Milão

Presença dos insetos chamaram a atenção
Presença dos insetos chamaram a atenção

Arquitetos e decoradores contam quais as grandes novidades de Milão.

Reconhecida mundialmente como a maior feira de design mobiliário, o Isaloni, que foi realizada no início do mês em Milão, na Itália, dita a tendência do setor. O que vai ser usado em cores, tecnologia, design e iluminação pode ser visto por lá.

O arquiteto Junior Piacesi ressalta a criatividade das instalações que encantaram os visitantes dentro e fora dos salões principais. Em espaços como escolas e fábricas abandonadas, o mobiliário moderno e requintado dava um novo uso aos ambientes, criando contrastes com o local. Em outros bairros da cidade, o que dava o tom das exposições foi uma mistura do bom gosto, simplicidade e sofisticação. “Um dos destaques é a MOOOI, que apresentou muitos insetos em suas composições e estampas nos tapetes, valorizando o natural. Uma instalação que também chamou a atenção foi a Missoni Casa, que inaugurou um novo espaço no bairro Brera e oferece ao cliente a possibilidade de levar a estampa feita na hora, como gravura”, cita.

Instalações em estilo industrial e a presença dos insetos e estampas florais chamaram a atenção do arquiteto Júnior Piacesi
Instalações em estilo industrial

Ainda dentro da tendência natural, as designers Linda Martins e Cris Araújo destacaram a gama de expositores que usaram o tema para compor os seus ambientes. “A natureza é uma fonte inesgotável de inspiração e nesse ano estava presente nos espaços das marcas mais importantes de design da Itália. Além da MOOOI, várias imagens de animais estamparam cadeiras (como a Embroidery Chair lançada pela Cappellini e bordada com um tigre); luminárias (como as peças da Seletti em forma de macacos e ratos) e, também, a grande utilização de prints florais em tapetes e em superfícies”, relata Linda Martins.

Junior Piacesi aponta também como destaque, os pufes New York, design do arquiteto Jean-Marie Massaud: “Eles servem como apoio para os pés, como um complemento para sofá ou um elemento independente. É versátil e possui vários modelos, podendo ser inseridos em casa ou hotéis, por exemplo. Eles são costurados à mão e muito refinados”, conta.

O arquiteto exalta ainda a apresentação da B&B Italia que apresentou novas propostas para as áreas de estar e, uma nova configuração da cozinha. “São sofás, mesas, cadeiras, camas e outras peças que foram desenhadas por inúmeros designers e que possuem em seu DNA a elegância e um toque preciso de cor. Destaque para a cozinha em PVD de bronze, com armários suspensos vazados, que permite uma maior interação da cozinha com a sala de estar ou área externa”, ressalta.

AnimalA designer de interiores Rosane Guedes, listou as principais tendências que chamaram sua atenção. “A mistura de materiais como madeira e pedra; madeira e elementos metálicos; pedras ou vidros com elementos metálicos. Destaque para as formas arredondadas dos móveis. Com relação às cores, o dourado continua em alta, assim como os tons de verde.”, revela.

Cris Araújo e Linda Martins destacam as cores: “O uso do azul índigo como destaque ou o laranja e suas variações em tons terrosos, que apareceu em vários momentos, volta forte este ano. O cinza segue em alta como o cimento queimado que vai do quarto à sala, passando pelos banheiros. O estilo escandinavo também vem como tendência em 2017”, afirmam.

A dupla aponta o recorrente uso de veludo nos estofados e mármore nas paredes e nos móveis, além da tecnologia dominando a parte de iluminação com leds e luminárias em movimento.

 

 

 

 

Páscoa, tempo de celebração

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Olguinha Ullmann, da RD Design com a sua mesa de doces

Páscoa é tempo de celebrar com muita beleza e criatividade.

Páscoa é uma data que reunimos a família para celebrar a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus, que venceu a morte para nos salvar. É um dia de muita festa e alegria, Páscoa significa passagem, foi quando os judeus saíram do Egito depois de anos de escravidão.

Com todo este significado bíblico tão importante, nada impede que, para colorir a vida e alegrar as crianças, a gente mergulhe e viaje no universo lúdico e brinque na simbologia do coelho de pelo branquinho e olhos vermelhos com ovos de chocolate.

