Fumec Forma Moda

Na próxima terça-feira, 21, será realizado o 23º FUMEC FORMA MODA, desfile de conclusão do curso de Design de Moda da Fumec que já faz parte do calendário fashion de Belo Horizonte.

A torre do Alta Vila será o cenário para a apresentação dos trabalhos de TCC dos 15 formandos.

É muito interessante, já fiz parte do corpo de jurados uma vez e tem trabalhos de muita qualidade e criatividade. Os desfiles contam com uma produção profissional, encampada por instituições e nomes conceituados no mercado. A coordenação geral e produção executiva está a cargo de Alessandra Martins, da Voltz Design.

A concepção do 23º Fumec Forma Moda é dos professores Antônio Fernando Batista dos Santos, coordenador do curso de Design de Moda, e Rosângela Brandão Mesquita. O projeto arquitetônico do conjunto montado no quarto andar do Alta Vila, incluindo a sala de desfiles, é assinado pela competente arquiteta Isabela Vecci.

A direção dos desfiles está sob a responsabilidade de Rodrigo Cezário e o stylist é de Cacá Zech.

Nos desfiles, o vestuário feminino predomina, destacando-se os segmentos de moda prêt-à-porter, casual e festa, beachwear e acessórios. Confira nas fotos.

 

Ficha técnica:

Coordenação geral, produção executiva, direção artística, identidade visual e design gráfico: Voltz Design
Direção geral: Alessandra M. Soares
Concepção: Antônio Fernando Batista dos Santos, Rosangela Brandão Mesquita
Direção de arte e técnica: Cláudio Santos Rodrigues
Designer: André Travassos
Produção: Renato Moura
Bordados: Antônio Fernando Batista dos Santos, Melina Marjorie (sttilus), Tereza Seabra
Assessoria de imprensa: Salamandra Comunicação/Heloísa Aline
Produção técnica: Mayko Youssef, Mylene Youssef Aziz Vieira
Direção de desfiles: Rodrigo Cezário
Coordenação de camarim: Alzira Calhau
Beauty: Cacá Zech
Projeto arquitetônico: Isabela Vecci
Video, cenografia e ambientação sonora: MIR AV Estúdio
Fotos: Cláudio Santos Rodrigues (capa), Fernando Biagioni (3×4)

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Metalizado em alta

O metalizado ganhou espaço e deve dominar os looks neste inverno. Nos desfiles das maiores grifes internacionais como Saint Laurent, Gucci e Stella McCartney o material estava presente e também conquistou o tapete vermelho, sendo destaque no último baile de gala do Metropolitan Museum of Art cujo tema remetia à tecnologia. Não foi diferente no São Paulo Fashion Week (SPFW).
Para entrar na tendência, a dica é abusar das peças statement, que dão destaque ao look. A Pompéia – uma das maiores marcas de varejo do país – criou uma linha de jaquetas metalizadas na sua coleção de inverno 2016. O modelo é o item perfeito para transformar uma produção básica em um visual cheio de informação de moda. Em diversas cores – nude, dourado, prata e azul – a peça é protagonista neste inverno.
Raquel Davidowicz, Wagner Kallieno, Ellus, Lilly Sarti e Helô Rocha foram algumas das grifes brasileiras que investiram com muito bom gosto no metalizado, de maneiras bem diferentes.
Além de garantir muita personalidade, o brilho metálico cria pontos de luz em looks pretos. Mules e sandálias estilo birken são atuais, e dão o toque descontraído necessário para quebrar a rigidez do inverno. O sneaker também marca presença na coleção. Seguindo o visual street, é a escolha ideal para as meninas buscam estilo.

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Sobrancelhas mais volumosas

Uma das coisas que mais me chama atenção em um rosto são as sobrancelhas. Elas emolduram os olhos, arrematam, enfeitam.

Sempre gostei de sobrancelhas mais grossas, naturais. Quando entrou a moda de pinçá-las muito finas meu coração cortava quando via moças lindas se auto destruindo para ficar dentro do padrão exigido na época.

O pior é que os fios desta parte do corpo não são iguais aos cabelos da cabeça que nascem de novo. A tendência é não crescerem mais. Portanto, quando a moda passa, a sobrancelha continua fina.

Agora, o que estamos vendo circulando por aí, são modelos e celebridades com o formato natural e levemente delineado para as sobrancelhas, ou seja, o uso da pinça diminuiu bastante.

