Olhos são sensíveis ao verão

Precisamos proteger os olhos no verão

O início do ano é época de várias “faxinas”. Damos limpa nos guarda-roupas, começamos uma nova agenda e com ela, traçamos novas metas e fazemos listas de sonhos e desejos para o ano novo. Outro aspecto que as pessoas se dedicam mais é à saúde. Geralmente são nos meses de janeiro e fevereiro que muita gente faz um check up, incluindo as visitas periódicas ao dentista, ginecologista e oftalmologista.

Oculista então, é de praxe, afinal, enxergar bem é primordial. E geralmente o grau costuma aumentar, principalmente se o caso é vista cansada, isso quando não somos acometidos pela incômoda conjuntivite. Tenho um colega de trabalho que de setembro para cá ele já sofreu com quatro crises seguidas da doença. Fique atento, sempre que apresentar baixa de visão, olhos vermelhos, dor ocular, dores de cabeça ou qualquer alteração nos olhos, faça um exame oftalmológico só assim é possível detectar catarata, glaucoma, alterações na retina, ceratocone, daltonismo, entre outras doenças, e a necessidade do uso de óculos.

No verão, devemos redobrar o cuidado com a exposição solar devido ao maior risco de desenvolvimento de doenças como catarata e DMRI (Doença Macular Relacionada à Idade), consequência de longos anos de exposição prolongada. Um artigo médico publicado em dezembro de 2018 na revista Acta Ophthalmologica, diz que a catarata é atualmente a principal causa de cegueira reversível em todo o mundo, e um dos seus fatores de risco é a exposição à radiação ultravioleta solar. “Os estudos confirmam a relação da exposição à radiação solar ocupacional em longo prazo com a catarata cortical”, alerta a oftalmologista Nicole Ciotto, da equipe multidisciplinar da Clínica Blues.

A exposição à luz solar durante a vida profissional é também um importante fator de risco para DMRI. Diante disso, medidas preventivas como usar óculos de sol para minimizar a exposição à luz solar devem começar cedo, para evitar o desenvolvimento da doença no futuro.

A oftalmologista Nicole Ciotto chama a atenção também para a importância de usar óculos solares com proteção contra os raios ultravioleta. Na hora da compra é fundamental saber o nível de proteção UVA e UVB que as lentes oferecem. “Um óculos de sol com lentes de qualidade deve bloquear de 99% a 100% dos raios”, reforça a médica. Para confirmar o nível de cobertura dos óculos basta solicitar um teste da qualidade das lentes, feito por meio de um espectrofotômetro, aparelho que quantifica essa proteção. O alerta vai para o uso de óculos de sol de má qualidade, que podem causar mais danos aos olhos do que não usá-los. Isto ocorre porque as lentes escuras fazem dilatar as pupilas, deixando entrar mais raios UVA/UVB que irão prejudicar os olhos.

Outro cuidado fundamental é nunca olhar diretamente para o sol, devido ao risco de maculopatia solar, uma alteração da mácula (área central da retina) causada pela observação direta do sol por um período de tempo excessivo, como durante um eclipse solar ou num dia normal, sem proteção adequada. Segundo a oculista, a exposição desprotegida e prolongada à luz ultravioleta do sol e dos lasers leva a danos externos na retina. Os fotorreceptores e o epitélio pigmentar da retina são particularmente suscetíveis a essa radiação. Classicamente conhecida como retinopatia ou maculopatia solar, esta desordem frequentemente afeta jovens com propensão para a observação de eclipses solares, rituais religiosos ou uso de drogas. Os sintomas incluem fotofobia, alteração da visão de cores, distorção das imagens, cefaleias e dor nas primeiras horas após a exposição solar. A lesão pode desaparecer após uma a duas semanas ou evoluir para uma baixa visão residual.

Isabela Teixeira da Costa

 

TOC é mais comum do que se imagina

Transtorno obsessivo compulsivo desafia a medicina

Conhece alguém que faz algo repetidamente? Uma pessoa normal, seu amigo, que sempre que sai do carro tem que voltar para verificar se realmente trancou o veículo, mesmo se você disser que a viu acionar o alarme? Ou aquela pessoa que fala a mesma coisa duas vezes?

Elas podem sofrer de transtorno obsessivo compulsivo, mais conhecido como TOC, que atinge cerca de 300 milhões de cidadãos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Como as pessoas podem se livrar dele?

O doutor Jeffrey M. Schwartz, um dos maiores especialistas mundiais em neuroplasticidade, escreveu um livro ensinando isso. TOC: Livre-se do transtorno obsessivo compulsivo relata vários casos de pessoas que chegam a extremos devido à doença. O especialista ajuda, de forma clara, a entendê-la.

