Por um futuro melhor

Projetos em BH mudam a vida de moradores de rua.

Um dos graves problemas sociais do Brasil é o morador de rua. Infelizmente, são completamente ignorados por quem passa por eles. Quando alguém está caminhando, não escuta a voz pedindo esmola e nem sequer enxerga a mão estendida esperando ajuda. Algumas pessoas chegam a mudar o trajeto para evitar passar no quarteirão onde haja um pedinte. Agem dessa forma, assim que o avistam, por medo de que algo ocorra.
Atitudes como essas, de temor e indiferença, fazem com que eles se sintam piores do que já estão. Em vários relatos de ex-moradores de rua, o que mais se ouve é a perda da dignidade, que eles se sentem um lixo ao receber olhares de desprezo e indiferença.
O que mais entristece é o fato de abrigos oferecidos pelo município estarem infestados de percevejos. Vários moradores de rua vão até lá para usar os banheiros e receber alimentação. Porém, preferem dormir ao relento, na porta dos prédios, a serem picados por insetos.
Há algum tempo, surgiu em Belo Horizonte um projeto muito interessante, o Cidade Refúgio, que tira as pessoas das ruas e oferece tratamento contra o vício das drogas e do alcool, além de alfabetizar e ensinar uma profissão. A proposta é reinserir o indivíduo na sociedade e na família.
O trabalho é feito com homens e mulheres de 18 a 55 anos em situação de rua e com quadro de dependência química. A maioria não tem vínculos familiares ou comunitários. Nem todos são alfabetizados e muitos jamais tiveram trabalho, mesmo informal. A maioria chega ao Cidade Refúgio com a saúde debilitada pelo uso contínuo de drogas, más condições de vida e exposição ao relento.
Os atendidos passam por uma avaliação para analisar seu desejo e interesse de mudança, descobrir sua história pregressa nas ruas e nas drogas, conhecer sua saúde, vínculos familiares, pendências jurídicas, etc. Se aprovado, é encaminhado para a sede da Cidade Refúgio, uma fazenda na região de Raposos.
Depois do processo de adaptação e desintoxicação, ele entra para a rotina diária: terapias ocupacionais, aconselhamentos, atividades direcionadas, estudos e palestras específicas, acompanhamento psicossocial, espiritual e médico. Há projetos de reinserção social com cursos profissionalizantes de alvenaria, acabamento, pintura, gesso, bombeiro, eletricista, padeiro, confeiteiro, pizzaiolo, garçom, corte e costura, silk, jardinagem e paisagismo.
A parte final do tratamento é o retorno do ex-morador de rua e ex-dependente químico à sociedade, já empregado, com a ajuda do projeto.
Outro programa muito interessante, iniciado há cerca de um ano, é a corrida de moradores de rua. Apesar de o governo não ter política esportiva para reinserção social, um grupo de jovens começou a correr com algumas dessas pessoas da região da Floresta, em BH.
A psicóloga Érica Machado foi conhecer o abrigo e, conversando com um morador, percebeu que uma das queixas era não ter o que fazer. Ela fez parceria com o Sebrae, que agora oferece cursos para a turma interessada, e chamou o amigo Bernardo Santana para desenvolver atividades físicas com os homens. Bernardo arregimentou voluntários e nasceu aí a corrida, com treinos às segundas, quartas e sextas-feiras, bem cedinho, no Parque Municipal. Vários deles largaram as drogas e a bebida. Até participaram de maratona. Os voluntários arrecadam doações para os novos amigos.
Atitudes assim fazem toda a diferença na vida de pessoas que foram parar nas ruas e sonham sair de lá.

Isabela Teixeira da Costa

Noivos estão usando o casamento para ganhar dinheiro

Não consigo engolir esta nova onda de noivos pedirem dinheiro de presente de casamento para os convidados, alegando ser para a lua de mel.

