Como lidar com o estresse no ambiente de trabalho?

Brasil é o segundo entre os países mais estressados do mundo, como superar o estresse no trabalho e na vida pessoal?

Sete em cada dez brasileiros reclamam de estresse no trabalho. Destes, pelo menos três sofrem da chamada síndrome de Burnout, que se configura pelo esgotamento mental e físico intenso causado pelas pesadas jornadas, pressão por resultados e alta competitividade. Dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) revelam que os gastos com auxílio doença concedidos por transtornos mentais ultrapassaram R$ 218 milhões no país.

Para Valquiria Manzini, diretora de projetos de carreira da RH Estratégia, as pessoas devem procurar ajuda sempre que sentirem necessidade. “É preciso estar atento aos sinais que o corpo manda. Logo que a pessoa começar a sentir problemas como desânimo, exaustão, irritabilidade e baixa produtividade é importante buscar ajuda”, revela, lembrando que as empresas não podem ficar alheias à questão, devendo apresentar saídas como a implantação de políticas de bem-estar, algo que vem sendo aderido cada vez mais no mundo corporativo.

“Nas grandes companhias, o estresse muda de acordo com o cargo, mas, algumas atitudes ajudam a enfrentar essa questão. Os funcionários, por exemplo, devem criar estratégias para enfrentar as pressões. Com o mercado cada vez mais competitivo e a crise econômica atual é comum nos sentirmos pressionados a produzir cada vez mais e melhor para mantermos nosso emprego, porém, é fundamental distinguir entre engajamento e perfeccionismo. Negociar prazos para a entrega de um projeto e definir prioridades são habilidades fundamentais para evitar problemas com a saúde”, comenta Valquiria.

Ainda para a especialista é ideal saber avaliar o tamanho de cada problema, já que pequenas questões não devem ser recebidas e nem tratadas com a mesma gravidade de grandes dificuldades. É importante, por fim, que as pessoas mantenham o pensamento positivo, por mais difícil que seja, já que isso contribui para sua qualidade de vida e estimula as outras pessoas a fazerem o mesmo, melhorando o ambiente de trabalho. Já entre os empresários, a atenção principal deve se dar na forma de comunicar-se com os funcionários. Pequenos ruídos de comunicação podem gerar grandes problemas. Transparência é fundamental, porém, deve-se sempre ter atenção com o uso adequado das palavras.

Diante desse cenário caótico, buscar ajuda por meio de psicoterapia, meditação ou outra técnica de relaxamento é uma das saídas mais usadas para fugir do estresse e buscar o equilíbrio. Entre as técnicas mais procuradas e com resultados mais efetivos está a Acupuntura, que ajuda a aliviar sintomas que se tornaram comuns, como ansiedade, fome incontrolável, irritabilidade e falta de sono. “A técnica milenar chinesa auxilia diretamente na questão emocional, melhorando o mau humor, a sensibilidade excessiva, além de aumentar a disposição para trabalhar e fazer atividades físicas. As sessões geram bem-estar e devolvem a saúde e a vitalidade perdida com a rotina estressante do dia a dia, no qual as pessoas têm que enfrentar problemas no trabalho, com a família e em casa”, comenta a especialista.

Além da acumpultura, nada como uma boa terapia, pois a técnica milenar chinesa vai tirar os sintomas, a pessoa se sentirá melhor, porém, a causa da ansiedade continuará dentro de você, sufocada, e a qualquer momento poderá emergir novamente, desencadeando nova crise. Falo com conhecimento de causa, pois já fiz acumpultura para diminuir a compulsão alimentar e para dor na coluna, porém, depois que parei com as aplicações voltei a me alimentar como antes. Para a dor na coluna, realmente melhorou bastante, mas, depois de algum tempo tive nova crise.

Isabela Teixeira da Costa

Acabe com o hábito de Procrastinar

Especialista explica que esse comportamento de “deixar para depois” só aparece no dever e não para as coisas que gostamos ou sentimos prazer.

Muitas pessoas já fizeram promessas de algo que gostariam de fazer, mas que acabaram deixando para depois. Esse ato conhecido como procrastinação é mais comum do que muitas pessoas imaginam. A master coach e analista comportamental Tuka Moreira, explica que essa atitude de deixar para depois, geralmente, se torna um habito ruim. “Esse comportamento só aparece no nosso “dever”, não procrastinamos coisas que gostamos ou sentimos prazer”.

