Banana é tema de festival gastronômico

Festival gastronômico Sabores e Saberes, no sul de Minas, tem a banana como tema.

Começa amanhã, sexta-feira, e vai até domingo o 4º Festival Sabores e Saberes de Santana, na cidade de Silvianópolis, chamada de Santana. O slogan deixa claro o que será a estrela do festival: Sim! Nós temos banana! Durante a programação, delícias da culinária mineira serão elaboradas por chefs convidados e também por gente da terra. Moqueca de banana, parmegiana de casca de banana e matula tropeira de feijão com banana são algumas das saborosas receitas preparadas pelos cozinheiros. Arte, cultura e troca de conhecimentos, aliados à receptividade calorosa da região, tornam o evento ainda mais imperdível.

O cenário bucólico do espaço do evento com casinhas de pau a pique, forno e fogão à lenha, será decorado com bananeiras e cachos de banana remetendo o visitante aos bananais que circundam a cidade. O slogan contagiou a comunidade que ganhou até música com o título Ouro… ipê e banana tudo aqui em Santana!, de autoria da Secretária de Educação e Cultura, professora Maria Jose Franco Fernandes, que será apresentada na abertura do evento, com regência da professora Lucimara Goulart de Paula Correa.

A banana é a inspiração para chefs e profissionais de gastronomia convidados para desenvolverem receitas especiais, algumas elaboradas especialmente para o evento.  A chef Tanea Romão, de São Paulo, irá preparar as tachadas Moqueca de Banana e Parmegiana de casca de banana, além de ministrar palestra com o tema Aproveitamento Integral da Fruta.  Também de São Paulo, o chef Adan Garcia, do Leitão de Gravata, irá preparar a Matula Tropeira de Feijão com Banana. No menu, mais atividades gastronômicas, entre elas, a oficina de preparo da biomassa de banana verde. Nas tendas dos expositores com foco na culinária mineira, algumas inovações culinárias à base de banana. Quitutes de banana, entre eles o virado de banana, estarão à venda.

A jornalista Ana Beraldo, uma das produtoras do evento, avalia a importância da banana para a região, e o potencial do ingrediente que o festival gastronômico quer explorar. “Não queremos só apresentar receitas criativas elaboradas com a banana, mas despertar o desejo na comunidade de produzir, ainda que de forma artesanal, produtos à base de banana, além de incentivar novos plantios da fruta no município”. Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, integra a programação a Roda de Conversa A Produção de Banana no Sul de Minas, sob a coordenação do agropecuário da Emater/Silvianópolis, Daniel de Oliveira, com relato de  experiência do produtor de banana Carlos Henrique Fernandes (Pitoco), um dos maiores produtores de banana na cidade.

A programação cultural é variada. Na abertura do festival o palco será preenchido pela banda Z-Britos (Beatles Cover), de Pouso Alegre. No sábado, o convidado especial será o baterista Fernando Deluqui, da banda RPM, que fará show com a Patronagens Band, de Santa Rita do Sapucaí. No domingo, terá a Camerata JKO, do Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre, que encerra a programação. No menu cultural, mais atividades, entre elas o teatro de rua Ópera Dindinha com o grupo Misturança, de Pouso Alegre, e oficina de terra crua ministrada pela artista plástica Fátima Dutra e pela arquiteta Ângela Marques.

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira – 31 de agosto

19h – Sarau Saberes de Santana e da Vizinhança

Casarão do Homerinho Brasil e da Lúcia Brasil – Silvianópolis

 

Sexta-feira – 1 de setembro

18h – Abertura das tendas

18h30 – Apresentação jiujitsu- alunos do Cras – coordenação: prof. Luis Paulo de Souza

19h – Companhia de Reis Centenária

19h30 – Grupo de Seresta de Santana

20h – Abertura oficial do evento

Apresentação do Coral do Ciemsa

21h – Tachada Moqueca de Banana – chef Tanea Romão

22h – Lê Guimaraes Canta Elas

23h30 – Apresentação musical – Sabrina Castro

24h – Z-Britos – Beatles Cover

 

