Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come

Está difícil receber por vias naturais a tão importante vitamina D

Não sei precisar bem há quanto tempo começou a se falar da importância da vitamina D. Uns 10 ou 15 anos atrás? Não me lembro, mas até lá, essa vitamina era totalmente desprezada, ninguém ligava para a pobrezinha. Imagino eu que isso se deve à mudança de costumes da população. Antigamente as pessoas andavam a pé, tinham uma vida mais saudável nos finais de semana passando mais tempo ao ar livre. Hoje, a vida mudou completamente e com isso os níveis de vitamina D no organismo foram caindo a ponto e acender a luz de alerta. Os médicos passaram a pedir a reposição através da alimentação, ingestão de suplemento vitamínico ou por via direta, tomando sol.
São diversos os benefícios da vitamina D documentados na literatura médica para a nossa saúde. Ela auxilia no funcionamento do nosso sistema imunológico, no controle da função cardíaca, da pressão arterial e dos níveis de glicemia e gordura corporal, além de colaborar para reduzir as perdas musculares nas idades mais avançadas, previne a calvície, regula a secreção de insulina e regula a presença de cálcio e ferro no sangue. E, nas crianças, ela ainda colabora para a formação de ossos e dentes.
Mas existem dois “poréns”, com relação à absorção da dose diária necessária para termos esses efeitos positivos, conforme explica o chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese e do HCor, Daniel Magnoni. “O primeiro senão é que por meio da ingestão de alimentos, a absorção da vitamina D é de apenas entre 10% e 20%; o restante se dá por meio do sol ou da suplementação vitamínica. O segundo está relacionado aos importantes, porém, cada vez mais perigosos banhos de sol. É que devido ao crescimento da incidência de raios ultravioleta (UV), torna-se necessário o uso de protetores e bloqueadores, o que acaba evitando a síntese da vitamina D pela pele”.
Dr. Magnoni reforça as orientações para o uso desses mecanismos de proteção, já que o câncer de pele não melanoma é, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o mais frequente no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Segundo o médico, hoje, mais do que nunca, é uma irresponsabilidade para com a nossa saúde não utilizar protetores e bloqueadores solares, até mesmo na sombra. E esses cuidados são válidos também junto às crianças. A incidência dos raios UV tem sido maior e mais perigosa entre 11 e 14 horas e cresce de norte a sul do Brasil em decorrência das mudanças climáticas.
Segundo os médicos, para recebermos vitamina D pelo sol, temos que tomar de 15 minutos a 1 hora de sol diariamente, entre 10h e 16h, mas o bom mesmo é por volta do meio dia, porque é quando a sombra do corpo é menor que a própria altura, pois a posição do sol também influencia na produção da vitamina D. E todo mundo sabe, porque os próprios médicos alertam incansavelmente, que este horário é a pior para a saúde. Só um lembrete: pessoas com pele mais branca podem tomar menos tempo de sol e com pele mais escura precisam de mais exposição.
Para ser absorvida pelo organismo, a vitamina D precisa de algo que cada vez mais as pessoas devem evitar, a gordura, já que ela é lipossolúvel. O que pouco se diz é justamente o que Dr. Daniel Magnoni explica. “Esse cenário, que combina os baixos níveis da vitamina D nos alimentos, face à dificuldade de compensar com a absorção dela pela luz solar, aponta para uma necessidade cada vez maior de buscar suplementação”, afirma o nutrólogo. “As pessoas devem monitorar com regularidade os índices de vitamina D por meio de exame de sangue. Caso esteja abaixo do normal, há inúmeras opções de suplementos práticos e eficazes como a versão em gomas, que não precisa de água para ser ingerida e supre a necessidade diária de vitamina D”, destaca.
Então, como ficamos? Temos que tomar sol no horário proibido, não podemos tomar sol sem protetor ou bloqueador. Se passar o protetor o sol não entra. Ou recebemos a vitamina pelo sol e corremos o risco de ter câncer de pele, ou ficamos sem ela. A complementação por alimento é pouco absorvida e a vitamina é cara. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come. O médico aconselha que, antes de buscar pela suplementação por conta própria, as pessoas devem procurar orientação médica. “Além disso, é importante ficar atento ao rótulo e checar se é zero açúcar, sem lactose ou glúten. Desta forma, amplia-se o acesso também àqueles que têm restrições na dieta alimentar”, recomenda.
Isabela Teixeira da Costa