A especialista afirma que o ato de procrastinar se torna cada vez mais frequente e que isso ocorre por vários motivos, como a falta de autoconhecimento. “A pessoa não sabe exatamente o que ela ganhará fazendo determinada coisa, aí inconscientemente sua mente diz a ela que aquilo não é tão importante assim”, disse Tuka.

Mas, ela garante que a procrastinação pode trazer um prejuízo psicológico para o indivíduo, já que pode causar estresse e estado depressivo. Pensando nisso, Tuka listou algumas dicas de como evitar a procrastinação:

  • Conhecer sua personalidade: analisar seu modo de agir e ser determinado. É preciso saber em quais momentos você realiza suas atividades com prazer. Com isso, ao conhecer seu próprio ritmo, você consegue aproveitar qual período é melhor para você trabalhar, estudar e descansar.
  • Enumere suas tarefas: priorize quais são as mais importantes e urgentes, pois se deixar apenas em plano mental, certamente você esquecerá.
  • Faça imediatamente: outro erro comum é ficar planejando, criando mil listas para fazer, ou permanecer na argumentação e contra argumentação. Não planeje, faça.
  • Técnica da visualização; onde a pessoa faz o exercício de se ver obtendo o beneficio caso consiga efetuar aquela ação. Exemplo: já se vê tirando uma nota 10 na prova ou tendo aquele gosto de um sentimento profundo por ter entregado um bom trabalho e estar sendo reconhecido por isso.

Porém, Tuka acrescenta que algumas pessoas também conseguem se motivar pelo que pode ocorrer se houver a paralisia da ação, como ficar de recuperação, ou perder o ano, perder o negocio ou o emprego.

 

Como resistir às compras por impulso?

Comprar é muito bom, mas devemos saber quando parar e não cair em tentação em época de promoção.

São tantas liquidações, promoções e descontos que fica difícil resistir às compras. Porém, elas podem comprometer seriamente a saúde financeira de qualquer pessoa ou família, segundo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos. “Planejar antes de comprar é um hábito pouco ensinado para crianças e jovens, e por isso não se torna um comportamento. Nossos avós e pais não foram educados financeiramente, portanto não é de hoje que há um ciclo de consumo por impulso. As pessoas colocam a culpa nas promoções, propagandas e facilidades de pagamento, quando, na verdade, a causa é comportamental”, afirma.

O consumo consciente é a chave para a diminuição do endividamento e, consequentemente, da inadimplência. Para abandonar o hábito de fazer compras por impulso, é preciso mudar o comportamento. Mais importante do que lidar com as consequências, é corrigir a causa do problema.

Confira sete orientações para mudar este comportamento:

1- Analise seus hábitos – observe em quais situações faz compras por impulso e mude o padrão. Se gosta de passear em shoppings, por exemplo, procure outras opções de lazer;

2- Tenha objetivos maiores – resgate seus sonhos, pelo menos três: um de curto prazo (a ser realizado em até um ano), outro de médio prazo (entre um e 10 anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos). Com objetivos estabelecidos, destinará menos recursos às compras por impulso;

3- Planeje as compras com antecedência –  faça um orçamento financeiro mensal e nele considere quais compras fará no decorrer do período, após ter poupado para conquistar seus sonhos em primeiro lugar;

4- Poupe primeiro, compre depois – crie o hábito de guardar dinheiro antes de gastar. Juntando recursos para pagar à vista, conseguirá preços melhores por conta dos descontos, além de criar o hábito de fazer pesquisas e garantir a melhor compra;

5- Questione-se antes de comprar – pergunte a si mesmo: “Eu realmente preciso disto?”, “Estou comprando por necessidade ou movido por outro sentimento, como carência, baixa autoestima ou influência de terceiros?”;

6- Saiba se pode pagar – antes de comprar, veja de quanto dispõe efetivamente para gastar, se tem condições de comprar à vista ou se tem certeza de que conseguirá arcar com as próximas parcelas;

7- Cuidado com cartão de crédito – não considere o limite do cartão de crédito e do cheque especial como parte de sua renda. Lembre que são opções de crédito, ou seja, formas de comprar algo agora e pagar com juros depois.

Fonte: DSOP Educação Financeira

Crise gera novas oportunidades

Ação da Kaiser

Pesquisa da Ampro mostra que live marketing foi o menos afetado nos orçamentos dos anunciantes na crise, mas o mercado precisa de ousadia.