Sábado – 2 de setembro

9h – Intervenção artística na casinha de pau a pique – Oficina gratuita de terra crua – Fátima Dutra [artista plástica] e Ângela Marques [arquiteta]

10h – Abertura das tendas

Durante o dia – Apresentação musical – Talentos de Santana e da Vizinhança

10h às 20h – Exposição de artesanato – Arteiras de Santana

13 – Palestra Aproveitamento Integral da Banana – chef Tanea Romão

15h – Oficina As qualidades nutricionais da banana – chef Avner Pires [professor] – Curso de Gastronomia e de Nutrição da Univás

15h – Apresentação do teatro de rua Ópera Dindinha – Grupo Misturança de Teatro

16h – Concurso Gastronômico – Sim, Nós Temos Banana

18h – Roda de Conversa – A Produção de Banana no Sul de Minas

Relato de experiência: Carlos Henrique Fernandes (Pitoco)

Coordenação: Daniel de Oliveira, extensionista agropecuária da Emater

18h – Apresentação Ballet do Cras – coordenação: professora Jéssica Bernardo da Silva

18h30 – Apresentação do Coral do Cras – regente: professora Maria José Pereira

19h – O fantástico mundo das bebidas artesanais – a criação da cerveja e do hidromel Pós-Doc – Prof. Dr. Francisco Eduardo da Costa e Luciana Guimarães

20h – Tachada Parmegiana de casca de banana – chef Tanea Romão

20h30 – Apresentação musical: Pedro Henrique e Maria Luiza

21h – Capitão Macedo – Com sua voz e violão

22h30 – Show Os Cumpadi

24h–Show Memórias do Rock anos 80 – Patronagens Band e Fernando Deluqui (RPM)

 

Domingo – 3 de setembro

Abertura das tendas

10h às 20h – Exposição de artesanato Arteiras de Santana

10h30 – O Frevo em meio os bananais do Sul das Geraes – Alunos do Ciemsa – Coordenação: professora Marcilene Faria Alves

11h – Companhia de Reis Estrela de Belém

Durante o dia – Apresentação musical – Talentos de Santana e da Vizinhança

12h – Oficina Biomassa de Banana Verde – Fernanda Duayer Picardi e Mônica Cristina Campos

13h às 17h – Recreação com crianças – Paloma do Vale e Marcelo Zambianch

13h – Tachada: Matula Tropeira de Feijão com Banana – chef Adan Garcia – sous chef Valdemir Almeida

14h30 – Tachada Coração Mineiro com Arroz de Açafrão da Terra – chef Gerson Michelle – sous chef Vanessa Almeida

16h – Cortejo Festa do Rosário 2017 – Congadas Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

17h – Wolf Borges e Jucilene Buosi – Um pouco de Tudo

19h – Camerata JKO – Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre

20h – Apresentação do Coral do Ciemsa  – Regência: professora Lucimara Goulart de Paula Correa

MasterChef Brasil revela mais do que o melhor cozinheiro

Disputa Masterchef revela mais do que o melhor cozinheiro amador, mostra personalidades, caráter e esportiva.

Já disse aqui, várias vezes, que sou uma aficionada por televisão e por programas de gastronomia. Acompanho praticamente todas as versões do Masterchef. O da Austrália e dos Estados Unidos, não perco um; o do Brasil, assisto desde a primeira temporada, inclusive o profissionais. De vez em quando, dou uma “sapeada” no do México e Colômbia. Isso sem falar nos programas Cozinheiros em ação, The Taste Brasil, Que seja Doce, Cozinha Prática com Rita Lobo. E me surpreendo com as coisas que vejo.

Infelizmente não pude ver, na última terça-feira, a final da última temporada do Masterchef Brasil, a disputa entre a Deborah Werneck e Michele Crispim. Tive um compromisso e quando cheguei em casa peguei o finalzinho. Vi a vitória da Michele, vibrei muito, percebi a decepção da Deborah, mas não pude escrever nada, porque não tinha acompanhado o programa.