Cuidado com a bebida

Se quiser encarar a folia de todos os dias do carnaval, cuidado com a bebida

Para quem vai enfrentar os cinco dias de carnaval, fazendo uma maratona de folia, seguem algumas dicas para beber com inteligência, e aguentar acompanhar – inteiro – toda a festa. Curtir com moderação é essencial para conseguir aproveitar o Carnaval de forma equilibrada. A Diageo, líder mundial na produção de bebidas alcoólicas premium, criou a plataforma on-line DRINKiQ – Beba com Inteligência, para tratar dos diferentes aspectos do álcool e oferecer as informações para que as pessoas possam fazer escolhas sobre seu consumo, incluindo a decisão de não beber.
Confira sete dicas para beber com inteligência neste Carnaval:
1. O que importa é a quantidade: Álcool é álcool, independentemente do tipo de bebida – cerveja, vinho ou destilados –, portanto, o efeito no organismo é determinado pela quantidade ingerida, e não pelo tipo de bebida (destilada ou fermentada). É importante verificar quantos gramas ou mililitros de álcool puro tem em cada dose. Explicando: um copo de 330 ml de cerveja, uma taça de 100 ml de vinho ou uma dose de 30 ml de bebida destilada – seja whisky, vodka, gin ou cachaça – contêm a mesma quantidade de álcool: 10 gramas.
2. Alimentação e hidratação: Antes de beber e enquanto estiver consumindo bebida alcoólica, devemos sempre comer e ingerir água. O consumo de alimentos diminui a velocidade com que o álcool é absorvido pela corrente sanguínea, mantendo-o no estômago por mais tempo. Beber água nos mantém hidratados. Se beber, nunca dirija.
3. Eliminação do álcool: Seja a bebida fermentada ou destilada, o corpo leva, aproximadamente, uma hora para processar uma dose de 10g de álcool de uma bebida. E é impossível acelerar seu processo de eliminação pelo organismo. Tomar banho frio, beber café e respirar ar fresco até podem ajudar a nos deixar mais alertas, mas não irão acabar com os efeitos do álcool nem te deixar sóbrio.
4. Homens e mulheres processam álcool de maneira diferente: Os efeitos da ingestão do álcool variam de pessoa para pessoa. Condições de saúde, quantidade ingerida, gênero (feminino ou masculino), idade e alimentação são alguns dos principais fatores influenciadores quando o assunto é metabolizar o álcool. O fígado é o órgão responsável por processar o álcool por meio de uma enzima chamada álcool desidrogenase, ou ADH. As mulheres, em geral, têm menos ADH, por isso elas sentem mais os efeitos do álcool do que os homens, mesmo se consumirem a mesma quantidade.
5. Menores de idade nunca devem consumir bebidas alcoólicas: O consumo precoce e indevido causa vários danos à saúde, comprometendo o rendimento intelectual, o aprendizado, a relação com outras pessoas, além de aumentar o risco de intoxicação, lesões e acidentes.
6. Se beber, nunca dirija: O álcool afeta o raciocínio, a coordenação motora e a visão, por isso, torna o consumidor impossibilitado de dirigir.
7. Fique atento, bebidas alcoólicas ilegais e/ou falsificadas são prejudiciais à saúde
A falta de informação sobre a procedência do produto, muitas vezes, pode indicar qualidade ruim e produção em condições anti-higiênicas e insalubres. Além disso, não são regulamentadas por órgãos responsáveis e podem estar associadas à atividade criminosa, prejudicando os negócios que funcionam dentro da Lei.
O importante é equilibrar na quantidade de bebi e não ficar de estômago vazio.
Isabela Teixeira da Costa

É possível cuidar corpo durante o carnaval?

Alguém consegue manter dieta em pleno feriado de carnaval? Tem especialista que acha possível.