Gosto muito dos avanços tecnológicos. Sou dessas que curto novidades e tento ter de um tudo. Saiu computador (põe tempo nisso), comprei. Lançaram a tela de plasma para o PC, troquei a minha. Reduziram o tamanho do computador de mesa, o tradicional desktop deu lugar ao all in one, troquei o meu. Televisão então, nem se fala, sou telemaníaca, só durmo com a TV ligada. Para mim, uma das granes invenções do século foi o timer no aparelho, bom demais! Por falar em melhor invenção do século, quando estávamos para passar para o século 21 saiu essa pesquisa informal, de qual teria sido a melhor invenção do século 20. As pessoas diziam televisão, telefone, foguete, luz elétrica, geladeira. Minha amiga Silva Moysés, na maior sinceridade desbancou todo mundo respondendo vaso sanitário. Tive que concordar com ela. Imagina a gente tendo que usar fossa ou penico até hoje?
Voltando à vaca fria, quando lançaram o celular, claro que comprei. Fui daquelas que teve o tijolão, e a cada modelo menor, ia trocando. Agora já voltei ao tijolão de novo, porque em época de smartphone, fotografia e redes sociais, os aparelhos cresceram novamente. Isso se tornou um problema quando vou a casamentos, pois não cabe na maioria das bolsas de festa.
Minha única resistência foi com relação ao tablet. Não via muita utilidade para ele, porém, quando descobri um problema grave na minha cervical – tenho as cinco vértebras do pescoço comprimidas – tive que ficar cerca de 20 dias de colar cervical e não podia olhar para computador. Estava organizando um evento da Jornada Solidária. Imagine, eu, em casa de repouso, sem poder mexer no computador e minha equipe trabalhando sozinha. Não teve jeito, comprei um Ipad, punha um monte de travesseiros no meu colo para que o aparelho ficasse na altura dos meus olhos – não podia mexer com o pescoço – e com isso pude receber e enviar e-mails e dar continuidade, mesmo que à distância, ao trabalho. Aí passei a gostar da engenhoca.
Note book só comprei depois que abri meu site, o isabelateixeiradacosta.com.br, e tive que viajar. A atualização e postagem via tablet é demorada e difícil, tive muitos problemas e acabei ficando alguns dias sem publicar as crônicas. Gosto de redes sociais, uso moderadamente, acompanho as outras pessoas também, com equilíbrio.
Porém, tem uma onda nova que não consigo engolir. Há um tempo que dentro dessa indústria do casamento surgiram sites de orientação para os noivos. Muito legais por sinal, e junto com eles, as listas de presentes virtuais. Até aí, tudo bem. Cada casal agora tem seu site com fotos dos noivos, a história deles, como será o casório, espaço para os convidados deixarem mensagens e as lojas onde fizeram a lista de presentes. Tem inclusive o link para o site das lojas, com a lista do casal, e as compras podem ser feitas por ali mesmo, facilitando, e muito, a vida de quem vai presentear. Principalmente, quando os noivos moram fora. Compramos aqui e o presente é entregue lá, até porque a maioria das lojas tem filiais em vários estados.
Mas junto com toda essa facilidade surgiu um modismo que acho, no mínimo esquisito: os noivos agora pedem dinheiro de presente de casamento. Oi? Como? Isso mesmo, eles agora querem viajar de lua de mel, não tem dinheiro e querem que os convidados paguem a conta. Ou, em vez de ganhar presente, querem o dindin, para rechear a conta bancária. Sinto muito, acho isso muito deselegante, chegando a ser mal educado mesmo. O presente de casamento é uma forma do casal ter uma lembrança da pessoa que ele convidou, que parte-se do principio ser alguém que eles gostem.
Já ouvi alguns jovens dizerem que pedem dinheiro para custearem a festa que fica muito cara. Outros chegaram ao cúmulo de falar que fazem casamento fora porque assim eles convidam muita gente, ganham bastante dinheiro de presente, mas como a cerimônia é em outro estado ou país, vão poucas pessoas e o gasto deles é menor. Fiquei pasma com o novo golpe, com a cara de pau de assumirem o plano e de terem coragem de fazer isso.
#pronto falei.

Isabela Teixeira da Costa

Investindo na qualificação dos profissionais

Hospital Felício Rocho tem forte setor de pesquisas que inclui área de treinamento em cirurgia de robótica para médicos do interior e de outros estados.

