Carnaval sem prejuízo: Preservar com arte

Projeto Tapume+Arte protege patrimônio histórico de Ouro Preto durante o carnaval, com trabalho feito  pelos alunos da Fundação de Arte da cidade.

Ouro Preto é uma das cidades mais procuradas pelos foliões para brincar o carnaval. A cidade histórica recebe milhares de pessoas, a expectativa é receber 40 mil pessoas por dia. Com tanta gente nas ruas pulando e dançando, o excesso de álcool – que tira o controle e limite dos foliões – fica impossível o auto controle.

Pensando nesse aumento do fluxo de visitantes, a Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP, em parceria com a Prefeitura, desenvolveu um projeto muito bacana. Montaram esta semana os murais do Tapume+Arte. O projeto traz arte e segurança para o carnaval e homenageia as figuras que fazem parte da vida cultural da cidade.

Os tapumes, conhecidos por proteger e isolar áreas de construções civis, ganharam cores, tintas e desenhos de alunos, professores e funcionários da FAOP.  Eles foram instalados em quatro pontos de grande circulação de pessoas: Na Ponte dos Namorados (Rua Getúlio Vargas); na Ponte dos Contos (rua São José); no beco do Hotel Colonial (Travessa Pe. Camilo Veloso); no beco Pilão (ao lado da Câmara Municipal).

Um dos homenageados é Francisco de Paula Mendes, um dos músicos mais antigos da cidade, com 90 anos de idade e 77 de carreira,  retratado nos murais. Seu Tito, como é conhecido, permanece na ativa, é saxofonista na banda Anjo e no bloco Gatas e Gatões, que se apresenta na segunda-feira, 12. “Me sinto bem com a homenagem, sinto que estou sendo reconhecido por Ouro Preto”, comenta.

Além de Seu Tito, as artes fizeram referência aos 50 anos da FAOP, 280 anos do nascimento do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e aos 80 anos do tombamento oficial de Ouro Preto.

Os murais ficarão expostos até o fim do carnaval. O projeto teve início em 2005, durante restauração da Casa Bernardo Guimarães, sede da Fundação. O objetivo era o de promover a expressão artística e atrair a atenção para o novo centro cultural. A ação se estendeu por outras partes da cidade e em outros municípios. Desde 2007, o projeto faz parte do carnaval de Ouro Preto, com a instalação dos murais em pontos estratégicos da cidade, visando a segurança dos foliões, a proteção do patrimônio e a disseminação da arte em espaços públicos.

Belo Horizonte, que por décadas era uma cidade fantasma nessa época do ano, hoje recebe milhões de pessoas que vem brincar nas centenas de bloquinhos. Durante a semana foi possível ver prédios e praças se fecharem com tapumes e grades na tentativa de evitar depredações. Seria bem legal se artistas, alunos de artes plásticas e grafiteiros para pintarem os tapumes. A cidade ficaria bem mais bonita. Gostei dessa ideia. Vejam fotos de Mateus Meireles n galeria abixo.

Isabela Teixeira da Costa

A Resiliência em Imagens

Exposição de fotografias na Associação Médica de Minas Gerais marca formatura da Studio3 Escola de Fotografia Sesiminas.

Resiliência é o nome da exposição de fotografia dos formandos do Curso de Fotografia Profissional 2017, da Studio3 Escola de Fotografia Sesiminas, que será aberta no dia 7 de dezembro, às 20h, na Galeria Otto Cirne, da Associação Médica de Minas Gerais.

Buscando traduzir o sentido da palavra – resiliência – e sua importância em tempos tão desafiadores, os fotógrafos mergulharam em suas sensações e ressignificaram objetos, paisagens e cenas diárias, criando imagens representativas de suas próprias vivências diante de situações limite.

O resultado são fotografias de grande beleza plástica, em que o espectador pode perceber a fragilidade, a força de cada autor e sua capacidade de retornar à serenidade, contornando ou não, obstáculos.

