Dicas para se dar bem em uma entrevista de emprego

Dicas importantes para se dar bem em um processo seletivo para emprego ou estágio. Sempre é bom ter cartas na manga em épocas de vacas magras, quando a disputa é maior.

  1. Preparando a memória

Dias antes da entrevista de emprego, pare para pensar nas situações mais importantes da sua vida profissional. Selecione de 5 a 10 situações e avalie o papel que você desempenhou em cada uma, o que aprendeu, quais foram os desafios etc. “Essa dica é muito importante para quem vai passar por uma entrevista por competência, aquela em que o entrevistador pergunta sobre situações passadas em que o candidato precisou trabalhar sob pressão ou teve de liderar um grupo, por exemplo”, explica Fernanda Thees, sócia-diretora da Loite, empresa de orientação de jovens para carreira e para processos seletivos.

Na hora H você pode estar nervoso e não se lembrar dos melhores exemplos para contar. Quando selecionar essas situações, observe que cada uma pode se encaixar em diversas competências – liderança, trabalho em equipe, comunicação, resiliência etc. “É a melhor forma de você se preparar já que nunca vai saber ao certo que pergunta terá de responder na hora.”

  1. Para quem não tem experiência profissional

Se você nunca trabalhou, pode pensar nas principais situações da sua vida escolar ou em família, por exemplo. “O importante é explorar as experiências que você já passou”, ressalta Caroline Cobiak, consultora interna da área de Jovens Profissionais da Across, especializada em recrutamento de programas de estágio e trainee. E aqui valem os trabalhos em grupo da faculdade, a viagem com os amigos, o intercâmbio que fez sozinho, a festa que organizou etc.

  1. Método “estrela”

Na entrevista de emprego, principalmente para quem já tem bastante experiência profissional, é sempre importante mostrar resultados. Para apresentar suas entregas e realizações profissionais você pode utilizar a técnica Star, estruturando os casos em Situação-Tarefa-Ação-Resultado. “Dessa forma, você consegue mostrar uma sequência lógica e estruturada de suas conquistas”, afirma Denise Barreto, da GNext Talent Group, especializada em recrutamento e seleção.

  1. Com chave de ouro

O ideal, segundo Fernanda, da Loite, é que você sempre termine as suas falas com algo positivo. Por exemplo, você pode finalizar uma história contando que, quando concluiu determinado projeto, foi promovido.

“Provavelmente o entrevistador vai pegar um gancho no que você diz por último e, se o gancho vier de algo positivo, ele tenderá a continuar o assunto”, explica ela. Por outro lado, se você terminar a fala com algo negativo, como uma demissão, ele tende a perguntar, por exemplo, por que você foi demitido etc. A dica é especialmente válida quando a entrevista for baseada nas informações do seu currículo.

  1. Perguntas absurdas

Algumas empresas fazem perguntas bem esquisitas na hora da entrevista de emprego. Já ouvimos falar em “quanto pesa uma girafa”, “quantas bolas de gude cabem em um avião” ou até “quantos McDonald’s existem em São Paulo”. Essas questões — aparentemente engraçadinhas – podem parecer só uma pegadinha, mas, em grande parte dos casos, são feitas para testar o seu raciocínio lógico.

O mais comum é que elas sejam aplicadas em bancos de investimento e consultorias, além de empresas modernas como o Google, que é muito adepto desse tipo de questionamento para todas as posições. Se você se deparar com uma pergunta desse tipo, demonstre como você é capaz de estruturar seu raciocínio para chegar a uma resposta lógica, que não necessariamente precisa estar correta.

“No caso da pergunta do McDonald’s, por exemplo, conheço uma pessoa que fez uma regrinha de três e foi aprovada no processo seletivo”, conta Fernanda, da Loite. O candidato respondeu mais ou menos assim: na minha cidade, que tem X habitantes, há Y McDonald’s. Em São Paulo, há mil vezes os habitantes da minha cidade, logo, deve haver mil vezes a quantidade de McDonald’s que existem lá. Simples assim. “O importante é usar a lógica e o repertório que você tem para demonstrar que entendeu a pergunta e estruturou bem seu pensamento”.

  1. Sorriso amarelo

Há casos também em que esse tipo de pergunta aparentemente absurda é feita para “quebrar o gelo” e observar a reação do candidato. “Não existe resposta certa ou errada, o que conta é a percepção do recrutador diante da resposta, seja ela qual for”, afirma Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching. Portanto, vale a pena ter bom humor e evitar aquele “sorrisão amarelo” de quem não tem ideia do que vai dizer, ok?