Recebi um material interessante de Paulo Macedo sobre live marketing. Para quem não sabe, live marketing é atividade de marketing ao vivo, gerando interlocução entre marcas e pessoas, provocando compreensão diferenciada de produtos, serviços ou propósitos. Este tipo de ação promocional estimula e provoca por meio de experiências sensoriais, o que proporciona as melhores experiências de marca, superior a qualquer outra atividade de marketing, porque gera maior engajamento e envolvimento por parte das pessoas que participam.

Ação da TNT

“Ainda tem espaço para o mercado de live marketing registrar expansão. Segundo pesquisa realizada pela Ampro (Associação de Marketing Promocional), mais de 75% da campanhas dessa disciplina são implementadas na região Sudeste, com uma concentração de 60% em São Paulo. O estudo, que ouviu 156 empresas do setor, mostra que em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul apenas 2,6% dos orçamentos dos anunciantes se destinam às ações promocionais. Com 6,4% do share, Rio de Janeiro e Espírito Santo ocupam a segunda colocação no destino de budgets para o live marketing, setor que tem maior aderência nos mercados de alimentos e bebidas, vestuário, construção civil, automotivo e auto peças, educação, saúde, telecomunicações e agricultura, por exemplo.

Com as Olimpíadas do Rio de Janeiro e o Salão do Automóvel, o ano de 2016 gerou um faturamento de R$ 43,9 bilhões para o segmento. De acordo com Célio Ashcar Jr, chairman da Ampro, a perspectiva é que esse volume seja mantido neste ano, mas não está descartada a hipótese de elevação de negócios. As ações de menor porte ganharam musculatura e ampliaram a rotina das agências especializadas.

Ação da Adidas

“O problema do Brasil é sério e sem prazo para ser solucionado. O live marketing está enxergando oportunidades neste período de crise. As marcas precisam vender mais e, para vender mais, precisam falar diretamente com os consumidores. O live marketing está presente em todos os momentos das pessoas: celular, PDV, ruas, computadores etc. Criamos experiências customizadas por público e canal, além de conhecer o pulso, o desejo e o apetite de compra. Os anunciantes estão cada vez mais usando o live marketing porque sabem que as ferramentas utilizadas estabelecem experiências off e online de contato com o target desejado, pois essa disciplina interage com equipes de vendas, varejistas, clientes, atacadistas e toda a cadeia de negócios”, enfatiza Ashcar Jr.

Wilson Ferreira Junior, presidente da Ampro, observa que o live marketing está se descolando do cenário político e focando na gestão interna, como trabalhar com estruturas mais enxutas. “A tendência é a valorização da experiência. E o live marketing é isso. Ele entrega o que os clientes anseiam oferecer aos consumidores: experiências ao vivo que tangibilizam a personalidade das marcas. Ações sem dispersão, quentes, memoráveis. As empresas entenderam isso e o seu valor estratégico. E o poder que ações de consumer experience bem planejadas e executadas têm de transformar as relações entre marcas e consumidores. O que me diz de o Rock in Rio vender todos os ingressos em prazo recorde? Centenas de milhares de pessoas pagando caro por ingressos para um festival repleto de marcas que se apresentam com ativações ambiciosas”, argumenta o executivo.

Na avaliação de Fernando Figueiredo, sócio e CEO da Bullet, o mercado precisa investir na coragem. “Observando o que está ocorrendo fora do país, percebo que o mercado brasileiro de live marketing é criativo o suficiente, mas pouco corajoso na hora de executar. Falta estômago para realizar coisas inovadoras. Agências e clientes dão um passo atrás na hora de fazer algo realmente diferente. O mercado brasileiro precisa arriscar mais para descobrir o que tem do outro lado do medo de fazer isso”, finaliza.”

O sorriso de Cris Guerra

Foto extraída do blog de Cris Guerra

Não entendo o desejo de certas pessoas de quererem mudar os outros. É tão bom ser original e único como o sorriso da Cris.

Esta semana, estava lendo o último número da Revista Encontro e na última página me deparei com a coluna da publicitária e escritora Cris Guerra. Como gosto muito dela e das coisas que escreve, li o texto.

