Hidroterapia é ótimo para o coração

Pressão alta é um doença crônica e silenciosa, por isso mesmo, se torna perigosa e pode causar AVC e problemas cardíacos. Hidroterapia é um bom tratamento.

Consumo de bebidas alcoólicas e excessivo de sal, obesidade, sedentarismo, tabagismo, entre outros são alguns fatores que podem levar à hipertensão, doença que teve um aumento de 14,2% nos diagnósticos no Brasil, nos últimos 10 anos, segundo o estudo do Ministério da Saúde (MS). Direta ou indiretamente essa enfermidade está ligada a 50% das mortes causadas por doenças cardiovasculares no país.

A hipertensão é uma doença crônica caracterizada pelo resultado igual ou acima de 140 por 90 quando se mede a pressão arterial em repouso. Essa pressão é a força que o sangue imprime nas paredes das artérias, fazendo com que o coração bata mais forte ao bombear o sangue para todo o corpo. Quando há uma resistência do sangue ao passar pelas veias e artérias o quadro é considerado de pressão alta.

De acordo com o fisioterapeuta Rogério Celso Ferreira, diretor clínico da Fisior Hidroterapia de Belo Horizonte, se não diagnosticada e prescrito o tratamento, a hipertensão pode levar a complicações mais sérias, como AVC, infarto e arritmia cardíaca. “Por isso é recomendado sempre o acompanhamento médico, com o check-up frequente. Além disso, ter uma alimentação saudável e praticar alguma atividade física é fundamental para uma melhor qualidade de vida”, explica Rogério, que alerta as pessoas a procurarem um médico, que poderá diagnosticar e receitar o remédio correto.

Além dos medicamentos, a fisioterapia em água aquecida ou hidroterapia pode ser um complemento ao tratamento para os pacientes que sofrem com a hipertensão. “A fisioterapia aquática consiste em atividades realizadas dentro de uma piscina aquecida e orientadas por um fisioterapeuta. Por serem realizados dentro da água, os exercícios têm baixo impacto para as articulações. Além disso, a temperatura quente da água faz com que a circulação sanguínea seja ativada para levar mais oxigênio para todo o corpo, contribuindo assim para o sistema cardiovascular, melhorando a flexibilidade dos vasos e ajudando também na diminuição do estresse”, explica.

Rogério ressalta que pessoas hipertensas não devem realizar atividade física na água sem supervisão de um fisioterapeuta especialista em hidroterapia. “Alguns exercícios aumentam excessivamente o trabalho cardíaco e, consequentemente, a pressão sanguínea, e podem ocasionar acidentes hemorrágicos graves!”, orienta.

Guerra contra o sal

salSimples mudanças ajudam a reduzir a quantidade de sal presente em alimentos.

Parece que agora o Brasil descobriu que o sal faz mal à saúde. Quando era jovem e fiz intercâmbio nos Estados Unidos fiquei impressionada em ver que lá eles não colocam sal na comida. O arroz é insosso. No primeiro jantar pedi sal, e meu pai americano me deu, depois de ficar sei lá quanto tempo me passando um grande sermão. Não entendi nenhuma palavra, porque foi minha primeira noite, estava muito nervosa e não sabia falar praticamente nada em inglês.

Com o tempo fui entendendo que, para eles, o sal faz mal para o coração. Se ingerir sal com certeza terá um ataque cardíaco com o passar do tempo. Eu colocava sal no arroz e eles ficavam horrorizados. Não estava nem aí, queria comer algo temperado.

Nas mesas de restaurantes e lanchonetes não tem sal, se quiser, tem que pedir. Semana passada, conversando com alguns amigos, ouvi alguém dizer que aqui também será assim. Salvo engano é lei. Não acreditei.

Concordo que os alimentos prontos realmente têm muito sódio, e isso precisa ser controlado, mas temos que ter cuidado para não nos tornamos chiitas. Na minha opinião tudo que é muito radical é perigoso. Enfim, vários estudos já começam a ser feitos no Brasil com bons resultados.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que a ingestão diária de sal é de 5 gramas.  Pensando nisso, cinco estudantes de Ciências dos Alimentos da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) dedicaram-se a criar uma linha de sopa instantânea com menor teor de sódio, a qual deram o nome de “Sopa Benevie”, do italiano, “Boa Vida”.

Além das diversas doenças crônicas que o excesso de sódio pode ocasionar à saúde humana, boa parte dos alimentos industrializados levam em sua composição ingredientes que os consumidores desconhecem e não sabem quais são as funções. “Buscamos diminuir estes ingredientes e trazer mais transparência e proximidade ao consumidor”, contou Marianne Tufani, umas das alunas responsáveis pela pesquisa. Além de Marianne e Vanessa, também participam da pesquisa Daphnnie Estevam Casale, Mariana Coutinho e Raquel Nozaki.

Os brasileiros consomem em média 12 gramas de sal, diariamente, mais do que o dobro da quantidade recomendada pela OMS. O que preocupa os profissionais da área de saúde é que o consumo excessivo de sódio é apontado como uma das causas da hipertensão, o que aumenta significativamente o risco de doença cardiovascular, a principal causa de mortes no Brasil e no mundo.

Por isso, é preciso ter cuidado com a quantidade de sal que adicionamos espontaneamente em nossas preparações diárias. Segundo a nutricionista Marcia Gowdak, diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia de São Paulo (Socesp), reduzir a quantidade de sódio não significa reduzir o sabor e dá algumas dicas para diminuir a quantidade de sódio presente nos pratos preferidos dos brasileiros: arroz, feijão, frango de panela, picadinho, salada (alface e tomate), molho à bolonhesa, sopa de legumes, salada de batata, strogonoff, feijoada.

Dicas para reduzir a quantidade de sódio desses alimentos:

1 – Experimente a preparação antes de adicionar mais tempero. Muitas pessoas acrescentam o sal antes de saber se o prato está saboroso;

2 – Cuidado com o consumo de alguns alimentos, tais como, bacon, queijos, azeitonas e salame.  Estes alimentos contêm quantidades elevadas de sal e são frequentemente utilizados como ingredientes do feijão, feijoada, saladas e outras preparações consumidas diariamente;

3 – Reduza a quantidade de sal utilizada gradativamente. O paladar precisa de um tempo para se acostumar ao novo sabor;

4 – Leia os rótulos das embalagens. A indicação da quantidade de sódio presente em cada produto deve ser informada ao consumidor. Além disso, alguns produtos explicam como deve ser o modo de preparo para que a quantidade de sódio informada no rótulo corresponda ao nosso consumo.

5 – Quando utilizar temperos em pó ou caldo, não adicione mais sal. Esses produtos já possuem a quantidade suficiente para deixar a comida saborosa;

6 – Retire o saleiro da mesa. Essa atitude simples vai ajudar a reduzir a vontade de acrescentar mais sal à comida. É muito comum acrescentar sal à salada sem experimentar o tempero primeiro. Isso pode levar ao consumo excessivo de sódio;

7 – Durante o preparo, utilize medidas caseiras para acrescentar sal aos pratos. A referência da colher de chá ou café é sempre melhor do que o “sal a gosto” e as “pitadas”.

Isabela Teixeira da Costa