  1. Fazendo a lição de casa

Outra questão que frequentemente aparece nas entrevistas é “por que você quer trabalhar aqui?”. Pode parecer uma perguntinha, mas por trás dela existe a vontade de a empresa encontrar profissionais com valores alinhados aos seus.

Pode acreditar que não existe resposta pronta para essa questão. Para respondê-la, você tem, sim, de fazer a lição de casa e pesquisar tudo o que puder sobre a empresa – desde o setor em que ela atua, suas características de gestão, seus dados financeiros, seus desafios, seus concorrentes etc.

“Muita gente confunde a empresa com a marca e responde que é consumidor da marca desde criança e sempre sonhou em trabalhar na empresa”, explica Caroline, da Across. Segundo ela, não é isso que o entrevistador quer saber. Ele quer ver se você acha bacana o horário flexível que a empresa oferece, por exemplo, ou a sua informalidade entre chefes e subordinados.

  1. Perguntas são bem-vindas (e bem vistas)

Não é apenas respondendo as perguntas do entrevistador da melhor forma que você pode ganhar pontos com ele. Sabia? Outra estratégia bem interessante é a de fazer perguntas que demonstrem primeiramente que você pesquisou informações sobre a empresa e, em seguida, que tem interesse pela empresa e pela vaga em questão.

Para começar, tome o cuidado de não perguntar coisas que você poderia saber dando uma simples busca pela internet. Se a entrevista for para uma oportunidade de trainee, por exemplo, você pode perguntar como é a retenção dos talentos na empresa. “Pergunte, por exemplo, quantos trainees a empresa teve no programa anterior, quantos permanecem lá, quantos viraram gestores”, recomenda Caroline, da Across.

  1. Totalmente “Big Brother”

Fique também atento a todos os seus gestos desde o momento em que chegar à empresa. “Você pode estar sendo analisado já na recepção, na forma como trata o atendente”, alerta José Roberto, do Instituto Brasileiro de Coaching. Gentileza e educação nunca fazem mal.

  1. Coerência nas mídias sociais

Se você está nas mídias sociais, por mais que tente proteger sua privacidade, pode estar certo de que o recrutador já deu uma espiadinha no que você anda fazendo por lá. Portanto, vale a velha recomendação de pensar antes de postar qualquer coisa. Além disso, na hora da entrevista, seja coerente com seu perfil virtual. Não diga, por exemplo, que não bebe, se já postou uma foto com copo de cerveja.

  1. Nem pense em mentir

Contar uma mentira, aumentar uma coisinha aqui e outra ali é muito arriscado em qualquer tipo de entrevista de emprego. O recrutador – lembre-se disso – é uma pessoa treinada para perceber esses deslizes. Ele faz isso o dia inteiro e tem experiência no assunto.

  1. Cuidados essenciais

Na hora de escolher o que vestir, procure algo que combine com sua área de atuação. O ideal é usar uma roupa bem cuidada, mas com que você se sinta confortável (e não como se estivesse usando uma fantasia). Na dúvida, prefira cores neutras e formas simples.

  1. Seja você na entrevista de emprego

Por fim, mesmo que você esteja sob pressão, nervoso, ansioso, tente ser você mesmo na conversa com o entrevistador. “Somente se você se colocar de forma genuína, autêntica e verdadeira é que será lembrado pela sua individualidade”, afirma Denise, da GNext.

(extraído de www.vagas.com.br)

Entrevista de emprego: Como responder perguntas pessoais

Sinceridade é a palavra de ordem para candidatos que participam de processos seletivos.

No final do ano, o filho de uma amiga passou por um processo seletivo para estágio. Eram 700 candidatos para uma vaga. Não sei como foram as dinâmicas e entrevistas, sei que foram várias e ele foi até a final. Primeiro, avaliação de currículo, depois várias dinâmicas, entrevistas no RH, entrevistas com o setor interessado, etc.

Se antes os processos seletivos se restringiam a avaliar apenas as competências profissionais dos participantes, hoje, as entrevistas também têm abordado os aspectos comportamentais dos candidatos. O objetivo é investigar tanto as habilidades de cada um, quanto a conduta fora do ambiente organizacional e como isso pode vir a refletir no seu desempenho.

Perguntas como “você já infringiu alguma lei?” ou “você já foi preso por algum motivo?” podem ser consideradas invasivas por grande parte das pessoas, mas, cada vez mais, têm sido feitas pelos recrutadores durante as seleções. “Muitas empresas têm achado que elas são essenciais em um processo porque algumas funções exigem determinados requisitos. E, neste contexto, os recrutadores têm observado atentamente a forma como os candidatos têm reagido e o que isso pode revelar sobre eles”, explica o diretor da Prepara Cursos, Guilherme Maynard.