Os artistas – e entre eles, engenheiros, advogados, médicos, que buscam uma nova e satisfatória carreira –   estiveram durante todo 2017, dedicados ao aprimoramento dos conhecimentos sobre sua paixão pela fotografia, através do Curso de Fotografia Profissional e finalizam o período prontos para o mercado de trabalho, quer seja autoral ou comercial.

“A arte fotográfica, com toda sua riqueza e generosidade, nos permitem narrativas que estão para além das palavras ou que, muitas vezes, não conseguimos expressar, a não ser lançando mão de símbolos, como numa catarse – ampliamos então, o significado das coisas. Em “Resiliência”, os autores emprestam às cenas ordinárias, a representação de suas próprias inquietações e capacidade de superação em face de seu próprio cotidiano”, afirma Andreia Bueno, curadora da exposição.

A realização conta com o apoio do Centro Cultural Sesiminas, do Bureau 5000K e da Associação Médica de Minas Gerais.

Fotógrafos Expositores: Alessandra Magalhães, Andre Senna,Angélica Ferreira, Antonio Hardy, Attilio Lamêndola, Christian Micaele, Claudio Appolinario, Daniela Costa, Danielly Faria, Fernanda Resende, Fernando Costa, Gabriela Cabral, Geraldo Luciano, Gilmar Pereira, Giovana Oliveira, Giuliano Souza, Hugo Bengtsson, Livia Faria, Marcia Prates, Marcos Martins, Maristela Chaves, Michael Faria, Monica Couto, Tiago Silva, Vinicius Santos Domingues, Walace Benzaquen e Werbert Rodrigo.

SERVIÇO:

Exposição Fotográfica “Resiliência”

Galeria Otto Cirne / Associação Médica de Minas Gerais – Avenida João Pinheiro, nº 161.

Período de Visitação – de 8 de dezembro de 2017 a 15 de janeiro de 2018 – de 8h às 21h

Entrada franca

studio3.sesiminas@gmail.com

Filarmônica de Minas Gerais tem programa Amigos

Contribuição individual para a Programação Educacional da Orquestra pode ser feita por meio do programa Amigos da Filarmônica

Uma coisa boa que temos em Belo Horizonte é a Filarmônica de Minas Gerais. E tudo que pudermos fazer para ajudar este programa musical de excelência a se manter vivo e atuante, devemos fazer. A Filarmônica lançou a edição 2017 do programa “Amigos da Filarmônica”. Com essa iniciativa, o Instituto Cultural Filarmônica busca o apoio de pessoas físicas em favor da programação educacional da Orquestra, por meio de contribuições diretas ou incentivadas. As contribuições diretas podem ser feitas em qualquer época; já as incentivadas, que são declaradas e abatidas no Imposto de Renda Pessoa Física 2018 (ano-base 2017), precisam ser feitas até o dia 29 de dezembro de 2017.

Este é o terceiro ano do programa. Nas primeiras edições, 348 pessoas responderam a esse chamado, e suas contribuições foram fundamentais para a execução dos quatro programas de cunho educacional que têm como foco a formação de público para a música clássica, o incentivo a novos compositores e o aprimoramento de jovens regentes. Nesse período, 163 escolas municipais e estaduais participaram dos Concertos Didáticos, permitindo a mais de 8 mil crianças um primeiro contato com a música clássica; 17.916 pessoas assistiram, em família, aos Concertos para a Juventude; 61 compositores brasileiros participaram do Festival Tinta Fresca, enviando suas obras para a banca examinadora, sendo que as 9 obras selecionadas foram apresentadas ao público em concertos gratuitos; e 69 jovens regentes se inscreveram e 29 participaram do Laboratório de Regência, visando o aprimoramento de seus talentos.

