Alergias: Por que os casos aumentam tanto e como identifica-las?

A pesquisadora e especialista em alergias, Julinha Lazaretti, enviou texto sobre alergias, bem pontual para esta época do ano.

 

Julinha Lazaretti*

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 35% da população tem algum tipo de alergia, sendo 20% alergias respiratórias. Acredita-se que o principal vilão para este constante crescimento seja o atual estilo de vida. No caso das alergias respiratórias, passar longos períodos em ambientes fechados, com pouca iluminação natural e pouca ventilação propicia o aumento dos ácaros, os principais causadores de asma e rinite.

Já as alergias de pele são em decorrência do maior acesso ao uso de produtos cosméticos. O Brasil é o segundo maior mercado de cosméticos do mundo, sendo este um dos mercados que mais cresce. A maioria dos produtos utiliza em suas fórmulas substâncias que podem causar alergia, o que acaba sensibilizando um número maior de pessoas. Com as alergias alimentares, esse aumento decorre de vários fatores como maior ingestão de produtos industrializados, não respeitar o amadurecimento do aparelho digestivo da criança, oferecendo cada vez mais cedo alimentos que podem causar alergia. Outro fator importante e que está sendo estudado é o uso corriqueiro de remédios para azia e má digestão, que podem estar alterando o trato digestivo e tornando-o mais sensível.

Desde quando criamos a Alergoshop, em 1993, temos como principal preocupação oferecer produtos para ajudar na prevenção das alergias. Fazemos isso oferecendo produtos que evitem o contato com substâncias alergênicas. As capas de colchão e travesseiro anti-ácaros, por exemplo, evitam o contato com as partículas desencadeadoras de asma, rinite e dermatites. Desenvolvemos também linhas de maquiagem livres de 105 substâncias conhecidamente alergênicas e muito comuns em outros cosméticos. A linha de produtos de limpeza doméstica é desenvolvida com ativos naturais e livres de petrolatos.

Além de produtos, também nos preocupamos em oferecer informações, pois acreditamos que essa é mais uma forma de ajudar na prevenção das alergias. Por isso, desenvolvemos um canal no Youtube com diversos vídeos em que profissionais dão dicas sobre alergias, como identificar os principais sintomas, os tipos da doença e recomendações. Lembrando sempre que, para todos os casos, é fundamental consultar um médico.

Dentre os casos mais comuns, a alergia respiratória é a que mais atinge a população. Ela se caracteriza por espirros, tosse, nariz coçando e escorrendo, falta de ar e peito chiando. Já as alergias de pele são caracterizadas por vermelhidão, coceira e inchaço. Por fim, as alimentares apresentam diarreia, vômitos e também podem causar sintomas respiratórios e de pele, por isso nem sempre são facilmente identificadas.

O surgimento das alergias é decorrente de vários fatores como genética, ambiental e emocional. Uma pessoa com histórico familiar de alergia pode não desenvolvê-la desde que não entre em contato com substâncias desencadeantes. Então, quanto menos contato com substâncias que já são conhecidamente alergênicas, menor as chances de desenvolver algo. Vale ressaltar, porém, que as alergias nunca aparecem num primeiro contato com determinada substância. Para que a alergia surja, a pessoa precisa ter um certo número de contatos com a substância. Durante esse período a pessoa vai criando anticorpos até que, em determinado momento, a quantidade de anticorpos ativados desencadeia a reação. É como ir enchendo um copo de água que, se passarmos da quantidade ideal, acaba transbordando.

Por isso, prevenir-se e usar sempre produtos e substâncias responsáveis é sempre uma opção mais segura e consciente para o seu bem-estar.

No meio do caminho tinham várias pedras

Às vezes, surgem pedras no meio de nosso caminho e como vamos passar por elas faz toda a diferença.

Muita gente cita a conhecida poesia do mineiro Carlos Drummond de Andrade, No meio do caminho, mas geralmente apenas a primeira estrofe, não sei se a maioria das pessoas conhece toda a poesia que é curtinha e me lembrei de muito dela nesses últimos dias pelo que vivi, por sinal, motivo pelo qual não postei nada ontem.

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

 

Na noite de segunda-feira fui lanchar na casa de meus primos Ângela e Gilson, que moram em Montes Claros, desde que se casaram, mas por causa do trabalho acabaram comprando um apartamento em BH e sempre que veem por aqui convidam a gente para um lanche. Ótima oportunidade para encontrar a família.