Na sexta-feira fui para o Festival Gastronômico de Tiradentes, que estava ótimo, por sinal. Cidade movimentada, animada, comidas deliciosas. Jantei no restaurante Tragaluz, no Via Destra, almocei no festival de Lagosta, na pousada Pequena Tiradentes, tudo excelente, porém, com a viagem, também não vi a reprise na sexta à noite, no Discovery Home and Health. Mas consegui assistir no domingo.

A vitória da Michele foi merecida. Ela passou toda a temporada na dela, discreta, calma, sem se achar melhor do que ninguém, e crescia a cada episódio. Foi uma competidora íntegra, ética. Mas foi merecedora porque cozinhou melhor e fez pratos mais difíceis e elaborados.

Apesar da polêmica que gerou a sua sobremesa, que disseram que ela copiou uma receita da renomada chef Bel Coelho. Bem, em nenhum momento ela disse que a receita era dela, e só não falou que era da Bel porque não perguntaram, porque algumas semanas antes ela deu crédito ao Claude Troisgros, de uma de suas receitas.

A entrada servida por Deborah estava cheia de defeitos. As vieiras estavam cruas no meio. A da Michele recebeu o comentário de “perfeita” pelos três jurados, e seu prato principal também foi mais bem avaliado. A sobremesa das duas recebeu críticas, porém, a da Deborah teve mais comentários negativos.

Porém, o que me espanta cada dia mais é o ser humano. Inveja é terrível e despeito também. A competidora Caroline Martins, PhD em física, uma baita profissional que chegou em um patamar que poucas pessoas alcançaram na vida, depois que foi eliminada, voltou na repescagem desdenhando da prova e fazendo caras e bocas, insinuando que o julgamento dos chefs era tendencioso. Que feio. A sua atitude foi tão ostensiva que o jurado Henrique Fogaça perguntou se ela gostaria de ir embora. Deveria ter ido, seria mais digno do que continuar ali revirando os olhos. Graças a Deus na final ela estava normal.

Leonardo Santos e Valter Herzmann me surpreenderam negativamente na final. Eles nem quiseram assistir a competição final, nem mesmo em respeito às colegas. Assentaram no chão, atrás de todo mundo e lá ficaram o programa inteiro. Em determinado momento Valter levantou e falou alguma coisa com Deborah que não conseguiu disfarças e soltou uma exclamação “você está ai?”. Tudo bem não torcer, mas esse comportamento revela inveja, despeito e desrespeito terríveis. Se foram eliminados, foi porque cozinharam mal em determinado dia. Paciência, bola pra frente. Cozinha tem disso, por melhor cozinheiro que você seja, um dia as coisas dão errado, mas isso não justifica tal comportamento. Melhor se não tivessem ido ao programa, do que agirem dessa maneira. Pegou mal demais.

Que pena. Felizmente, mais cedo ou mais tarde as pessoas acabam revelando o que são.

Isabela Teixeira da Costa

Bife à rolê

Bife à rolê

 

Ingredientes:

1 sachê de salsaretti sugo

10 bifes médios finos de coxão mole

Sal a gosto

Pimenta-do-reino a gosto

4 Calabresas defumadas em filetes médios

1 Cebola grande em filetes médios

3 Cenouras em filetes médios

1 Pimentão vermelho em filetes médios

8 colheres de sopa de azeite

1 colher de sopa cheia de alho picado

1/3 de xícara de chá de vinho branco

1 ½ de xícara de chá de água ou caldo de carne

 

Modo de preparo: Tempere os bifes com sal e pimenta. Acomode sobre 2/3 de cada bife, no sentido do comprimento, um filete de linguiça, um de cebola, um de cenoura e um de pimentão. Enrole cada bife apertando o recheio para trás. Feche a carne com pequenos palitos de madeira. Em uma panela grande leve o azeite para aquecer. Aos poucos coloque os bifes para fritar de todos os lados. Reserve-os. Acrescente o alho e frite-o. Junte o molho de tomate salsaretti sugo, o vinho, os bifes e, em panela semi tampada e em fogo médio, cozinhe até que os bifes fiquem macios. Se necessário adicione, aos poucos, pequenas porções de água. Sirva com purê de batata ou arroz.