Ilustração Son Salvador

Todo e qualquer problema de saúde que tinha sempre me dirigia ao Hospital Mater Dei por vários motivos: meu plano de saúde cobria o atendimento naquele hospital, confio na equipe médica, é próximo da minha casa (quando estamos passando mal quanto mais rápido o atendimento, melhor), sou amiga da família Salvador, etc. Sempre fui muito bem atendida, com agilidade e qualidade.
Troquei de Plano de Saúde e o Mater Dei não faz parte dos hospitais conveniados. Tenho que confessar que fiquei arrasada. Só pensava em algum momento de urgência e para onde iria correr? Paciência. Fui pesquisar quais seriam meus socorros. Tinha o Hospital Life Center – que fica perto do meu trabalho e longe da minha casa – e o Hospital Felício Rocho, que também é relativamente perto de casa.
Não deu outra, tive cólica renal e corri para lá. Sou amiga desde a infância, de um anestesista de lá, dr. Sérgio Botrel – irmão de uma das minhas melhores amigas, Sandra –, mas não queria incomodá-lo. Só mandei mensagem depois de já ter sido atendida. Aquela máxima, seguro morreu de velho. Vai que passo aperto e preciso de ajuda… Porém, fui muito bem atendida sem nenhuma interferência superior. De lá não saí, pois o rim estava bloqueado com o cálculo e teria que passar por uma intervenção cirúrgica no dia seguinte.
Deus é tão bom comigo que me colocou nas mãos do chefe da urologia de lá, dr. Francisco Guerra, ou seja, o melhor. Só fiquei sabendo depois do procedimento, que deu certo. Mas precisei, depois de algumas semanas, de passar por uma segunda intervenção para retirada dos cálculos que estavam dentro do rim. O médico que tinha feito o ultrassom chegou a dizer que eram tantas pedras que se fossem esmeraldas eu estaria milionária. Pena que era tudo cascalho mesmo.
Quando fui ao consultório do dr. Francisco conversamos muito sobre o Hospital Felício Rocho e ele me contou algumas coisas que fazem por lá, no setor de pesquisas, que me encantou. No dia que fui retirar o cateter, tive o prazer de conferir ao vivo. Lá é um verdadeiro hospital/escola prática para médicos. Ao lado do grande auditório que transmite as cirurgias em geral, inclusive as de robótica – mais nova técnica utilizada nos melhores hospitais do mundo –, possuem três salas com equipamentos individuais usados em cirurgias de videolaparoscopia e robótica, para que profissionais do interior e de outros estados possam e treinar o manuseio por dias, em próteses que representam com perfeição partes do corpo humano. Em minha visita presenciei uma turma de cerca de 60 médicos treinando sutura com os braços mecânicos. Tenho que dizer que não é nada fácil.
Achei fascinante tal iniciativa, pois prepara os profissionais para os procedimentos mais modernos. Só quem já passou por uma cirurgia sem necessidade de grandes cortes no corpo sabe como a recuperação é muito melhor. Tanto por causa da rápida cicatrização (muito mais fácil 5 cortes pequenos do que um grande), quando por segurança para evitar possível entrada de infecção. Portanto, quanto maior o número de médicos preparados para as novas técnicas, espalhados Brasil a fora, melhor para a população. Só é necessário o governo equipar os hospitais e não deixar os equipamentos ficarem fechados por anos, envelhecendo e ficando ultrapassado, sem uso, como vemos, com frequência, em matérias veiculadas pela imprensa.
É impressionante o avanço da medicina, acho que só na odontologia que as coisas caminham mais lentamente. Tudo bem que já existe o implante, que é maravilhoso, mas a anestesia com aquela agulha enorme, e o barulho do motorzinho que aterroriza todo mundo já deveria ter sido revisto pelas novas tecnologias…

Isabela Teixeira da Costa

Dia Mundial do Diabetes

Próxima terça comemora-se o Dia Mundial do diabetes, doença perigosa e silenciosa que atinge mais de 18 milões de pessoas no Brasil.

