Festival Fartura Comidas do Brasil começa hoje em BH

Hoje e amanhã BH tem Festival Fartura – Comidas do Brasil, com mais de 70 atrações e vários chefs renomados de 10 estados do país.

Em sua quarta edição em Belo Horizonte, o Festival Fartura – Comidas do Brasil será realizado nos dias 21 e 22 de outubro na Rua Tenente Brito, 1090 – em frente à Sala Minas Gerais, no Barro Preto. O evento reúne mais de 70 atrações que foram pesquisadas durante a Expedição Fartura que já percorreu o país em busca de ingredientes e personagens que enriquecem a gastronomia brasileira.

No fim de semana seguinte, dias 28 e 29 de outubro, o Fartura inova com a versão Fartura Belo Horizonte Kids, que reunirá o que tem de melhor para as crianças em BH. A programação é voltada para os pequenos de todas as idades, que colocarão a mão na massa como mini-chefs, se divertindo e aprendendo em um momento para toda a família.

Os ingressos serão trocados por 4 kg de alimento ou R$15 e tudo que for arrecadado será doado para o Servas e o Projeto Mesa Brasil, do Sesc.

O Espaço Chefs e Restaurantes é onde os convidados servem pratos especiais para o público. Nele será possível experimentar as receitas de grandes chefs como Pedro Siqueira (Puro e Massa – RJ), Tássia Magalhães (Pomodori, São Paulo), Fabricio Lemos (Amado, Salvador), Felipe Oliveira (Tragaluz, Tiradentes), Bruna Martins (Birosca s2, Belo Horizonte), Rafael Torcceto (Campagne Restaurante, Macacos), Pablo Oazen (Garagem Gastrobar, Juiz de Fora)

Já em Petiscos, Lanches e Doces, o público irá provar o Falafel de feijão verde do Onildo Rocha (Cozinha Roccia, João Pessoa), o croquete de pastrami do Gustavo Rozzino (Sandoui, SP), o espetinho kobe do Gael Paim (Butcherry BBQ & Drinks, Belo Horizonte), os sanduiches de salmão curado ou pastrami artesanal do Bruno Alves (Delika, São Paulo), o Bolo da Matilda da Luana Drummond (Doce que Seja Doce, Belo Horizonte), o torresmo de barriga do Luiz Paulo Mairink (Bitaca da Leste, Belo Horizonte), entre outros.

O local direcionado a Produtos e Produtores apresenta ingredientes pesquisados durante a Expedição Fartura. Quem passar por lá vai conhecer achados como a Bala de Coco do Xurú (MG), Doce de Leite de Mel (SP), Doce Leite do Grama (MG), Produtos com Jabuticaba da Vovó Helê (MG), Produtos derivados de Caju (PI), Castanha de Baru (MG), Cachaça (MG), Queijo Catauá e Queijo Tarôco (MG), Samiseki Farofa Gourmet (PA), e Nugali (BA).

Há ainda o Espaço Degustação, onde profissionais da gastronomia farão palestras sobre cases de sucesso, pratos, receitas e produtos de várias regiões do país, sobre temas como tucupi, a cozinha portuguesa, queijos e cervejas ou o ciclo do café.

Quem for poderá participar de aulas práticas no Espaço Interativo, com os chefs Lucas Corazza (Que Seja Doce, São Paulo) e Mariana Correa (La Patisserie, BH).

E não podemos deixar de citar a Cozinha ao Vivo, área destinada à demonstração ao vivo do passo a passo de produção, preparo e venda de receitas diferenciadas dos chefs convidados, como Rafaele Autorino (Pecatore, BH), Luca Bahia (BH), Idalina Vieira Mattos (Gaeta, Guarapari), entre outros.

 

Fartura BH Kids

 

Nos dias 28 e 29 de outubro será promovida a primeira edição do Fartura Kids, no mesmo local do Festival Fartura, com uma programação gastronômica e artística toda voltada às crianças e suas famílias. A edição se destaca por ser o primeiro festival criado especialmente para os pequenos. Com profissionais especializados no ramo, as crianças vão colocar a mão na massa aprendendo receitas especiais, oficinas separadas por idade e atividades que busquem aproximar o universo gastronômico, unindo diversão e conhecimento. Enquanto esse novo mundo é descoberto, os pais podem frequentar aulas voltadas para uma melhor nutrição de

seus filhos e também se divertir em família.