Segundo Maynard, a ideia não é julgar se o candidato fez ou não alguma coisa, mas, analisar a sua postura diante de situações que possam causar desconforto. E o que o candidato deve fazer ao ser questionado por um entrevistador sobre assuntos como estes? “Ele deve responder o mais honestamente possível”, afirma o executivo.

Embora os candidatos não vejam sentido neste tipo de pergunta, elas têm ajudado a identificar, ainda na fase seletiva, quem já agiu de modo antiético em algum trabalho anterior ou mesmo se, por exemplo, seria uma pessoa capaz de infringir regras para, eventualmente, proteger algum colega de trabalho. “A forma como a questão será respondida dirá muita coisa ao entrevistador. Se não foi bem explicada – ou a reação for explosiva – é um sinal que pode indicar que algo está sendo escondido”, assegura Maynard.

Outro ponto destacado por Maynard diz respeito a questões como, por exemplo, “onde você se vê em cinco anos?”, “qual foi sua maior conquista?” ou “qual é sua maior fraqueza?”. Ele explica que, ao fazer questionamentos como esses, os recrutadores querem saber o quanto o candidato está ciente das suas habilidades. “Ele não quer saber necessariamente qual é o ponto fraco dos candidatos e sim qual é a percepção que eles têm sobre si mesmos. Por isso, é aconselhável fugir de respostas consideradas prontas e não contar muitas vantagens sobre as qualidades que possui”, orienta.

Segundo o executivo, todas as pessoas têm o que desenvolver e não há problema nenhum em admitir isso. “Apresentar vulnerabilidade não é defeito algum. O importante é que o entrevistado mostre que tem autoconhecimento e que é capaz de equilibrar os seus pontos fortes e fracos”, diz.

Demonstrar maturidade será primordial para passar com sucesso por avaliações como estas. “Responder com sinceridade só contará pontos a favor. O aspecto técnico é muito importante, mas o lado comportamental também tem o seu peso na hora de determinar se o candidato poderá, ou não, fazer parte do quadro de colaboradores da empresa”, finaliza  Maynard.

 

Amanhã vou postar dicas de como se sair bem na entrevista de emprego.

Cuidado para não ser demitido do emprego

perderempregoEm época de vacas magras, todo cuidado é pouco para não perder o emprego.

Apesar de já pairar no ar um clima de otimismo, e vermos alguns pequenos sinais de que alguma coisa vai melhorar, ainda estamos em crise, e que crise. Já citei aqui, diversas vezes a estatística do desemprego divulgada pelo IBGE, apontando que são mais de 11 milhões de pessoas em todo o país.

Por isso, quem está empregado deve ficar atento a alguns detalhes que podem levar a uma demissão. Guilherme Maynard, diretor da Prepara Cursos, rede de cursos profissionalizantes, comenta algumas atitudes que influenciam negativamente a imagem de um profissional dentro da empresa. Fique atento e evite fazer essas coisas, caso queira permanecer no emprego. Porém, se não estiver satisfeito e quiser sair, o melhor é pedir demissão e partir para outra, em vez de ficar catimbando e falando mal da empresa.

Chegar atrasado: claro que existem os imprevistos e, se isso for esporádico não será um empecilho no seu caminho, mas quando se torna rotina, prepare-se para um feedback negativo. “Quando ocorrer alguma eventualidade, informe o seu chefe. Às vezes, não é o atraso que o irrita, mas sim a sua falta de comprometimento”, afirma Maynard.

Guilherme Maynard / Divulgação
Guilherme Maynard / Divulgação

Mau relacionamento com os colegas: ´Equipe unida jamais será vencida´, já diz o ditado. Os gestores buscam funcionários que sejam flexíveis e consigam se relacionar bem com as pessoas. “Tente não se envolver em intrigas, seja positivo e ajude os colegas sempre que possível. Esse tipo de comportamento é extremamente bem visto e pode levar a uma futura promoção”, comenta Guilherme.

Falta de qualidade nas entregas: É comum queda de rendimento quando já não está satisfeito com seu trabalho. Este sentimento impacta na qualidade de entrega do serviço. “Quando estamos à frente de um projeto é necessário ter dedicação total. Quando é feito de qualquer maneira, o prejudicado será você mesmo. O produto final é o espelho do seu empenho e, se você não se entrega completamente, pode se preparar para entregar currículos”, comenta.