Dica: Um molho mais cremoso pode ser obtido se os bifes forem passados na farinha de trigo o suficiente para pegar uma camada bem fininha. Prepare a receita da mesma forma acima descrita.

Ojo de bife

Que tal preparar um prato especial com uma carne nobre, o ojo de bife?

A receita da vez é especial, o Ojo de bife, ou em inglês, rib eye, carne retirada do entrecôte. É o miolo do bife ancho, e de tão macio, em alguns restaurantes, os garçons fazem questão de cortar o bife sem faca, apenas com a ajuda de um garfo e uma colher. A sugestão é servir com uma polenta cremosa, e o sommelier da Wine, indicou dois vinhos que ficariam excelentes para acompanhar a receita.

 

Ojo de bife e polenta cremosa com parmesão

 

Ingredientes

Para a polenta

600ml de caldo de legumes

100g de polenta ou fubá pré-cozido

200ml de creme de leite fresco

70g de queijo parmesão ralado

2 colheres de sopa de manteiga

Sal e pimenta-do-reino a gosto

 

Para o Ojo de bife

4 porções de ojo de bife

1 colher de sopa de manteiga

Sal e pimenta-do-reino a gosto

 

Para o molho

1 colher de sopa de manteiga

1 cebola picada

¼ de xícara de chá de vinho tinto

½ xícara de chá de caldo de carne

1 colher de sopa de mostarda Dijon

Sal e pimenta-do-reino a gosto

1 colher de sopa de azeite

8 tomates-cereja

Folhas de manjericão

 

Modo de preparo

Polenta: Coloque o caldo de legumes para ferver em uma panela média. Quando estiver fervendo, reduza para o fogo médio, acrescente a polenta e mexa por dois minutos. Mude para fogo baixo, junte o creme de leite e misture por dois minutos. Acrescente o queijo parmesão e mexa por mais dois minutos. Desligue o fogo, adicione a manteiga e mexa ate incorporar. Tempere com sal e pimenta-do-reino e misture.

 

Ojo de bife: Tempere o ojo de bife com sal e pimenta-do-reino. Em uma frigideira grande, em fogo alto, derreta a manteiga e sele a carne. Reserve. Na mesma frigideira, você vai preparar o molho para a carne.

 

Molho: Leve a frigideira ao fogo médio e, quando aquecer, regue com a manteiga e adicione a cebola e a mostarda. Refogue por quatro minutos e tempere com sal e pimenta-do-reino. Junte o vinho e o caldo de carne e raspe o fundo da frigideira com uma colher de pau. Deixe apurar por cerca de 10 minutos e acerte o sal. Transfira o molho para uma tigela. Na mesma frigideira, adicione o azeite e cozinhe os tomates-cereja até eles começarem a abrir. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Sirva a polenta com o ojo de bife e o molho. Decore com os tomates cereja e folhas de manjericão.

 

Indicações Wine.com.br:

Soul D.O.P. Jumilla Monastrell 2011 – O caráter tostado, adquirido na selagem, combina com o toque amadeirado do vinho. A maciez equilibra-se com a textura da carne e da polenta.

 

Goulart Grand Vn Malbec Single Viney 2009 – Os taninos e a boa acidez são ideais para a suculência da carne, que possui um corte alto. As especiarias do vinho se mesclam com os temperos da receita.

Risotos

Nada como um bom risoto para aquecer o estômago, neste clima frio.

A chef da Cozinha Experimental Camil, Ivy Oliveira, preparou duas receitas de risoto para deixar as refeições de inverno mais especiais. Confira.