Na próxima terça-feira, 14, é comemorado o Dia Mundial do Diabetes, data criada em 1991 pela International Diabetes Foundation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para conscientizar as pessoas sobre os perigos da doença, que afeta quase 9% da população, o que corresponde a mais de 18 milhões de pessoas. Com este expressivo número, o mais grave é que em 10 anos o número de casos cresceu cerca de 62% no país. Os médicos ressaltam que o mais importante é prevenir.
De acordo com a endocrinologista Livia Faccine, do Hospital Santa Paula, o aumento é resultado da falta de cuidados de rotina com a saúde e o estilo de vida cada vez mais acelerado com pouca atenção à alimentação. “Os problemas decorrentes da urbanização, como estresse e falta de tempo, muitas vezes levam o indivíduo à má alimentação e ao sedentarismo que, somados à predisposição genética, podem resultar em sobrepeso e obesidade. Juntos, esses são fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes, uma doença crônica e silenciosa com a qual o paciente deverá conviver durante a vida toda”, relata a médica.
É impressionante o grande número de pessoas que possuem a doença e não sabem. Com frequência a TV Alterosa faz em BH e cidades da Região Metropolitana a Caravana Alterosa, que traz vários serviços de utilidade para o cidadão, entre eles, medição de glicose. Não são poucos os resultados com altos índices glicêmicos. Várias vezes o carro da TV já precisou levar pessoas do exame diretamente para o Pronto Atendimento hospitalar pois apresentavam resultados máximos na máquina, que é 600mg/dl. E quando são informados dos valores ficam surpresos dizendo que nunca souberam que tinham problema de glicose. É assustador ver como a glicose no sangue pode chegar a índices tão altos sem ter nenhuma alteração no estado normal do corpo.
Apesar de existirem diferentes tipos da doença, os mais conhecidos são o diabetes tipo 1 e o tipo 2. O tipo 1 é caracterizado pela falência das células beta no pâncreas e é mais comum em pessoas com idade abaixo dos 35 anos. Já o tipo 2 ocorre por resistência à ação da insulina, tendo a obesidade como um dos principais responsáveis, e é este tipo o de maior incidência no país. Entre a população com escolaridade baixa a incidência do diabetes é quase três vezes maior porque têm menor conhecimento sobre a doença e portanto não sabem prevenir.
Segundo Livia Faccine, os sintomas do diabetes tipo 1 podem incluir excesso de sede, perda de peso repentina e acelerada, fome exagerada, cansaço, vontade de urinar com frequência, problemas na cicatrização, visão embaçada e, em alguns casos, vômitos e dores estomacais. Já o diabetes tipo 2, o comum, não apresenta sintomas, exceto quando a glicemia está muito elevada, aí pode-se apresentar os mesmos sintomas do diabetes tipo 1.
Números divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o diabetes afeta mais mulheres do que homens. Enquanto 7,8% dos brasileiros foram diagnosticados com a doença, 9,9% das mulheres do país apresentam a doença. “O diabetes exerce um impacto maior nas artérias femininas do que nas masculinas. O fato é comprovado cientificamente, mas ainda não se sabe a razão”, relata a médica.
O tratamento inclui medicações de uso oral e opções injetáveis, como a insulina. Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas são necessárias em alguns casos. Associado ao uso das medicações, é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas.

Isabela Teixeira da Costa

Venda que faz o bem

Bazar beneficente é boa opção para compra de presentes e ajuda o próximo.

Com o calendário caminhando em direção ao Natal, uma boa opção é conferir as novidades dos bazares que se espalham pela cidade. Além de oferecerem presentes personalizados, geralmente no estilo feito à mão, há a vantagem dos preços bem competitivos. Nos dias 24 e 25 de novembro, será a vez do UP Showroom, um espaço de vendas diversificado, que será realizado no hotel Holiday In, na Savassi.

Quem passar por lá, poderá ver um pouco de tudo – arte, artesanato, design, moda, linha home, decoração. Nesse universo eclético, poderão ser apreciados os jogos de cama, mesa e banho do Atelier de Bordados, de Esmeraldas, que resgata técnicas antigas como crivos e richelieu, e os bordados de Alda Campolina, exibidos em peças requintadas em linho e cambraia, todas elas em legítimo handmade. De toalhas de lavabo à almofadas, tudo passa pelas mãos de Alda. Elvira Diniz comparece com jogos americanos em tecidos nobres, que variam entre tons sóbrios e elegantes e cores vivas, estampados e listras em degradê.

É também das mãos de Domingos Sávio, da Gariglio Design, que nasce uma linha de joias autorais, tendência que se consolida em todo mundo na produção de acessórios de luxo. O destino é um público que procura peças únicas que fogem ao lugar comum, resultado de um trabalho original e ousado, com componentes retirados da natureza, em coleções seriadas. A Acessore-se também estará presente no Up Showroom, representando a marca Vanea Trezza, que se carateriza pela montagem manual das bijuterias.

Já a Vicentina Criações investe em uma linha de bolsas customizadas, no conceito ecobags, e em conjuntos divertidos e coloridos de aventais e “toques” – aqueles chapéus que os cozinheiros, geralmente, usam na cabeça. Não faltarão, no bazar, as caixas e bandejas em decoupage e os trabalhos espelhados das Amigas do Artesanato. Bernadette Santiago exporá suas cerâmicas modernas e exclusivas, que dão um toque especial à qualquer ambiente. Belos muranos também estarão em exposição. Flora Iscold vai levar suas charmosas banquetinhas em patchwork, cada uma com estilo diferente. Elas cabem em qualquer local da casa, funcionando como móvel auxiliar.