Cinco dias de feriado. Se formos levantar hipóteses sobre o que a pessoas farão nestes dias encheremos esta página de jornal, mas algumas são bem óbvias. Pular carnaval, viajar, ficar em casa, ir para um sítio ou fazenda, ir para casa de amigos. Seja lá qual a opção escolhida, todas elas envolvem duas ações: comer e beber. E uma coisa é deixada de lado: regime, preocupação com dieta e a boa forma.
Muita gente se reúne com amigos ara um churrasco, cervejinha e petiscos, ou vão curtir um hotel fazenda e uma praia e lá, o que ais tem são comidas deliciosas. Se vai para a folia bebem horas seguidas e depois batem um prato de macarrão, ou tropeiro, enfim, o que for mais prático para rebater o álcool e pesar no estômago. O fato é que a maioria das pessoas aproveitam a data como uma “mini férias”.
Recebemos um material da especialista em emagrecimento, Edivana Poltronieri – do 5S Estilo de Vida Saudável, metodologia multidisciplinar de emagrecimento sustentável – que afirma que é possível sim aproveitar os quatro dias de folia, ou descanso, sem prejudicar a boa forma. Basta ter disciplina e consciência sobre os alimentos e bebidas ingeridos. E ela dá algumas dicas para isso:
Procure se alimentar de forma equilibrada e leve durante os dias antes do Carnaval. Não “chute o balde” antes já imaginando que sairá da dieta nos próximos dias.
Troque o refrigerante e sucos industrializados por sucos verdes ou até mesmo um coquetel de frutas sem álcool. Para as pessoas que desejam ingerir bebida alcoólica, evitar o excesso é essencial, pois além de serem ricas em calorias (uma lata de cerveja tem cerca de 150 calorias, 1 caipirinha adoçada com açúcar tem cerca de 300 calorias) provocam retenção de líquidos e, consequentemente, inchaço.
Não belisque alimentos ao longo do dia e procure não pular as refeições principais. Caso participe de algum churrasco, procure preparar um prato com pequenas porções dos alimentos que mais gosta para ter consciência do que está comendo e não correr o risco de comer grandes quantidades sem nem mesmo perceber.
Comece pela salada. Por serem ricas em vitaminas, minerais e fibras, as saladas proporcionam a sensação de saciedade e ajudam no controle de exageros durante a noite. Use molhos funcionais e saudáveis para temperá-las substituindo a maionese ou creme de leite por iogurte desnatado, por exemplo.
Coma de tudo, mas com moderação. A variedade de alimentos costuma ser grande e, nesse caso, não há problema em experimentar de tudo um pouco, porém em pouca quantidade. Evite alimentos prontos, salgadinhos, frituras que são verdadeiras “bombas calóricas” que carregam grande quantidade de sódio.
Churrasquinho fit. Utilize grãos como quinoa, linhaça e arroz negro para substituir o tradicional arroz branco que sempre acompanha churrascos. E para a clássica farofa, substitua ingredientes como bacon, calabresa, ovos fritos e embutidos por damasco, ameixa, uva passa e até mesmo castanhas. Outra ideia bastante saudável é acrescentar vegetais como cenoura ralada, abobrinha e couve, que deixam a receita leve e colorida.
Hidrate-se. Beber água é fundamental, tanto para gerar saciedade quanto para ajudar na desintoxicação de um possível excesso. Além disso, a água é uma ótima aliada para ajudar a evitar a retenção hídrica, visto que a maioria dos alimentos de festas possuem alto teor de sódio.
Sobremesa free. Abuse da criatividade para elaborar sobremesas deliciosas e com ingredientes saudáveis como chocolate 70% cacau, frutas, chia, leites vegetais, entre outros. Lembrando que moderação é a chave.
Não deixe de lado os exercícios. O treino é importante sempre. Seja antes, durante e após os feriados, e ele não deve ser enxergado como forma de compensação, nem punição nem de recompensa. O exercício deve ser feito com plena consciência de toda sua contribuição na sua saúde, lembrando sempre dos grandes prejuízos de ser sedentário. Portanto, mantenha as atividades físicas sempre. Procure fazer uma caminhada ou alguma atividade mais leve e rápida, isso auxilia o organismo a continuar acelerado e consequente queimando calorias.
Exagerou? Siga em frente. As pessoas costumam desistir do processo da dieta após um deslize na alimentação, mas o importante é superar o “escorregão”. O que tende a acontecer é ocorrer deslizes grandes e sequenciais. Exagerou hoje? Tudo bem. Respire e siga em frente.
Muito boas as dicas, mas acho um tanto ao quanto utópicas para feriado, principalmente carnaval. Onde as pessoas vão encontrar churrasquinho fit, coquetel sem álcool, comer na hora certa e não beliscar? Isso tudo é muito válido e possível, ao meu ver, dentro da rotina diária, mesmo assim, fica registrada a dica.

Isabela Teixeira da Costa

Cuidado com os acidentes domésticos

Ninguém está blindado contra acidentes domésticos, eles podem ocorrer a qualquer descuido

Fala-se muito em acidentes domésticos e sempre que ouvimos as recomendações pensamos sempre nas crianças e nos idosos. Achamos que somos blindados a esse tipo de coisa, que com a agente nunca vai acontecer nada. Mas não é bem assim, os acidentes ocorrem com qualquer um, em qualquer idade e muitas vezes por falta de atenção, teimosia e imprudência, esses sim são os maiores vilões.
Tenho uma amiga que tem a irritante mania de subir em bancos sempre que precisa alcançar a parte mais alta de um armário na cozinha. Aqueles bancos mais altos que não têm a menos estabilidade. Todas as vezes que a vejo fazendo isso chamo sua atenção. Entra em um ouvido e sai pelo outro. Vale a pena ressaltar que na área de serviço de sua casa tem uma escadinha de três degraus. Pergunto: custa pegar a bendita escada e fazer a coisa da maneira correta?
Pois bem, domingo nos encontramos e ela me contou que só não morreu no sábado porque não era seu dia. Foi fechar o basculante de seu banheiro e, claro, subiu no bidê. Escorregou e caiu de costas, batendo a cabeça no mármore da banheira. Estava sozinha em casa. Ficou com o corpo todo dolorido e um enorme galo na cabeça.
Na quinta-feira recebi uma mensagem de WhatsApp de outra amiga, perguntando se estava tudo bem comigo e com a titular desta coluna. Isso é muito comum quando passo a assinar interinamente a coluna da Anna Marina. Seus leitores e amigos se preocupam com ela e quem tem meu contato não hesita em pedir notícias. Ela está de férias e passando muito bem.
Porém, nesta troca de mensagem esta amiga me relatou que estava se recuperando de um traumatismo craniano superficial grave, consequência de um acidente doméstico. No dia daquela chuva fatídica de terça-feira, que destruiu o bairro São Bento, avenida Prudente Moraes, bairro de Lourdes e outros tantos pontos da cidade, ela estava em casa e decidiu fazer uma singela pipoca, no fogão, porque estava sem luz, já que mora no São Bento.
Estava de tênis, em sua cozinha e em um dos movimentos o tênis travou no chão e ela caiu batendo com a cabeça em um balcão ou viga que tem no local. Literalmente sua cabeça rachou, esvaiu em sangue. O socorro demorou, por causa da chuva e por ter que subir 13 andares de escada. Já está em casa, se recuperando bem.
Esses relatos foram para chamar atenção que coisas simples podem resultar em acidentes graves com qualquer um de nós. Os acidentes domésticos mais comuns são queimaduras no fogão; inalação de gás porque às vezes não fechamos bem a trempe, ou o fogo apaga e não percebemos; intoxicação com produtos de limpeza; quedas; afogamentos em piscinas; choque elétrico
Algumas medidas simples ajudam a prevenir: manter os cabos das panelas para dentro do fogão; evitar o uso de tapetes em casa que tem pessoas idosas; não andar de meia, não usar chinelos, só sapato fechado; não subir em bancos e cadeiras; em caso de escada, colocar corrimão dos dois lados; colocar barras de segurança no banheiro ao lado do vaso sanitário e nas paredes próximas ao chuveiro; deixar todos os cômodos bem iluminados; manter a piscina coberta ou com grade no entorno; tampar as tomadas com protetor.
Tudo o que está listado acima são coisas que estamos cansados de saber. Todo mundo que tem filhos fez ou faz em casa com crianças, mas depois que se tornam adolescentes e já sabem se cuidar, esquecemos de todas essas recomendações, como se tivéssemos nos tornado blindados a tudo isso. Infelizmente não. Certa vez li um pesquisa que dizia que 30% dos acidentes automobilísticos ocorrem perto de casa. E são dois motivos, o primeiro é a pressa de chegar, então corre-se mais, e o segundo, é por conhecer bem o caminho e aí esbarramos na autossuficiência. Este é o maior perigo de todos. É exatamente isso que nos leva a fazer atos inconsequentes que nos levam a acidentes bobos que podem ter consequências graves. #ficaadica.