São várias as versões de como surgiu esta lenda do coelho que entrega ovos, mesmo porque este bicho tão fofinho não põe ovos. A mais conhecida é a que uma mulher pobre escondeu ovos coloridos num ninho para entregar aos filhos na manhã da Páscoa. Porém, quando as crianças descobriram o lugar, um coelho passou correndo e os pequenos acharam que foi o bichinho que tinha deixado os ovos ali.

Desde então, a Páscoa passou a ser representada por esse lindo animal que também é símbolo de fertilidade, e os deliciosos ovos de chocolate, que estão cada vez mais produzidos.

Maria Tereza Mendonça, Guilherme Bittencourt, e os decoradores da mostra da páscoa
Maria Tereza Mendonça, Guilherme Bittencourt, Liliane Alvarenga, Délio Castello e Lídice Alvarenga

Para comemorar a data, nada como decorar a casa, com toda a simbologia existente. E para mostrar que é possível fazer uma boa produção sem gastar muito, Maria Tereza Mendonça e Guilherme Bittencourt convidaram três decoradores para montar uma mostra temática no showroom da Loja das Festas. Afinal, é mais fácil alugar e fazer uma bela produção.

O decorador Délio Castello preparou uma mesa de almoço, usando como arranjo no centro de mesa vasinhos de flores, coelhos de pelúcia e ovos de chocolate. “Quis representar um dia de alegria, de renascimento, por isso fiz tudo bem colorido”, conta Délio.

Liliane e Lídice Avarenga, da As Meninas, trabalham há 13 anos com festas infantis e casamentos, mas são especializadas em festas temáticas, e aceitaram prontamente o convite para fazer a ambientação da páscoa. Criaram um ambiente de chá na casa da Vovó. “O importante é entrar no clima da Páscoa. Se não tiver uma mesa grande que possa enfeitar, faça em uma mesa de canto, ou mesmo na mesa de centro da sala de estar.”, diz Liliane.

Já Olguinha Ullmann, da RD Design, optou por fazer uma mesa de sobremesa. “A ideia foi de fazer uma mesa para uma casa com crianças, por isso coloquei bolo, jujuba, pirulito, cupcakes, etc. Usei brinquedos que toda criança tem como elemento para decoração, e isso é bem prático para quem quer fazer sua decoração, dá para criar muita coisa. Coloquei uma escada de três degraus e decorei com vasos de flores debaixo da mesa coloquei uma mesa de centro e ornamentei com vasos de folhagens e de flores, como se fosse um jardim. Coisas que se tem em casa. O castiçal usei como suporte para os ovos de páscoa. É só usar a criatividade”, explica Olguinha.

Isabela Teixeira da Costa

Fotos Vânia Aroeira

 

23a CASACOR Minas

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Casa Cor Minas 2017 Foto Jomar Bragança

A Casa Cor retorna para uma das regiões mais efervescentes da capital: a Praça da Estação.

Depois do sucesso da edição de 2016, que celebrou a conquista pelo Conjunto Moderno da Pampulha do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, a Casa Cor Minas Gerais se prepara para mais um ano de novidades. Seguindo antenada aos movimentos urbanos contemporâneos se propõe um novo olhar sobre a cidade e sobre a forma como ela vem sendo percebida e vivida por seus moradores.

Os diretores Eduardo Faleiro e Juliana Grillo iniciaram um novo processo de relacionamento da Casa Cor Minas com a capital, e uma das principais características e conquistas da gestão implementada pela dupla foi dar vida à casa. No ano passado todos os dias a Casa Cor estava animada, cheia de gente celebrando em vários ambientes. Essa proposta será intensificada este ano.

A Casa Cor Minas 2017 nasce com o desafio de ampliar cada vez o conceito de morar bem na contemporaneidade.  A proposta deste ano é ocupar um prédio histórico da capital mineira, integrante do conjunto arquitetônico da Praça da Estação. Localizado na rua Sapucaí 383, o prédio possui três pavimentos, porão, sótão e jardins. O local funcionou como sede da extinta Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA, e está diretamente associado à criação de Belo Horizonte. Nos últimos anos o prédio vem passando por um processo de restauração, sob a supervisão do IPHAN, para abrigar futuramente as instalações do Museu Ferroviário.