Esses lanches sempre são ótimos, primeiro porque Ângela e Gilson são bacanas demais, segundo, porque ela é prá lá de engraçada e terceiro porque encontrara com a família é bom demais. Rimos muito, contamos muito caso e lá pelas tantas, comecei a sentir uma dorzinha nas costas, do lado esquerdo.

Achei que tinha dado um “jeito” nas costas porque tinha ficado sentada muito tempo sem mexer, sei lá. Cheguei em casa e coloquei um salompas, porém passei a noite em claro, sem posição. Estava cheia de trabalho na terça, mas em função de ter feito uma cirurgia bariátrica há sete meses, achei melhor dar um pulinho no pronto atendimento para descartar qualquer problema mais sério.

Todo e qualquer problema que tenho de saúde sempre recorri ao Hospital Mater Dei. Digo que lá é o quintal da minha casa, mas agora o jornal mudou o plano de saúde e esse hospital não é mais credenciado, então fui ao Hospital Felício Rocho.

Entrei, e não saí. Não tinha uma pedra no meio do caminho, mas várias. Cálculo renal, de novo. Em 2015, passei por isso três meses seguidos – outubro, novembro e dezembro – e estou vendo que, pelo rumo da prosa, o suplício vai se repetir.

Fui extremamente bem atendida, desde a triagem até a alta ontem, no final da tarde. Fiquei chocada de ver como os acompanhantes (eu estava sozinha na maior parte do tempo) reclamam e incomodam as enfermeiras, e elas na maior paciência.  Estou impressionada como o hospital estava lotado. Um dos médicos que me atendeu disse que já estão construindo outra torre. Precisa mesmo. A cidade passa por uma crise de falta de hospitais. O Mater Dei da Contorno, inaugurado relativamente há pouco tempo já vive cheio, o Madre Tereza foi ampliado e sempre está com lotação máxima e no Felício Rocho tinha gente aguardando vaga pra internação. E com todo esse tumulto não vi nenhum funcionário de mau humor ou perdendo a paciência.

O dr. Francisco Guerra e sua equipe me operaram, tiraram os cálculos que estavam bloqueando o rim. Segundo o médico que fez o ultrassom, eram tantas pedras que se fossem esmeraldas eu estava rica. Pena que são cascalhos mesmo. Tiraram o que deu. Estou com o cateter e terei que passar por mais um procedimento para retirar as pedras que estão dentro do rim. É mole?

Tinha planos para este mês. Minha filha, que mora em Anagé está em Vitória (Espírito Santo) fazendo um curso e faz aniversário por esses dias. Estava pensando em fazer uma surpresa e ir lá visitá-la. Infelizmente, esses planos já eram. Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinham várias pedras.

Isabela Teixeira da Costa

Vilões dos vasos sanguíneos que podem estar na sua dieta

Sal

Alguns alimentos consumidos em dietas favorecem o acúmulo de gordura e o aparecimento da inflamação nos vasos sanguíneos.

Cada dia que passa descobrimos um novo fator que interfere na saúde. Recebi um material que fala de fatores que interferem na circulação sanguínea, na dieta. Acho que isso nunca passou pela cabeça de ninguém. Vamos lá. Segundo a angiologista e cirurgiã Aline Lamaita, genética, sedentarismo, tabagismo e obesidade afetam a circulação (isso é mais conhecido das pessoas), e existem alguns complicadores nas dietas. “Enquanto ácidos graxos como ômega-3 são benéficos para ‘afinar’ o sangue e alimentos com propriedades antibióticas naturais, como alho e cebola, ajudam a prevenir coágulos sanguíneos; alimentos ultraprocessados têm grande quantidade de sal, açúcar e gordura, todos relacionados à dificuldade da circulação sanguínea”, afirma Aline.

A médica lista cinco vilões dos vasos sanguíneos:

Excesso de sal: “Além de usar o saleiro, a maioria dos produtos industrializados tem o sódio adicionado para melhorar sua conservação. Então, no geral, o brasileiro consome muito mais sal do que deveria. O sal favorece a retenção de líquido, provoca inchaço e aumenta a pressão sobre os vasos sanguíneos, deixando o sangue mais denso, pesado, podendo favorecer a formação de coágulos. Também devemos tomar cuidado com doces light e refrigerantes, pois geralmente contém muito sódio. Quando se fala em sódio, as pessoas automaticamente pensam em salgados e, em boa parte da população, o consumo excessivo está nos doces e produtos industrializados”, explica Aline.