Não sei se todos que estão lendo meu artigo conhecem a Cris. Como diz minha prima Anna Marina, “é toda colorida”, se referindo às inúmeras tatuagens que Cris carrega em seu corpo. Todas interessantes e que, apesar da diversidade, combinam perfeitamente com o estilo Cris Guerra de ser. Cris foi a primeira pessoa do Brasil a fazer um blog de looks de moda. Tem estilo e personalidade e muito conteúdo, tanto profissional quanto pessoal.

Passou por dificuldades na vida, como qualquer pessoa, porém nunca se entregou ao problemas e isso resultou em emergir o lado positivo de tudo, e por sua sinceridade nas coisas faz, os resultados sempre são surpreendentes.

Cris e eu / Foto Leca Novo

Destacou-se publicamente quando, em 2007, começou a escrever o blog Para Francisco, e no mesmo ano lançou outro blog, o Hoje vou Assim. O Para Francisco, como ela mesma explica, nasceu quando teve que lidar com dois sentimentos antagônicos, a morte súbita de seu companheiro, dois meses antes do nascimento do seu único filho. “Escrevi tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe. Movida pelo amor e pela falta, movida pelo sonho de transformar e eternizar. E por uma ânsia de falar para Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma. Foi o trabalho mais amoroso que já fiz na vida”, conta Cris. O blog virou livro e está se transformando em um filme.

Uma das coisas mais lindas que acho na Cris são os seus expressivos olhos e seu amplo sorriso, cheio de charme, por causa do formato de seus dentes, que por sinal são lindos. Tudo isso falo de um contato de amizade superficial, encontramos em eventos profissionais, em um ou outro jantar ou almoço, sempre nos demos muito bem, mas nunca fomos íntimas.

Em sua coluna na Encontro ela fala do grande incômodo de algumas (ou muitas, sei lá) pessoas com relação ao seu sorriso. Oi? Entendi direito? Profissionais da odontologia querem mudar seu sorriso. Como assim? O sorriso dela é lindo e alegre. Ainda bem que ela não se deixou levar pela onda da ‘estética padrão’ acima de tudo.

Tinha uma amiga – ela faleceu há alguns anos –, que antes dos 30 anos já tinha feito tanta plástica, que minha irmã, que foi colega dela no ginásio, quando reencontrou com ela, não a reconheceu. Era morena e tinha ficado loura, usava lentes de contato azul, e emagreceu muito – não que fosse gorda. E na época de escola era toda despojada, bem esportiva, e tinha virado madame total. Onde está a personalidade? Deve ser deixada de lado para entrar na forma padrão da sociedade?

Cris, esquece esse povo, continue do jeitinho que você é, porque é bacana demais. E como você mesma disse, o que importa é ser feliz.

Quem não leu o artigo da Cris Guerra, vai lá. Vale a pena.

Isabela Teixeira da Costa

Visita inoportuna

George Hardy com o amigo Fernando Pacheco

Tem gente que não em noção de limite e faz o que bem entende. Isso, normalmente causa grandes transtornos.

Recebi alguns textos escritos por meu primo George Hardy. Achei um tão interessante que decidi postar aqui. Mais um caso de família.

George Hardy

Todos nos espelhamos em algum momento em uma pessoa que admiramos ou tentamos nos igualar como a um herói. No meu caso, tento em certas circunstâncias, adotar medidas tais quais as das pessoas que admiro tomaria, talvez, por este motivo, me tornei artista plástico tendo como referencia minhas amadas e queridas tias que eram pintoras amadoras e incrivelmente divertidas, as minhas saudosas tias Lygia, Yayá e Regina.

Tia Lygia

A tia Lygia era muito engraçada e por esse motivo ia muitas vezes visitá-la em sua casa no Bairro Santo Antônio para ouvir seus casos e sua versão infernal da Bíblia. Na sua residência existia um painel pintado por ela que cobria toda uma parede de um dos quartos, de uma singeleza ímpar, onde estava representada a fuga de José e Maria levando Jesus Cristo, ainda bebê, para livrá-lo das garras do impiedoso rei que queria matar todas as crianças nascidas naquela época. Na pintura José é retratado puxando um diminuto e desproporcional asno azulado em relação ao tamanho da Virgem e do menino por uma estrada margeada de flores silvestre, rodeados por pássaros, borboletas e anjos. Uma maravilha.

A saudosa tia Yayá tinha outros predicados e não era menos gozada que a outra, se ligava mais a desenhos, coisa menos trabalhosa para seu enorme peso, tinha uma mente brilhante e era uma crítica feroz da arte dos outros e personagem de centenas de casos inacreditáveis.