Trata-se de um distúrbio psiquiátrico de ansiedade que tem como principal característica crises recorrentes de pensamentos obsessivos, intrusivos e, em alguns casos, comportamentos compulsivos e repetitivos. Uma pessoa com TOC é como o disco arranhado que repete sempre o mesmo ponto do que está gravado.

Alguns filmes – entre eles, Melhor é impossível, com a dupla Jack Nicholson e Helen Hunt – mostram cenas de repetição, como lavar as mãos constantemente, nunca usar o sabonete mais de uma vez, virar a tranca da porta diversas vezes antes de abri-la ou trancá-la definitivamente. Pacientes sofrem com imagens e pensamentos que os invadem insistentemente e, muitas vezes, não conseguem controlá-los ou bloqueá-los. A única forma de controlar tais pensamentos e aliviar a ansiedade que eles provocam é por meio de rituais repetitivos, que, muitas vezes, podem ocupar o dia inteiro e trazer consequências negativas na vida social, profissional e pessoal. Portadores de TOC acreditam que se deixar de cumprir o ritual, algo terrível vai ocorrer.

O TOC atinge mulheres e homens na mesma proporção. Na maioria dos casos, a doença surge durante a infância ou nos primeiros anos da adolescência, mas pode começar na vida adulta. Em seu livro, o doutor Schwartz relata casos surpreendentes, como o de um homem de 43 anos, perito de seguros, que lavava as mãos pelo menos 50 vezes por dia. Cita uma mulher de 33 anos, formada com honra na Ivy League, que chegou a levar o ferro de passar e a cafeteira para o trabalho para ter a certeza de que estavam desligados.

Parece loucura, até atitude de quem quer chamar a atenção. Porém, o doutor Jeffrey diz que o TOC é condição médica relacionada a um desequilíbrio bioquímico no cérebro. Segundo ele, as obsessões e compulsões são fortes o suficiente para causar incapacidade funcional.

O transtorno provoca obsessões peculiares. Uma pessoa se apega a um objeto e nunca se desfaz dele, por exemplo. De acordo com o médico, quem tem TOC deve entender que as mensagens compulsivas são falsas, reordenar o cérebro e corrigi-lo.

Não se pode pressionar o paciente. As mudanças podem ser traumáticas e, para que eles se controlem, devem assimilar o que está acontecendo e afastar o pensamento obsessivo. Para isso precisam de tempo. O livro traz os principais passos e dicas para acabar com esse mal que assola tantas pessoas no mundo.

Infelizmente, os médicos ainda não são capazes de entender completamente o que está por trás do transtorno obsessivo compulsivo. As principais teorias remetem a três fatores, ligados à biologia, à genética e ao meio ambiente. Alguns pesquisadores acreditam que o TOC pode ser resultado de alterações ocorridas no corpo ou no cérebro. Outros apontam a pré-disposição genética, muito embora os genes que estariam eventualmente envolvidos não tenham sido identificados até agora.

 

Isabela Teixeira da Costa

Dentista ainda dá medo…

Dizem que medo de dentista é coisa do passado. Será?

Esse tabu assombra grande parte da população. Todo mundo conhece alguém com pavor de fazer uma simples visita ao consultório. Tomamos conhecimento dos avanços tecnológicos na área da medicina. Cirurgia hoje não demanda mais grandes cortes, com raras exceções; anestesia não dá mais aqueles enjoos desagradáveis. Na odontologia, podemos usufruir de implantes, o que é uma tremenda evolução, livrando-nos de pontes, rotes e até mesmo da dentadura. Porém, as agulhadas para aplicação de anestesia e o barulhinho aterrorizante do motor ninguém consegue mudar.
A dentista Daniela Yano revela o surgimento das câmeras intraorais, possibilitando realizar o checape preventivo digital para avaliações odontológicas. Com esse equipamento é possível ter imagens de toda a boca, ampliando em até 60 vezes o tamanho do dente e exibindo o que não é possível enxergar a olho nu. Isso é muito bom.
Mas a notícia boa é a de que existe anestesia sem agulha. Porém, ela não se aplica a todos os casos. Há outra carta na manga para esse procedimento: a anestesia computadorizada, um robozinho que controla a pressão com que o anestésico é depositado, permitindo que qualquer anestesia local seja realizada completamente sem dor. É tudo programado e controlado por computador. Um sonho para todos os pacientes. O supra sumo da novidade fica por conta das canetas odontológicas de alta rotação. Completamente silenciosas e precisas, elas substituem o motor, livrando-nos daquele barulhinho infernal.
De acordo com Daniela Yano, outro procedimento que causa muito desconforto é a moldagem dos dentes, aquela massinha que copia as estruturas bucais, muito usada em tratamentos com aparelhos e próteses. Isso também é coisa do passado. Hoje, pode-se usar o escaneamento digital, um escâner que copia toda a boca e transmite a informação diretamente para o computador. A partir daí, é possível fazer todo o planejamento das movimentações ortodônticas e, inclusive, prever exatamente a duração do tratamento.
No caso dos famosos alinhadores estéticos, aparelhos removíveis e transparentes, utiliza-se o escaneamento para criar o modelo virtual que servirá como base para a confecção dos alinhadores nas impressoras 3D com corte à laser. Isso torna o tratamento mais previsível, rápido, confortável e estético, sem intercorrências e restrição alimentar. Nos casos protéticos, o escaneamento substitui a moldagem e é usado para a confecção de coroas, lentes de contato dentais, facetas e outras peças.
Já ouviu falar em laserterapia na odontologia? Frequências de ondas permitem a melhor cicatrização dos tecidos, com ação anti-inflamatória e bactericida. Esse aparelho pode ser empregado para acelerar a cicatrização em casos cirúrgicos. Também melhora o desconforto e estimula a cicatrização em pacientes que sofrem com herpes e aftas.
A aplicação de laser pode reduzir edemas e até mesmo melhorar a sensibilidade dentinária. Não conheço nenhum desses novos equipamentos, mas confesso: estou bastante curiosa para ver se funcionam em todos os casos e se realmente são silenciosos e indolores.
A especialista informa que a área que mais ganhou com a evolução da tecnologia foi a estética. Hoje, os pacientes querem um sorriso mais bonito, mas, muitas vezes, não sabem exatamente o que estão buscando. Por isso, foram desenvolvidas técnicas que permitem desenhar o sorriso ideal para cada tipo de rosto e personalidade, podendo reforçar – ou camuflar – alguma característica subjetiva como autoridade, liderança ou timidez.
Isabela Teixeira da Costa