      Cometer sempre os mesmos erros: uma das competências mais importantes para qualquer profissional é saber aprender com o que deu errado. “Se você receber uma bronca, não leve para o lado pessoal. O superior tem a missão de te orientar quando perceber que você não está indo bem em determinada tarefa. Mostre que o escutou e tente melhorar a habilidade. Saiba ouvir e não repita os mesmos erros que te fizeram ganhar o sermão”, comenta Maynard.

      Reclamar da empresa: Falar mal do local onde trabalha é um hábito comum, porém prejudicial. Não cometa este erro. Reclamar frequentemente do salário, do chefe, ou do cargo e sempre enxergar as coisas de forma negativa será prejudicial para a sua carreira. “As notícias ruins são as primeiras a chegar e essa insatisfação pode alcançar a chefia. Se você quer ser demitido, este é um ‘bom’ caminho”, relata.

Estagnar: não é porque você já conquistou uma boa colocação profissional que vai relaxar de vez. Desenvolver novas competências é imprescindível para se destacar.  Com o mercado concorrido, é importante buscar qualificação mesmo já estando empregado. “Dominar novas linguagens tecnológicas e ter na ponta da língua outro idioma é essencial para um plano de carreira. Quando você amplia o currículo, a empresa reconhece sua dedicação e, certamente, será recompensada”, finaliza Maynard.

Isabela Teixeira da Costa

Quando é hora de buscar um novo emprego?

Marcus Garcia / Divulgação
Marcus Garcia / Divulgação

As mudanças de perfil com o passar do tempo.

Recebi um artigo do especialista em inteligência motivacional e gestão de pessoas de Curitiba, Marcus Garcia, que achei bem interessante e decidi publicá-lo na íntegra. O motivo é porque esclarece um pouco o perfil tantos do mercado quanto dos profissionais de hoje.

Trabalho há 40 anos na mesma empresa. Isso não significa que não tenha feito outras coisas na vida, paralelamente ao meu trabalho no jornal. Já trabalhei na Assembleia Legislativa, na Prefeitura, tive sociedade em duas empresas de assessoria de imprensa, uma com a Adria Castro e outra com Ângela Valente, inclusive já representei uma revista de São Paulo por aqui.

Nunca saí do Estado de Minas, visto a camisa da empresa, amo o que faço e tenho que confessar, que tirando os trabalhos em órgãos governamentais – esses eu detestei política não é minha praia -, todos os outros eu gostei muito do trabalho e da companhia. E fico intrigada com os profissionais de hoje que não se apegam a nada. Outros tempos, outras cabeças.

Por Marcus Garcia

Mudar constantemente de emprego é uma atitude cada vez mais comum. A velocidade dos acontecimentos nas empresas versus as expectativas dos colaboradores contribui para esta nova realidade, e exige um novo modo de pensar. Um jovem, por exemplo, que entra como trainee em uma empresa almeja em até três anos estar em uma posição de gestão bem consolidada e se não acontece, buscará novos horizontes.

Outra razão para as mudanças de emprego é a disputa de empresas por talentos, que chegam a fazer propostas milionárias para contar com os melhores profissionais. Hoje, o mercado não considera negativo trocar de trabalho, desde que exista o bom desempenho onde atua. Para quem deseja buscar um novo emprego, deve avaliar se o perfil da instituição atende ao que se espera.

Muitos profissionais são movidos pelo novo, pelas mudanças e dificuldades inerentes à profissão. A ausência de oportunidades de ascensão a novos cargos e patamares salariais pode ser um fator que desmotive com o passar do tempo. Um ponto de partida é verificar nos portais, a Missão, Visão e Valores de uma empresa. As redes sociais, tanto reais quanto virtuais, também são poderosas ferramentas para obter conhecimento sobre uma empresa em relação aos seus funcionários.

Há quem queira deixar de ser colaborador em uma empresa privada para se tornar um empresário ou funcionário público. Em ambos os casos, o colaborador precisa avaliar o que realmente quer e saber ponderar tudo. O empreendedorismo é algo que pode ser aprendido e se transformar em uma oportunidade de negócio. Só que para isso é seguro buscar informação com um órgão de fomento antes de dar qualquer passo, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

O emprego público, sempre tão almejado por causa de suas melhores condições de salários, benefícios e adicionais de salário, pode não ser vantajoso para todos. Em uma repartição pública, um fator decisivo pode ser a velocidade com a qual a pessoa prefere fazer as coisas. Quem é muito agitado ou cheio de ideias pode acabar frustrado.

Isabela Teixeira da Costa