Bebida alcoólica: “Ao favorecer a desidratação, o álcool pode fazer o organismo reter mais líquidos e aumentar a pressão sobre veias e artérias. Quem gosta de fumar quando está bebendo aumenta ainda mais os riscos, já que a nicotina tem efeito constritor”, alerta a médica.

Falta de água: “Quanto menor a ingestão de água, maior a viscosidade do sangue. Além disso, a desidratação também favorece a queda da pressão arterial, ameaçando vários órgãos. O consumo adequado de água garante que o organismo seja irrigado e bem nutrido de sangue”.

Alimentos processados: “Você ama biscoitos, macarrão instantâneo, refrigerantes, refrescos em pó e salgadinhos? Fique atento, eles são ricos em sal, açúcar e gorduras, favorecem o ganho de peso e também a inflamação, o que pode colaborar para o aparecimento de doenças circulatórias”.

Gordura hidrogenada: “Fast-foods, sorvetes industrializados e bolos são três exemplos de alimentos que retardam a circulação e podem agravar a inflamação dos vasos sanguíneos”.

Aline Lamaita orienta o consumo de alimentos ricos em fibras, que auxiliam na boa digestão e controle do colesterol: “escolha alimentos com gorduras poli-insaturadas; frutas ricas em vitamina K, como morango, uva e ameixas que têm papel importante na coagulação do sangue; e alimentos antioxidantes e que contém rutina (encontrada na laranja, limão e maçã) que auxiliam na diminuição da morte celular da parede das veias”.

Isabela Teixeira da Costa

Malefícios do fumo

Fumantes podem ter até quatro vezes mais complicações em cirurgias além de comprometimento da circulação e maior risco de trombose

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é comemorado no próximo dia 29 de agosto, terça-feira, data que tem como objetivo lembrar a importância de largar o vício do tabagismo, uma vez que a fumaça de cigarro contém mais de 4 mil compostos químicos (a maioria tóxicos) ), incluindo a nicotina, o monóxido de carbono, a acroleína e outros oxidantes, cuja exposição constante induz a múltiplos efeitos patológicos no organismo e que estão ligados ao estresse oxidativo celular.

“Os efeitos adversos do cigarro são muitos e, no caso da saúde das veias, o fumo também afeta principalmente a circulação e isso favorece o aparecimento de processos de trombose (com entupimento dos vasos e que pode levar à morte), principalmente quando associado a fatores de risco”, afirma a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. A trombose é um termo que se refere à condição na qual há o desenvolvimento de um ‘trombo’, um coágulo sanguíneo, nas veias das pernas e coxas. Esse trombo entope a passagem do sangue.

“O cigarro é irritante à mucosa respiratória, o que causa acúmulo de secreção, podendo complicar a anestesia. Além disso, a tosse pode atrapalhar a recuperação de algumas cirurgias como abdômen e face. Do ponto de vista vascular, o risco de trombose também é maior em pacientes fumantes”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

Um estudo publicado na revista da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, em fevereiro deste ano e com análise de 40 mil pacientes, comprovou a maior incidência de complicações em pacientes tabagistas, incluindo trombose pulmonar, infecção, hematoma, necrose de tecidos e problemas com qualidade de cicatriz. De acordo com a médica, além da produção de radicais livres, hoje responsáveis por aceleração do envelhecimento, cada cigarro leva a um período de diminuição no calibre dos vasos sanguíneos, aporte de oxigênio e nutrientes na região da pele.

Nos casos em que se realizam cirurgias com amplos descolamentos, a tendência é de haver um risco maior de comprometimento do processo de cicatrização. Isso pode levar ao surgimento de necroses teciduais, deiscências de suturas (afastamentos das partes costuradas), dentre outras complicações. Desta maneira, é imprescindível adequar técnicas menos agressivas, com descolamentos teciduais menores para proteger o paciente de possíveis complicações, além de aconselhá-lo a cessar o fumo no pré-operatório. Na ritidoplastia (plástica ou lifting facial), o tabagismo aumenta muito a chance de necrose (morte da pele)”, explica Beatriz. “Portanto, independente do tipo de cirurgia, vale a pena o esforço de parar de fumar.”

O fumo também provoca aumento da probabilidade de desenvolver infarto, o cigarro também pode causar problemas circulatórios como arteriosclerose (envolvendo as artérias da perna) e tromboangeite obliterante – distúrbio que afeta as extremidades do corpo. “Em ambos os casos, há riscos de ter de amputar o membro (como pernas, pés e mãos)”, explica Aline.