Aleitamento materno

A Semana Mundial de Aleitamento Materno faz parte de uma história mundial focada na sobrevivência, proteção e desenvolvimento da criança.

A saúde da criança sempre foi uma preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS), em função da grande preocupação com a mortalidade infantil. Apesar de várias ações para incentivar a amamentação, desde 1948, foi em 1990 que a OMS e a Unicef que foi produzido um documento adotado por organizações governamentais e não governamentais, assim como, por defensores da amamentação de vários países, entre eles o Brasil.

Mais de 170 países do mundo se unem da primeira semana de agosto para promover a Semana Mundial do Aleitamento Materno, ação de extrema importância para a saúde ao longo da vida. Este é um grande movimento de incentivo à amamentação, algo que pode ser bastante desafiador para algumas mães, justamente numa fase delicada da maternidade, quando ainda se adapta à nova rotina e se recupera da gestação e do parto.

O leite materno é o melhor alimento que um bebê pode receber e os benefícios do aleitamento materno são inúmeros. Estudos mostram que o impacto da amamentação na primeira infância continua ao longo da vida adulta, influenciando, positivamente, em fatores como a tendência à obesidade e o QI. Já para as mulheres, amamentar pode reduzir o risco de câncer no ovário e nas próprias mamas.

A amamentação previne a fome e a desnutrição em todas as suas formas e garante a segurança alimentar dos bebês, mesmo em tempos de crise. Sem um ônus adicional sobre o rendimento familiar, a amamentação é uma maneira barata de alimentar crianças e contribui para a redução da pobreza.

Eu amamentei minha filha por seis meses. Para mim, eram  as melhores horas do dia – e da noite –, pois é uma ligação total com seu filho. Infelizmente, Luisa teve uma otite muito forte e o remédio deu uma reação estranha nela. Minha pequena desidratou de tanto evacuar. Quase morri de desespero.

Tivemos que suspender toda a alimentação complementar – naquela idade ela já tomava suco, comia frutinhas e almoçava a papinha – e voltar à amamentação 24 horas. Porém, meu leite não era suficiente para sustenta-la o dia todo, pois eu só amamentava de noite e de manhã. A fome que ela teve foi tão grande, que o nosso pediatra, Múcio de Paula, pediu que complementasse com um leite em pó. Na primeira vez que ela pegou a mamadeira, nunca mais pegou o peito. Esse desmame doeu mais em mim do que nela.

Filó/Gorete Milagres

Ontem, minha amiga Gorete Milagres, a Filó, postou um lindo depoimento em seu instagram. Ela publicou uma foto dela, como Filó, amamentando sua filha Alice, há 23 anos, entre uma apresentação e outra. Veja o que ela escreveu:

“Esta foto foi feita pelo pai da Alice, no intervalo de um dia inteiro de trabalho intenso com a personagem Filó. Não dava tempo de trocar de roupa e este foi o primeiro figurino dela. Eu não tinha tempo de tirar leite para deixar armazenado. Amamentei Alice por um ano mesmo com todas as dificuldades…
Hoje no Dia Mundial da Amamentação, o que tenho a dizer é que nenhuma mulher deve deixar de dar o alimento mais completo e essencial para os seis primeiros meses de vida, para seu filho. É um esforço compensador, prazeroso e único da vida. Todas as mulheres deveriam ter este direito adquirido. Amamentei a Maria tbém com figurino da personagem, pelos mesmos motivos. Só falta achar a foto! Rs”

Não abram mão desse direito, é uma experiência única e fundamental para a saúde de seu filho.