O imóvel escolhido está localizado em uma espécie de corredor cultural e gastronômico da capital, que vem se estabelecendo de forma totalmente espontânea. Entre os espaços estão: Museu de Artes e Ofícios, Funarte, Espaço 104, Centro de Referência da Juventude, Serraria Souza Pinto, Teatro Espanca!, Duelo de MC´s, Baixo Centro Cultural, Praia da Estação, Benfeitoria, Salumeria Central, Pecatore, Gruê, Dorsé, blocos de carnaval, entre outros. Além disso, a rua Sapucaí está localizada numa região estratégica, possibilitando uma das vistas mais privilegiadas da cidade.

De acordo com o diretor Eduardo Faleiro, a escolha do imóvel vai ao encontro do atual momento de discussão sobre a utilização do espaço público, observada não apenas em Belo Horizonte, mas também em outras cidades brasileiras e no exterior. “Estamos muito felizes em poder contribuir para o resgate histórico desse belíssimo imóvel, que está fechado há anos, e por levantar uma reflexão sobre o hipercentro da capital. A edição realizada em 2000, na Casa do Conde, foi responsável pelo maior público da história da Casa Cor Minas em todos os anos. Outro ponto interessante é nosso histórico, que já contabiliza 13 edições realizadas em imóveis tombados, servindo para levantar questões sobre a importância da preservação e o resgate destes imóveis e também por gerar visibilidade e acessibilidade a esses prédios, contribuindo assim para a preservação da memória e da identidade cultural da cidade”, destaca Eduardo.

Juliana Grillo destaca a relevância do tema desta edição: Foco no Essencial. Trata-se de um tendência mundial trazida a partir do questionamento sobre o excesso de supérfluos em todas as áreas, tanto de consumo, como de informação. “A proposta para esta edição é um verdadeiro desafio para que arquitetos, designers de interiores e paisagistas possam surpreender o público com projetos que consigam trazer o design para mais perto das pessoas. O espaço que escolhemos para abrigar a mostra deste ano está em perfeita sintonia com sua temática, na medida em que possibilita ambientes mais amplos, com espaços generosos, capazes de trazer muitas possibilidades de reflexão sobre a moradia com foco no essencial. A ideia desta edição é mostrar que a vida pode ser mais simples”, reflete a diretora.

Serão utilizados ao todo cerca de 4.000 metros quadrados de área, que serão distribuídos em aproximadamente 40 ambientes. A organização espera receber 40.000 visitantes durante o evento.

Eu já estou ansiosa para a abertura oficial da mostra e para escolha dos ambientes da 23a edição. A proposta do tema será um desafio fabuloso para trazermos o design mais perto das pessoas. Contemos os dias!

 

Flávia Freitas

Coleções

A coleção de pratos  ganhou destaque na parede Foto: Henrique Queiroga
A coleção de pratos ganhou destaque na parede Foto: Henrique Queiroga

Para quem costuma colecionar objetos é importante saber como coloca-los na casa, de forma que não sobrecarregue o ambiente.

Admito quem faz coleção de alguma coisa. A pessoa tem que ser persistente, incansável e ter um espaço para guardar a coleção. Dependendo do que colecionar, gasta muito espaço. Pratos, bonecas, canecas, caixas, copos, jarras, quadros, corujas, elefantes, selos, papel de carta. Dá de tudo. Quando era adolescente colecionei Barbies e papel de carta. Era mais fácil de guardar, mas depois que fiquei mais adulta parei com tudo.  Algumas coleções podem – e devem – ser expostas, porém é preciso saber adequá-las corretamente nos ambientes da casa para não pesar os espaços e ficar uma bagunça.

De acordo com a arquiteta Simone Rocha, o primeiro passo para organizar as coleções em casa é identificar e separar os diferentes produtos ou objetos para que se tenha uma melhor disposição dos mesmos. “Esta divisão pode ser feita em função do tipo de objeto, das cores, materiais, tamanhos, origem ou qualquer outro parâmetro estabelecido pelo proprietário. Nesta etapa é importante ter a capacidade de se desfazer daqueles itens que não possuam valor – sentimental, histórico ou financeiro -, evitando assim um acúmulo desnecessário. Feita esta triagem, deve-se passar para a disposição das coleções nos ambientes, que dever variar conforme o tipo de objeto colecionado. Por exemplo: uma coleção de xícaras pode ser armazenada na cozinha ou espaço gourmet, enquanto louças e cristais ficam melhor na sala de jantar e os livros vão bem em escritórios, quartos ou salas de TV”, explica.