 

SERVIÇO

Festival Fartura – Comidas do Brasil – Belo Horizonte

Data: 21 e 22 de outubro

Horários: sábado – 12h às 22h | domingo – 12h às 20h

 

Festival Fartura Kids

Data: 28 e 29 de outubro

Horários: Sábado e Domingo – 10h às 20h

Local: Rua Tenente Brito, 1090 – em frente à Sala Minas Gerais, no Barro Preto.

Ingressos: R$ 15 ou 4 kg de alimento.

Cuidados com a pele

Proteger de manhã, reparar à noite. Entenda a atuação diferenciada de cosméticos diurnos e noturnos.

Nunca fui de cuidar da pele, mas este ano conheci a dermatologista Tathya Taranto e decidi tratar da minha pele, afinal, já passei dos 50 e entrei no processo de emagrecimento rápido por causa da cirurgia bariátrica. Ela me deu água micellar e sabonete para limpar a pele e alguns cremes para o dia, protetor solar e um creme para a noite. Tenho que confessar que os do dia uso religiosamente, mas o da noite… Quanta preguiça.

Aí, li um texto de outra dermatologista, não desfazendo da minha de maneira nenhuma, que acho espetacular, mas me abriu os olhos. A especialista Isabel Piatti explica que as necessidades da pele mudam de acordo com o período do dia e quais são os melhores ativos para a um tratamento completo. Ou seja, o que estou fazendo não está adiantando muito, porque falta uma parte importante, por displicência da minha parte.

“Assim como algumas dietas enfatizam consumo de carboidratos no período diurno, para produção de energia, e uma maior ingestão de proteína à noite, as necessidades da pele também são diferentes de acordo com o período do dia. De maneira geral, o período diurno é ideal para hidratação, ação antioxidante e fotoproteção. Já durante a noite, como estamos em repouso, nosso organismo está propício ao reparo celular e biomolecular em relação a todos os órgãos, então os cosméticos devem privilegiar ativos que promovam reparo, regeneração e reorganização celular”, explica Isabel.

Isabel enfatiza que por causa de agressores ambientais como o sol e a poluição, existe a necessidade do uso de ativos com propriedades antioxidantes, além da proteção solar. “Nesse período, por conta desses agressores, há uma maior geração de radicais livres, por isso é fundamental uzar ativos específicos”, comenta a dermatologista. “O indicado são produtos com ativos como: Hydroxyprolisilane CN (estimula a biossíntese de colágeno e reduz a oxidação); Neuroxyl NP (ação preventiva e reparadora antioxidante e antipoluição); a clássica Vitamina C (antioxidante neutralizador de radicais livres e que retarda o envelhecimento intrínseco além de atuar na síntese de colágeno); PCA-Na e Ácido Hialurônico para hidratação; Pentacare NA (que confere efeito tensor imediato, mantém a hidratação e elasticidade); Manteiga exótica (para hidratação e nutrição); e os filtros Dióxido de Titânio (proteção física), Octil Metoxinamato (proteção química) e Tinosorb M (filtro solar de tripla ação — absorvedor UV, dispersor e refletor da luz)”.

Já no período da noite, a atividade de renovação da pele é mais intensa e profunda, por isso são indicados ativos que estimulem ainda mais essa função. “Isso facilita a absorção de outros nutrientes responsáveis pelo processo de reparação, regeneração e nutrição”, enfatiza Isabel. “O ideal são produtos com ativos: DMAE (antioxidante que proporciona efeito tensor, elasticidade, firmeza e tonicidade); Carnosine (ação antiglicante, combate as reações de cross-linking, estimulando a síntese de novas fibras de colágeno); e Raffermine (aumenta a elasticidade e previne a degradação das fibras colágenas e de elastina). Não esqueça também de investir em limpeza, para retirada de partículas poluentes e sujidades que ficam aderidas à pele, e esfoliantes de duas a três vezes por semana, para ajudar no processo de renovação celular”, indica.

Dra. Tathya, prometo que agora vou usar o creme noturno rotineiramente.

Isabela Teixeira da Costa

LowCarb: a moda que veio pra ficar

A dieta Lowcarb está na moda há um bom tempo e tem ganhado cada dia mais adeptos, o importante é não cortar todo o carboidrato pois o organismo necessita dele para um bom funcionamento.