Isabela Teixeira da Costa

#diamundialdaamamentação #semanadoaleitamentomaterno

O autismo

Dia 2 de abril é comemorado o Dia Mundial do Autismo e Belo Horizonte terá semana de debates, palestras, oficinas e orientações à população.

O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), é transtorno que causa problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança.  Estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo todo possuem algum tipo de autismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS); no Brasil, 2 milhões. Uma pesquisa atual do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) diz que o autismo atinge ambos os sexos e todas as etnias, porém o número de ocorrências é maior entre o sexo masculino (cerca de 4,5 vezes).

No fim dos anos 1980, uma a cada 500 crianças era diagnosticada com autismo. Hoje, a taxa é de uma a cada 68. O significativo aumento chamou atenção até da ONU (Organização das Nações Unidas), que classificou o distúrbio como uma questão de saúde pública mundial.

Esse transtorno não possui cura e suas causas ainda são incertas, porém ele pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, o paciente possa se adequar ao convívio social e às atividades acadêmicas o melhor possível. Quanto antes o autismo for diagnosticado melhor, pois o transtorno não atinge apenas a saúde do indivíduo, mas também de seus cuidadores, que, em muitos casos, acabam se sentindo incapazes de encararem a situação.

Uma amiga tem um filho autista. O rapaz está com 28 anos, nasceu bem e até os três anos interagia normalmente. Foi nessa idade que o autismo se manifestou e ele parou de falar. Começou com atitudes intempestivas como se fosse gestos de raiva, tipo jogar objetos no chão ou pela janela. Essas alterações foram tratadas pelas professoras como problema comportamental, como se a criança estivesse passando por problemas familiares e manifestando como rebeldia. A mãe, pessoa bastante lúcida e instruída, e amorosa, percebeu que o filho não estava normal e procurou um neurologista, e ouviu do profissional que se tratava de birra e falta de limites.

Absurdo total, percebido por ela, pois sabia muito bem que a educação que dava para o filho era correta e com limites. Começou aí uma via sacra de pediatras, neurologistas, psicólogos, psiquiatras, e tudo quanto havia de exames na época. Infelizmente ela só ouvia que ele tinha “um problema importante”, mas ninguém falava o que era. Claro que tinha problema, uma criança que de uma hora para outra parou de falar, ficou hiperativo e chorava muito. Demorou oito anos até que um psiquiatra fechou o diagnóstico dizendo que se tratava de autismo, fato que ela já desconfiava há alguns anos, baseada em pesquisas próprias. O rapaz entende as coisas, porém sua comunicação é limitada. Tem algumas atitudes diferentes como gostar de tomar vários banhos ao dia, de roupa. Faz atividades físicas – importante no tratamento -, está na aula de música e pelo que ela me conta, parece que é feliz.

Outra coisa curiosa e interessante que minha amiga me contou é que a dieta de restrição do glúten é benéfica para o autista porque minimiza os comportamentos repetitivos. O problema é que toda a família e locais de apoio onde o autista convive tem que seguir a dieta, uma vez que ele não consegue selecionar por si próprio o alimento, ou seja, se ver um bolo ou um pão vai querer comer e não tem como explicar que não pode. Isso provavelmente desencadearia uma crise, já que elas ocorrem em função de alguma frustração.

Para comemorar o Dia Mundial do Autismo pessoas com o transtorno, associações e entidades ligadas à causa inovam com uma programação diversificada em Belo Horizonte. Será uma semana – de 2 a 8 de abril – voltada para o TEA com debates, palestras, oficinas e orientações à população. Com o tema “Autismo, quem faz o que em BH”, a programação diversificada vai contar com a participação de pessoas com autismo, seus familiares, associações, entidades e profissionais ligados à área, além de organizações que empregam pessoas com autismo, numa parceria com a PBH, ALMG, UFMG, OAB, entre outras instituições. A Defensoria Pública, por exemplo, irá orientar sobre os direitos das pessoas com autismo. Haverá ainda muitas outras informações sobre o TEA para famílias, educadores, profissionais da saúde, gestores e sociedade em geral. A proposta do evento é ampliar a atuação das pessoas com autismo, além de abrir o debate sobre os diversos aspectos do TEA.