Que me desculpe a arquiteta, mas quem coleciona o faz visando ter uma coleção grande, diversificada e não tanto pelo valor financeiro. Não acredito que um colecionador vai querer desfazer de algum item da coleção porque não tem valor sentimental ou financeiro. Para a profissional, não há regra em onde exibir a coleção, principalmente quando é de objetos neutros, como quadros, obras de arte e adornos trazidos de viagem. O ideal é identificar e aproveitar espaços de destaque na decoração que permitam valorizar as coleções.

Peças de cristal foram postas na mesa de centro. Foto: Henrique Queiroga
Peças de cristal foram postas na mesa de centro. Foto: Henrique Queiroga

Os mobiliários mais apropriados para dispor as coleções são prateleiras, estantes com nichos e mesas de centro. De acordo com Simone, a criatividade também conta muito neste momento e as coleções podem até mesmo compor espaços inusitados e bem divertidos. “Se os objetos forem muito pequenos e em grande quantidade, o ideal é colocar em móveis com portas de vidro, que permitam a visualização, mas, ao mesmo tempo, protejam a coleção contra poeira e desgastes do tempo. Se a coleção for de itens maiores e em menor quantidade, podem ficar em espaços abertos. Dispor os objetos em carrinhos de chá, baús e penteadeiras também pode ser uma ótima opção, pois agregam charme e destaque ao ambiente. Na hora de definir o local, o importante é analisar a proporção entre os objetos e o móvel, buscando não encher muito. É preciso áreas ‘de respiro’, para se ter uma melhor visualização e maior destaque à coleção em si”, explica.

A altura dos móveis também é um fator que deve ser observado, pois mesas de centro e móveis mais baixos podem desvalorizar coleções de itens muito pequenos que acabam passando despercebidos por ficarem abaixo da linha do olhar. Outro ponto a ser considerado é a composição das cores. “Deve ser levada em consideração a paleta de cores do ambiente. No caso de coleções com cores muito diversificadas, procure dispor em ambientes que tenham tons neutros e tons pastel, de forma a valorizar os objetos. O uso de móveis leves, com vidro e transparência também ajuda a valorizar os objetos em si. Deve-se agrupar e separar as diferentes coleções e evitar a ocupação de todos os cantinhos com as mesmas, permitindo que o olhar foque distintos pontos de destaque. Caso o acervo seja muito grande, uma boa solução pode ser deixar parte das coleções guardadas e ir alternando os itens expostos periodicamente, de maneira a renovar sempre a decoração e evitar a sensação de um espaço visualmente carregado”, explica.

Isabela Teixeira da Costa

Do lixo ao luxo

Foto: Priscilla Fiedler
Foto: Priscilla Fiedler

Empresa curitibana cria linha de móveis exclusiva desenvolvida com cordas ecológicas produzidas com PET.

Há mais de 50 anos, foi fundada em Curitiba a GS Fibras Naturais, uma das principais empresas brasileiras do mercado de mobiliários Premium. Já consolidada no Brasil e em outros países do mundo, entre eles os Estados Unidos, a empresa resolveu inovar e criou uma linha ecológica exclusiva, com móveis desenvolvidos artesanalmente com corda ecológica, produzidas a partir da reciclagem de garrafas PET.

Foto: Priscilla Fiedler
Foto: Priscilla Fiedler

O PET (Poli Tereftalato de Etileno) – plástico usado em garrafas descartáveis – tem a aparência frágil, é de difícil degradação e traz grandes problemas para o meio ambiente quando descartado normalmente. Porem, pode passar  por uma limpeza especial e ser reaproveitado para a criação de outros produtos. Sempre preocupada com o meio ambiente, a GS Fibras Naturais foi a primeira empresa brasileira a fabricar uma linha inteira de móveis com cordas feitas de PET, que utiliza em sua fabricação 100% de material proveniente das garrafas recicladas. Para produzir 1kg de corda PET, são retiradas da natureza 20 garrafas PET de 2 litros.

“Derivado do poliéster, o PET apresenta um alto grau de resistência, além de ter baixa elasticidade, o que o qualifica como um dos melhores materiais para utilizar na fabricação de cordas para amarração. Nossas cordas são testadas em laboratórios e possuem laudo técnico que atestam sua capacidade à ruptura, indicado qual é seu limite e garantindo um produto de qualidade para o consumidor”, explica Vitor Stival, diretor da GS.

