Carnaval sem prejuízo: Preservar com arte

Projeto Tapume+Arte protege patrimônio histórico de Ouro Preto durante o carnaval, com trabalho feito  pelos alunos da Fundação de Arte da cidade.

Ouro Preto é uma das cidades mais procuradas pelos foliões para brincar o carnaval. A cidade histórica recebe milhares de pessoas, a expectativa é receber 40 mil pessoas por dia. Com tanta gente nas ruas pulando e dançando, o excesso de álcool – que tira o controle e limite dos foliões – fica impossível o auto controle.

Pensando nesse aumento do fluxo de visitantes, a Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP, em parceria com a Prefeitura, desenvolveu um projeto muito bacana. Montaram esta semana os murais do Tapume+Arte. O projeto traz arte e segurança para o carnaval e homenageia as figuras que fazem parte da vida cultural da cidade.

Os tapumes, conhecidos por proteger e isolar áreas de construções civis, ganharam cores, tintas e desenhos de alunos, professores e funcionários da FAOP.  Eles foram instalados em quatro pontos de grande circulação de pessoas: Na Ponte dos Namorados (Rua Getúlio Vargas); na Ponte dos Contos (rua São José); no beco do Hotel Colonial (Travessa Pe. Camilo Veloso); no beco Pilão (ao lado da Câmara Municipal).

Um dos homenageados é Francisco de Paula Mendes, um dos músicos mais antigos da cidade, com 90 anos de idade e 77 de carreira,  retratado nos murais. Seu Tito, como é conhecido, permanece na ativa, é saxofonista na banda Anjo e no bloco Gatas e Gatões, que se apresenta na segunda-feira, 12. “Me sinto bem com a homenagem, sinto que estou sendo reconhecido por Ouro Preto”, comenta.

Além de Seu Tito, as artes fizeram referência aos 50 anos da FAOP, 280 anos do nascimento do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e aos 80 anos do tombamento oficial de Ouro Preto.

Os murais ficarão expostos até o fim do carnaval. O projeto teve início em 2005, durante restauração da Casa Bernardo Guimarães, sede da Fundação. O objetivo era o de promover a expressão artística e atrair a atenção para o novo centro cultural. A ação se estendeu por outras partes da cidade e em outros municípios. Desde 2007, o projeto faz parte do carnaval de Ouro Preto, com a instalação dos murais em pontos estratégicos da cidade, visando a segurança dos foliões, a proteção do patrimônio e a disseminação da arte em espaços públicos.

Belo Horizonte, que por décadas era uma cidade fantasma nessa época do ano, hoje recebe milhões de pessoas que vem brincar nas centenas de bloquinhos. Durante a semana foi possível ver prédios e praças se fecharem com tapumes e grades na tentativa de evitar depredações. Seria bem legal se artistas, alunos de artes plásticas e grafiteiros para pintarem os tapumes. A cidade ficaria bem mais bonita. Gostei dessa ideia. Vejam fotos de Mateus Meireles n galeria abixo.

Isabela Teixeira da Costa

Boa alimentação garante energia

Calor e a falta de tempo para se alimentar corretamente pode deixar o corpo sensível e aumentar as chances da ressaca.

A chegada do carnaval, acompanhado das altas temperaturas e de toda a folia de prévias, ensaios e bloquinhos de rua, pede aquela atenção a mais com o corpo para aguentar os quatro dias de festa e manter o pique. O indicado por profissionais é apostar em uma alimentação saudável e refrescante, tanto para a preparação, quanto para a recuperação de toda a agitação.

Saídas longas, calor e pouco tempo entre os bloquinhos? De acordo com os especialistas, refeições mais completas e energéticas podem ser a saída para nutrir o corpo durante o período em que ele ficará apenas com os lanches fora de hora. “Na folia, castanhas, frutas secas e barrinhas de cereais ou de proteínas podem ser opções bem práticas. A hidratação também não pode ficar de lado”, recomenda a nutricionista Gabriella Alves, da Corpometria, mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB).

Nutricionista Gabriela Alves

Ela explica que a ingestão de água durante o consumo das bebidas alcoólicas é imprescindível para hidratar o corpo e evitar os sintomas da ressaca. Sucos com alimentos termogênicos, por exemplo, podem ser aliados para curtir a folia. “Uma das melhores apostas é o suco de melancia com canela. A fruta irá fornecer carboidratos e energia, enquanto a canela auxiliará no ânimo para as longas folias.” Para produzi-lo, é fácil: basta bater a fruta com canela em pó a gosto e tomar antes de sair. “Para aqueles que sentem-se indigestos com a melancia, outra boa opção, que dá os mesmos efeitos, é o suco de abacaxi com gengibre”, afirma a profissional.