Isabela Teixeira da Costa

Dia Mundial das Doenças Raras

Hoje, é o Dia Mundial das Doenças Raras e pessoas que sofrem com algum tipo de doença assim, enfrentam dificuldades para conseguir diagnóstico e tratamento.

Ilustração Son Salvador

Cada dia que passa me surpreendo com as datas especiais que são criadas. Sei que é a maneira de os profissionais de comunicação e de marketing darem destaque a um determinado tema para o qual a mídia não dedica muito espaço, e na maioria das vezes não dedica espaço nenhum.
O grande problema é que o volume de dias especiais tem crescido tanto que o tiro tem saído pela culatra, pois fica difícil dar destaque para tanta coisa. A cor dos meses para voltar o olhar para determinadas doenças são tantas, que ninguém mais consegue se lembrar nem da cor, nem do seu mês e muito menos da doença que ela representa. Os que vingaram mesmo foram o outubro rosa e o novembro azul.
Porem, recebemos um material sobre 28 de fevereiro que – não fazia ideia que existia essa data – é o Dia Mundial das Doenças Raras. Penso que, quando se trata de saúde, é sempre bom destacar e alertar a população sobre o tema. Sejam novos tratamentos ou até mesmo doenças pouco conhecidas, pois isso pode ajudar muita gente.
São aproximadamente 420 a 560 milhões de pessoas que sofrem com algum tipo de doença rara e enfrentam dificuldades para conseguir diagnóstico e muitas vezes o tratamento, que costuma ser bem caro.
No material enviado, foram destacadas duas enfermidades, claro, bem raras. Uma é a distrofia muscular de Duchenne (DMD), e a outra, é a atrofia muscular espinhal (AME). Este ano, o destaque para a data é o marco de 150 anos desde que os sinais e sintomas da DMD foram descritos e publicados pela primeira vez pelo neurologista francês que deu nome à doença.
A DMD é uma doença genética rara e fatal que ocorre principalmente em meninos. Ela resulta em degeneração e fraqueza muscular progressiva desde o início da infância, levando à morte prematura em meados da faixa etária dos 20 anos por insuficiência cardíaca e respiratória. Desde as observações de Duchenne, em 1868, muitas pesquisas avançadas foram realizadas, e tratamentos estão agora disponíveis ou em fase de pesquisa e desenvolvimento. Hoje em dia, meninos com a doença vivem por mais tempo. Entretanto, ainda existe uma oportunidade significativa de melhorar o tratamento médico desses pacientes por meio do diagnóstico precoce.
Os sinais e sintomas da DMD normalmente aparecem na primeira infância e podem incluir: dificuldade para sentar-se sozinho; dificuldade para ficar de pé; quedas frequentes e demora para começar a andar até 18 meses. A distrofia muscular de Duchenne afeta aproximadamente 1 em cada 3.500 nascimentos de meninos no mundo inteiro.
Já a atrofia muscular espinhal (AME) é uma das mais de 8 mil doenças raras conhecidas no mundo e afeta aproximadamente de 7 a 10 bebês para cada 100 mil nascidos vivos. No Brasil, não há um levantamento que indique o número exato de pessoas afetadas pela doença. Ela pode começar a se manifestar em diferentes fases da vida e, quanto mais cedo aparecem os primeiros sintomas, maior é a gravidade da doença. Todos os sinais e sintomas têm como base a fraqueza, atrofia (diminuição de tamanho) e hipotonia (flacidez) musculares.
A AME é uma doença neuromuscular genética rara, com padrão de herança autossômico recessivo. Os principais sinais da doença são fraqueza muscular progressiva, simétrica (nos dois lados do corpo); hipotonia e atrofia muscular; dificuldade em controlar e movimentar a cabeça, sentar, engatinhar e caminhar; respiração e deglutição também podem ser afetadas. A AME não afeta a cognição, ou seja, a atividade intelectual é totalmente preservada. O diagnóstico de AME só é feito de forma conclusiva através de um teste genético específico.

Isabela Teixeira da Costa

Coluna Publicada no Caderno Em Cultura do Estado de Minas

Cirurgia plástica novamente em pauta

Retomo  o tema de profissionais de outras áreas e médicos de outras especialidades que fazem procedimentos estéticos.