São mais de 50 peças na coleção, entre elas um puff desenvolvido pelo designer Marcelo Rosenbaum. “Todas as peças são montadas manualmente para garantir a máxima qualidade. Além das cordas ecológicas, nossos produtos são desenvolvidos com madeiras licenciadas, tudo para garantirmos a sustentabilidade dos nossos produtos e, principalmente, para contribuirmos para um mundo melhor para todos”, completa Vitor.

Um belo exemplo de sustentabilidade que deveria ser seguido por mais empresas. Vejam alguns dos modelos nas fotos de Priscila Fiedler.

Isabela Teixeira da Costa

A cor do ano

Cor2017Verde Greenery é a cor escolhida pela Pantone em 2017.

O verde greenery foi escolhido para resgatar a sintonia com a natureza e um novo começo. Como diz a própria Pantone o “tom amarelo-verde fresco e forte, que evoca os primeiros dias da primavera, quando o verde da natureza revive, se restaura e se renova”.

A cor verde além de trazer a natureza para dentro de casa também acalma, reduzindo a ansiedade e proporcionando a sensação de bem-estar. Podemos fazer combinações perfeitas com o tom escolhido usando tons pastel, cores neutras, vibrantes e usar tons mais escuros de verde.

Veja também a paleta com as 10 cores tendência primavera 2017:

pantone2017PANTONE 17-4123 Niagara

Confortável e confiável, Niagara lidera o FCR PANTONE como a cor predominante para a Primavera 2017. Niagara é um azul-clássico “denim-like” (jeans), que vem ao encontro do nosso desejo por simplicidade e relaxamento.

PANTONE 13-0755 Primrose Yellow

Por outro lado, Primrose Yellow brilha com calor e vitalidade. Convidando-nos para o seu acolhimento instantâneo, este tom amarelo alegre nos transporta para um destino marcado pelo entusiasmo, alegria e dias ensolarados.

PANTONE 19-4045 Lapis Blue

Transmitindo ainda mais energia temos o Lapis Blue. Forte e confiante, este tom azul intenso está impregnado com um brilho interior.

PANTONE 17-1462 Flame

Uma laranja com notas vermelhas, Flame, é um tom gregário e divertido. Flamboyant e vivaz, esta cor maravilhosamente teatral acrescenta um calor fogoso à palheta Primavera 2017.

Divulgação
Divulgação

PANTONE 14-4620 Island Paradise

Island Paradise é um tom aqua refrescante que provoca uma mudança de cenário. Esta cor fria verde azulada fala do nosso sonho de dar uma grande escapada, mesmo porque Island Paradise é uma cor emblemática de ambientes tropicais e do nosso desejo de relaxar.

PANTONE 13-1404 Pale Dogwood

Continuando no clima tranquilo, Pale Dogwood é um rosa calmo e sossegado que traz em si uma aura de inocência e pureza. O discreto Pale Dogwood é um rosa sutil cujo toque suave apresenta um brilho saudável.

PANTONE 15-0343 Greenery

Como um sopro refrescante, Greenery é um verde-amarelado picante que nos lembra da nossa necessidade de explorar, experimentar e reinventar. Ilustrando florescimento e folhagens, os atributos férteis de Greenery são como uma respiração profunda, que oxigena e revigora.

PANTONE 17-2034 Pink Yarrow

Tropical e festivo, Pink Yarrow é um tom lunático e revigorante, uma tentação sedutora. Decidido, chamativo e tempestuoso, o animado Pink Yarrow é uma cor cativante e estimulante, alto-astral, que passa muita adrenalina.

PANTONE 18-0107 Kale

Evocando cenários ao ar livre e um estilo de vida saudável, Kale é outro verde à base de folhagens que aumenta o nosso desejo de se conectar com a natureza, semelhante ao Greenary, que é mais vivaz. Assim como é na natureza, este verde natural, exuberante e fértil, passa a ser um complemento perfeito como uma cor de fundo para os tons mais vibrantes da palheta.

PANTONE 14-1315 Hazelnut

Completando o ciclo das 10 cores da Primavera 2017, temos a cor de avelã, Hazelnut, um neutro chave para a Primavera. Esta cor traz à mente a naturalidade das terras. Despretensioso, com um calor inerente, Hazelnut é uma cor de transição que facilmente conecta as estações do ano.

Flávia Freitas

 

 

Área externa

pergolaA importância de decorar ambientes externos é a mesma de deixar o interior da sua casa lindo.