Tia Regina não era menos talentosa, pelo contrário, cozinhava, dava aulas de prendas domésticas e pintava muitos quadros tendo como tema rostos de Jesus Cristo com a coroa de espinhos, cabelos e barbas salpicados de sangue.

Tia Regina

Certa ocasião, Fábio Rabelo um médico muito distraído, casado para o que desse e viesse com Branca Luiza (minha querida madrinha) tendo alugado uma casa espaçosa na praia de Cabo Frio convidou as minhas heroínas para passar as férias com ele no local. Acredito que elas não deviam ser muito chegadas a andar na areia da praia e muito menos se disporem a usar de maios, deviam aproveitar as férias percorrendo alegremente o comércio, as feiras e lojas de doces e a tarde passearem de carro visitando outras praias.

Um dia, Fábio lembrou-se que um amigo ou cliente, famoso pintor de marinhas, não só morava como tinha seu atelier na cidade e propôs fazerem uma visita ao artista que foi aceita entre palmas e vivas.

Fábio telefonou para o amigo pedindo permissão para visitá-lo sabedor que o tal artista não era dado a receber visitas. O mestre pintor de fama internacional não somente aceitou a visita pedindo ao Fábio para conhecer suas últimas pinturas que iriam percorrer vários Museus da Europa em exposição e, que, estavam, após meses de trabalho, prontos para serem embrulhados e despachados e queria uma opinião leiga. Maciê o mestre das pinturas de marinhas brasileiro, levava meses trabalhando em uma única obra, pintava um fundo, passava uma camada de verniz, deixava secar e continuava camada após camada até a pintura chegar no ponto certo de uma espetacular profundidade. Por este motivo, tinha de pintar várias telas ao mesmo tempo, enquanto uma secava, trabalhava em outra. Para a exposição tinha pintado de uma vez dez telas que ainda estavam em cima dos cavaletes em seu ateliê.

Tia Yayá

Suas obras primas são reverenciadas e reconhecidas por retratarem uma marinha muitas vezes desolada e sombria com um céu coberto de nuvens ou usa como tema um conjunto de conchas, um siri. Com essa temática é um dos pintores mais valorizados do Brasil.

Recebeu o Fábio um pouco desconfortável pela companhia do grupo de acompanhantes que não esperava, mesmo assim, permitiu o acesso de todos no seu ateliê onde entre risinhos e cutucadas minhas tias cochichavam suas opiniões. Vistos os trabalhos, Fábio e o anfitrião passaram as vias do fato indo saborear uns drinques na cozinha esquecendo-se das dignas senhoras no local da improvisada mostra de quadros.

Sozinhas não tinham alternativa se não de criticar as obras que foram unânimes em admitir a falta de alegria, sol, gente. Não houve combinação prévia, apenas motivadas por suas veias artísticas arregaçaram as mangas e cada uma começou a corrigir os defeitos que as incomodavam.

Tia Lygia fiel ao seu tema predileto acrescentou em uma das telas a fuga de José, Maria e do menino Jesus. Tia Yayá, motivada por sua incontrolável fome inseriu em uma tela uns carrinhos de vendedores ambulantes e crianças chupando picolé, pensava com muita justeza que: não existe praia digna deste nome sem criança chupando picolé.. Tia Regina não deixou por menos, acrescentou um Jesus andando sobre as águas indo em direção a um barco pesqueiro.

Ao se darem por satisfeitas se afastaram dos quadros mexidos para uma ver o resultado da inserção uma da outra. Só então perceberam a barbaridade do que tinham cometido. Assustadas, saíram de fininho da casa, pegaram um taxi e foram embora.

Nesse ínterim, o anfitrião e a visita deram por falta das outras visitas após tomarem algumas doses e, como tinha saído da cozinha uns tira-gostos, foram chamá-las para o lanche. Ao se depararem com as intervenções artísticas, Maciê quase teve um troço, Fabio deu um tremendo tapa na testa e cagou nas calças temendo pelo prejuízo que teria tendo de comprar as telas danificadas. Não sei o fim da história e do acerto feito pelos dois amigos, apenas deduzo que o Maciê deve ter ficado inimigo do Fábio.

Ao chegarem em casa trocaram acalorados comentários e criticas ao trabalho do artista até chegarem a conclusão que tinham ensinado aquele pintor metido a besta umas coisinhas que ele não sabia de como se pintar uma marinha. Faceiras, continuaram as férias visitando o comércio e lojas de doces para saciar a fome de Yayá, saindo de casa cedo e voltando tarde da noite, fugindo do Fabio.