O programa Amigos da Filarmônica é uma forma de permitir que admiradores da Orquestra contribuam diretamente para suas ações educacionais. Ao colaborar com a Filarmônica de Minas Gerais, o Amigo recebe contrapartidas como ingressos para alguns concertos da Orquestra, acesso aos ensaios abertos e visita guiada à Sala Minas Gerais.

A inscrição no programa e a contribuição podem ser feitas pela internet ou pessoalmente, na Sala Minas Geral, em dias de concerto, e também por depósito bancário. As pessoas interessadas podem acessar o site da Orquestra (filarmonica.art.br), enviar um e-mail para amigos@filarmonica.art.br ou ligar para (31) 3219-9029.

Formas de contribuição

  1. Incentivada, abatendo o valor do Imposto de Renda de Pessoa Física. A legislação brasileira permite a destinação de até 6% do imposto devido para projetos culturais. As contribuições a serem declaradas no Imposto de Renda de 2018 (ano-base 2017) precisam ser feitas até o dia 29 de dezembro de 2017.
  2. Direta, sem abatimento no imposto de renda, podendo ser feita em qualquer época do ano.

Arte, exposições, polêmicas e crianças

Imagens pesadas de cunho erótico não devem ser liberadas para o público em geral por receberem o nome de arte. Artes plásticas deveriam ser classificadas como os filmes.

Exposições com nudez e cenas eróticas causam polêmica Foto MAM/Divulgação

Não queria entrar nessa discussão de arte que se abateu sobre o país, porque seria mais uma leiga a palpitar sobre o assunto, já que não sou entendedora de arte. Claro que tenho minha opinião. Porém, li um artigo escrito pelo jornalista Alexandre Garcia que achei de tamanha propriedade que decidi dar minha opinião e reproduzir o texto de meu colega a seguir.

Fiquei chocada com a exposição feita pelo Banco Santander em Porto Alegre, no mês de agosto, aberta ao público em geral, com obras que promoviam blasfêmia contra símbolos religiosos e faziam apologia à pedofilia e à zoofilia. As cenas de sexo eram grotescas e chocantes. Foram tantos protestos – graças a Deus – que cerca de 30 dias depois o banco cancelou a exposição. Esta exposição foi terrível.

Em outubro, outra exposição causou polêmica, no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo. O artista Wagner Schwartz manipula uma réplica de plástico de uma escultura da série e se coloca nú, entregue à performance artística, convidando o público a participar. A apresentação foi na estreia do 35º Panorama de arte Brasileira, tradicional bienal, aberta a visitantes, com uma sinalização sobre a nudez na sala.

O que vejo de muito errado nisso tudo é a livre visitação. Querem mostrar imagens obscenas, mesmo que seja como “arte” (cada um tem um conceito e não entro nesse mérito, apesar de eu não gostar), que seja em sala fechada, com limite de idade, tipo permitido para maiores de 18 anos. O mesmo deveria ter sido feito na abertura da exposição do MAM. Não foi, simplesmente informaram que havia nudez.

Não sei de que maneira e qual o tamanho do aviso, mas uma coisa é certa, a criança que estava lá dentro não entrou sozinha, estava acompanhada de sua mãe e pelas imagens a mãe não me pareceu desavisada. Não estava surpresa e nem assustada. Entrou com a filha sabendo o que encontraria ali dentro e ainda deixou ou estimulou (não sei, o que ocorreu, mas foi o que li) a filha a tocar no artista. Se ela estava certa ou errada? Vai da opinião de cada um, eu acho errado, acho que dá margem para muita coisa que lutamos para evitar.