Não podemos ignorar a grande dificuldade de implantes dentários em fumantes. Na maioria dos casos o parafuso não consegue boa fixação e os implantes ficam bambos e acabam caindo. Tenho dois conhecidos, fumantes, que estão há anos tentando colocar implantes dentários sem sucesso, devido ao vício. Um dos dentistas já afirmou que o problema está no hábito de fumar.

#fica a dica #pare de fumar #saúde.

Importância da água para o organismo

A hidratação do corpo varia de acordo com a idade e a falta de água pode levar uma pessoa à morte.

Quando minha filha era pequena teve uma otite brava. Por causa da grande dor e alta febre a levei ao pediatra, dr. Múcio de Paula, excelente pessoa e profissional. Ela foi medicada, mesmo assim parou de comer totalmente, então, depois de alguns dias, liguei para o pediatra e relatei minha preocupação e fui logo dizendo que ela ia acabar morrendo de fome. Dr. Múcio, naquela calma e delicadeza que lhe era peculiar, responde: “Criança não morre de fome, mas de sede. O ser humano pode ficar vários dias sem alimento, porém, sem água em três dias pode vir a óbito. Se ela estiver bebendo líquidos, ficará bem”. Fiquei impressionada e foi do jeitinho que ele falou.

A água representa de 40% a 80% do peso total do ser humano e o corpo não possui reservas ou condições para armazenamento de água, portanto é fundamental bebermos água, mesmo sem estar com sede.

Ao longo do dia, perdemos muito líquido no corpo, pelo suor, saliva, urina e fezes. Para os que praticam atividades físicas a desidratação é maior, assim como pessoas que ficam expostas a altas temperaturas. Ao perder muita água, o corpo fica fora de equilíbrio e pode chegar a alto nível de desidratação, que pode levar a pessoa à morte.

Segundo a endocrinologista e especialista em metabologia, Carolina Mantelli, o ideal é beber cerca de 300ml de água a cada duas ou três horas, preferencialmente em um horário longe das grandes refeições como almoço e jantar. Ela sugere termos sempre uma garrafa de água conosco, para que essa reposição seja constante, independente de sentirmos sede.

“Um bebê na barriga da mãe tem 95% do seu peso composto de água, um recém-nascido, 80%, e um ser humano adulto cerca de 70%. Já um idoso tem apenas 40%. A cor natural da urina varia de amarelo bem claro até amarelo escuro, quanto mais hidratada a pessoa estiver, mais clara a urina será. Cuidado com uma urina acastanhada ou amarela escura, pois é extremamente concentrada devido à pouca quantidade de água para diluí-la”, esclarece Carolina.

Certa vez li um artigo que dizia que o idoso deve beber um grande copo de água a cada duas horas, pois a desidratação é um dos motivos para desencadear confusão mental . Ou seja, uma pessoa bem hidratada está protegendo um dos bens mais preciosos que tem, o cérebro, órgão fundamental para ter uma boa velhice.

Veja outras vantagens de ser manter hidratado:

– Regula a temperatura corporal: durante os exercícios físicos ou no clima muito quente, a água é liberada pela transpiração e evita que nosso organismo esquente demais ou sofra alterações térmicas bruscas;

– Desintoxica o corpo: auxilia a prevenção da infecção urinária, uma vez que estimula as idas ao banheiro, o que ajuda a “limpar” o trato urinário. Além disso, beber água ajuda a formar e hidratar o bolo fecal, evitando a constipação intestinal;

– Absorção e transporte de nutrientes: auxilia na absorção de nutrientes e glicose;

– Emagrece: além da redução da retenção de líquidos do corpo, coloca os rins para trabalhar e também traz sensação de saciedade;

– Pele bonita: promove a revitalização das células e mucosas, resultando em uma hidratação de dentro para fora e evitando o ressecamento e a descamação.

 

Isabela Teixeira da Costa

Dieta pós 40

Depois dos 40 fica mais fácil engordar e mais difícil emagrecer. É importante fazer uma dieta balanceada para garantir boa saúde e vigor.