Isabela Teixeira da Costa/Interina

Como deixar as toalhas de banho macias

Nada como se enxugar em uma toalha de banho macia, mas como manter as fibras assim?

Outro dia minha prima, Denise Boechat, que mora em Governador Valadares, me enviou um áudio perguntando como eu deixava as minhas toalhas de banho branquinhas e macias. As dela, todas de excelente marca, estavam duras e algumas, até perdendo o branco, mesmo com toda a lavação.
Lembrei na hora da viagem que fiz, em fevereiro do ano passado, à fábrica da Karsten/Trussardi, no sul do país, com um grupo de jornalistas. Todos nós fizemos a mesma pergunta para a funcionária que fez a visita conosco. E aí percebi que não cheguei a escrever sobre um tema, que pelo visto desperta interesse.
Tivemos uma explicação surpreendente. Toda toalha de banho já vem com amaciante em suas fibras, de fábrica. A cada lavagem, desde a primeira, diga-se de passagem, colocamos mais amaciante, e normalmente colocamos o máximo, na máquina, e isso gera uma “over dose” do produto. É este excesso que endurece as fibras.
É comum também que gorduras do corpo endureçam o tecido, ou o próprio exagero de sabão em pó e a água com muitos sais minerais. Então, como voltar com a maciez e com a cor? Seguem as dicas recebidas.
É aconselhável sempre lavar o produto antes do primeiro uso, porque as cerdas das toalhas vêm uma espécie de goma, impedindo a perfeita absorção da água. A melhor forma é mergulhar a toalha em um recipiente com água e três colheres de sopa de bicarbonato de sódio. Deixe agir por três horas para obter um tecido altamente macio.

Se a sua toalha já foi bastante usada e está “saturada” de gordura do corpo, sabão em pó e amaciante, o ideal é fazer uma lavagem profunda. Lave as toalhas com água quente ou morna (cuidado no caso de toalha colorida, pois pode desbotar a cor), e deixe de molho em duas colheres de bicarbonato de sódio ou meio copo de álcool com o sabão de sua preferência.
Para deixar a toalha macia, não use amaciante em todas as lavagens. O ideal é colocar no recipiente do amaciante, vinagre de álcool. Não se preocupe, a toalha vai sair cheirosa da máquina de lavar. Essa combinação gera um potente detergente caseiro que limpa manchas e tira a aspereza da toalha. O amaciante deverá ser usado em quantidades pequenas, esporadicamente.
Se ainda estiver na dúvida com relação às quantidades: 10 litros de água quente, um copo de vinagre de álcool e meia xícara de chá de bicarbonato de sódio. Dissolva o vinagre e o bicarbonato de sódio em um recipiente com a água quente. Coloque as toalhas e deixe de molho por 20 minutos. Logo após, deposite a água e as toalhas na máquina de lavar. Acrescente o sabão de sua preferência, lave normalmente.
Cuidado com a quantidade de sabão que está usando, um pouco já é o suficiente. Se usar demais, os resíduos podem solidificar no tecido, deixando a fibra endurecida e áspera.
A secagem é muito importante. O ideal é sacudir bem cada uma das toalhas assim que tirar da máquina de lavar e/ou da secadora. Ajuda na maciez do tecido. Depois que a toalha estiver seca, amasse-a com as mãos como faria com um pedaço de massa. Isso ajuda a amaciar o tecido.
Se tiver secadora, coloque algumas bolas de tênis limpas ou bolas amaciantes na máquina antes de fechar a porta. Conforme o ciclo de secagem seguir, as bolas pularão e golpearão suas toalhas. As fibras serão trabalhadas, amaciando áreas mais duras. Não use ferro de passar, o calor endurece as fibras.
Resumindo:
Não utilize amaciante, pois prejudica a absorção da água;
Substitua o amaciante por vinagre claro;
O calor endurece as fibras. Dessa forma, não utilize ferro de passar;
Não seque a toalha de banho no sol, pois isso endurece e desbota a peça;
Nunca guarde sua peça molhada. Assim, você evita que micro-organismos se proliferem.