Estresse no trabalho, um problema de todos

Business people bothering stressed businesswoman

Cláudia Santos fala sobre o aumento do estresse no trabalho e a síndrome do esgotamento profissional.

Claudia Santos*

Competição, crise econômica, ambiente tenso, cobrança exagerada, reuniões improdutivas, acúmulo de atividades… Tudo isso são motivos que contribuem para o aumento do estresse no trabalho. O que pouca gente sabe, porém, é que ambientes profissionais com essas características fazem com que 30% dos brasileiros sofram com a chamada síndrome do esgotamento profissional, ou síndrome de burnout, segundo pesquisa da International Stress Management Association (Isma), realizada entre 2013 e 2014.

Pessoas com a síndrome de burnout podem apresentar esgotamento físico, alteração de humor, maior irritabilidade e dificuldade de concentração, além de sofrer com ansiedade, pessimismo, baixa autoestima e, até mesmo, depressão – para se ter uma ideia, em 2016, 75,3 mil brasileiros foram afastados de suas funções por apresentarem algum tipo de quadro depressivo, o que coloca o país em quinto lugar no ranking mundial.

O estresse não traz problemas apenas à saúde dos colaboradores, mas também impacta nos resultados organizacionais de modo geral. Afinal, funcionários estressados, além de faltarem mais, não utilizam todo o seu potencial e acabam produzindo menos. Embora muitas vezes essa responsabilidade caia exclusivamente nas mãos do RH, também é papel dos empresários e gestores incentivar os colaboradores a buscar tratamento médico e psicológico e, principalmente, prevenir o surgimento de novos casos.

As empresas precisam parar de tratar o problema como um fato isolado e buscar identificar de que forma estão contribuindo para levar seus funcionários à exaustão. Será que alimentar ambientes de trabalho estressantes, exigir um grande volume de trabalho, fazer cobranças exageradas, promover reuniões em excesso e estimular a competição interna não contribuem para que os membros da equipe se sintam desconfortáveis e insatisfeitos?

Faço um convite aos empresários para uma reflexão: “eu contribuo de alguma forma para um mundo corporativo doentio?” Reconhecer que suas atitudes podem influenciar a saúde mental dos colaboradores já é um primeiro passo para fazer uma mudança com foco na solução, e não no problema. Todos precisam entender que as relações de trabalho, a divisão de tarefas, o estilo de liderança, a comunicação interna, a disponibilidade de recursos e a organização dos processos são fatores que influenciam diretamente na saúde mental dos funcionários e podem ser decisivos na produtividade da empresa.

Em parceria com a área de recursos humanos, os líderes empresariais devem estar sempre atentos aos problemas e às reclamações, ouvindo verdadeiramente o que os colaboradores têm a dizer. Estabelecer uma comunicação clara e transparente é importante para criar uma relação de confiança. Reconhecer as conquistas da companhia e incentivar a participação de todos são maneiras de evitar o estresse e, ao mesmo tempo, criar um espaço aberto para sugestões e novas ideias. Uma empresa que valoriza seus colaboradores e incentiva novos talentos é menos impactada por problemas de saúde mental e, ainda, tem mais chance de contar com pessoas felizes para obter uma grande vantagem competitiva.

*Claudia Santos é especialista em gestão estratégica de pessoas, coach executiva e diretora da Emovere You

Férias escolares

As férias escolares são um bom momento para os pais passarem mais tempo com os filhos, e isso deve ser aproveitado ao máximo.

Quando eu era criança e adolescente as férias escolares eram ótimas. Primeiro, porque serem maiores, e segundo, porque não precisávamos ficar trancados dentro de casa já que não existia tanta violência.

As aulas acabavam por volta do dia 25 de novembro e só retornavam em março. Eram três meses curtindo a vida, e no meio do ano tínhamos o mês de julho todinho para nós. Morávamos no centro da cidade, e era possível sair e passear à vontade, sem riscos. E como por lá tinham muitos cinemas, aos 10, 11 anos ia para a matinê assistir todos os filmes que estavam passando. Naquela época não existia lugar marcado e podíamos assistir sessões seguidas. Era exatamente isso que eu fazia. Se meu fusca falasse, Noviça rebelde e os clássicos da Disney eram os meus preferidos. Depois ia lanchar no Teds, que ficava ao lado do Cine Jacques (hoje, Shopping Cidade), que ficava em frente ao nosso apartamento.