Leiam agora o texto do jornalista Alexandre Garcia:

Nossas crianças

“O volante Gabriel, do Corinthians, foi suspenso por dois jogos por causa de gesto obsceno feito para a torcida do São Paulo. Ele pusera a mão sobre a parte da frente do calção, entre as pernas. Fico me perguntando se seria arte, na mesma cidade, quando aquela mãe induziu a filhinha a tocar num homem nu deitado no chão. Em Jundiaí, a alguns quilômetros dali, um pai de 24 anos foi preso por estar fumando maconha no carro de vidros fechados,  com seu bebê de uma semana deitado ao lado. Fico me perguntando por que estava aberta para crianças uma exposição em Porto Alegre que mostra um negro com o pênis de um branco na boca, enquanto outro branco o penetra por trás. A mesma exposição tem uma ovelha sendo violentada por duas pessoas, enquanto uma mulher pratica sexo com um cachorro. Não entendi porque isso estava num museu, aberto a crianças, e não numa casa noturna de shows de esquisitices sexuais e restrito a adultos.

Tampouco entendi a performance de um homem nu que esfrega num ralador uma imagem de Nossa Senhora. Em São Paulo, alguém que pensa que somos idiotas explicou que o homem nu é arte interativa com o corpo humano. Ora, arte com o corpo humano é o que a gente vê, e aplaude, no Cirque du Soleil.  E a Veja, de que sou assinante, deve pensar que abandono meus neurônios ao abrir a revista. Comparou as garatujas da exposição de Porto Alegre a Leda e o Cisne, de Leonardo. Como piada, eu poderia acrescentar, no mesmo tom, que deveriam convidar o tarado ejaculador em ônibus para mandar uma foto a ser exposta entre as semelhantes manifestações de “arte”. As pinturas murais artesanais eróticas em Pompéia têm um significado histórico que o mau-gosto do tal museu não tem.

Tudo bem, eu não gosto, mas há milhões de gostam. Respeito. Só não aprovo, como cidadão, que abram as portas para as crianças se chocarem com essas agressões. Que limitem a adultos. Aprendi que arte é beleza, tem padrão estético, tem perfeição técnica, dá prazer intelectual. Há quem pense que arte é escatologia, agressão, garatujas ou até uma tela pintada de branco. Como disse Affonso Romano de Sant’Anna: “arte não é qualquer coisa que qualquer um diga que é arte, nem é crítico qualquer um que escreva sobre arte”.

No Peru, o povo encheu as ruas de Lima para exigir a retirada de doutrinação de crianças em assuntos sexuais no ensino público. E ganhou. Nas ruas, defenderam que as crianças são educadas pelos pais e parentes. No Senado brasileiro, excelentes senadores, como Ana Amélia (RS) e Magno Malta (ES) estão convocando os responsáveis por tais exposições a explicarem em CPI onde não estão agredindo o Estatuto da Criança e do Adolescente e qual o objetivo de envolverem crianças nos seus estranhos experimentos.”

Isabela Teixeira da Costa

Montblanc

A Montblanc entregou, esta semana, o Prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage no Brasil. A vencedora foi Solange Farkas, pelo seu trabalho como fundadora e curadora da Associação Cultural Videobrasil, que promove o Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil.

Sam Bardaouil, Solange Farkas, Till Fellrath e Alain dos Santos

A Pinacoteca de São Paulo, no coração do centro histórico da cidade, foi palco da 26ª edição do Prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage. O prêmio anual destaca a importância do patrocínio artístico em comunidades de todo o mundo e traz reconhecimento aos patronos modernos em 17 países. Solange Farkas recebeu o prêmio em reconhecimento ao seu trabalho na Associação Cultural Videobrasil, que promove o Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil. Graças ao trabalho de Solange Farkas, o evento se tornou o principal festival de produção da videoarte no Hemisfério Sul.

Vindos especialmente para a premiação, os Co-Chairmen da Fundação Cultural Montblanc, Till Fellrath e Sam Bardaouil, juntaram-se a Alain dos Santos, managing director da Montblanc Brasil, para a entrega do prêmio – uma edição limitada do instrumento de escrita Patrono das Artes 2017, criado em homenagem a Scipione Borghese, encapsulado dentro de um troféu, além de um prêmio de 15 mil euros para ser doado a um projeto cultural à escolha de Farkas. Paula Alzugaray, curadora independente, crítica de arte e editora da revista especializada Select Art e Luciano Cury, diretor de conteúdo do Canal Arte1, jurados brasileiros que fizeram parte do júri internacional do prêmio em 2017 também estiveram presentes, bem como Jochen Volz, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e membro do recém-criado Curatorium da Fundação Cultural Montblanc.