Ter uma área de lazer é um privilégio. Transformar essa área em um espaço de relaxamento e convivência com personalidade e sofisticação tem deixado cada vez mais as pessoas interessadas em investir nessas áreas.

O uso do deck de madeira é uma das opções mais tradicionais e interessantes para varandas gourmet, piscinas, ofurôs e spa, oferecendo um ar elegante e harmonioso para ambientar o seu espaço. Para dar um visual aconchegante podemos investir em mesas com ombrelone, cadeiras, pufes, sofás e espreguiçadeiras. Abusar de um belo projeto de iluminação é um ótimo recurso para deixar seu espaço mais bonito, iluminado, além de destacar o seu mobiliário e paisagismo.

Existem no mercado várias opções para você fazer o seu deck. Você pode construí-lo sob medida ou comprar em módulos. O mais usado são as madeiras Ipê e Cumaru, são famosas por sua beleza, funcionalidade e ótima resistência apresentadas após o tratamento com selante. Além de terem um preço acessível.

É possível construir com outros tipos de materiais. Pode ser feito de porcelanato, usando peças que simulam as cores da madeira, e também com plástico reciclado, material que tem sido muito usado. É instalado da mesma maneira que se instala um deck de madeira, fazendo encaixes das partes plásticas.

O que tem enriquecido muito as áreas externas também é o uso de pergolados ou pérgola: estruturas feitas com pilares e vigas paralelas que podem ser construídas com materiais diferentes como madeira, metal, concreto ou até mesmo feito de bambu para ambientes mais sombreados.

Os pergolados proporcionam um ambiente aconchegante e de relaxamento, podendo ser  aberto ou fechado com tecido, vidro ou policarbonato translúcido para proteção de chuva,  deixando o ambiente leve e bem iluminado.

A combinação da pérgola com o paisagismo é perfeita. Servindo de apoio para plantas  como trepadeiras, criamos um espaço com um aspecto clássico, bonito e convidativo. O resultado visual fica incrível com as flores cobrindo as colunas e as vigas.

Na Itália as pérgolas eram usadas como suporte para plantio e cultivo de parreiras de uva. Porém, hoje são usadas principalmente para dar um charme às vilas italianas. São usadas também em varandas como uma extensão da estrutura da casa ou em meio a jardins oferecendo descontração e bucolismo ao ambiente.

Flávia Freitas, engenheira e designer de interiores.

Vejam algumas inspirações de decks e pérgolas para a sua área externa.

Chevron na decoração

quarto-bebeMas o que vem a ser a estampa Chevron?

Chevron é uma estampa com forma gráfica, aquele desenho zig zag, com estilo minimalista que está muito presente na moda e na decoração.

Criada pela grife italiana Missoni, a Chevron passou a ser usada como uma das estampas mais amadas e marcantes do mundo. Além do grande sucesso nas roupas e sapatos, podemos vê-la nas decorações de ambientes personalizados, coloridas ou em branco e preto, presentes em papeis de parede, revestimentos, tapetes, poltronas, cortinas e adornos.

revestimento-vitrica-colecao-mosaicoPara quem prefere somente um detalhe da Chevron, ela pode ser pontuada em adornos, como almofadas, colchas ou simplesmente uma poltrona de canto, fica incrível.

poltronaJá para os amantes da estampa, porque não ousar em um belo tapete ou papel de parede ou até mesmo em um revestimento para deixar seu ambiente com estilo bem arrojado.

O uso da Chevron também pode estar presente em quartos infantis, sendo uma grande aposta, principalmente para casais que preferem um quarto mais moderno e colorido para a chegada do seu bebê, criando ambientes sensacionais com a composição de cinza, Tifanni, amarelo, branco, rosa, vermelho, branco.

Segue um pouquinho das belas criações que podemos ter com este estilo.

Flávia Freitas

Salvar

Clima de Natal

Natal by Casa Futuro / Foto Divulgação
Natal by Casa Futuro / Foto Divulgação

O ano está acabando e com ele chega o clima de Natal e todas as suas luzes e cores.

Ontem, feriado, nos damos ao luxo de ficar em casa. Com essa chuvinha então, que delícia, pude curtir mais tempo a cama. Dormir até tarde não rola, meu relógio biológico é infalível, mas fiquei debaixo das cobertas assistindo TV – sou telemaníaca – os jornais e zapeando.