Isabela Teixeira da Costa

Meditação: a bola da vez

Meditação, ou mindfulness está na moda até no mundo corporativo

Meditação sempre fez parte do universo zen. Os amantes do ioga, pessoas que são ligadas a espiritualidade. No ano passado a prática ganhou sofisticação, passou a ser chamada em inglês mindfulness, e ficou na moda. Não podemos negar que faz bem para quem realmente consegue se desligar e relaxar. Causa, sem dúvida um impacto positivo em nossas vidas: reduz o risco de estresse, depressão e ansiedade, e ajuda no controle das emoções. Outro dia fui a uma médica e uma das receitas foi: faça meditação. Inclusive me indicou um aplicativo para ajudar nos exercícios.
Segundo a médica, como é o nosso cérebro que comanda todo o nosso organismo, ele tem que receber os estímulos corretos, para então, fazer o corpo funcionar bem. Se mandamos mensagens de estresse, medo, angustia, etc, ele joga toda essa tensão no corpo, e o organismo trava. Portanto, uma das formas de harmonizar tudo isso e acabar com o estresse, é praticando a meditação, ou melhor, o mindfulness. Afinal, temos que usar os termos atuais.
Estudos mostram que entre oito e 12 semanas de práticas formais diárias já trazem mudanças psicológicas positivas. Então, o que é preciso saber para praticar o mindfulness?
Segundo a coach Vivian Wolf, como prática contemplativa e de aquietamento da mente, o mindfulness oferece, de maneira focada, tempo para relaxamento e conscientização de nosso estado. Ele proporciona recursos internos para lidar com ansiedade e estresse, cujos sentidos são muitas vezes alterados e influenciados negativamente. Com a prática, o mindfulness tem o potencial não somente de trazer alívio temporário do estresse, mas de transformar nossa maneira de interagir com o mundo. E nos treina a focar a atenção em uma coisa só, no presente, sem julgar ou reagir. “Por isso a técnica, além de aumentar a concentração e a eficiência, torna as pessoas mais receptivas e menos reativas. Pense no mindfulness como um mastro segurando a bandeira de nossos pensamentos e fazendo um contraponto positivo ao nosso caos mental e distração contínua”.
A meditação pode ser praticada por qualquer pessoa de qualquer idade, inclusive crianças. Segundo a especialista, introduzir o mindfuness no cotidiano requer motivação, tempo para si e disciplina. No início, uma prática diária de cinco a dez minutos pode ser uma boa maneira de começar e se auto motivar. À medida que vai aprofundando na técnica, pode aumentar o tempo. O recomendado é entre 20 a 45 minutos diários.
Não importa se vai meditar de manhã, tarde ou noite, mas é importante que faça isso em um lugar tranquilo e silencioso, e de preferência, sempre no mesmo local, e de maneira que fique confortável. O diferente agora é que no ioga a meditação é cada um por si, mas segundo a especialista, vale uma companhia, por sinal ela acha que acompanhado é ainda melhor, pois gera motivação e troca de experiências. Isso para mim é novidade.
A meditação está tão em voga que já existe uma empresa voltada a trabalhar com o equilíbrio emocional e o desenvolvimento pessoal através do autoconhecimento, especializada em programas corporativos de meditação e mindfulness. Alexandre Ayres e Wagner Lima criaram a MindSelf para levar para o mundo corporativo a prática regular da meditação. A dupla afirma que descobriram a meditação como forma de desenvolver o autoconhecimento e melhorar as capacidades de adaptação ao ambiente corporativo.
Tenho que confessar que não consigo meditar, não tenho paciência para isso. Não duvido dos benefícios de tal prática, mas sou um pouco cética com relação ao alcance da meditação. Tomara que faça tudo isso que os coachings e empresários prometem, será um grande ganho.

Isabela Teixeira da Costa

Como dormir melhor

Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia.