Em sua 26º edição, o prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage já distribuiu cerca de 4 milhões de euros, beneficiando cerca de 250 projetos culturais em todo o mundo. Os projetos que concorrem à premiação devem ser presididos por pessoas comprometidas em desenvolver e levar as artes para um público mais amplo. A Associação Videobrasil foi criada há 34 anos, com o aumento da atividade no Brasil. Hoje, o Festival conta com cerca de 30 instituições parceiras em todo o mundo, especialmente na Geopolítica do Hemisfério Sul, África, Oriente Médio, América Latina e Caribe, permitindo que uma rede de artistas se apoie mutuamente.

“Receber o Prêmio Montblanc de Cultura é uma grande alegria. Este ano, estamos realizando a 20ª edição do Festival de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil, e o número redondo me faz pensar nas dificuldades e alegrias que, por mais de três décadas, resultaram na consolidação deste projeto, no qual eu me envolvi desde o início “, disse Solange Farkas.

Com a premiação, Solange se juntou a um prestigiado grupo de vencedores que inclui o Príncipe Charles de RHS, Quincy Jones, Renzo Piano, Ryuichi Sakamoto e Yoko Ono.

Além do Brasil, o prêmio está sendo apresentado este ano na Alemanha, China, Colômbia, Coréia, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hong Kong, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia , Suíça e, pela primeira vez, em Bangladesh.

Exposição

Mostra Prosaica Humanidade revela a face do homem comum nas obras de grandes artistas entre eles Goya, Marc Chagall, Goeldi.

Marc Chagall

Abre amanhã, 28 de setembro, na cAsA – Obras Sobre Papel, uma exposição de coletiva com 37 gravuras de 29 artistas entre eles Erik Desmazières, Käthe Kollwitz, Evandro Carlos Jardim, Francisco Goya, Marc Chagall, Oswaldo Goeldi e Renina Katz.

Para quem não sabe, a cAsA – Obras Sobre Papel foi inaugurada em Belo Horizonte em 2015, e tem como princípio abrir suas portas para a realização de exposições, encontros, discussão de ideias e promoção da arte sobre papel em todas as suas manifestações, sobretudo a gravura.

A nova mostra apresenta o homem comum em suas atividades, do banal, passando pelo sofrimento e o trabalho até chegar à morte. A curadoria assinada pela equipe da cAsA, Lucia Palhano, Paulo Rocha e Thyer Machado, Prosaica Humanidade busca trazer a discussão sobre a representação do homem que, na historiografia tradicional das artes, sempre foi retratado com idealização. “A mostra revela a face dos vencidos, do homem comum, colocando em relevo outras narrativas a contrapelo da história dos vencedores. Em uma sociedade que frequentemente renega experiências de sofrimento e compele o ser humano a vivências anestesiadas, a arte (quem sabe) pode oferecer outras possibilidades, a partir do encontro com as imagens. Tal relação dos corpos com estas obras talvez possa questionar e impactar quem se lança nesse embate”, explicam os curadores.

Francisco Goya

As gravuras da exposição expõem o banal, pessoas em suas atividades íntimas, a vida rotineira em família, mães amamentando, pessoas bebendo, trabalhadores dormindo. É possível ver o sofrimento, como a figura materna acolhendo o filho morto na obra impactante de Käthe Kollwitz. O trabalho se faz presente por meio de imagens de operários, açougueiros, trabalhadores campesinos e desempregados, revelando a face desumana do trabalho. Rostos humanos também aparecem, caminhando do realismo até imagens degradadas, em que na última gravura, de Erik Desmazières, há apenas uma caveira. O fim.