Bolinha de gude praticamente desapareceu

Além dos filmes, brincava muito de boneca, jogávamos queimada na garagem do prédio e brincávamos na casa dos vizinhos, afinal, os pais não tinham três meses de férias, então, viajar, era só em janeiro. Tinha que ter diversão nos outros meses. Mas em janeiro, era um mês inteiro com a família: pais, irmãos, tios e primos. Delícia pura.

Hoje, as coisas estão mais difíceis. Não dá mais para brincar na rua e passear sozinho quando é novo demais. A violência e o movimento da cidade impedem isso. E como a vida é corrida demais, no dia a dia os pais não conseguem dedicar muito tempo para os filhos, então, o ideal é aproveitar as férias. Segundo o psicólogo Leonardo Abrahão, “as férias escolares são oportunidades maravilhosas para que os pais invistam, de forma criativa, planejada e preventiva, na saúde emocional dos seus filhos, e, consequentemente, na saúde emocional da própria família. É a oportunidade para que a família perceba, mais claramente, o quão funcional ou desfuncional está a sua organização em termos emocionais e de relacionamento entre os seus membros. Para isso, antes mesmo de as férias chegarem, os responsáveis pelas crianças devem se organizar para aproveitarem essa oportunidade.”

Para isso, duas dicas de Leonardo Abrahão:

  • Os pais devem tentar diminuir os seus ritmos de trabalho para que possam investir em momentos especiais junto aos filhos, “fugindo da rotina” e garantindo uma presença real e com qualidade afetiva junto às crianças;
  • Os pais devem procurar aprender formas de se brincar com as crianças, formas que envolvam elementos, materiais, recursos, situações e experiências lúdicas que contribuam para a expressão corporal, emocional e intelectual dos seus filhos e de si mesmos. Em verdade, trata-se de se compreender que o exercício da maternidade e da paternidade são exercícios garantidores de cuidados com os filhos e produtores de memórias afetivas na psicologia das crianças – condições que, em se tratando da saúde mental e emocional de todos e da família, atuam como poderosos agentes psicoeducativos e psicopreventivos.

Isabela Teixeira da Costa

Doe agasalho, sempre é bom ajudar o próximo

Foto Beto Novaes/EM/D.A Press

Estamos fazendo campanha de arrecadação de agasalho para ajudar o próximo.

Contei outro dia que, depois da festa junina da Jornada Solidária Estado de Minas, saímos para distribuir os caldos e canjicas que sobraram, para os moradores de rua de BH. Relatei a experiência e disse como foi gratificante.

Fomos a vários pontos da cidade e em todos eles os moradores estavam enrolados em cobertas e finos cobertores, cobrindo até a cabeça, tamanho frio. Alguns chegaram a perguntar se tínhamos roupas para doar. Chegávamos ao local onde eles estavam e íamos até eles dizendo que tinha comida e todos se levantavam e iam ao nosso encontro.

Alguns com muita pressa porque tinha deixado sua barraca vazia. Corre-se o risco de ser roubado por outro morador de rua. Sempre achei – e foi o que via ao longo da vida – que pessoas de um poder aquisitivo mais baixo e outras pobres mesmo eram mais solidárias. Cansei de ver pessoas dividindo com amigo, vizinhos e até gente que nem conheciam o pouco que tinham. Infelizmente, na rua é diferente, todos estão no mesmo barco, mas não existe companheirismo, respeito e solidariedade, na maioria dos grupos.

De sábado pra cá o frio só tem aumentado e não consigo esquecer todas aquelas pessoas ao relento, com tão pouco agasalho e coberta. Recebi várias mensagens de amigos sugerindo colocar cobertor e casacos que não usamos mais, em nossos carros e sempre que ver algum morador de rua, entregar uma doação. Gostei muito da ideia.

Conversando com uma conhecida, compartilhei a ideia e soltou uma pérola. Disse que a ideia era ótima, que adoraria ajuda, mas tem medo de ser assaltada quando descer do carro para dar os agasalhos. Infelizmente, muitas pessoas pensam da mesma forma, mas esse temor não precisa existir.

Os moradores de rua são extremamente receptivos e educados, principalmente com quem está ajudando. Só nos chamam de senhor e senhora, agradecem o tempo todo e ainda desejam a bênção de Deus. É tranquilo.