Criadas na década de 90, as dietas lowcarb são programas alimentares que restringem o consumo de carboidratos, muitas vezes, para o tratamento de obesidade ou diabetes. O termo “dieta pobre em carboidratos” é geralmente aplicado às dietas que restringem a ingestão de carboidratos para menos de 20% do total de calorias, mas, também podem referir-se às dietas que simplesmente restringem ou limitam os hidratos de carbono a menos que as proporções recomendadas (geralmente menos de 45% do total de energia proveniente de carboidratos).

O carboidrato em excesso inflama e pode promover excesso de peso. Apesar disso, nosso corpo precisa desse nutriente, mesmo que em pouca quantidade, para gerar energia, ajudar na recuperação dos músculos e manter a mente alerta. Então daí surge a aposta da lowcarb, que consiste em montar um cardápio especifico para que o organismo utilize outra fonte de reserva –  de preferência gordura – para gerar energia. Segundo a nutricionista Pâmela Sarkis, a base da lowcarb se resume em reduzir a porção de carboidratos no plano alimentar para 10 a 20%, seja para emagrecer ou não.

“A maioria dos alimentos naturais, mesmo os que não são fontes, contém um teor mínimo de carboidratos seja na casca ou em alguma parte. Por isso, não tem como obter uma dieta isenta 100% de carboidratos e saudável ao mesmo tempo. Uma dieta normal tem entre 50 e 60% e quando trabalho com a lowcarb com meus pacientes utilizo entre10 e 30%, teor nada prejudicial em relação à energia”, conta Pâmela.

É necessário subir 20 lances de escada para queimar as calorias de uma fatia de pão. Algo tem que ser feito para ajudar a queimar o que a pessoa ingeriu se esse for o objetivo. E, mesmo estando numa dieta como a lowcarb, os exercícios também são necessários quando o foco é perda de peso.

Para Pâmela, o exercício potencializa muito os resultados de emagrecimento. “Quem não associa a dieta a uma atividade física deve reduzir o carboidrato e o valor calórico total para ver resultados em perda de peso. Isso é importante para que o corpo tenha menor estimulo de liberação de insulina, hormônio associado com ganho de peso, liberado pelo pâncreas principalmente quando consumimos carboidratos”, diz.

Existem vários tipos de dieta LowCarb, mas, as mais conhecidas são Atkins, que fez um sucesso estrondoso na década de 90, e foi aderida por muitas estrelas de Hollywood, e mais recentemente a Dukan, que é bem parecida, mas um pouco mais flexível que a primeira. Ambas receberam os nomes de seus criadores.

Em uma revisão de vários estudos, os cientistas constataram que 1.797 voluntários submetidos a uma alimentação com baixo carboidrato (cerca de 20%), por até dois anos, tiveram uma redução nos riscos de doenças cardiovasculares, além de apresentar melhora na glicemia e na qualidade do sono, comenta o endocrinologista Pedro Assed, pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Gota).

Quando atingir seu objetivo com a dieta, e já tiver uma estabilidade no peso desejado, faça o processo inverso da lowcarb: volte lentamente a consumir porções maiores dos carboidratos nas suas refeições, mas não tanto quanto antes. Exames clínicos mostram que entre 25 e 40% por dia do carboidrato é o necessário. “Prefira os carboidratos integrais ou os que têm uma absorção mais lenta, como batata doce, inhame, mandioca e cará”, acrescenta a nutricionista.

Problemas e dores

Às vezes é bom tomarmos conhecimento de problemas de outras pessoas para cairmos na real e percebermos que o nosso não é o maior e nem o único do mundo.

Qual a maior dor? E o pior problema? É engraçado, mas uma das coisas que ouvi muito no último mês foi isso: qual a maior dor? Consequência do cálculo renal e da cólica ser tida como das piores dores que existem. Inclusive comparam com a dor do parto, dizendo que a dos rins é pior. Como eu já tive uma filha, a pergunta é imediata, na tentativa de matar a curiosidade e conseguir a resposta.

Realmente, a cólica renal é terrível, da mesma forma que a dor da contração no trabalho de parto também, porém, fui anestesiada antes do parto, dessa forma, a dor mesmo da hora H do parto não senti, bem como a maioria das mulheres não a sente mais, desde que inventaram a anestesia. As únicas corajosas que enfrentam tudo, a seco, são as que optam pelo parto natural, de cócoras ou dentro da água. Essas sim, rejeitam qualquer medicação, querem sentir todo o processo de dar a luz.