As ofertas não param por aí: na área de moda, além de marcas autorais, há uma seção de “desapego” com roupas usadas em ótimo estado de conservação, os óculos da Moon – que são o sucesso do momento por seu design arrojado -, e bolsas e carteiras artesanais em couro e tecidos.

Suculentas, ótimas para cultivar, por serem resistentes, e as samambaias que voltaram à cena com tudo, também poderão ser vistas no Up Showroom. E mais: bonecos em crochê, pijaminhas, objetos religiosos ornamentais, guardanapos e porta-guardanapos, sousplats , panos de prato e de cozinha, entre outras muitas novidades.

 

Isabela Teixeira da Costa

Moda para pensar

Ronaldo Fraga desfila coleção inédita contra xenofobia, em Buenos Aires, e valoriza as raízes dos imigrantes e povos originários da América do Sul.

Ronaldo Fraga e os modelos

Muita gente por aí acha que roupa é apenas algo para se cobrir e não sair nu pela rua. Porém, é muito mais do que isso, o mercado da moda movimenta trilhões de dólares por ano no mundo todo. Até esses “desinformados” ou indiferentes que pensam que usam qualquer coisa e tudo bem, vestem de acordo com o que a moda dita, pois os lojistas compram o que o mercado oferece, e só oferta o que a moda dita. Bonito ou feio, foi ditado pela moda. Clássico ou de vanguarda? A moda ditou. Acabou por aí? Não.

A moda tem desempenhado um papel que vai além do estilo. Tem levantado bandeiras, gritado alto contra preconceitos e tem conseguido se fazer ouvir. Podemos buscar exemplos longe como a nova coleção de acessórios do designer francês Christian Louboutin que tem como conceito e slogan “Olhos e coração abertos, e por favor, sem selfies!”, em um protesto contra o excesso de exposição e o distanciamento das relações pessoais. Mas prefiro destacar a prata da casa: o estilista Ronaldo Fraga, que há algum tempo tem surpreendido em seus desfiles que destacam problemas que na maioria das vezes a sociedade finge não enxergar, ou rejeita abertamente, como questões ambientais, sociais e de preconceito.

A mais nova bandeira levantada pelo mineiro foi contra a xenofobia, em seu desfile na Bienal Internacional de Arte Contemporânea (BIENALSUR), em Buenos Aires. O evento mostrou que moda está intrinsecamente ligada à arte, quando alguns criadores encontram nos desenhos de suas roupas um meio para expressar com arte as inquietudes da vida.

A visão diferenciada da BIENALSUR, que é realizada em 16 países simultaneamente, com mais de 100 exposições de arte urbana, performances e mostras de vídeos às coleções de importantes museus – teve um de seus grandes momentos com a abertura da mostra Gênesis – Cultura sem Fronteiras, do estilista Ronaldo Fraga, no Hotel dos Imigrantes de Buenos Aires, sede principal da bienal. Atletas, escritores, artistas plásticos e diversas personalidades da Argentina fizeram parte da performance criada pelo estilista, que expressou e reivindicou a riqueza cultural dos sul-americanos, através de uma coleção inspirada em ampla pesquisa antropológica dos saberes dos povos originários e dos que chegaram a este continente. Esse caldeirão de origens – no momento em que cresce a xenofobia, o medo e a rejeição ao outro – foi traduzido no desfile no qual Fraga incluiu quatro jovens estilistas argentinos que, em apenas 24 horas, transformaram um vestido branco de sua criação em “tela” artística, em processo documentado ao vivo.

Isabela Teixeira da Costa

di.vi.no bazar

A coluna abre as portas para trabalhos sérios, beneficentes, de uma turma que trabalha no bem-estar do próximo.

Chega o final do ano e começa a temporada de bazares. Como sempre, a coluna abre as portas para divulgar os trabalhos sérios, beneficentes, de uma turma que trabalha arduamente o ano todo pensando no bem-estar do próximo. No próximo final de semana, sábado, dia 11, e domingo, dia 12, será a sétima vez em que a Fundamigo realizará o di.vi.no Brechó. Tudo começou quando um grupo de voluntárias da instituição decidiu arrecadar junto às amigas peças de roupas usadas em ótimo estado de conservação para fazer um brechó beneficente. Mary Design, ao saber da ideia, ofereceu suas bijus e acessórios, junto com a Patogê com seus jeans, e um empresário de setor da construção civil emprestou o imóvel.