Semana passada escrevi um artigo falando sobre a questão de profissionais de outras áreas e médicos de outras especialidades estarem realizando procedimentos da área de cirurgia plástica e estética. Recebi inúmeros elogios tanto de médicos quanto de leitores de uma forma geral, mas também fui bombardeada pelos otorrinolaringologistas, que se sentiram desprestigiados com o artigo, afirmando que foram citados de forma pejorativa no texto.
Não era a minha intenção ofender nenhum profissional em questão e muito menos a categoria. Respeito muito todos os profissionais, principalmente os médicos. Considero uma das profissões mais bonitas e importantes, afinal cuida da nossa saúde. Inclusive, tenho um irmão que é médico. Em nenhum momento me referi de forma desrespeitosa aos médicos, ao contrário, ainda ressaltei que, apesar de exercerem práticas que, na minha leiga opinião, estão fora de suas especialidades, tinham conhecimento por serem médicos, ao contrário dos odontologistas. Deixei isso claro no artigo anterior.
Recebi material da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial informando que a otorrinolaringologia é uma das especialidades mais amplas que tem dentro da medicina, pois os profissionais fazem três anos de especialização médica na área, com estudos em cirurgia cérvico-facial. Isto, segundo informações enviadas, engloba otologia (anatomia, fisiologia e patologia da orelha), bucofaringolaringologia e cirurgia da cabeça e pescoço, rinossinusologia (afecções da cavidade nasal), otorrinolaringologia pediátrica, cirurgia craniofacial e base do crânio, além de cirurgia plástica facial.
Em função dessa ampla formação, criaram a Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face – citei isso no artigo anterior –, e por isso estão capacitados para fazer procedimentos estéticos. Novamente ressalto que, em meu leigo entendimento – como eles mesmo se referiram –, pensei que eram especializados em cirurgias reparadoras, como a correção de lábio leporino, fenda palatina etc. Por sinal, são craques nessas questões e temos a sorte de ter, aqui no país, um dos melhores centros do mundo para tratar dessas deformações, que é o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP), Centrinho, de Bauru, interior de São Paulo, que é publico e oferece tratamento gratuito.
O chefe da Clínica de Otorrino do Hospital das Forças Armadas de Brasília, Oswaldo Nascimento, enviou um material com sua opinião da importância de otorrinos e cirurgiões plásticos viverem em harmonia, como ocorre, segundo informou, na Academia Americana de Cirurgia Plástica Facial e também na Europa. Em entrevista cedida para revista especializada, o otorrino informou que o Brasil talvez seja o único país com medicina terciária de alto nível onde essa discussão progride. Para ele, a celeuma nada mais é que questões corporativistas e de reserva de mercado.
Sem saber, acho que mexi em um vespeiro, porque muitos cirurgiões plásticos – inclusive de outros estados – enviaram mensagens agradecendo o artigo, ressaltando a coragem de levantar a bandeira para esse problema. Não quis, em nenhum momento levantar bandeira e nem tão pouco acirrar uma discussão, apenas abri espaço na coluna, que já tem costume de dar voz aos leitores que sempre enviam sugestões.
Foi com base em muitos casos relatados que escrevi o artigo, a propósito, registre que não foi escrito pela titular desta coluna, que está de férias e sim pela interina que assina no pé do texto. Casos que serviram de base e ideia foram omitidos para evitar expor pacientes e profissionais.

Isabela Teixeira da Costa

Como vencer a preguiça após o carnaval ou A arte de procrastinar

Depois de muitos dias de feriado a tendência é ter muita preguiça para voltar à rotina e procrastinar as tarefas. Como superar isso?

Não importa se você se acabou no carnaval ou curtiu quatro dias de descanso, no marasmo. Pulou e dançou todos os dias? Se acabou e bebeu todas? Está de ressaca e com os pés cheios de bolhas? Ou ficou em casa curtindo filmes, foi para casa de campo, hotel fazenda, SPA, ou praia? Ficou só na sobra e água fresca e dormindo ao som da chuva? Seja lá como passou o feriado de carnaval o fato é que retomar a rotina depois de quatro dias parado dá uma preguiça enorme. Temos a tendência de deixar para depois atividades no trabalho que exigem mais concentração.

Mas como vencer a “preguiça” e deixar de procrastinar e nos tornarmos mais produtivos no trabalho?

O ato de deixar para amanhã tarefas difíceis e que tiram a mente da zona de conforto é algo orgânico. Ou seja, todos os seres humanos são programados biologicamente para procrastinar e isso ocorre porque o ato de deixar para depois têm haver com o medo e o medo existe desde o nascimento. Medo da tarefa não ficar boa, medo do cliente não gostar do que vamos entregar medo dos colaboradores que fazemos a gestão, medo de não ter retorno com a franquia ou com o próprio negócio, etc.

A Universidade do Colorado (EUA) divulgou recentemente que procrastinação e impulsividade podem ser agravadas por questões genéticas. Outro estudo feito pela Universidade de Carleton, no Canadá, mostra que procrastinar afeta a nossa saúde física e mental, e as pessoas que o realizam com frequência tendem a ter mais dores de cabeça e contraírem gripe mais fácil. Deixar para o dia seguinte uma atividade que pode ser feita sem interrupções pode ser algo positivo. Por isso, que procrastinar não é algo necessariamente ruim. O que a torna um hábito nocivo é o excesso dela, ou seja, quando vira rotina.