Mas se depois de todos os cuidados veio aquela indisposição, boca seca e dores fortes na cabeça, é possível que a ressaca tenha dado o ar das graças. “Nessa situação o melhor é consumir alimentos que auxiliarão na destoxificação do organismo e hidratação. Assim, abuse de água e água de coco. Também podem ser consumidos isotônicos e suco verde, produzidos em casa”, indica.

A nutricionista dá algumas dicas para lidar com a ressaca e cansaço pós carnaval:

Cinco dicas para evitar a ressaca:

1) Hidrate-se;

2) Consuma alimentos protetores hepáticos, como alho, agrião e açafrão;

3) Alimente-se bem durante o consumo de bebida alcoólica;

4) Durma bem;

5) Pratique exercícios físicos.

Evite:

De acordo com a especialista, a falta de uma alimentação adequada pode piorar o quadro da ressaca. “Alguns alimentos também podem intensificar a enxaqueca, tão comum. Por isso, evite chocolate, café e até mesmo as frutas ácidas”, finaliza Gabriella.

Quer sossego? Fuja de BH

Foto Estado de Minas
Foto Estado de Minas

O carnaval de BH pegou mesmo e quem gostava do sossego da cidade vai ter que fugir daqui.

Não sou de carnaval e por isso sempre amei Belo Horizonte no feriado de carnaval. A cidade ficava um deserto, tranquila, sem trânsito e era possível descansar. Todos brincavam que era possível sair pelado em plena Avenida Afonso Pena ou Praça da Savassi que não tinha ninguém para ver.

Aos poucos os bloquinhos do feriado momesco começaram a surgir. Tudo bem, a “bagunça” era em pontos isolados, dentro dos bairros e não atrapalhava a vida de ninguém. Quem queria folia ia para os blocos e quem queria descanso conseguia ficar numa boa.

Porém, os bloquinhos foram ganhando força, aumentando o número de participantes e também o número dos blocos. A fama se alastrou e no ano passado forma mais de 1 milhão de turistas em BH. Este ano a estimativa foi de 2.4 milhões.

Foto Estado de Minas
Então, Brilha. Foto Estado de Minas

No ano passado fiquei por aqui. Apesar de muitos blocos com milhares de pessoas, dava para transitar e o barulho não chegou perto da minha casa. E com certeza, perto da casa de muita gente. Tranquilos e agitados conviveram numa boa.

Mas este ano a coisa começou a desandar desde antes do carnaval. Na quarta-feira, 22, saiu o bloco Chama o Síndico, bem no horário de pico. A concentração foi às 19h, na Avenida Afonso Pena com Avenida Brasil, bem no centro de um ponto de muito movimento de trânsito. O caos se instaurou. Ninguém andava por ali e nem por áreas com bastante distância por causa do congestionamento que provocou. Segundo informações, foram 130 quilômetros de transito parado em Belo Horizonte.

Foto SouBH
Então, Brilha. Foto SouBH

Só queria entender, o que deu na cabeça das autoridades da área, para liberar o bloco neste dia, horário e local. Digo isso, porque quem mora em BH sabe como é difícil conseguir autorização para fazer qualquer evento em praça pública ou ruas da capital. É uma luta, trocentos documentos, morosidade na aprovação e muitas vezes vem a negativa. É por isso que muita gente desiste de fazer as coisas por aqui. E os grandes responsáveis são os moradores que reclamam de tudo.

Pelo visto o carnaval contagiou todo mundo. Vi no jornal Estado de Minas a relação da saída dos blocos com dias e horários, fiquei impressionada com o tamanho da relação. Pelo visto vai ter bloco até no próximo fim de semana. Acho que seremos igual Salvador, porque o carnaval começou no fim de semana passado, continuou durante a semana e não sabemos que dia vai parar. Portanto, a turma que gosta mesmo é de sossego deve fugir da cidade.

Eu fui para o sítio curtir a minha mãe, mas não sem antes enfrentar um engarrafamento enorme por causa do bloco Então, Brilha, que sai na Rua Guaicurus, às 5h30 da manhã.

Isabela Teixeira da Costa