A bendita dificuldade dormir é a queixa mais comum entre as pessoas com distúrbios de sono, seguida do ronco e da apneia. Só para esclarecer, insônia pode ser caracterizada tanto pela dificuldade em pegar no sono, a chamada insônia inicial, como para voltar a dormir após despertar no meio da madrugada.
O problema tem crescido tanto, que, mesmo quem ainda não sofre com a famigerada insônia tem tido um sono ruim, a prova disso é que um dos itens mais comuns na lista de metas do início do ano tem sido dormir melhor. A falta de sono ou uma noite mal dormida leva a pessoa a perder o rendimento das atividades diárias. De acordo com a International Stress Management Association (ISMA-BR), o Brasil está em segundo lugar no ranking mundial de pessoas afetadas pela Síndrome de Burnout, que é o excesso de stress relacionado ao trabalho. Pode-se dizer que dormir melhor passou a ser uma necessidade e os médicos e profissionais ligados à saúde já estão tratando dessa questão há algum tempo, uma vez que uma noite bem dormida que interfere, principalmente, nas funções cognitivas, além das imunológicas e emocionais.
Segundo a dra. Verena Senn, phd em neurociência, especialista em sono o primeiro pilar para uma boa experiência de sono é um colchão com uma ergonomia eficaz, cuja firmeza proporcione ao usuário uma quantidade saudável tanto de alívio de pressão como de apoio. E junto com ele, um bom travesseiro. Além disso, é importante considerar a distribuição de calor do corpo, porque, durante a noite, experimentamos diferentes fases do sono: leve, profundo, sonho e REM (do inglês, Rapid Eye Movement), e no sono profundo a temperatura do corpo diminui e o colchão deve aliviar o calor do corpo.
Profissionais da área afirmam que o consumo de remédios para dormir se tornou epidemia. Em oito anos o crescimento foi de 560%. Mas isso não é a melhor solução para o problema. O ideal é criar um ambiente favorável e mudança de hábitos para finalmente conseguir dormir bem. Vamos citar aqui algumas técnicas para dormir melhor:
Crie um ambiente favorável. Comece a desacelerar o ritmo cerca de duas horas antes da hora em que você geralmente vai para cama, tome um banho quente dez minutos antes de ir dormir, anote em um papel tudo que estiver pensando que precisa fazer no dia seguinte, nada de músicas agitadas, jogos ou televisão barulhenta. O ideal é não ter TV no quarto. Deixe o quarto o mais escuro e silencioso possível. Experimente manter no quarto uma planta que libere oxigênio durante a noite, como a Espada de São Jorge.
Alimente-se bem até duas horas antes de ir dormir, para não ficar de estômago vazio, e nada de ingerir cafeína no período de pelo menos 8 horas antes de dormir, bebidas alcoólicas pelo menos 6 horas antes de dormir e evite fumar nas 6 horas que antecedem o horário de dormir. Consumir abacaxi, banana e maçã durante o dia podem ajudar no sono. E nada de fazer exercícios à noite, eles são muito importantes, mas deixe para fazer pela manhã. Use a cama só mesmo para as funções que devem ser feitas ali. Computador, leitura, celular, televisão e alimentação devem ser em outro ambiente.
Procure dormir, no máximo, sete horas por noite. deite-se apenas quando estiver com sono. Evite sonecas durante o dia. Beba um copo de leite ou derivados e um pouco de carboidratos antes de dormir. Mantenha os pés aquecidos. Se depois de 20 ou 30 minutos deitado, não conseguiu dormir, levante-se e procure se distrair fora do quarto com alguma atividade relaxante. Procure manter horários constantes mesmos nos finais de semana.
Isabela Teixeira da Costa

Botox ou preechimento?

Saiba quais as diferenças no tratamento estético com botox e com ácido hialurônico

O avanço nos tratamentos estéticos são impressionantes. Lembro da primeira plástica que minha mãe fez. Eu era jovem e quando ela chegou no quarto estava com um capacete enorme de atadura, alguns esparadrapos na região dos olhos, que por sua vez estavam bem inchados. Levei o maior susto, não esperava aquela cena, e tentava despistar, para não assustá-la também. Depois de alguns dias removeram todo este aparato e aí foi possível ver o grande corte em torno da cabeça.
Hoje, este procedimento já mudou bastante, inclusive não se corta mais o alto da cabeça. As mulheres não ficam mais com aquela testa enorme, as rugas nesta região são tratadas com botox. E o lifting (a plástica grande) só é feita depois de muitos paliativos estéticos.
O botox surgiu e jogou por terra aquele ditado “de graça nem injeção na testa”. As pessoas passaram a pagar caro por elas. A toxina botulínica reinou absoluta muito anos, tirando por um período de quatro a seis meses as rugas da testa e os famigerados pés de galinha. Por sinal, a substância é excelente pata tratar de paralisia facial.
Agora, o queridinho da vez é o ácido hialurônico, que se tornou amigo íntimo de muitos homens e mulheres acima dos 25 anos. Ele faz parte do nosso corpo e tem várias funções, como hidratar, manter a elasticidade, contribuir para a sustentação da derme e prevenir o envelhecimento precoce. E já está comprovado pela medicina que, assim como o colágeno, a partir dos 18 anos de idade a produção do ácido hialurônico começa a diminuir gradativamente. Por esse motivo, os primeiros sinais e linhas de expressão surgem formando vincos próximos à boca, olhos ou testa. Não é à toa que existe uma infinidade de cremes hidratantes e cosméticos anti-aging com a substância. Esses cuidados melhoraram a textura e viço da pele, mas não podem corrigir a perda de volume e gordura facial. O próximo passo foi descobrir a melhor maneira de injetar o ácido hialurônico fazendo preenchimento.
Segundo a médica Andrezza Fusaro explica que “quando as marquinhas ainda não são permanentes e aparecem apenas ao sorrir ou com certas expressões faciais, chamamos de ruga dinâmica. Neste caso, a toxina butolínica é o tratamento ideal, pois a função dela é diminuir o movimento do músculo e prevenir as linhas. Diferente do preenchimento, que devolve o volume já perdido ou preenche pontos desejados, trazendo de volta a harmonia ao rosto”.
O ácido hialurônico é eficiente para recuperar ou corrigir os contornos do rosto, a região dos olhos, bochechas, lábios e nariz. Outras áreas de aplicação são as olheiras fundas, que podem refletir um semblante abatido, independente da idade, por isso, muitas pessoas fazem o preenchimento na área abaixo dos olhos para eliminar esse aspecto. O contorno e preenchimento dos lábios, correção de pequenas falhas no nariz e a chamada giba óssea, a famosa pontinha projetada para cima, são os tratamentos mais procurados.
O efeito do botox surge depois de 72 horas da aplicação, no caso do preenchimento com o ácido hialurônico é imediato e, a partir de 30 dias, o resultado fica ainda mais visível, porque o produto se integra aos tecidos da pele. A durabilidade varia de acordo com a densidade aplicada. A área da olheira, por exemplo, precisa de menos produto do que um contorno facial. O tempo mínimo é de quatro meses e o máximo, oito. A contraindicação é somente para peles com quadros de acne grave e que estejam em tratamento com Roacutan.
Tudo isso é maravilho e fica muito bem se usado com equilíbrio, na dose certa. Problema é que algumas pessoas exageram na dose, ou os médicos aplica em excesso – não saberia dizer –, e acabam deformando o rosto. Não são poucas as mulheres com aparência do Fofão, aquele cachorrão do programa infantil dos anos 1990. Como tudo na vida, cuidado, cautela, bom senso e equilíbrio não fazem mal a ninguém.