 

Risoto de Funghi

Rendimento: 4 porções – Tempo de preparo: 30 minutos – Tempo de descanso: 30 minutos

Ingredientes:

Meia xícara de chá de funghi picado

1 colher de sopa de manteiga

1 cebola pequena picada

1 xícara de chá de arroz arbóreo, carnaroli ou vialone nano

Meia xícara de chá de vinho branco seco

3 xícaras de chá de caldo de legumes fervente

1 colher de sopa de manteiga gelada

1 xícara de chá de queijo parmesão ralado

Sal a gosto

Para polvilhar:

Cheiro-verde picado

Modo de preparo:

Em uma tigela, coloque o funghi secchi, cubra com água quente e reserve por 30 minutos. Escorra e reserve. Em uma panela, aqueça a manteiga em fogo médio, coloque a cebola e doure levemente.

Acrescente o arroz e o funghi reservado, junte o vinho e cozinhe, mexendo de vez em quando, até evaporar o álcool. Adicione o caldo de legumes fervente, aos poucos, mexendo depois de cada adição. Espere até que o caldo seja completamente absorvido antes de adicionar mais caldo. Quando o arroz já estiver cozido, desligue o fogo e acrescente a manteiga, o queijo parmesão e o sal e misture delicadamente. Polvilhe o cheiro-verde e sirva em seguida.

 

Risoto de Camarão com Limão Siciliano

Rendimento: 4 porções – Tempo de preparo: 30 minutos – Tempo de descanso: 30 minutos

 

Ingredientes:

300 g de camarão limpo

1 xícara de chá de vinho branco seco

2 colheres de sopa de azeite de oliva

Meia cebola pequena picada

1 xícara de chá de arroz arbóreo, carnaroli ou vialone nano

3 xícaras de chá de caldo de legumes fervente

1 colher de sopa de manteiga gelada

Meia xícara de chá de queijo parmesão ralado

Sal a gosto

1 colher de chá de raspas de limão siciliano

2 colher de sopa de suco de limão siciliano

Para polvilhar:

Ciboulette picada

Modo de preparo:

Em uma tigela coloque o camarão, meia xícara de chá de vinho e reserve por 30 minutos. Escorra. Em uma panela aqueça uma colher de sopa de azeite em fogo médio e doure os camarões. Retire e Reserve. Na mesma panela, aqueça o restante do azeite, em fogo médio, coloque a cebola e doure levemente.  Acrescente o arroz, junte o vinho restante e cozinhe, mexendo de vez em quando, até evaporar o álcool. Adicione o caldo de legumes fervente, aos poucos, mexendo depois de cada adição. Espere até que o caldo seja completamente absorvido antes de adicionar mais caldo. Quando o arroz já estiver cozido, desligue o fogo e acrescente a manteiga, o queijo parmesão, o sal, as raspas e o suco do limão, os camarões reservados e misture delicadamente. Polvilhe a ciboulette e sirva em seguida.

 

Dica:

Se preferir o camarão mais dourado, frite em uma frigideira, separado.

Pode usar o arroz culinária italiana Camil gourmet

 

Dia de pizza

Este mês foi comemorado o dia da pizza, um prato italiano amado por todos os brasileiros.

A pizza foi trazida ao país pelos imigrantes italianos, o prato tornou-se muito popular a partir da década de 1950, principalmente em São Paulo – um dos redutos da colônia italiana e que reúne diversas casas especializadas, além de uma ampla variedade de sabores. Em 1985 o secretário de Turismo, Caio Luís de Carvalho, criou o Dia da Pizza para celebrar esta unanimidade.

Seguem três receitas de massa, uma com fermento biológico (a melhor em minha opinião), outra com fermento em pó e a prática pizza de frigideira. Também algumas sugestões de cobertura.

