os retinóides costumam ser a primeira opção. “Mas devem ser usados com parcimônia e orientados por dermatologistas. Seu uso contínuo pode causar hipersensibilidade cutânea, vermelhidão e irritabilidade”, alerta Mika. Nesse sentido, cremes manipulados com Lanablue podem ser uma alternativa natural e segura ao retinol. “Possui elevados índices de vitaminas do complexo B, além de aminoácidos e pigmentos específicos. Suaviza linhas, rugas e densifica a epiderme”, explica.

Abusar de produtos muito abrasivos para acne — “Como esse já é um período em que a pele tende a ficar mais ressecada, o uso excessivo de secativos pode sensibilizar a pele e provocar efeito rebote, com piora da oleosidade e acne”, comenta. O ideal é evitar usar em excesso produtos que contenham muito álcool, como os tônicos. “Uma boa alternativa são os extratos botânicos. E nesse caso, o ingrediente Acneol SR é uma boa opção para tratar acne”. O ativo pode ser manipulado em sabonetes, mousses de limpeza, secativos e em géis equilibrantes juntamente com Lecigel, que confere hidratação e toque suave, sempre consulte um dermatologista, que lhe fará a indicação adequada das doses conforme o grau do acne.

Esquecer dos cremes reparadores — Além da hidratação, produtos que promovam reparação celular são essenciais. “No inverno, a concentração de poluentes na atmosfera fica maior. É necessária uma limpeza eficiente”, comenta. Para dar um booster de renovação nas células, as cápsulas de Bio-Arct podem ajudar: “O ativo triplica a produção de energia nas mitocôndrias e deixa a pele mais oxigenada e com capacidade de trocar nutrientes de uma forma mais efetiva”, finaliza.

Alopécia Areata

alopecia2Queda repentina de pelos ou cabelos é doença e tem nome: Alopécia Areata, que pode estar associada ao lúpus, vitiligo e tireoidite.

Muitas pessoas não sabem, mas a queda repentina de pelos ou cabelos em uma ou mais áreas específicas da cabeça ou da barba, sobrancelhas, braços e pernas, pode ser uma doença: Alopécia Areata, que já atinge cerca de 2% da população mundial. Conhecida vulgarmente como “pelada”, pode ser desencadeada por fatores genéticos, autoimunes e principalmente emocionais. ‘’O estresse é mais uma vez um dos principais causadores da alopecia areata. Traumas físicos e quadros infecciosos também podem desencadear ou agravar um quadro doença. Há também a possibilidade de associação com outras doenças autoimune, como lúpus, vitiligo e tireoidite’’, explica a médica tricologista, especialista em cabelos, Cristiane Câmara Alves.

alopecia1Nas mulheres, este tipo de alopecia só aparece na parte dianteira do couro cabeludo e, na maioria das vezes, não deixa a cabeça totalmente vazia, “A extensão da perda de cabelo varia. Em alguns casos, pode acontecer apenas em pontos isolados. Em outros, a perda de cabelo pode ser maior. Há casos raros, em que o paciente perde todo o cabelo da cabeça. Quando isso ocorre, chamamos de alopécia areata total. Quando caem os pelos de todo o corpo, é alopécia areata universal’’, conta.

Esta é uma doença que ninguém quer ter, não por se tratar de uma doença grave, mas por sua visibilidade, assim como o vitiligo. Não é possível esconder, a não ser que passe a usar chapéu. Segundo a médica, em algumas pessoas o cabelo cresce de novo, mas cai novamente mais tarde. Em outras, o cabelo volta a crescer e não cai mais. Cada caso é único. Mesmo que perca todo o cabelo, há chance de que ele cresça novamente.

Os tratamentos mais indicados podem ser injeção de esteroides sob a superfície da pele, medicamentos aplicados à pele, terapia com luz ultravioleta e medicação administrada por via oral. Vale ressaltar que os tratamentos são mais eficazes em casos mais leves da doença.