Halitose: saiba por que ocorre e como prevenir o mau hálito

Cirurgião-dentista explica o que é o problema que causa alterações no hálito, mas que pode ser prevenido e tratado através da realização de uma boa higiene bucal.

 

Recebi este artigo e acho tão importante que decidi publicá-lo praticamente na íntegra, porque não tem nada pior que mau hálito. E não vem com essa de que o amigo pediu a você para avisá-lo quando estiver com o odorzinho desagradável na boca, porque na hora H, vc fala, mesmo que seja da forma mais delicada e sutil e eles não entendem o recado.

Atingindo cerca de 32% da população, segundo dados da Associação Internacional de Pesquisa dos Odores da Boca,  a halitose, popularmente conhecida como mau hálito, é uma condição que pode ser causada pelos mais diversos fatores, mas está geralmente relacionada como principal agente etiológico a higienização precária da língua (remoção da saburra lingual). “Existem cerca de 60 causas que alteram o hálito. Diabéticos, por exemplo, podem sofrer com halitose por apresentarem uma descompensação nos níveis de glicose do organismo. Porém, o principal agente causador da halitose é a saburra lingual ou biofilme lingual, a placa branca que surge sobre a língua devido à falta de higienização, além de fatores que podem agravar, como cáries, doença periodontal, sangramento gengival ou outras manifestações bucais em que o paciente apresente necrose tecidual”, explica o cirurgião-dentista Dr. Mario Giorgi.

Embora seja invisível e benigno para a saúde física, o mau hálito tem um potencial devastador à saúde psíquica e emocional, podendo levar alterações de comportamento como insegurança ao se aproximar das pessoas, dificuldade em estabelecer relações sociais, resistência ao sorriso e até mesmo fobia social e depressão. E o pior é que, na maioria dos casos, o odor desagradável não é perceptível aos portadores do problema. De acordo com o Dr. Mario, isso ocorre devido a um fenômeno conhecido como falência ou fadiga olfatória, uma consequência do processo adaptativo que faz com que o organismo se acostume com cheiros aos quais somos expostos com frequência. “Infelizmente, é uma situação em que quem tem mau hálito não sabe que tem e nem mesmo o autodiagnóstico, ou seja, quando a pessoa desenvolve técnicas para perceber a situação do hálito, é confiável. Quem percebe, geralmente, são as pessoas que estão ao redor, e que, por constrangimento, não apontam o problema para o portador”, destaca o cirurgião-dentista. Por isso, o mais importante é consultar regularmente um dentista, que, caso note alteração no hálito, poderá diagnosticar o problema corretamente e indicar formas de tratamento afinal, a doença pode ser prevenida e tratada.

A partir do diagnóstico, realizado através de exames clínicos e radiológicos, além da própria percepção do dentista, o profissional poderá indicar o tratamento odontológico necessário para cada pessoa ou então, caso a halitose seja consequência de uma doença preexistente, encaminhar o paciente para o médico mais adequado para tratar a condição. Além disso, o dentista poderá dar orientações para auxiliar no tratamento e prevenção da halitose. “O dentista poderá, por exemplo, conceder orientações a respeito da hidratação correta, afinal, a boca seca é o fator que mais favorece a formação da saburra lingual e, consequentemente, a alteração do hálito, pois a falta de umidade na boca causa a descamação do tecido da mucosa, que acaba se alojando na língua. O recomendado então é ingerir, no mínimo, 2 litros de água por dia para garantir a boa qualidade e a quantidade suficiente de saliva, evitando assim a formação da saburra lingual”, afirma o Dr. Mario.