Porém, independente de saber qual a pior dor em termos de classificação médica ou popular e sem querer menosprezar qualquer tipo de mal, penso que a pior dor é a que estamos sentindo no momento. Sinceramente, não fomos criados para sofrer. Tudo o que nos tira do normal, da nossa condição natural e saudável é extremamente desagradável e, portanto, na minha opinião, o pior sofrimento no momento.

Fazendo um comparativo com a dor, pensei em problemas. Algumas pessoas têm o costume de achar que o seu problema é o maior ou, até mesmo, o único do mundo. Realmente, quando estamos com um problema, sofremos e tentamos resolvê-lo, algumas vezes sem sucesso. A angustia pela qual passamos nos leva a um estado que muitas vezes nos impede de enxergar a luz no fim do mundo.

Tenho um grupo de amigas, e, há algumas semanas, uma delas passou por um grande problema, daqueles que a gente acha que só existe em novela. Nos unimos para ajudá-la, dentro do possível, darmos apoio e orarmos por ela. Depois, outra amiga, chocada pelo que tinha ocorrido me chamou no canto e disse: “Depois dessa acho que não tenho problema nenhum”.

Uma chacoalhada dessas é boa. Não que vamos deixar de ter problemas, mas poderemos, de forma racional, colocar os nossos problemas na categoria correta em vez de supervaloriza-los. É problema? É, mas não é o maior e nem o único. Não é tão grande como imaginamos que seja. Quando deparamos com outro maior e mais complicado, recebemos um choque de realidade e isso nos ajuda a ver nossa situação com outros olhos e muitas vezes conseguimos achar o caminho para solucionar a situação difícil pela qual passamos. É como se, por alguns momentos, nos distanciássemos do nosso mundo que estava nos engolindo.

Sabe aquela máxima que quem está de fora enxerga melhor a situação? Pois é, foi mais ou menos isso que ocorreu naquele momento. Achei tão interessante que resolvi compartilhar aqui. Por pior que seja o nosso problema, devemos saber sempre, que tem muita gente com problema pior. Devemos manter a calma e tentar ser racionais para conseguir ver a situação como se fosse uma pessoa de fora, e assim resolver o problema.

Isabela Teixeira da Costa

Arte, exposições, polêmicas e crianças

Imagens pesadas de cunho erótico não devem ser liberadas para o público em geral por receberem o nome de arte. Artes plásticas deveriam ser classificadas como os filmes.

Exposições com nudez e cenas eróticas causam polêmica Foto MAM/Divulgação

Não queria entrar nessa discussão de arte que se abateu sobre o país, porque seria mais uma leiga a palpitar sobre o assunto, já que não sou entendedora de arte. Claro que tenho minha opinião. Porém, li um artigo escrito pelo jornalista Alexandre Garcia que achei de tamanha propriedade que decidi dar minha opinião e reproduzir o texto de meu colega a seguir.

Fiquei chocada com a exposição feita pelo Banco Santander em Porto Alegre, no mês de agosto, aberta ao público em geral, com obras que promoviam blasfêmia contra símbolos religiosos e faziam apologia à pedofilia e à zoofilia. As cenas de sexo eram grotescas e chocantes. Foram tantos protestos – graças a Deus – que cerca de 30 dias depois o banco cancelou a exposição. Esta exposição foi terrível.

Em outubro, outra exposição causou polêmica, no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo. O artista Wagner Schwartz manipula uma réplica de plástico de uma escultura da série e se coloca nú, entregue à performance artística, convidando o público a participar. A apresentação foi na estreia do 35º Panorama de arte Brasileira, tradicional bienal, aberta a visitantes, com uma sinalização sobre a nudez na sala.

O que vejo de muito errado nisso tudo é a livre visitação. Querem mostrar imagens obscenas, mesmo que seja como “arte” (cada um tem um conceito e não entro nesse mérito, apesar de eu não gostar), que seja em sala fechada, com limite de idade, tipo permitido para maiores de 18 anos. O mesmo deveria ter sido feito na abertura da exposição do MAM. Não foi, simplesmente informaram que havia nudez.

Não sei de que maneira e qual o tamanho do aviso, mas uma coisa é certa, a criança que estava lá dentro não entrou sozinha, estava acompanhada de sua mãe e pelas imagens a mãe não me pareceu desavisada. Não estava surpresa e nem assustada. Entrou com a filha sabendo o que encontraria ali dentro e ainda deixou ou estimulou (não sei, o que ocorreu, mas foi o que li) a filha a tocar no artista. Se ela estava certa ou errada? Vai da opinião de cada um, eu acho errado, acho que dá margem para muita coisa que lutamos para evitar.