O sucesso do evento foi tão grande que, de lá pra cá, mais e mais empresas aderiram ao projeto, assim como mais pessoas decidiram retirar de seus armários peças que não usam mais (algumas novinhas, ainda com etiqueta) e entregar nas mãos das voluntárias. A coordenação está sob a batuta da colunista do Caderno Feminino deste jornal, Patrícia Espírito Santo, em conjunto com a design de bijus Mary Arantes.

São parceiras desta edição: Alphorria, Ana Luiza Decorações, Arezzo, Atroz, B.Bouclé, Cellso Afonso, Cosh, Coven, Drogaria Araújo, Editora Miguilim, Elza Cosméticos, Equipage, Fátima Scofield, Frutacor, Holambelo, Itten, Jardin, Madrepérola, Mary Design, Molett, Patogê, Precoce, Regina Misk, Rogério Lima, Sempre Vivalinda, Saritur, Simone Gomes, Thaís Dias Crocheteria, Tetê Rezende, Think e Viarella. O di.vi.no, tanto dia 11 quanto dia 12, abre suas portas às 9 h, na Rua Ricardo de Carvalho, 60, no Bairro São Bento. No sábado, funciona até as 17h e, no domingo, até as 14h. Quem quiser saber um pouco mais e conhecer algumas das peças que serão vendidas é só acessar no Facebook @dbrechobe e no instagram @di.vi.no.

A Fundação Espírita Divino Amigo funciona desde 1993 em um terreno no final do Bairro Padre Eustáquio, onde realiza uma série de obras de beneficência através de assistência social, moral e material à população carente. Atualmente, distribui cerca de 2 mil pratos de sopa semanalmente, remédios (mediante receituário), enxovais para bebês, roupas, sapatos e brinquedos, além de cestas básicas, fraldas e leite.

Desenvolve atividades como palestras para gestantes e nutrizes, reintegração e cidadania com habitantes de rua, atendimento odontológico, cursos de informática, entre outras. Além disso, é parceira do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ-MG), por meio do programa de sentenças alternativas, através do qual pessoas que cometem pequenos delitos são encaminhadas à instituição pelo Juizado Especial Criminal para que possam cumprir suas sentenças prestando serviços comunitários e, ao mesmo tempo, se ressocializando.

O que permite à Fundamigo funcionar durante tantos anos atendendo cada vez um número maior de necessitados são as doações que recebe, além dos eventos que promove. No final de cada ano, além do di.vi.no Brechó, realiza sua Feira de Natal, na qual o carro-chefe são roupas de cama, mesa e banho e utilidades domésticas – todas novas –, vendidas a preços bem abaixo dos praticados no mercado. Este ano a Feira de Natal será em 3 de dezembro, domingo, das 9h às 14h, na sede da Fundamigo, no Padre Eustáquio (www.fundamigo.com.br).

* Isabela Teixeira da Costa

Efeitos positivos da cirurgia bariátrica

Por que protelamos certas coisas na vida que poderíamos ter feito muito antes, e com isso seríamos felizes mais cedo?