Todo mundo que já passou dos 40 anos deve ter percebido que algumas mudanças ocorrem na vida. É preciso ter cuidados redobrados com a saúde, principalmente porque o corpo começa a dar os primeiros sinais do tempo.  A pele já não apresenta a mesma elasticidade, manter o peso é mais difícil,e o cansaço com as atividades cotidianas. Podemos melhorar muita coisa simplesmente mudando nossa alimentação. Segundo especialistas, fornecendo os nutrientes certos ao corpo, é possível encarar as mudanças físicas próprias dessa etapa com mais tranquilidade, sem perder o vigor e disposição de outrora.

São as mudanças físicas que mais incomodam, principalmente para nós, mulheres. Apesar das mudanças no corpo serem gradativas, a maioria das pessoas só costuma notar os sinais mais tarde. Maior incidência de rugas, por causa da perda do colágeno, maior flacidez, o metabolismo e a produção hormonal diminuem, e maior dificuldade de controlar o peso. Este último problema também ocorre pela redução da massa magra.

De acordo com a nutricionista Joanna Carolo, é possível retardar o ponteiro do relógio e, até mesmo, suavizar tais aspectos com bons hábitos alimentares “Repor os nutrientes em baixa pode atenuar alguns incômodos comuns dessa fase, além de fortalecer a saúde e manter a energia em alta, o que é tão importante para quem geralmente enfrenta uma rotina intensa“. A profissional afirma que este é um momento oportuno para reavaliar a dieta, sobretudo porque “a partir dessa idade, o impacto de uma alimentação desequilibrada sob o corpo será cada vez mais notável, além disso, o organismo terá, naturalmente, maior dificuldade em absorver certos nutrientes. Portanto, fazer boas escolhas é fundamental para manter a energia”.

Nessa fase é preciso dar mais atenção a alguns nutrientes. “Antes mesmo da chegada dos 40 é recomendado atentar ao aporte de alguns nutrientes em especial, como o colágeno e o cálcio. Mas não para por aí: existem outros elementos importantes, capazes de frear a ação dos radicais livres”.

Consuma mais vitamina B12: essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso, esse nutriente também participa da formação das hemácias, as células vermelhas do sangue, ajudando a prevenir um tipo de anemia conhecida como megaloblástica. Também é fundamental para a regeneração dos músculos e, até mesmo, preservação do DNA. Contudo, com o passar dos anos, o corpo perde progressivamente sua capacidade de absorver a vitamina, sendo assim, é essencial aumentar o seu consumo. É possível encontrá-la majoritariamente em proteínas animais, como cortes de carne vermelha, branca e ovos;

Invista no magnésio: mineral que ajuda a afastar problemas como hipertensão, espasmos musculares e, até mesmo, doenças do coração. Principais fontes: Vegetais de coloração verde escura como o espinafre, acelga e salsa; arroz integral, aveia, sementes de gergelim e cacau;

Visão aguçada com retinol: problemas de visão podem ser agravados pela deficiência de vitamina A, também conhecida como retinol, isso porque, além de proteger a córnea, o nutriente ajuda a retina a se ajustar em ambientes com menor incidência de luz, ou seja, mais escuros. E tem mais: seu aporte adequado fortalece o sistema imunológico e garante, até mesmo, pele e cabelos mais bonitos. Onde encontrar: Cenoura, abóbora, bife de fígado e gema do ovo;

Combater o colesterol com Ômega 3: é fundamental deixar de lado gorduras ruins, como a trans e a saturada. Porém, as gorduras boas não podem ficar fora do cardápio: o Ômega 3, em especial, possui ação antioxidante capaz de reduzir o LDL (colesterol ruim) e também o risco de doenças cardíacas. Além disso, colabora para a função cognitiva, preservando a memória acurada. Por isso, aposte em alimentos como o salmão, atum, azeite de oliva e óleo de peixe.

É essencial que o cardápio dê conta do que o corpo precisa, porém, considerando outro fator relevante: o metabolismo, que influencia na nossa energia. A partir dos 40 anos é fundamental fazer escolhas melhores para manter o peso, como trocar o arroz branco pelo integral, substituir os lanchinhos industrializados por frutas frescas e cereais como a aveia, por exemplo. Evitar o abuso de açúcar e sódio e fazer refeições equilibradas.

De acordo com a nutricionista, uma boa dica é dar preferência aos carboidratos de baixo índice glicêmico, pois além de propiciarem uma energia prolongada, não causam picos de açúcar no sangue. Priorize o consumo de boas proteínas como carnes magras, ovos, leite e derivados, pois fornecem os aminoácidos necessários para manutenção dos tecidos, atenuando os efeitos da perda de massa muscular que começa a se acentuar a partir dos 40.