Leiam agora o texto do jornalista Alexandre Garcia:

Nossas crianças

“O volante Gabriel, do Corinthians, foi suspenso por dois jogos por causa de gesto obsceno feito para a torcida do São Paulo. Ele pusera a mão sobre a parte da frente do calção, entre as pernas. Fico me perguntando se seria arte, na mesma cidade, quando aquela mãe induziu a filhinha a tocar num homem nu deitado no chão. Em Jundiaí, a alguns quilômetros dali, um pai de 24 anos foi preso por estar fumando maconha no carro de vidros fechados,  com seu bebê de uma semana deitado ao lado. Fico me perguntando por que estava aberta para crianças uma exposição em Porto Alegre que mostra um negro com o pênis de um branco na boca, enquanto outro branco o penetra por trás. A mesma exposição tem uma ovelha sendo violentada por duas pessoas, enquanto uma mulher pratica sexo com um cachorro. Não entendi porque isso estava num museu, aberto a crianças, e não numa casa noturna de shows de esquisitices sexuais e restrito a adultos.

Tampouco entendi a performance de um homem nu que esfrega num ralador uma imagem de Nossa Senhora. Em São Paulo, alguém que pensa que somos idiotas explicou que o homem nu é arte interativa com o corpo humano. Ora, arte com o corpo humano é o que a gente vê, e aplaude, no Cirque du Soleil.  E a Veja, de que sou assinante, deve pensar que abandono meus neurônios ao abrir a revista. Comparou as garatujas da exposição de Porto Alegre a Leda e o Cisne, de Leonardo. Como piada, eu poderia acrescentar, no mesmo tom, que deveriam convidar o tarado ejaculador em ônibus para mandar uma foto a ser exposta entre as semelhantes manifestações de “arte”. As pinturas murais artesanais eróticas em Pompéia têm um significado histórico que o mau-gosto do tal museu não tem.

Tudo bem, eu não gosto, mas há milhões de gostam. Respeito. Só não aprovo, como cidadão, que abram as portas para as crianças se chocarem com essas agressões. Que limitem a adultos. Aprendi que arte é beleza, tem padrão estético, tem perfeição técnica, dá prazer intelectual. Há quem pense que arte é escatologia, agressão, garatujas ou até uma tela pintada de branco. Como disse Affonso Romano de Sant’Anna: “arte não é qualquer coisa que qualquer um diga que é arte, nem é crítico qualquer um que escreva sobre arte”.

No Peru, o povo encheu as ruas de Lima para exigir a retirada de doutrinação de crianças em assuntos sexuais no ensino público. E ganhou. Nas ruas, defenderam que as crianças são educadas pelos pais e parentes. No Senado brasileiro, excelentes senadores, como Ana Amélia (RS) e Magno Malta (ES) estão convocando os responsáveis por tais exposições a explicarem em CPI onde não estão agredindo o Estatuto da Criança e do Adolescente e qual o objetivo de envolverem crianças nos seus estranhos experimentos.”

Isabela Teixeira da Costa

Penne

Faça um penne ao molho de espinafre e tomate seco de receita fácil e bem gosto, ideal para uma refeição rápida.

 

Penne ao Molho de Espinafre com Tomate Seco

Ingredientes:

1 colher (sopa) de cebola picadinha

6 colheres (sopa) de farinha de trigo

3 colheres (sopa) de manteiga

5 xícaras (chá) de leite

1 maço de espinafre (só as folhas) aferventado e picado

100g de tomate seco picado

3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

sal a gosto

1 embalagem de Penne Adria cozido “al dente” (500g)

 

Modo de Preparo:

– Doure a cebola e a farinha na margarina. Junte, aos poucos, o leite mexendo sempre até engrossar. Acrescente o espinafre, o tomate seco, o queijo, o sal e misture bem. Sirva a seguir com o macarrão tipo Penne Adria.