Pizza de muçarela

Pizza

Para a massa com fermento biológico (por Rita Lobo):

Ingredientes:

6 xícaras de chá de farinha de trigo (cerca de 740g)

2 colheres de sopa de fermento biológico seco (20g)

2 colheres de chá de açúcar

2 colheres de chá de sal

2 1/2 xícaras de chá de água morna

1/4 xícara de chá de azeite

farinha de trigo para polvilhar a bancada

azeite para untar a tigela

Modo de fazer:

Numa tigela, misture o fermento e o açúcar. Regue com a água morna e, com uma colher, misture bem para dissolver. Deixe em temperatura ambiente até espumar – cerca de 5 minutos.

Enquanto isso, na tigela da batedeira, misture a farinha com o sal e abra um buraco no centro. Separe uma tigela ou outro recipiente grande e unte com duas colheres de sopa de azeite – tem que ter espaço suficiente para a massa crescer bastante.

Assim que espumar, despeje a mistura de fermento no centro da tigela com farinha. Adicione ¼ de xícara de chá de azeite e misture, com uma espátula, apenas para incorporar.

Para sovar a massa: encaixe a tigela na batedeira com o gancho; comece a bater em velocidade baixa por cinco minutos; aumente a velocidade, aos poucos, para alta e deixe bater por mais 15 minutos até formar uma massa lisa – ela vai descolar da lateral da tigela e formar uma bola no gancho da batedeira.

Com as pontas dos dedos (ou uma espátula), desgrude a massa da tigela da batedeira e transfira para o recipiente untado com azeite. Cubra com filme e deixe descansar por uma hora, até crescer e dobrar de volume.

Quando faltar 30 minutos para completar o tempo de crescimento da massa, preaqueça o forno a 250 ºC (temperatura alta). Se for utilizar uma assadeira de pedra sabão, coloque-a dentro do forno ainda frio para aquecer desde o início – caso contrário, ela pode rachar com o choque térmico.

Polvilhe uma bancada lisa com farinha de trigo; transfira a massa de pizza para a bancada e, com uma espátula (ou faca) divida em quatro porções. Utilize a seguir ou, se preferir, embale individualmente com filme e armazene na geladeira por três dias ou no congelador por até um mês.

OBS: se a massa estiver no congelador, deixe descongelar em temperatura ambiente por cerca de duas horas antes de usar; se estiver na geladeira, deixe em temperatura ambiente por 30 minutos antes de usar.

 

Para a massa com fermento em pó:

Ingredientes para um disco de pizza:

1 xícara de chá de leite

1 ovo

1 colher de chá de sal

1 colher de chá de açúcar

1 colher de sopa de margarina

1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo

1 colher de sobremesa de fermento em pó

1/2 lata de molho de tomate

Modo de fazer:

Bata no liquidificador o leite, o ovo, o sal, o açúcar, a margarina, a farinha de trigo e o fermento em pó até que a massa esteja bem homogênea. Depois, é só despejar o conteúdo em uma assadeira para pizza untada com margarina e levar ao forno preaquecido por 20 minutos.

Retire do forno, despeje o molho de tomate, coloque o recheio de sua preferência e volte ao forno para dourar.

 

Pizza de frigideira

Ingredientes
1 ½ xícaras de farinha de trigo
1 ovo
2 colheres de sopa de margarina na temperatura ambiente
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de café de sal
Recheio a gosto
1 xícara de molho de tomate
Orégano e manjericão a gosto

Modo de preparo
Misture o ovo, a margarina, o sal e o fermento. Junte a farinha aos poucos até desgrudar das mãos e virar uma bola. Abra amassa bem fininha com o rolo de macarrão e corte os discos do tamanho da sua frigideira. Coloque o disco na frigideira antiaderente e mantenha tampada em fogo baixo até dourar a parte de baixo (cerca de cinco minutos). Tire do fogo, vire a massa, coloque um pouco de molho de tomate e o recheio, volte para o fogo (tampada) por cerca de três a cinco minutos, até dourar a parte de baixo e derreter o queijo do recheio. Sirva.