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Hepatite C está mais presente do que se imagina

A Hepatite C é de fácil contágio, é silenciosa e mais mortal, transmissível e infeccioso do que o HIV. A boa notícia é que pode ser tratada com bons resultados.

 

O vírus da Hepatite C é desconhecido para a maioria das pessoas. Por ser uma doença silenciosa, pode causar doença sistêmica. É comprovado que é mais mortal, transmissível e infeccioso do que o HIV. Estima-se que no Brasil existam entre 1,4 e 1,7 milhão de portadores de Hepatite C. A maioria desconhece seu diagnóstico e poucos sabem como ocorreu a transmissão ou que exista tratamento para a doença.

A busca agora, é para conscientizar a população sobre prevenção, proteção e a necessidade de fazer o teste da Hepatite C. 80% dos portadores da doença têm mais de 40 anos de idade.

“Como o vírus só foi descoberto em 1988, os comportamentos e fatores de risco eram até então desconhecidos, o que favorecia infecções”, comenta Nelson Cheinquer, médico da Gilead no Brasil, biofarmacêutica que tem a Hepatite C (HCV) como uma de suas principais áreas terapêuticas de pesquisa e desenvolvimento.

Pelo fato da doença ser assintomática em 80% dos casos, ela se torna um problema de saúde pública, pois pode levar décadas para dar sinais e, quando se manifesta o estágio de comprometimento do fígado já está avançado.

Dra. Rosângela Teixeira

A maior especialista e grande pesquisadora e estudiosa do assunto é de Belo Horizonte e trabalha no Hospital das Clínicas, dra. Rosângela Teixeira (apesar do sobrenome , infelizmente não é minha parente). É impressionante sua dedicação pela profissão e pelos pacientes, que trata gratuitamente, sem distinção. Conheci Rosângela, pois tive três casos dessa doença bem próximos a mim, um primo, com a HCV e um tio com Hepatite B, ambos dentistas e pescadores. Hoje, estão curados graças à dra. Rosângela. Meu primo precisou fazer transplante do fígado e a dra. Rosângela foi quem ajudou em tudo, sem medir esforços. A terceira pessoa foi uma ex-empregada que descobriu a doença quando ficou grávida do seu segundo filho. Corri atrás de Rosângela Teixeira e ela cuidou tão bem do caso que o menino não foi contaminado pela doença.

A Hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer e transplante de fígado no mundo. A HCV pode desencadear uma doença sistêmica. Estudos comprovam que o vírus aumenta os riscos do aparecimento de outras doenças como a Diabetes do tipo 2 e Linfoma.

O HCV é transmitido por contato com sangue infectado, sendo que os principais meios de transmissão são reutilização e esterilização inadequada de equipamentos médicos e outros, como por exemplo, os instrumentais usados por manicures; compartilhamento de seringas e agulhas, práticas sexuais de risco e transmissão vertical (da mãe para o filho). “Levar o próprio material para a manicure, utilizar seringas e agulhas descartáveis e usar preservativos em práticas sexuais de risco são medidas efetivas de proteção contra infecções”, explica Cheinquer.

O fato de ser tão transmissível se dá pela capacidade de sobrevida do vírus. Fora do corpo, permanece vivo por até quatro dias, podendo chegar a quase dois meses quando em ambiente fechado, como no interior de uma seringa, por exemplo.

Ainda no comparativo com o HIV, outros dois dados surpreendem. Desde 2007, a taxa de mortalidade por HCV supera a do HIV. Só no Brasil, calcula-se em torno de 3 mil mortes associadas à Hepatite C anualmente.

O bom é que a doença tem alta taxa de cura, inclusive quando descoberta em seu estágio mais avançado. “Mesmo pessoas com cirrose ou descompensação do fígado podem ser tratadas e o vírus erradicado. Nesses casos, contudo, o paciente pode precisar de outros tratamentos complementares”, afirma Cheinquer.

Esse problema é evitável com a descoberta e início do tratamento rápido, se necessário. “Mesmo que você não se enquadre em nenhum dos fatores de risco, deveria fazer o teste para Hepatite C pelo menos uma vez. É inclusive uma recomendação do Conselho Federal de Medicina que todos sejam testados”, recomenda o médico. “Agora, se você tem ou teve alguma das experiências que configuram risco – uso de drogas injetáveis, práticas sexuais de risco desprotegidas, etc –, é recomendado que faça o teste anualmente ou até a cada semestre”, completa.