 

Rendimento: 6 a 8 porções

 

Sedentarismo e maus hábitos alimentares causam doença

80% dos casos de câncer no mundo estão relacionados ao nosso modo de vida. Oncologistas apontam algumas medidas que contribuem para afastar os riscos de desenvolver a doença.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos de câncer no mundo estão relacionados ao nosso modo de vida. Entre os principais fatores responsáveis por este preocupante cenário estão hábitos alimentares pouco saudáveis e falta de uma rotina de exercícios físicos. Por isso, a recomendação é que pessoas de 18 a 64 anos pratiquem pelo menos 150 minutos de exercícios moderados por semana – ou, em média, pouco mais de 20 minutos por dia. Isso significa que pequenos ajustes na rotina, como caminhar pequenas distâncias, aderir à bicicleta como opção de transporte ou subir e descer escadas ao invés de usar o elevador, podem colaborar para o afastamento da grande maioria dos fatores de risco que levam ao surgimento da doença.

Posso falar isso com tranquilidade porque fui sedentária a vida inteira e este ano comecei a fazer pilates duas vezes por semana. É impressionante perceber como estava enferrujada e como deixei meu corpo chegar a este ponto. Já disse isso aqui algumas vezes, ganhamos de presente uma máquina em perfeito funcionamento e nós mesmos, por maus cuidados, vamos danificando-a. O grande problema é quando acordamos tarde de mais para este fator.

Estava obesa , com problema na coluna, joelhos, perna, glicose e colesterol altos. Mas Deus é tão bom comigo que colocou na minha frente o dr. Marcos Eduardo Valadares Meireles Martins da Costa, mais conhecido com dr. Marcos Martins. Minha vida mudou, sou outra pessoa. Para começar estou 36 quilos a menos. Sempre penso como conseguia carregar, o dia inteiro, 7 sacos de arroz e um de açúcar. Se quiser fazer isso hoje, não consigo. Mas andava com este peso a mais diariamente. Não há perna, joelho e coração que aguentem. E olha que tem gente muito mais pesa do que eu era.

“Sedentarismo, sobrepeso, obesidade e consumo excessivo de gorduras podem ser classificados como ‘vilões’ que respondem, em especial, pela elevação no risco de desenvolvimento de tumores que afetam intestino, endométrio, próstata, pâncreas e mama”, explica dr. Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO).

De acordo como especialista, estes fatores se tornam ainda mais preocupantes quando levamos em conta sua relação direta com o aumento constante nos registros de casos de câncer entre jovens. Dados do Inca apontam que a condição já é a segunda maior causa de morte de pessoas entre 15 a 29 anos no país, perdendo apenas para óbitos decorrentes de acidentes e violência. Entre 2009 e 2013, a entidade estima que 17.500 jovens morreram em decorrência de tumores malignos.

O incentivo à prática constante de exercícios físicos e ingestão de alimentos saudáveis surgem não apenas como iniciativas essenciais para frear os índices aumentados da doença como também forma de potencializar o processo de tratamento para pessoas com câncer. “Uma série de estudos científicos sugerem que indivíduos que praticam atividade física e seguem uma dieta equilibrada têm melhores respostas às terapêuticas e, portanto, apresentam taxa de sobrevivência maior ao câncer cinco anos após o diagnóstico”, afirma o oncologista do CPO.

Confira 10 passos indicados pelo médico que contribuem para a redução global dos riscos de incidência do câncer:

  1. Alimentação saudável é um hábito que ajuda na prevenção ao câncer. A dieta do mediterrâneo, que inclui frutas, peixes, grãos e azeite, é um excelente exemplo;
  2. Existem vacinas que podem contribuir para a prevenção do câncer. Um exemplo é a vacina contra o HPV, vírus responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero;
  3. Após os 40 anos, realize mamografia anualmente. A detecção precoce aumenta em até 95% as chances de recuperação em casos de câncer de mama.
  4. Na maioria dos casos, o câncer de pulmão está associado ao consumo de cigarro ou derivados. Parando agora, sua saúde melhora radicalmente. Em 1 ano, o risco de doenças ligadas a males do coração, como infarto, cai pela metade.
  5. A prática regular de atividades físicas ajuda a prevenir o câncer. O sobrepeso e a obesidade estão relacionados aos seguintes tipos de câncer: intestino, endométrio, próstata, pâncreas e mama.
  6. O apoio familiar é fundamental na vida do paciente oncológico. Centrados no cuidado integral, os tratamentos atuais ajudam o paciente na parte médica com terapias complementares como massoterapia, assistência nutricional e psicológica, além dos cuidados com a boca.
  7. A imunoterapia é hoje um grande avanço no tratamento do melanoma, câncer de pulmão, câncer de rim e outras doenças. Essa nova terapia potencializa o sistema imunológico para combater as células malignas.
  8. A detecção precoce do câncer pode salvar vidas. Consulte sempre um médico especialista e faça exames periodicamente.
  9. Existem testes genéticos que possibilitam a personalização do tratamento dos pacientes e, mais do que isso, a identificação de risco e o diagnóstico precoce de doenças hereditárias, incluindo o câncer.
  10. O câncer de pele é o tipo mais comum em todo o mundo, e pode ser prevenido. Evite e exposição ao sol entre as 10h às 15h. Use protetor solar diariamente com Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo de 30.