Sugestões de recheios:

Mussarela:

1 1/2 xícara de chá de queijo muçarela ralado grosso (cerca de 150 g)

1/2 xícara de chá de tomates grape cortados ao meio (90 g)

1/4 xícara de chá de molho de tomate caseiro para pizza

folhas de manjericão e orégano a gosto

 

Calabresa:

1 linguiça calabresa defumada fatiada em rodelas finas

1/2 cebola em rodelas

orégano a gosto

 

Portuguesa:

150g de queijo mussarela

150g de presunto

1 tomate em rodelas

1 ovo cozido picado

1 cebola picada

Azeitonas e orégano a gosto

 

Para a sobremesa, você pode utilizar a mesma massa com recheios doces. Deixamos aqui uma sugestão de recheio.

 

Recheio de morango com chocolate:

Ingredientes:

1 tablete de chocolate ao leite ou meio amargo (170gr)

1 lata de creme de leite

1 xícara de chá de morangos fatiados

1 disco de pizza grande

 

Modo de fazer:

Em um refratário, coloque o chocolate picado e derreta em banho-maria. Quando derreter, acrescente o creme de leite e misture até formar um creme. Espalhe o creme em um disco de pizza e leve ao forno por cerca de cinco minutos. Retire e distribua os morangos. Você pode decorar com chocolate granulado.

 

Cozinha Escola

A cozinha existe no Mercado Central. Será lá?

O Centro Universitário Una será responsável por gerir o projeto Cozinha Escola, lançado semana passada, sob a coordenação de Edson Puiati.

Vai abrir, no Mercado Central, a Cozinha Escola Mineiraria. O projeto contará com exposição de produtos e uma escola de gastronomia, onde serão realizadas capacitações e demonstrações da culinária mineira, atendendo amadores e profissionais. A iniciativa é uma forma de valorizar e fomentar a cadeia produtiva da gastronomia no estado.

Quem frequenta o Mercado Central e para no estacionamento já deve ter visto uma estrutura de cozinha excelente com cadeiras para alunos. Imagino que a Cozinha Escola vá ocupar este espaço.

A Cozinha Escola será gerida pelo Centro Universitário Una, que ficará responsável pela curadoria gastronômica, aquisição de insumos e formação de profissionais. A parceria aproxima, ainda mais, a política pública da educação e é uma maneira de incentivar um contato maior com a culinária mineira. “Acreditamos que essa parceria será bastante produtiva. Vamos promover um espaço transformador, que vai aliar a teoria e a prática entre professores e alunos”, afirmou a vice-reitora da Una, Débora Guerra. A gestão dessa curadoria ficará por conta do coordenador do curso de gastronomia da Una e chef de cozinha, Edson Puiati.

Edson Puiati

Tenho uma grande amiga que trabalhou comigo por mais de 25 anos no jornal Estado de Minas, Heloisa Silva, que depois de dois cursos universitários, decidiu estudar sua grande paixão: gastronomia. Acabou de formar no UNA. Está cozinhando melhor do antes e já abriu uma empresa de comida delivery chamada Sabores de Minas, e tem tido grande sucesso. Foi aluna do Puiati e gosta e respeita muito o profissional. Ele é muito reconhecido no meio gastronômico, o que já é uma garantia de que o projeto será bom.

Para os mais desavisados, Edson Puiati é atua há mais de 27 anos na área educacional, no setor gastronômico e hoteleiro. É graduado em Administração de Empresas e tem especialização em gestão educacional e gestão de segurança alimentar. É especialista em culinária mineira, da qual é grande pesquisador.  Puiati também é colunista do caderno Degusta, do Estado de Minas.

Sucesso ao novo empreendimento.

Isabela Teixeira da Costa

Chimichurri

O chef Whashington Silveira, professor do Centro Europeu, uma das principais escolas de gastronomia do Brasil, preparou uma receita especial de um dos molhos mais tradicionais do churrasco argentino: O molho Chimichurri. Ideal como um delicioso e suculento acompanhamento para churrasco, o molho Chimichurri pode ser usado tanto para marinar a carne antes de assar quanto para temperar depois de pronta.