 

 

Käthe Kollwitz

SERVIÇO:

Prosaica Humanidade

Abertura: 28 de setembro,  às 20h

Visitação: de 29 de setembro a 23 de dezembro

De segunda a sexta, das 10h às 19h. Aos sábados de 10h às 14h

Local: cAsA – Obras Sobre Papel – Av. Brasil 75 – Sta. Efigênia

Informações: (31) 2534-0899

Entrada franca

 

Artistas participantes da exposição:

  1. Anestor Tavares – BRASIL
  2. Angelo Canevari – ITALIA
  3. Benito Quinquela Martin – ARGENTINA
  4. Bernd Koblischek – ALEMANHA
  5. Clare Leighton – INGLATERRA
  6. Danúbio Gonçalves – BRASIL
  7. Edgard Cognat – BRASIL
  8. Erik​ ​Desmazières​ – FRANÇA
  9. Evandro​ ​Carlos​ ​Jardim​ – BRASIL
  10. Francesc Domingo Segura – ESPANHA
  11. Francisco​ ​Goya​ – ESPANHA
  12. Glauco Rodrigues – BRASIL
  13. Hannah Brandt – BRASIL
  14. Hans Steiner – ÁUSTRIA
  15. Ignaz Epper – SUÍÇA
  16. J. Barros – BRASIL
  17. Johann Robert Schürch – SUÍÇA
  18. John Edward Costigan – ESTADOS UNIDOS
  19. Käthe​ ​Kollwitz​ – ALEMANHA
  20. Leonard Baskin – ESTADOS UNIDOS
  21. Lionel Le Couteux – FRANÇA
  22. Marc​ ​Chagall​ – BIELORUSSIA
  23. Max Liebermann – ALEMANHA
  24. Octávio Araújo – BRASIL
  25. Oswaldo​ ​Goeldi​ – BRASIL
  26. Ramon Rodrigues – BRASIL
  27. Renina​ ​Katz​ – BRASIL
  28. Robert E. Marx – ESTADOS UNIDOS
  29. Winslow Homer – ESTADOS UNIDOS

FELIT

Festival de Leitura de São João Del Rei agita a vida cultural da cidade e homenageia o escritor Ronaldo Simões Coelho em sua décima primeira edição.

A cidade mineira de São João Del Rei será palco da 11ª edição do Festival de Leitura de São João del-Rei e Tiradentes (FELIT), de 20 a 23 de setembro. Promoção da Via Comunicação e a Quarteto Filmes, o evento vai homenagear escritor e médico psiquiatra são-joanense Ronaldo Simões Coelho, que assina mais de 60 livros infantis. Por meio de parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC), os autores Leila Ferreira, Martha Medeiros e Marina Colassanti também vão participar da programação. O curador do evento é o jornalista José Eduardo Gonçalves.

Um dos realizadores do evento é o jornalista Lúcio Teixeira Carvalho, que nasceu e cresceu na cidade. “Começamos o Festival em 2007, quando São João foi eleita Capital Brasileira da Cultura. Naquele ano, o FELIT passou a integrar a programação cultural da cidade”, destaca.

O maior destaque da programação será a presença do homenageado, e serão realizadas uma série de atividades tendo como ponto de partida a obra e a vida de Ronaldo Simões Coelho. Já no início do ano letivo, a Comissão Organizadora firmou parceria com as secretaria municipais de Educação de São João del-Rei e de Tiradentes para que os professores trabalhassem, em sala de aula com seus alunos, até a data do festival a obra do escritor.  Além disso, entre março e junho, o FELIT realizou mais uma edição da Oficina de Formação de Jovens Autores envolvendo 37 estudantes dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental das escolas municipais, estaduais e particulares de São João. No dia 20, em parceria com o SESC em Minas será lançado o livro  “Bichos em prosa e verso”, resultado desta oficina. Ele foi escrito e ilustrado por esses jovens autores, entre 13 e 15 anos de idade.