Poltrona

O designer Jader Almeida lança poltrona Celine em Belo Horizonte.

Poltrona Celine Foto Sollos

O catarinense Jader Almeida, um dos designers brasileiros mais respeitados do mundo, lançou na São Romão Móveis a poltrona Celine.O conceito da poltrona está baseado na ideia de braços abertos. A poltrona estabelece um relacionamento visual e tátil com as pessoas. Suas formas orgânicas são extraídas da madeira e são um ajuste natural para o corpo humano. O assento segue um projeto escultural, pois a estrutura de madeira funde suavemente com o estofado do assento.

Ao pensar em uma poltrona, muitas vezes, nos vem à imagem do uso primário que é o sentar. No entanto, nós pensamos também, nas funções subjetivas do produto – como se comunica com o seu entorno e com quem o observa” explica Jader Almeida.

A poltrona é elegante e com proporções perfeitas, foi apresentada oficialmente durante a Semana de Design de Milão e é produzida pela Sollos. “Crio peças não para protagonizar um espaço, mas para serem coadjuvantes. Meu design é fruto de um trabalho extremo de simplificação projetual e, ao mesmo tempo, do ponto de vista da produção, minhas peças são muito detalhadas”, diz Jader.

Triste Dia das Crianças

Quem trabalha com crianças não consegue comemorar, hoje, o Dia das Crianças sem lembrar da terrível catástrofe na creche de Janaúba.

Acidente de Janaúba Foto EM/D.A Press

Todos que me acompanham sabem que coordeno, desde 1996, a Jornada Solidária Estado de Minas, programa de responsabilidade social dos Diários Associados em Minas, que beneficia creches comunitárias em Belo Horizonte.

Apesar de estar à frente do programa há 21 anos, já colaborava com ele participando das ações que o saudoso colunista social da casa, Eduardo Couri, promovia para arrecadação de recursos. Para quem não sabe, a Jornada começou em 1964 com o nome de Jornada pelo Natal do Menor, para dar um Natal para crianças de rua, orfanatos e instituições de forma geral eu trabalhavam com os pequenos.

A primeira ação para arrecadar dinheiro foi em 64, quando fecharam a Avenida Afonso Pena, entre a Igreja São José e o Edifício Acaiaca. Foi montado um palanque com banda de música, balisa e muita festa, e cobraram pedágio de carros e pedestres. Assim tudo começou.

Inauguração de brinquedoteca feita pela Jornada Solidária Estado de Minas

A Jornada atendia 300 instituições, num total de 65 mil crianças por ano, na região da grande Belo Horizonte. Com o passar dos anos, passamos a ajudar de maneira mais efetiva, fazendo reforma patrimonial nas creches que estavam caindo aos pedaços. Isso mesmo, com infiltrações, pisos esburacados, banheiros com vasos sanitários de adultos, sem descargas, carteiras quebradas, colchonetes velhos, faixas de propaganda de rua servindo de lençol para as crianças. Fogões, geladeiras e freezers e péssimo estado. Salas escuras, quentes, janelas pequenas.

Tudo isso, Nazareth Teixeira da Costa – presidente da Jornada – e eu observamos quando passamos a visitar todas as creches. Mas a coisa que mais chamou nossa atenção foi ver que nenhuma das creches visitadas tinha extintor de incêndio. Nos desesperamos. Todas elas, sem exceção, eram “forninhos de assar crianças”. A expressão pode parecer cruel e fria, mas eram isso mesmo. Se ocorresse algum incêndio acidental as crianças morreriam porque em nenhuma deles teria como retirar as crianças e nem como conter ou apagar as chamas.