Leiza Oliveira, CEO da rede Minds Idiomas se aprofundou no tema para reduzir a procrastinação na empresa e na sua própria rotina, e descobriu cinco formas de acabar com a procrastinação no trabalho:

Combata a sua insegurança – Tem pessoas que tem medo do sucesso e não percebem. O primeiro passo para combater o “deixar para amanhã” é se observar. Vale escrever em um papel como se sente no momento em que aparece a preguiça. Dessa forma, terá refletido racionalmente sobre os seus sentimentos e fica mais fácil enfrentar as inseguranças. Outra dica é fazer terapia e conversar com amigos.

Não abuse da sua força de vontade – Desde que somos crianças ouvimos dos nossos pais e professores que com força de vontade é possível conquistar o mundo. É verdade que ela tem um papel fundamental na conquista dos objetivos, mas ela se esgota. Isso porque a força de vontade está ligada a energia cerebral e como sabemos a nossa mente fadiga após algum tempo sendo usada. O que te mantêm de pé de manhã, depois da noite mal dormida, produzindo bem e entregando resultados são os objetivos pessoais. Por isso, crie os objetivos de curto, médio e longo prazo. Comece devagar com eles. Com objetivos traçados fica mais fácil controlar a ansiedade e não se culpar quando a força de vontade acabar.

Deixe abas de aplicativos fechadas e mantenha o celular longe – Essa dica parece ser óbvia, mas é a mais difícil de conseguir praticar. Isso ocorre porque muitas profissões dependem das respostas instantâneas. Todavia, é comprovado que os seres humanos não são multitarefas e quando o fazem acabam não tendo foco e o resultado da entrega é duvidoso. Logo, avise clientes, parceiros, fornecedores e até seu chefe que nem sempre estará de olho nas telas. E caso seja algo urgente, que podem te ligar. Telefonar está cada vez mais escasso, mas em tarefas como planejar, lidar com números ou mesmo escrever um texto, se manter longe dos eletrônicos é uma lição de ouro para completá-las. Vale estabelecer uma rotina de a cada duas horas de atividade, um descanso de 20 minutos, que envolva mexer no celular e\ou tomar um café.

Coloque deadline\prazo para as suas tarefas – Vale colocar em uma planilha e acompanhar as suas tarefas diárias. Ao final do expediente terá o que executou no decorrer do dia e poderá até fazer um relatório semanal para usar como folow up ou\e enviar ao seu gestor.

Pratique Mindfulness no trabalho – Não digo para meditar todos os dias. Se você conseguir fazer isso, ótimo! Mas esse última dica tem haver com o ato de manter os cinco sentidos no presente. A mente é elástica, por mais que no começo pareça difícil colocar a audição, visão, tato, paladar e olfato no presente, a prática tornará isso em hábito. O Mindfulness traz a concentração, a concentração leva ao desenvolvimento da tarefa e à sua conclusão. Ao finalizar as suas atividades, sem procrastinar, elevará a sua satisfação mental e o seu sucesso profissional.

Isabela Teixeira da Costa – crônica publicada no jornal Estado de Minas 14/2/18, no Caderno EM Cultura

Alimentos que ajudam a desintoxicar o corpo

Que tal fazer um detox em casa apenas inserindo na sua alimentação alguns tipos de alimentos que ajudam a desintoxicar o corpo? Você se sentirá mais leve e cheia de energia.

Nas férias geralmente abusamos das comidas, porque a maioria das pessoas viaja e, é claro, aproveita para provar o que há de bom na região. Quem fica em na rotina, como o ritmo costuma ser mais ligth, aproveitar para ver os amigos e geralmente esses encontros se dão em torno da mesa.

Agora está na hora de voltar à forma que estava antes de iniciar as comemorações. Pensando nisso, Camila Cardinelli, nutricionista da clínica de medicina esportiva M. Albuquerque, listou alguns alimentos que podem te ajudar a fazer uma faxina no nosso organismo. “A inclusão desses alimentos auxiliam diretamente nesse processo. Alimentos que atuam no processo digestório, no melhor funcionamento hepático, imunológico, e com propriedades anti-inflamatórias, anticancerígenas são inseridos para combater os radicais livres e fazem com que o organismo volte ao equilíbrio”, conta Camila.

Confira os alimentos:

Alcachofra

Ajuda no funcionamento do fígado e aumenta a produção de bile no fígado, para facilitar na digestão dos alimentos.

Aspargos

É um alimento antioxidante, com função anti-aging (combate ao envelhecimento), anticancerígeno e anti-inflamatório.

Água

Essencial para a eliminação das toxinas do corpo e hidratação.

Alho

Atua aumentando as defesas do sistema imune.