Ilustração Son Salvador

Tem coisas que demoramos a fazer e depois que tomamos a atitude pensamos por que não fizemos antes. Para quem não sabe, dia 30 de janeiro fiz uma cirurgia bariátrica com o dr. Marcos Eduardo Martins da Costa. Preciso dizer quem foi o responsável, pois o sucesso foi tão grande, que o crédito merece ser dado. Depois de nove meses de operada, saí dos 91 quilos e cheguei na casa dos 53,6, abandonei o manequim 48 e hoje visto 38 e até 36. Estou me sentindo tão bem, que muitas vezes penso do por que demorei tanto a fazer a cirurgia.
Quero esclarecer que nunca fui obesa mórbida. Era gorda, já entrando na obesidade, mas o que me levou à cirurgia foi a saúde. A maioria das mulheres da família passam a ter o diabetes 2 após os 50 anos e minha glicose já estava em 105. Um especialista já havia me tachado de diabética, porém estava conseguindo controlar a glicose apenas com a alimentação. O colesterol estava alto e tinha princípio de artrose nos dois joelhos (isso não regride), sem contar a lesão por estresse na perna esquerda que médico nenhum conseguiu explicar, já que esse problema é típico de maratonista e eu sempre fui o pai e a mãe do sedentarismo. Diante de tantos problemas, a cirurgia bariátrica se tornou a solução ideal. Por tabela, tive um ganho estético espetacular.
Se tive medo no início? Não, uma certa cautela. Conheço uma centena de pessoas que passaram pelo processo e que estão muito bem, outras que acabaram engordando novamente e, por isso, sabia bem o que pode ocorrer no pós-operatório. Meu medo era nas semanas após a cirurgia, o ficar sem mastigar por vários dias. Coloquei o problema nas mãos de Deus e encarei o desafio. Estava na mão do melhor cirurgião, do melhor hospital – operei no Mater Dei –, e Deus no comando. Não senti nada. Sucesso é pouco perto de como tudo fluiu tão bem. Dor no primeiro dia, náusea no segundo, fatos que a medicação debelou com rapidez. Pronto.
Fui para casa e nunca mais senti nada. Encarei a alimentação liquida na maior tranquilidade, introduzi os sólidos com facilidade. Estou começando a comer um pouco mais, porém tem dias que a comida não desce bem. Fico atenta para não passar longos períodos sem me alimentar e sempre como uma fruta. Estou ótima. A única coisa ruim é que as unhas ficam fracas e o cabelo cai muito, mas tudo é recuperável.
A autoestima vai lá em cima. Cada elogio que recebo, cada roupa P que experimento e cai como uma luva são um afago no meu ego. É engraçado encontrar na rua com pessoas que estão cansadas de conviver comigo e simplesmente não me reconhecem. Faz parte, tenho que me reapresentar. Aí é um susto cheio de elogios. Se é verdadeiro ou falso, não me importa, tenho espelho e o que vejo e sinto é o que conta.
Semana passada estava com uma prima de fora de BH e fomos a uma loja. A caixa era uma jovem linda, de 29 anos, e bem obesa. Eu não ligo e não ponho reparo, afinal, já estive naquele lugar. Mas conversa vai conversa vem, comentei que não poderia mostrar meu braço porque estava despencado (não estou reclamando, apenas constatando fatos), e perguntaram por quê. Expliquei e a curiosidade veio na hora. Todas querendo saber como eu era quando estava com mais peso, já que não conseguiam me imaginar gordinha. Busquei fotos antigas nas minhas redes sociais e o queixo delas caiu. A moça que fica no caixa esticou o assunto. Pronto, deu corda, entrei de sola. Contei minha experiência, indiquei o médico. Todas as colegas incentivaram. Acho que vai marcar uma consulta. Disse a ela que, quanto mais cedo, melhor. A qualidade de vida é outra. Não justifica esperarmos perder a saúde para tomarmos uma atitude. #fica a dica.

* Isabela Teixeira da Costa

Crônica publicada no Caderno de Cultura do Estado de Minas

Dicas de Harvard para ser feliz

Professor do curso de psicologia da Universidade de Harvard ensina as pessoas a serem mais felizes.

Ilustração Marcelo Lélis

Acredito que todas as pessoas, ou elo menos a maioria delas, sabem que a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, é uma das mais renomadas do mundo. Um profissional que se gradua ali é disputado pelo mercado. Penso que já devem sair empregados pelas maiores e melhores empresas mundo afora.
Mais ou menos o que ocorre com os bons alunos do Ibmec, em Belo Horizonte, guardadas as devidas proporções. Para quem não sabe, entram, por semestre, cerca de 50 alunos por turma nos cursos do Ibmec e de tão apertado que é, formam cerca de 20. Conheço um rapaz, Gustavo Elias Pena, filho de uma grande amiga, nasceu junto com minha filha, apenas três dias de diferença, por isso acompanhei seu crescimento. Formou por lá, foi o melhor aluno do curso todo, recebeu homenagem na formatura e tudo mais, e antes de formar já estava contratado pela Google. Mora em São Paulo e já foi promovido sei lá quantas vezes.
Voltando ao assunto inicial, o professor de psicologia positiva Tal Ben-Shahar, destaca em suas aulas dez dicas principais para contribuir para uma vida positiva. Se fosse eu, ou qualquer outra pessoa leiga a dizer o mesmo, diriam que estamos dando cursinho de autoajuda, porém, como é dito por um doutor de Harvard, tem peso e embasamento científico, portanto, vale a pena ficar atento e colocar em prática.
A primeira dica, que é a mais importante de todas – normalmente tudo que é numero 1 é assim –, é agradecer a Deus por tudo o que você tem. Fato, só o fato de acordarmos já merece agradecimento, pois agradecemos a vida. Acordar com saúde, outro motivo para agradecer; ter um teto sobre sua cabeça, alimento, família, e por aí vai.
Dica 2: Pratique regularmente atividade física. Apesar de eu nunca ter encontrado a endorfina na minha vida, tenho que reconhecer, que depois de uma vida de sedentarismo, agora que estou praticando atividade física, me sinto bem melhor. Não consigo ainda ir para pilates e academia com prazer, mas vou porque sei que é importante ara minha saúde.
Dica 3: Aprecie o café da manhã e lembre-se: o que você come tem um impacto no seu humor durante o dia. Não é à toa que dizem que o café da manhã é a refeição mais importante do dia. Agora tem comprovação científica, não só na saúde como também no humor.
Dica 4: Seja assertivo, cuide para não exacerbar nas suas opiniões. Equilíbrio faz bem em todas as áreas. Ser o dono da verdade – e muita gente é – está por fora e atrapalha muito na sua felicidade pessoal. Fala de Harvard.
Dica 5: Gaste seu dinheiro em viagens, cursos e aprendizado. Dinheiro foi feito para usar e não ser usado por ele. Desfrute do que você ganha, acumule conhecimento e divirta-se.
Dica 6: Enfrente seus desafios, não fuja deles. Talvez essa dica seja das mais difíceis de encarar. Muitos de nós temos a tendência de procrastinar quando se trata de enfrentar problemas. Quer ser feliz? Encare a onça.
Dica 7: Coloque em todos os lugares boas memórias, frases e fotos de seus entes queridos. Família e amigos queridos são tudo em nossa vida.
Dica 8: Sempre cumprimente e seja bom com as outras pessoas. É isso aí, gentileza gera gentileza que traz felicidade.
Dica 9: Ouça boa música. Isso é tudo de bom!
Dica 10: Cuide-se e sinta-se atraente. Realmente, estar arrumada, com uma leve maquiagem nos faz mais bonita, aumenta a autoestima e nos faz mais feliz. Estou sentindo isso na pele, depois que emagreci. Cada elogio que recebo é um afago.