Além disso, o dentista poderá instruir o paciente sobre o protocolo ideal de higienização bucal para tratamento e prevenção da halitose, que consiste principalmente na utilização de instrumentos para a higienização específica da língua. “Deve-se iniciar a higienização com o auxílio do limpador de língua recomendado pelo seu dentista, realizando a limpeza da região posterior, média e anterior da língua com cuidado para não provocar lesões. Para aqueles que sentem náuseas ao limpar a língua é recomendado puxá-la até o queixo com o auxílio de uma gaze, projetando-a para fora para que seja possível realizar uma higienização melhor, principalmente da parte posterior, onde há o maior acúmulo de saburra lingual”, recomenda o cirurgião-dentista. “A escova de língua deve ser utilizada realizando movimentos circulares de varredura para que ocorra a remoção do biofilme residual. De preferência, a escova deve ser utilizada com um produto à base de cloreto de zinco que facilita a remoção e é capaz de neutralizar os gases causadores do mau hálito.” Tal protocolo deve ser realizado, no mínimo, uma vez ao dia, de preferência pela manhã.

Mas para realmente dar fim à halitose é preciso realizar, além da limpeza da língua, a higienização da boca como um todo, utilizando instrumentos atraumáticos recomendados por seu dentista, incluindo uma escova de cerdas ultramacias, uma escova interdental, uma escova unitufo e, é claro, o fio dental. “Estes cuidados combinados a visitas regulares ao dentista são ideais para auxiliar no combate e prevenção ao mau hálito e outras condições como cárie e doenças periodontais, finaliza o Dr. Mario Giorgi.

 

Dr. Mario Giorgi – Cirurgião-dentista e professor e coordenador de clínica do curso de odontologia da Universidade Anhanguera de São Paulo, unidade Santana.

Olhos são sensíveis ao verão

Precisamos proteger os olhos no verão

O início do ano é época de várias “faxinas”. Damos limpa nos guarda-roupas, começamos uma nova agenda e com ela, traçamos novas metas e fazemos listas de sonhos e desejos para o ano novo. Outro aspecto que as pessoas se dedicam mais é à saúde. Geralmente são nos meses de janeiro e fevereiro que muita gente faz um check up, incluindo as visitas periódicas ao dentista, ginecologista e oftalmologista.

Oculista então, é de praxe, afinal, enxergar bem é primordial. E geralmente o grau costuma aumentar, principalmente se o caso é vista cansada, isso quando não somos acometidos pela incômoda conjuntivite. Tenho um colega de trabalho que de setembro para cá ele já sofreu com quatro crises seguidas da doença. Fique atento, sempre que apresentar baixa de visão, olhos vermelhos, dor ocular, dores de cabeça ou qualquer alteração nos olhos, faça um exame oftalmológico só assim é possível detectar catarata, glaucoma, alterações na retina, ceratocone, daltonismo, entre outras doenças, e a necessidade do uso de óculos.

No verão, devemos redobrar o cuidado com a exposição solar devido ao maior risco de desenvolvimento de doenças como catarata e DMRI (Doença Macular Relacionada à Idade), consequência de longos anos de exposição prolongada. Um artigo médico publicado em dezembro de 2018 na revista Acta Ophthalmologica, diz que a catarata é atualmente a principal causa de cegueira reversível em todo o mundo, e um dos seus fatores de risco é a exposição à radiação ultravioleta solar. “Os estudos confirmam a relação da exposição à radiação solar ocupacional em longo prazo com a catarata cortical”, alerta a oftalmologista Nicole Ciotto, da equipe multidisciplinar da Clínica Blues.

A exposição à luz solar durante a vida profissional é também um importante fator de risco para DMRI. Diante disso, medidas preventivas como usar óculos de sol para minimizar a exposição à luz solar devem começar cedo, para evitar o desenvolvimento da doença no futuro.

A oftalmologista Nicole Ciotto chama a atenção também para a importância de usar óculos solares com proteção contra os raios ultravioleta. Na hora da compra é fundamental saber o nível de proteção UVA e UVB que as lentes oferecem. “Um óculos de sol com lentes de qualidade deve bloquear de 99% a 100% dos raios”, reforça a médica. Para confirmar o nível de cobertura dos óculos basta solicitar um teste da qualidade das lentes, feito por meio de um espectrofotômetro, aparelho que quantifica essa proteção. O alerta vai para o uso de óculos de sol de má qualidade, que podem causar mais danos aos olhos do que não usá-los. Isto ocorre porque as lentes escuras fazem dilatar as pupilas, deixando entrar mais raios UVA/UVB que irão prejudicar os olhos.

Outro cuidado fundamental é nunca olhar diretamente para o sol, devido ao risco de maculopatia solar, uma alteração da mácula (área central da retina) causada pela observação direta do sol por um período de tempo excessivo, como durante um eclipse solar ou num dia normal, sem proteção adequada. Segundo a oculista, a exposição desprotegida e prolongada à luz ultravioleta do sol e dos lasers leva a danos externos na retina. Os fotorreceptores e o epitélio pigmentar da retina são particularmente suscetíveis a essa radiação. Classicamente conhecida como retinopatia ou maculopatia solar, esta desordem frequentemente afeta jovens com propensão para a observação de eclipses solares, rituais religiosos ou uso de drogas. Os sintomas incluem fotofobia, alteração da visão de cores, distorção das imagens, cefaleias e dor nas primeiras horas após a exposição solar. A lesão pode desaparecer após uma a duas semanas ou evoluir para uma baixa visão residual.

Isabela Teixeira da Costa