Aminoácidos

L- acetilcisteína e metionina tem ação direta no sistema hepático e potencializam a desintoxicação.

Beterraba

Ajuda na eliminação de toxinas do organismo, no combate ao excesso de radicais livres, e consequentemente desempenhando ação anticancerígena.

Brócolis

Potente antioxidante, ele atua diretamente nas enzimas do organismo e facilita a eliminação de toxinas.

Chá Verde

Muito rico em antioxidantes. É um alimento muito efetivo no combate aos radicais livres, além de ser capaz de silenciar diversos tipos de câncer e acelerar o metabolismo.

Couve

Melhora o funcionamento dos rins. É rica em muitos antioxidantes e tem propriedades anti-inflamatórias.

Capim-Limão

Tem ação no melhor funcionamento do fígado, rins e no trato digestivo. Melhora a circulação e digestão.

Dente-de-leão

Planta que desobstrui as vias biliares. O chá de dente-de-leão facilita o fluxo do suco biliar, que atua na digestão das gorduras. A planta é utilizada para prevenir hepatite e auxilia na recuperação da inflamação do fígado.

Erva de Trigo

Com propriedades alcalinas, ele auxilia na saúde do fígado e controla os níveis de açúcar no sangue.

Gengibre

Ajuda na função hepática, e tem propriedades adstringentes.

Gema de ovo

Contém colina, vitamina fundamental no processo de desintoxicação.

Limão

Com propriedades alcalinas e digestórias, o alimento não pode ficar de fora de uma dieta detox.

Maçã

Possui alta ação adstringente, ativa a liberação da bílis e elimina toxinas.

Repolho

Ajuda na redução do colesterol e no melhor funcionamento do intestino, atuando portanto no processo de eliminação de toxinas.

 

Dicas para transformar metas de saúde em realidade

Muita gente traça meta para emagrecer na passagem do ano. Segue orientação de especialistas e dicas práticas para conseguir transformar este objetivo em realidade.

O ano acaba de começar, as férias estão acabando, e inicia também a disposição para mudar de vida e cuidar um pouco melhor da saúde. A adoção de uma alimentação mais saudável e a prática regular de atividades físicas são os maiores aliados e, para conseguir alcançar as metas desejadas, é importante seguir a orientação de especialistas.

O clínico geral e nutrólogo da Unimed-BH, Flavius Marinho Vieira, recomenda: as mudanças na rotina devem ser gradativas e combinar alimentação e comportamento. “É preciso trabalhar a melhoria dos hábitos alimentares, sem entrar em dietas mirabolantes, pois elas podem desencadear problemas como distúrbios hormonais ou metabólicos”, alerta. Segundo o especialista a adoção e o comprometimento com novos hábitos são determinantes para transformar esse sonho em realidade. “É preciso ter cuidado com as permissões e compensações que fazemos diariamente, pois incorremos no risco da auto sabotagem”, explica, reforçando a importância da hidratação diária.

Outro ponto fundamental para quem deseja chegar ao fim de 2018 com essa resolução cumprida é a inclusão de uma atividade física na  rotina. O educador físico Diogo Fiorin, recomenda que o início da prática seja planejado e prazeroso. “Essa fase inicial é determinante para o sucesso da meta. É preciso encontrar algo que você realmente goste e que seja possível de agregar à sua rotina. Comece com atividades com intensidade leve a moderada. Se a princípio vai ser uma vez por semana, não faz mal. O importante é ingressar no mundo da atividade física, só depois alteramos variáveis dentro do conceito FITT  – frequência, intensidade, tempo e tipo – para que o exercício continue dando resultados e melhore sua aptidão e estado de saúde”, orienta.

Segundo Diogo, um dos grandes desafios na busca por esse objetivo é manter a motivação do aluno ao longo do ano. A busca por resultados de curto prazo é outro fator que deve ser esquecido por quem deseja ter uma vida mais saudável. “Fazer atividade física não é algo natural, mas é necessário.  Somos enganados frequentemente por programas e aparelhos que prometem resultados em pouquíssimo tempo. Os resultados são diários, mas, muitas vezes, não são aparentes fisicamente no início. Logo depois do treino você já percebe alterações positivas em indicadores importantes para a saúde, como a pressão arterial e a glicemia.”, afirma.

Nove dicas para a adoção de uma vida mais saudável:

– Combine alimentação, atividade física e comportamento;

– Não adote dietas milagrosas, elas trazem riscos;

– Hidratação é fundamental;

– Cuidado com as permissões diárias no cardápio;

– Invista em uma modalidade que você gosta;

– Busque o apoio e a companhia de pessoas do seu convívio – isso ajuda a persistir;

– Coloque a atividade física dentro da sua rotina: escolhendo o melhor horário e local;

– Comece devagar;

– Busque orientação profissional.