Outro ponto alto da programação é o VII Circuito Gastronômico Literário do FELIT, que foi aberto no dia 15. Os bares e restaurantes que participam dessa iniciativa oferecem ao público cardápios inspirados na vida e obra de Ronaldo Simões Coelho.

Neste ano, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) serão promovidas duas oficinas de reaproveitamento de alimentos e de educação alimentar para 40 alunos da rede municipal, em Tiradentes, onde o FELIT acontece desde 2012.

Oficialmente, o FELIT será realizado entre 20 e 23 de setembro no Teatro Municipal de São João del-Rei e na região histórica do Largo do Carmo, mas desde o dia 12 já estavam sendo promovidas uma série de atividades literárias por meio de parcerias firmadas com a Secretaria de Educação de Tiradentes, com bares e restaurantes da cidade sede do festival, com o UNIPTAN, com o grupo Teatro da Pedra, entre outros, estendendo-se até o dia 24, com ações literárias na Academia de Letras e na Taberna D’Omar.

Mais informações pelo site www.felit.com.br

Circuito das artes

Tela de Solange Raso

2º Circuito 10 Contemporâneo abre neste sábado com 10 exposições simultâneas em Belo Horizonte, reunindo as maiores galerias de arte mineiras.

Dez importantes galerias mineiras se reuniram e criaram uma agenda comum para dar visibilidade e fortalecer a arte contemporânea, intitulando o projeto de 10 Contemporâneo. Neste sábado, 2 de setembro, será lançado o segundo circuito com dez exposições inéditas e simultâneas, em Belo Horizonte, nas galerias AM Galeria, Beatriz Abi-Acl, Cícero Mafra, Celma Albuquerque, dotART, Lemos de Sá, Manoel Macedo, Murilo Castro, Orlando Lemos e Quadrum.

10 Contemporâneo é mais que uma associação, trata-se de um movimento espontâneo e colaborativo, que acredita em formação de público e de mercado. A união de expertises, portfólios e contatos traz uma força maior e ideias inovadoras. O crescimento de cada um contribui para a excelência do grupo.

No circuito o público terá uma van disponível para visitar as dez galerias para ver todas as exposições, observar, apreciar, questionar e ser questionado. Cada espaço tem uma linha diferente e um mesmo objetivo: tornar a arte acessível.

As exposições poderão ser visitadas. Uma agenda de workshops e discussões sobre a arte contemporânea, com presença de importantes artistas e galeristas, está programada. Veja a programação abaixo:

 

Abstrato de Marisa Trancoso

PROGRAMAÇÃO DE EXPOSIÇÕES:

Trabalhos Recentes – AM Galeria – até 30 de setembro

A exposição “trabalhos recentes” apresenta os últimos dois anos de produção do pintor Ricardo Homen e mostra séries de pinturas em diversas dimensões além dos objetos que passou a produzir nos últimos meses.

Mariza Trancoso, Seus Anjos, suas Meninas, Figuras e Abstratos –
Galeria Beatriz Abi Acl – até 30 de setembro

Diplomada pela UFMG com especializações na Bélgica e na França, a artista Mariza Trancoso reúne em seu trabalho características do expressionismo, do moderno e do contemporâneo.

Volumetrias – Galeria Celma Albuquerque – até 30 de setembro

Exposição coletiva com obras dos artistas Beth Jobim, José Bechara, José Bento, Raul Mourão e Waltercio Caldas. Nesta exposição, podemos ver um conjunto de obras/volumes que determinam não só suas próprias dimensões como também reconfiguram e redimensionam o espaço arquitetônico no qual estão inseridos.

 

Intervenções – Studio Cícero Mafra – até 2 de outubro

Para a artista plástica Solange Costa, a pintura sempre foi uma vocação, depois aprimorada na Escola de Belas Artes GranPeña em Madri, onde ela passa grande parte do tempo, dedicada às suas produções. As obras apresentadas foram criadas especialmente para essa exposição. São intervenções da artista em óleo sobre fotografias de Cícero Mafra.