Isabela Teixeira da Costa/interina

A rotina ideal para o cãozinho

A DogHero, plataforma de hospedagem domiciliar para cães, separou dicas para organizar o dia a dia do pet de forma saudável e feliz.

Quem realmente gosta de animais cuida deles como se fossem pessoas da família. E são. Tenho uma cachorrinha que é meu amor e minha companhia. Tenho certeza que ela acha que é gente. É calminha, mas quando chega gente aqui em casa só para de latir quando a visita a cumprimenta. É hilário, mas um tanto incomodativo.

Assim como nós, os cachorros também precisam de uma rotina e de uma vida regrada para viverem saudáveis e tranquilos. Eles também se estressam e adoecem quando são sedentários, não têm uma boa noite de sono e não se alimentam bem. Além disso, atividades como jogos e brincadeiras são essenciais para manter o bom astral do bichinho. Uma das maiores plataformas digitais de hospedagem domiciliar para cães, com foto em manter a rotina do pet durante a ausência dos donos, a DogHero, enviou algumas dicas para organizar o dia a dia do animal. Confira:

O ideal é que o cãozinho tenha o primeiro passeio do dia logo pela manhã. Acorde, faça um carinho e saia com ele. Se conseguir que seja sempre no mesmo horário, é ainda melhor.

Quando voltar, coloque a comida dele no potinho e faça companhia até que ele comece comer. Guarde o que sobrar e recolha o pote. O ideal é que ele faça as refeições sempre no mesmo horário. Portanto, veja como pode enquadrar a sua rotina na dele.

Deixe-o descansar após fazer a refeição.

Depois, brinque com ele. Pode ser com a bolinha preferida ou com qualquer outro brinquedo que ele adore.

Troque a água dele pelo menos duas vezes ao dia. A água exposta, além de ficar morna, pode juntar sujeira e bichinhos.

Observe quanto tempo o cão leva para fazer as necessidades dele. Se ele terá hora certa pra comer, provavelmente será assim também quando for liberar a comida.

Caso o cão não faça as necessidades na rua, o ideal é sugerir um canto no quintal para que ele faça sempre e não seja tão difícil de limpar. Se morar em apartamento, jornais e tapetes higiênicos, encontrados nos petshops, facilitam bastante.

À tarde e à noite, passeie com ele mais duas vezes. Sempre no mesmo horário, quando conseguir. Depois de um tempo, ele saberá exatamente as horas de passear e ficará feliz quando isso acontecer.

Depois, coloque a refeição noturna em um potinho e brinque com ele depois do descanso.

O ideal é que ele tome banho uma vez por semana ou de 15 em 15 dias, no petshop ou em casa.

#ficaadica.

Isabela Teixeira da Costa