A modelo Alessandra Ambrósio, a cantora Demi Lovato e a atriz Maria Casadevall são exemplos desse novo estilo. Para Luzia Costa, especialista em estética e fundadora da Sóbrancelhas a moda vai demorar um pouco a pegar: “Ainda é difícil para muita gente, aceitar o formato próprio. Cada vez mais recebemos clientes buscando a sobrancelha de alguma famosa, mas sempre explicamos que o design perfeito é aquele que acompanha o formato natural do rosto”.

Minha sobrancelha estava com algumas falhas que corrigia com lápis. No final do ano passado, uma tia, que mora no norte de Minas e é esteticista, veio passar as férias conosco e aproveitou a oportunidade para fazer um curso de preenchimento de sobrancelha fio a fio. Minha irmã e eu nos prontificamos para sermos as cobaias. Não podíamos deixá-la ir embora sem testar seus conhecimentos em seres humanos – só tinha testado em máscaras. Ficaram lindas e sempre recebo elogios.

Em minha opinião, uma das coisas que mais prejudica o formato das sobrancelhas é o Botox. As mulheres exageram na testa, paralisa a musculatura em excesso e a sobrancelha fica muito arqueada. Fica muito feio.

Para quem deseja adotar o visual mais natural, seguem algumas dicas:

  • Aproveite o seu desenho natural, não tente arquear, diminuir ou afinar.
  • Tire somente os excessos com a pinça, aqueles que fogem muito do contorno principal. Dessa forma, você não corre risco de afiná-la.
  • Use uma vitamina para auxiliar o crescimento dos pelos. O Minoxidil é o mais conhecido. A Sóbrancelhas desenvolveu um sérum indicado para cílios e sobrancelhas fracos ou pouco espessos. Seu composto contém extrato de Jojoba, emoliente e umectante.
  • No caso de falhas, use um lápis universal para preencher o desenho de forma bem sutil. Lembre-se de passar somente das áreas falhadas e não marcar muito o contorno, isso vai tirar o ar de naturalidade que buscamos.

Isabela Teixeira da Costa

Para esquentar

Chegou o frio. Neste país tropical isso é raro, pode ser apenas uma frente fria, mas é uma ótima oportunidade para usarmos as peças outono/inverno das coleções lançadas há algum tempo pelas diversas grifes e que continuam no guarda roupa por falta das baixas temperaturas. Os tricôs estão lindos e merecem dar um passeio. Cores, estampas, geométricos. Variedade de estilos para todos os gostos, tudo para deixar a mulher elegante. O que importa é saber escolher o que lhe cai melhor. Confira.

Fios coloridos

Cabelo com fios coloridos?

Estamos no outono e o inverno está chegando. Não vejo nas ruas a moda tão proclamada nas passarelas da Semana de Moda em Milão, em fevereiro, afirmando com toda certeza que seria presença forte na estação: cabelos coloridos.

A grife italiana Dolce & Gabbana desfilou – complementando suas roupas – modelos usando franjas coloridas: azuis, vermelhas, rosas e amarelas. A marca de produtos para cabelos Alfaparf Milano, que apresentou a ousadia dos cabelos coloridos no final do ano passado, trouxe mais sete tons clássicos no seu tonalizante e o clear para a criação de várias nuances. Tudo para que os cabeleireiros pudessem viajar na criatividade, e colorir franjas, mechas ou todo o cabelo de suas clientes de qualquer cor.

Parece que foi um tiro no pé, pelo menos no que diz respeito ao Brasil. Por aqui a moda das madeixas coloridas continua sendo usada apenas pela galera alternativa.

Preto para criança

O preto é muito presente na moda feminina e masculina para adultos, mas na moda infantil a conversa é outra. Muitas mães se recusam, até mesmo, a olhar modelos nessa cor para suas crianças. Outras, mais modernas, até ousam, mas com timidez, apenas em uma ou outra peça, para compor o visual. Apesar de o rosa e azul estar sendo superado, ainda em ritmo lento, ainda existem muitas normas a respeito do que os pequenos devem ou não usar.  É comum ouvir que “precisam usar roupas alegres”, se referindo às cores fortes e estampas, mas isso não é uma regra. Sabendo montar uma produção de bom gosto a criança fica muito elegante e infantil com tons mais sóbrios, como o preto.