Porém, quem não te disponibilidade para fazer a distribuição, os Diários Associados em Minas, leia-se jornais Estado de Minas e Aqui, TV Alterosa e portal UAI, estão fazendo uma campanha de arrecadação de roupas, agasalhos, cobertores e mantas, meias e toucas para serem distribuídos na próxima semana para os moradores de rua.

Será uma campanha relâmpago. Começa hoje e vai até quarta, 12 de julho, pois temos que distribuir rápido. Os postos de coleta são na portaria do Estado de Minas (Av. Getúlio Vargas, 291, Funcionários), na portaria da TV Alterosa (AV. Assis Chateaubriand, 499, Floresta) e no Parque Gráfico (Rua Cardoso, 291, Santa Efigênia).

Participe, colabore e nos ajude a ajudar.

Isabela Teixeira da Costa

A convivência a dois e a organização da casa

Arquiteta e personal organizer, Margô Belonni dá dicas para casais aprenderem a lidar com as diferenças na divisão de tarefas cotidianas.

O amor é um sentimento inexplicável e todos concordam que estar apaixonado é uma das melhores sensações do mundo. Quando se ama não há defeitos no outro, tudo é perfeito, mas com a convivência, o casamento e a vida a dois, começam os problemas com a organização ou a falta dela. Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em um período de 10 anos (2004-2014), os divórcios aumentaram 160% no Brasil. A arquiteta e personal organizer, Margô Belloni acredita que as pessoas normalmente sentem atração e acabam formando pares com outras  muito deferentes delas. “A beleza dessas uniões está justamente nas diferenças que ao serem trabalhadas podem ser tornar pontos positivos no relacionamento”, diz.

O namoro é um ótimo período de testes para observar como será a organização na vida juntos, convivendo todos os dias, já que muitos casais dormem um na casa do outro aos finais de semana e mantém uma rotina muito próxima. “Uma das dicas é pedir para pessoa amada resevar um espaço no guarda-roupa para o parceiro. No entanto, é preciso deixar claro que aquele lugar deve permanecer organizado. Por mais que a bagunça irrite, não faça a tarefa pelo outro. O bagunceiro deve entender que cada um tem que ser responsável por aquilo que gera, seja de bagunça ou de lixo, os tempos de privilégios e mágicas da roupa limpa ficaram pra traz”, esclarece.

Através da sua experiência a Margô constatou que em um casal sempre há um mais organizado. A pessoa mais disciplinada gosta de tomar a frente de todas as tarefas, entretanto sabemos que o dia a dia de uma casa é bastante pesado para alguém tocar sozinho. Além disso, com a crise e a economia em baixa, muitas pessoas deixaram de ter um funcionário doméstico. Para ela, os afazeres podem e devem ser divididos, pois por mais que uma pessoa goste de fazer o trabalho, um dia ela pode se sentir cansada e bastante sobrecarregada, abrindo precedentes para discussões.

Casamento é sinônimo de união, a vida de um casal sofre inúmeras mudanças e adaptações que pedem a participação efetiva de ambas as partes. O diálogo e o planejamento também são fundamentais para evitar brigas desnecessárias. Margô diz que a pessoa mais organizada deve ser o encarregado de planejar a organização e dividir as tarefas. Os trabalhos mais importantes e complexos ficam com a pessoa menos bagunceira, como o pagamento de contas de e o supermercado. A pessoa menos organizada pode ficar com as tarefas que não envolvam datas e vencimentos, como recolher o lixo, lavar louça, lavar roupas, passear com o cachorro. Cada um deve cuidar da própria roupa, principalmente da suja que precisa ser colocada no cesto todo santo dia.

Viver junto é saber ceder e fazer concessões, por isso, por mais que você adore organizar a casa e ver tudo arrumado tem que entender que isso não faz parte do universo da outra pessoa.  O caminho para evitar atritos segundo a personal organizer é moderar as cobranças e conversar muito. É necessário mostrar ao desorganizado que quando ele colabora isso deixa você feliz e se sentindo respeitada. A organização é um hábito de saúde e coletivo, a prática requer a ajuda de todos para fazer tarefas básicas como tirar o lixo, recolher os carregadores das tomadas. Para conseguir isso em casa não precisa ser um especialista, basta querer ter um espaço de convivência harmônico e leve.