Isabela Teixeira da Costa

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35º edição da Colônia de Férias Diabetes Weekend

Diabetes Weekend reúne pessoas de 8 a 80 anos de idade, com inúmeras atividades para uma vida saudável em todas as áreas.

Só quem tem diabetes sabe realmente o quão delicado é viver com essa doença. A limitação alimentar, o uso de medicamentos, cuidados para não se machucar porque a cicatrização é bem complicada; e, em muitas situações, a necessidade de injetar insulina após cada refeição. Tenho uma prima que estava tomando insulina cinco ou seis vezes ao dia. Fico pensando como é doloroso se injetar tantas vezes ao dia. Certa vez ela me disse que não tinha mais espaço em seu abdome, de tão dolorido que estava. Graças a Deus seu médico mudou o tratamento e trocou por um remédio via oral, e agora ela só toma insulina uma vez ao dia. Foi uma tentativa bem-sucedida.

Infelizmente, na família do meu pai a maioria das mulheres tem diabetes 2. Depois dos 50 anos a glicose começa a subir. Quando fiz um exame de sangue, nesta idade, o resultado já veio alterado. Fiquei em pânico e foi exatamente por causa disso que fiquei interessada em fazer a cirurgia bariátrica, excelente recurso para acabar com o diabetes. Tiro e queda, minha glicose agora está na casa dos 80. Infelizmente essa minha prima já passou da idade para a cirurgia.

Dr. Levimar Rocha Araújo

A diabetes é uma doença que merece uma atenção especial e para deixar mais leve os cuidados, a Metabólica Instituto de Medicina Aplicada promove a 35º edição da colônia de férias “Diabetesweekend”. O encontro é voltado para pessoas diabéticas com idades entre 8 e 80 anos. O evento acontece no Hotel Fazenda Hípica, na cidade de Atibaia, em São Paulo, entre os dias 25 e 27 de agosto, e terá uma programação com inúmeras atividades para manter uma vida saudável.

A colônia de férias será acompanhada de perto por vários médicos e especialistas de diferentes áreas como, psicólogos, preparadores físicos, endocrinologistas, metabologistas, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos e nutricionistas, tudo para proporcionar muita interação e aprendizado aos pacientes com diabetes. “Para manter a doença controlada é fundamental um tratamento adequado, mantendo o equilíbrio em suas refeições, exercitando o corpo e usando corretamente os medicamentos”, diz o endocrinologista Levimar Rocha Araújo. Durante os três dias de encontro os participantes terão uma alimentação adequada, atividades físicas, dinâmicas, troca de conhecimento, festas e diversas tecnologias disponíveis no mercado.

O projeto, que começou em 1997, é um dos programas educacionais de diabetes mais respeitados no Brasil, e tem o intuito de orientar os participantes no tratamento da doença.

 

Evento: 35ª Colônia  Diabetes Weekend

Local: Hotel Fazenda Hípica em  Atibaia-SP

Data: 25 a 27 de agosto

Site: www.diabetes.med.br

Público-alvo: diabéticos de 8 a 80 anos de idade

Dermatite atópica na infância

A dermatite atópica é familiar e frequentemente está associada à asma, bronquite e rinite alérgica.

A dermatite atópica é uma doença crônica e não contagiosa que causa inflamações na pele e atinge mais crianças do que adultos. Segundo a dermatologista Joana Barbosa, da Clínica Dermax, a doença atinge 20% das crianças com menos de 7 anos e 18% com idade entre 7 e 16 anos. Já nos adultos, a incidência é de 10%. “Ela se modifica de acordo com a idade. Nas crianças menores (entre 3 meses e 3 anos), as lesões são mais avermelhadas e estão localizadas na face, no tronco e nas superfícies externas dos braços e pernas. Em crianças maiores (dos 3 anos até adolescência) e adultos, têm lesões principalmente nas dobras do corpo, como pescoço, cotovelo e atrás dos joelhos. Cerca de 60% das crianças apresentam redução ou desaparecimento das lesões antes da adolescência”.

De acordo com a especialista, os sintomas apresentados são coceira e lesões tipo eczema (descamação e vermelhidão) em diferentes partes do corpo. “Quanto mais o paciente se coça, maior o risco de contaminação das lesões e piora do quadro”, acrescentou.