O inverno se aproxima, e os tons escuros são ótima opção por absorverem mais o calor, e manter a temperatura corporal.

Aos que não sabem como inserir peças mais escuras na produção infantil, aqui vão algumas dicas:

  • Misturar o preto com outros tons mais coloridos é uma forma de inserir cores escuras aos poucos na rotina da criança.
  • Usar acessórios divertidos tira a seriedade que pode ser resultado de um look mais sóbrio.
  • Apostar em roupas com estampa diferente é uma excelente pedida para manter a casualidade.
  • Xadrez, listras e póas são formas de usar tonalidades escuras com mais leveza e despojamento.

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Menos é mais

Chegou a vez do minimalismo nas festas. Menos é mais.

Passando pelos corredores dos estandes de moda festa na última edição do Minas Trend, o que se viu foi bordado, dos pés à cabeça. Brilho, brilho, brilho e mais brilho. Profusão de brilho. É bonito, mas chega uma hora que cansa. Penso que as próprias estilistas, depois de ficarem mergulhadas uma semana nesse ambiente, também ficaram um pouco saturadas, a prova disso é que muitas das marcas lançaram uma linha festa seca, sem brilho nenhum. Com o lema: o menos agora é mais. A opulência deu espaço para o minimalismo moderno. As novas produções contemporâneas ganharam lugar em ambientes variados e revelaram que é possível estar elegante para um evento noturno sem precisar abusar do brilho. As coleções são quase clean, porque algumas estilistas não abriram mão da estampa.

Os comprimentos variam do curto ao longo passando pelo midi. Umas mais ousadas lançam a opção de macacões para festa, e outras a composição de saia e blusa, o que dá um toque mais para coquetel e menos festa. O importante é que tem para todo gosto e ocasião.

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Sem medo de inovar: homens de tranças

trançaOs homens têm ficado cada vez mais ligados em estilo e personalidade no que diz respeito à produção, seja ela com roupas, barba ou cabelo. Isso é ótimo. Nada de mesmice.

É tão bom chegar em um lugar e ver a diversidade não só nas mulheres, mas também nos homens. Isso colore o ambiente. Não estou aqui fazendo juízo de valor e nem afirmando que gosto de tudo o que vejo, mas gosto de ver a variedade, me agrada ver cada um assumindo a sua personalidade.

Diversidade é como uma música tocando harmoniosa, animada, mas me incomoda o semitom, a pessoa que veste algo que não combina com ela, parece que está sendo obrigada o usar aquilo, ou decidiu mudar. É como se tivesse feito uma produção que não combinou com ela, desafina, porque não é o seu verdadeiro eu.

Voltando ao início da conversa: os homens. Há algum tempo, eles começaram a ousar e isso foi muito bom. Assumiram a barba rente ao rosto, um charme só. Depois foi a vez da barba grande, que para alguns combinou muito. Aí veio a onda do cabelo grande, o uso do coque, o undercut, que muitos ainda usam e fica muito legal.

Agora, a bola da vez são as main brad, ou seja, as tranças, a tendência que promete ser o must masculino para 2016. Pode ser a tradicional, a embutida, no topo da cabeça ou nas laterais. Mas é preciso ter o cabelo um pouco mais comprido, rastafári ou moicano, e tem que aprender a fazer a trança, que não é uma coisa tão complicada assim. Mas que fica um charme, fica.

Beto e Sérgio Paschoal, sócios do Jacques Janine no Jardim Sul, em São Paulo, garantem que a tendência vai pegar em homens de estilo e sem medo de inovar no visual. A dupla ensinou o passo a passo para a trança.

Trança tradicional:

Separe uma mecha (ou o cabelo inteiro) em três partes. Leve a parte da esquerda ao centro, depois a da direita e assim por diante, até o fim.

Trança embutida:

Comece separando uma mecha na altura do cabelo em que a trança terá inicio. Trance três partes normalmente, como indicado acima. Depois, vá “alimentando” o penteado: segure a mecha da direita e adicione uma pequena porção de fios que estejam soltos. Junte à trança e faça o mesmo com a parte da esquerda. Repita o processo conforme achar necessário.