Entre as diversas matérias uma delas foi sobre as decorações de Natal que já estão por todo lado, sugestões de pratos para ceia de Natal. Tudo que eu amo. Para quem não sabe ainda, amo o Natal e não ligo a mínima para Réveillon. Acredito que muito por ser o dia que Jesus nasceu, momento de reunião familiar, pela decoração especial, e nem tanto pela troca de presentes.

Foto Estado de Minas reprodução
Foto Estado de Minas reprodução

Por sinal, os presentes já foram abolidos da minha família há alguns anos. Só damos presentes para nossa mãe, cada um para seus filhos e todos nós para as crianças da família. Agora já são cinco. Antes era uma multidão, todo mundo dando para todos. Depois decidimos fazer amigo-oculto entre os maiores de 18 anos, porém até isso decidimos abolir depois de um tempo. Ficou melhor, menos comercial.

Uma de minhas funções no jornal é o trabalho com creches comunitárias. Anualmente fazemos uma grande festa de Natal onde reunimos todas as crianças de 4 e 5 anos das creches beneficiadas pela Jornada Solidária Estado de Minas. É lindo. Elas brincam a manhã toda, voluntários se vestem de personagens infantis, tem a chegada do Papai Noel, lanche, entrega de presentes.

Foto Estado de Minas reprodução
Foto Estado de Minas reprodução

Antes da festa, visitamos as creches e falamos da festa. E pergunto para as crianças o que é o Natal. Fico indignada porque nenhum deles responde que é o nascimento de Jesus. E aí vou contando que o Natal é aniversário de Jesus, filho de Deus, que veio aqui para morrer por nós, para nos salvar. É tão importante isso. Comemorar o nascimento do maior presente de Deus, pelo grande amor que tem por nós, nos deu, seu único filho, Jesus. Não podemos esquecer disso. Esse é o motivo de celebrar o Natal, o resto é perfumaria.

Amo a cidade quando as pessoas decoram suas casas do lado externo. Saio de carro passeando, admirando cada fachada e “viajando” da minha imaginação. Vou na Praça da Liberdade, na Avenida Barbacena que são magistralmente decoradas. Cláudia Travesso, da Futuro é quem assina há anos e se supera sempre.

Por sinal, a loja dela, na Rua Rio de Janeiro, em Lourdes está um escândalo de linda, toda iluminada. Aproveitei a folga e já decorei minha casa. Tenho que confessar duas coisas: depois que os natais passaram a ser comemorados no sítio desanimei um pouco de arrumar minha casa, e sou frustrada porque nunca soube pendurar luzinhas na minha varanda de forma que ficasse bonito. Não sei como as pessoas fazem. Pergunto e ninguém que conta o segredo. Com durex não é porque chove e ele mela inteiro. Fita crepe aparece. Mistério!!!

Bem-vindo Natal, bem-vindo fim de ano.

Isabela Teixeira da Costa

Azulejo português

20161007_183355A beleza dos azulejos português.

Em viagem recente a Portugal percebi que, além da história, da arquitetura antiga, das casas de fado e da gastronomia, a arte da azulejaria é uma das coisas mais belas de se ver.

O uso dos azulejos em painéis, palácios, igrejas e fachadas dos edifícios, numa estreita relação com a arquitetura me fascinou.

De origem Árabe, o azulejo é considerado hoje, uma das expressões mais fortes da cultura portuguesa. Com diferentes características, este material tornou-se um elemento de construção em diferentes países, assumindo-se em Portugal como um importante suporte para as expressões mais fortes da cultura com intervenção poética ao longo de mais de cinco séculos. Normalmente associado à arquitetura, em revestimento de interiores ou exteriores ou como elemento decorativo, transformou Lisboa em referência mundial nesse tipo de arte ornamental.

Os azulejos portugueses também serviram de fonte de inspiração para artistas modernos fazerem suas releituras do passado, como é o caso da artista plástica Adriana Varejão que fez um belo trabalho usando azulejo como elemento essencial de sua pintura, dando às artes plásticas brasileira muita expressividade.

A artista plástica Viannita Barcellos que estudou a arte da azulejaria em Portugal cria belíssimos painéis fazendo a releitura dos azulejos do século XVIII usando as cores que dominavam na época, azul e branco, e inovando inserindo cores da tropicalidade brasileira.

Na verdade a arte da azulejaria  continua assumindo posição de destaque e renovação na arquitetura contemporânea brasileira.

Segue algumas fotos de da arte dos azulejos e Portugal.

Flávia Freitas