Por se tratar de uma doença crônica, o quadro tem sua evolução em ciclos, onde há períodos de piora e melhora. “A dermatite atópica tende a aparecer ou a piorar quando a pessoa é exposta a certas substâncias ou condições. São fatores desencadeantes: pele seca, poeira, detergentes e produtos de limpeza em geral, roupas de lã e de tecido sintético, baixa umidade do ar, frio intenso, calor e transpiração, infecções, estresse emocional, certos alimentos”, explica Joana.

Tratamento e prevenção

Para controlar da dermatite atópica, a médica ressalta que é necessário reduzir ou evitar a exposição aos fatores desencadeantes e tratar as crises aguda. Veja algumas dicas:

  • Uso diário e contínuo de cremes hidratantes com a pele úmida após o banho;
  • O banho deve ser morno para frio, com uma duração média de 5 a 10 minutos, sem bucha;
  • Use roupas leves, de algodão e evite tecidos sintéticos;
  • Use sempre filtro solar;
  • Evite contato com irritantes da pele;
  • Mantenha as unhas curtas;
  • Reduza o estresse.

“Nas crises, os cuidados com a pele devem ser mantidos. Além disso, deve-se iniciar o tratamento prescrito pelo seu médico. Os tratamentos mais utilizados são: os corticosteróides tópicos, antibióticos orais ou tópicos, anti-histamínicos, inibidores tópicos da calcineurina (pimecrolimus e tacrolimus). Já nos casos mais graves e extensos a fototerapia, talidomida, ciclosporina e metotrexate orais são algumas formas de tratamento”, cita Joanna Barbosa.

Benefícios da amamentação para as mulheres

Já é sabido que a amamentação faz bem para o bebê, o que pouca gente sabe são os benefícios para a mãe.

A amamentação é fundamental para todos os recém-nascidos, fonte de vitaminas e nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê, a sua alimentação deve ser feita exclusivamente com o leite materno até os seis meses e continuar, se possível, até os dois anos.

A pediatra Danielli Serra fala como a amamentação beneficia não somente a criança, mas também a mulher, “O nascimento da criança pode gerar da mãe uma turbulência de sensações e sentimentos”, diz.  Veja os benefícios listados pela médica:

– Incondicional – A sucção do leite é muito importante, ela estimula a produção da ocitocina hormônio que leva a contração uterina e com isso o menor risco de sangramentos e consequente menor risco de anemia materna, ajudando também a volta do útero para o tamanho normal. Além disso, ele é conhecido como hormônio do amor porque diminui a ansiedade, relaxa, acalma e faz com que a ligação entre a mãe e o bebê se fortaleça.

– Se sinta valorizada – O vinculo materno se cria no toque da pele do bebê com a mãe. Ele causa uma sensação de bem-estar, realização e importância na mulher.

– Diabetes – Nos casos de diabetes gestacional, há estudos em que comprovam que o risco das mulheres desenvolverem diabetes após a gestação diminui quando estão amamentando, pois isso restaura a tolerância do corpo a insulina. E é claro que a amamentação consome calorias, o que também ajuda na perda de peso.

– Bom para memória – Pesquisas também dizem que a amamentação reduz a probabilidade do mal de Alzheimer, pois normaliza a tolerância à insulina, e há indícios de que a resistência das células cerebrais a insulina pode ser uma das causas do mal.

– Mais saúde – Amamentar por mais de um ano, reduz as chances de doenças cardiovasculares após a menopausa. Especialistas dizem que a amamentação diminui em 3% ou 4% as chances de desenvolver câncer de mama e ovário, pois causa alterações na menstruação e diminui a exposição da mulher ao estrógeno.

 

“Os cuidados com o seio materno, aréola e mamilo são importantes, caso contrário pode acarretar em inflamações locais e até a fissura com sangramentos”. Confira algumas dicas da pediatra Danielli Serra para se prevenir:

 

– Antes e depois do nascimento lave a mama com uma bucha macia, sem esfregar, massageando. Isso ajuda a diminuir a sensibilidade local;

– Sempre que possível exponha os seios ao sol por 15minutos antes da 10h e após as 16h;

– Lembrar sempre que a “boa pega” do bebe diminui as chance de “empedrar” o leite pelo esvaziamento da mama e diminui o risco de fissuras dos mamilos;

– Passar uma gota do próprio leite no mamilo e espere secar após as mamadas e apos o banho, isso ajuda a evitar as rachaduras;

– Deixar que o bebê solte a mama espontaneamente, não puxe;

– Lembre de manter os mamilos secos.