Isabela Teixeira da Costa

Joia inspirada no gelo

IMG_1867Rosália Nazareth criou sua nova coleção de joias inspirada no gelo, na neve, nas estepes russas, onde as transparências e os brilhos das pedras nos remetem a lugares exóticos. Uma boa pedida para o outono-inverno. Como sempre, Rosália lança uma coleção eclética, variada, com diversos designs e pedras, mas temos que destacar as joias em brilhantes e safira.  Para ilustrar o catálogo foi convidada a modelo russa Yana Palonova, fotografada por Márcio Rodrigues, com estilo de Zeca Perdigão.

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A Barbie se misturou

barbieSempre fui fã da Barbie.

Quando era criança, na década de 1960, ela não existia aqui no Brasil, só tínhamos a Suzi, “prima” criada pela Estrela, a anos-luz da perfeição da americana. Conhecia-a porque meus tios, Neury e Décio Rocha, eram muito ricos e nas férias o passeio deles com os filhos era um giro pelo mundo. Minha prima Elizabeth trazia Barbies, Skippers, Kens, Stacies. Para quem não sabe, a Skipper é a irmã adolescente de Barbie, e Stacie, a criança da família.

Adorava ir na casa dela com Regina, minha irmã. As duas saíam, porque eram mais velhas, e deixavam o mundo encantado da Barbie só pra mim. Tinha guarda-roupa completo, casaco de pele, cabeça sem cabelo para trocar perucas, maiô, camisola, roupa de esporte, vestido de baile em musseline esvoaçante, vestido de noiva (com véu e grinalda), sapatinhos, sandálias, tênis… Passava o dia dentro do quarto, brincando. Era um sonho. Minha maior frustração foi quando Beth se casou e deu tudo de presente para a cunhanda. Toda vez que posso, jogo isso na cara dela. Antes de cometer tamanha crueldade, ela me deu algumas roupinhas, que guardo até hoje.

Minha irmã e eu ganhamos de presente de nossos pais uma viagem para a Disneylândia, lá na California. Tinha 12 anos, e ela, 15. A Diney World ainda não existia. Foi maravilhoso, gastei todos os meus dólares comprando Barbies. Só não trouxe mais porque minha irmã amarrou o dinheiro, se não fosse assim, ficaria sem um centavo até mesmo para comer. Tive uma raiva danada. Comprei mala, muitas roupas e os bonecos. Brinquei muito e guardei tudo para quando tivesse uma filha. Quando Barbie chegou ao Brasil, comprei mais e fui colecionando. Quando Luisa fez 6 anos, dei tudo para ela. Os olhinhos brilharam. Arrependi-me, porque ela detonou minha coleção. Mas brincou a valer.

Sempre acompanhei a boneca, porque paixão de infância não acaba. Agora, vejo que a Mattel se rendeu ao mundo real. Acaba de lançar três tipos de corpo para a tradicional e elegante Barbie: a alta, a baixa e a gordinha, que, pra falar a verdade é mais cadeiruda que gorda. Tem um braço e perna um pouco mais largos e o quadril avantajado.

São 33 bonecas com sete tons de peles, 22 cores de olhos e 24 penteados, sem contar a diversidade de cabelos e os looks de moda. Essa ação, claro, só ocorreu porque o produto perdeu mercado para bonecas mais transadas, criadas a partir de desenhos animados e filmes adorados pelas meninas: Monster high, Frozen, a coleção Ever after high. Mas ainda sou Barbie Futebol Clube. Tive casa, carro, van, avião, piscina de sua coleção. Antes de existir tudo isso, eu mesma criava a casa dela na penteadeira do meu quarto. Usava as coisas lá em casa mesmo. Comprava acessórios na Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena – ex-feira hippie da Praça da Liberdade. Os expositores vendiam roupinhas, cama, jogos de sala de visita, de jantar. Comprava tudo e brincava muito. Tive infância, aproveitei ao máximo. Hoje, as meninas só querem saber e tablets e redes sociais. Perdem a fase que deveriam curtir – depois que passar a idade, não há como voltar.

Resta saber se a mudança da Barbie vai despertar o interesse das pequenas consumidoras do século 21. A menina gordinha vai realmente trocar a esguia boneca e seu namorado sarado pelo casal cheinho? Tenho sérias dúvidas. Como a novidade só estará nas lojas brasileiras em março, vamos aguardar o resultado das vendas. Mesmo assim, foi um avanço. (Isabela Teixeira da Costa/Interina)

 

Crônica publicada no caderno EM Cultura do Estado de Minas, 12/2/16, na coluna da Anna Marina