Molho Chimichurri

Ingredientes:

1 unidade de maço pequeno de salsinha

1 unidade de maço pequeno de cebolette

1 unidade ramo de alecrim

2 unidades de ramo de tomilho

1 unidade de cebola roxa cortada em brunoise

60g de pimentão vermelho em cubos

7g de orégano desidratado

60g de páprica defumada

4 dentes de alho

120ml de vinagre de vinho tinto

100ml de água morna

200ml de azeite de oliva extra virgem

1 pimenta dedo de moça picada sem sementes (opcional)

2 folhas de louro

1 unidade de vidro de conserva para armazenar

Sal e pimenta-do-reino a gosto (moída na hora)

 

Modo de preparo :

Junte a água morna com o orégano e reserve. Com um pilão moa o alho com um pouco de sal e azeite. Junte as ervas frescas e moa também. Junte o azeite pouco a pouco. Acrescente o orégano com a água, misture bem e tempere com o vinagre. Tempere também com a pimenta e a páprica.

Transfira o molho para um vidro de conserva, junte a cebola, a pimenta dedo de moça e o pimentão e misture.

Decore o vidro com as folhas de louro. Guarde na geladeira e use em até 10 dias.

Polenta mole

Receita típica e umami dão uma receita fácil e deliciosa de polenta mola, para festas juninas

Na época de festa junina e com a chegada do inverno, nada melhor que uma comidinha quente para aliviar o frio. O Comitê Umami dá uma receita especial de Polenta Mole. O prato italiano ganhou muitas versões ao longo dos anos, mas sem perder o umami – um dos cinco gostos básicos do paladar humano – por conta do milho e do tomate. Há muitos benefícios relacionados ao gosto umami, como a melhora na aceitação alimentar, auxílio na deglutição e manutenção da higiene bucal. Por isso, é muito importante incluí-lo nas refeições.

Polenta Mole

Ingredientes
3 xícaras de chá de água (600ml)
1 xícara de chá de farinha de milho pré-cozida (100g)
1 e meia colher de chá de sal
1 colher  de sopa de óleo (8g)
2 dentes de alho amassados (20g)
1 cebola pequena picadinha (30g)
2 xícaras de chá de polpa de tomate (400ml)

Modo de Preparo
Em uma panela grande, coloque a água, a farinha de milho e uma colher de chá de sal e leve ao fogo alto para ferver. Cozinhe, mexendo sempre, por 5 minutos ou até encorpar. Retire do fogo, transfira para um refratário pequeno e mantenha aquecido. Em uma panela média, coloque o óleo e leve ao fogo médio para aquecer. Junte o alho e a cebola e refogue por 2 minutos ou até a cebola murchar. Acrescente a polpa de tomate e o sal restante e espere ferver. Retire do fogo, regue a polenta e sirva em seguida.

Rendimento: 5 porções
Tempo de preparo: 25 minutos
Dica do Chef: polvilhe a superfície com queijo parmesão ralado a gosto.

Bolinho de chuva

Nada como um bolinho doce para comer em um dia frio. Que tal fazer um bolinho de chuva? Confira a receita.

Bolinho de Chuva bolinhodechuva

Tempo de Preparo: 10 minutos.

Rendimento: 25 a 30 unidades.

 

Ingredientes

2 ovos.

2 colheres de sopa de açúcar.

1 xícara de leite.

2 ½ xícaras de farinha de trigo.

1 colher de sopa de fermento em pó.

Mistura de 1 colher de chá de canela em pó e 3 colheres de sopa de açúcar

 

Modo de Preparo

Na batedeira ponha o açúcar, a farinha de trigo, o fermento, os ovos e o leite e misture até obter uma massa lisa e homogênea. Utilizando uma colher, pegue as porções da massa, forme bolinhas e frite por imersão em óleo quente até ficar dourado.

Retire, escorra em papel toalha e ainda quente, passe na mistura de açúcar e canela.