Festa de Natal para as crianças da Jornada Solidária Estado de Minas

Quando mudamos o formato de atendimento, o primeiro dinheiro destinado às instituições foi para colocação de extintores em todos os espaços das creches. E ficamos que nem sarna, na cola dos diretores, para que a colocação fosse feita rapidamente. Algumas creches fizeram até projeto de incêndio, outras só colocaram os extintores. Tudo bem, o importante era estar resguardados. E sempre conferimos se estão recarregados.

Quando fiquei sabendo do que tinha ocorrido em Janaúba lembrei, no mesmo instante, desse fato, e respirei aliviada de nunca termos passado por algo tão trágico assim, por aqui, nem por acidente e muito menos por ação de uma pessoa doente. Porque ninguém normal faria tal atrocidade.

Hoje, acordei me lembrando de cada uma das nove crianças que foram vítimas fatais do incêndio de Janaúba e das outras 13 que ainda estão internadas em hospitais de Belo Horizonte. Não consigo deixar de pensar que todas elas poderiam estar hoje, alegres brincando no seu feriado. Tenho certeza que estão celebrando a vida, diferentemente das famílias que perderam seus filhos.

Peço a Deus conforto e consolo para as famílias. Agradeço a Deus pelo vida daquela professora, heroína que deu sua vida para salvar seus alunos – que exemplo maravilhoso –, e peço que isso tudo sirva de lição para outras instituições ficarem alertas com relação a extintores e a seleção da equipe contratada.

Isabela Teixeira da Costa

Montblanc

A Montblanc entregou, esta semana, o Prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage no Brasil. A vencedora foi Solange Farkas, pelo seu trabalho como fundadora e curadora da Associação Cultural Videobrasil, que promove o Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil.

Sam Bardaouil, Solange Farkas, Till Fellrath e Alain dos Santos

A Pinacoteca de São Paulo, no coração do centro histórico da cidade, foi palco da 26ª edição do Prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage. O prêmio anual destaca a importância do patrocínio artístico em comunidades de todo o mundo e traz reconhecimento aos patronos modernos em 17 países. Solange Farkas recebeu o prêmio em reconhecimento ao seu trabalho na Associação Cultural Videobrasil, que promove o Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil. Graças ao trabalho de Solange Farkas, o evento se tornou o principal festival de produção da videoarte no Hemisfério Sul.

Vindos especialmente para a premiação, os Co-Chairmen da Fundação Cultural Montblanc, Till Fellrath e Sam Bardaouil, juntaram-se a Alain dos Santos, managing director da Montblanc Brasil, para a entrega do prêmio – uma edição limitada do instrumento de escrita Patrono das Artes 2017, criado em homenagem a Scipione Borghese, encapsulado dentro de um troféu, além de um prêmio de 15 mil euros para ser doado a um projeto cultural à escolha de Farkas. Paula Alzugaray, curadora independente, crítica de arte e editora da revista especializada Select Art e Luciano Cury, diretor de conteúdo do Canal Arte1, jurados brasileiros que fizeram parte do júri internacional do prêmio em 2017 também estiveram presentes, bem como Jochen Volz, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e membro do recém-criado Curatorium da Fundação Cultural Montblanc.

Em sua 26º edição, o prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage já distribuiu cerca de 4 milhões de euros, beneficiando cerca de 250 projetos culturais em todo o mundo. Os projetos que concorrem à premiação devem ser presididos por pessoas comprometidas em desenvolver e levar as artes para um público mais amplo. A Associação Videobrasil foi criada há 34 anos, com o aumento da atividade no Brasil. Hoje, o Festival conta com cerca de 30 instituições parceiras em todo o mundo, especialmente na Geopolítica do Hemisfério Sul, África, Oriente Médio, América Latina e Caribe, permitindo que uma rede de artistas se apoie mutuamente.

“Receber o Prêmio Montblanc de Cultura é uma grande alegria. Este ano, estamos realizando a 20ª edição do Festival de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil, e o número redondo me faz pensar nas dificuldades e alegrias que, por mais de três décadas, resultaram na consolidação deste projeto, no qual eu me envolvi desde o início “, disse Solange Farkas.

Com a premiação, Solange se juntou a um prestigiado grupo de vencedores que inclui o Príncipe Charles de RHS, Quincy Jones, Renzo Piano, Ryuichi Sakamoto e Yoko Ono.

Além do Brasil, o prêmio está sendo apresentado este ano na Alemanha, China, Colômbia, Coréia, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hong Kong, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia , Suíça e, pela primeira vez, em Bangladesh.