Coletiva – dotART Galeria – até 21 de outubro

Individuais Re-, do artista Barrão; Children’s Corner da artista Renata Egreja e Meu mundo teu do artista Alexandre Sequeira e lança a segunda edição do “Programa Gravura” que terá como convidado o artista carioca Elvis Almeida.

Para o artista o trabalho é um reencontro com essa prática da gravura, uma vez que sua referência para a produção de pinturas veio das gravuras.

Célia Euvaldo – Galeria Lemos de Sá –  até 30 de setembro

As pinturas de Célia despertam interesse particular para a experiência estética na sua obra. O preto impõe-se com sua presença já conhecida no trabalho e a aguada, em cores tênues, delicadas e discretas contrariam a imposição do preto, pela sua delicadeza.

José Resende – Manoel Macedo – até 4 de novembro

A solução clara, elegante, de articulações plásticas tensas e precárias distingue prontamente uma escultura de José Resende. A disparidade de materiais, o recurso a laços, nós e dobras como agentes de sustentação, até a sua posição circunstancial no ambiente, tudo converge para uma configuração positiva que testemunha a maleabilidade inesgotável do espaço, a disponibilidade essencialmente plástica do mundo.

A Convergência do Design e da Arte Contemporânea – Murilo Castro – até 7 de outubro

O mundo moderno sempre buscou a integração entre a Arte e a Indústria substituindo os antigos ateliês por estúdio de criação coletiva, sintetizados pela Bauhaus que propunha a unidade de todas as artes através de práticas interdisciplinares visando a produção de objetos ao mesmo tempo úteis e belos. Nos últimos tempos tem-se desenvolvido pesquisas sobre o tema e realizado exposições que abordam a relação entre a Arte e o Design no mundo moderno e contemporâneo.

Deneir, um sobrevôo sobre o erudito e o popular – Galeria Orlando Lemos – até 06 de outubro

Deneir de Souza começou a sua vida artística aos 19 anos, quando frequentou um curso livre de arte.  Sua arte é desenhada, sonora, impregnada de sentidos e sensações, emoções e ações, movimento e cor. Ele tudo entrelaça e vai compondo poemas. Ora lúdico, ora crítico, ora poético, Deneir sempre apresenta algo capaz de nos fazer pensar a natureza do mundo material. Ao apanhar desperdícios ele renova sentidos no mundo.

 

Uma Face Inédita – Quadrum – até 11 de outubro

Nesta mostra será apresentada uma face inédita da obra do artista paulistano Thomaz Ianelli, composta por objetos e assemblages. Cada trabalho do artista traz a marca de um profundo respeito e o reconhecimento de que o objeto artístico é o resultado de um consórcio entre a mente, o olho, a mão, o plano branco da tela ou do papel, as cores, e a matéria.

 

SERVIÇO:

2º Circuito de Arte 10 Contemporâneo

Data: 2 de setembro de 2017

Sobre a van: uma van gratuita fará o circuito entre as 10 galerias a cada 30 minutos.

Informações: http://www.10contemporaneo.com.br

 

AM Galeria

Endereço: Rua do Ouro, 136 Serra, CEP: 30.220-000 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3223-4209

Site: http://www.amgaleria.com.br/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 14h.

 

Beatriz Abi-Acl

Endereço: Rua Santa Catarina, 1155, Lourdes, CEP: 30.170-081 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3291-2101

Site: https://www.galeriabeatrizabiacl.com.br/

Funcionamento: segunda a sexta das 9h às 18h.Sábados das 9h às 13h.

 

Celma Albuquerque

Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, CEP:30.112-011 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: 3227-6494

Site: http://galeriaca.com/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 09h às 19h. Sábado das 9h30 às 13h.

 

Cícero Mafra

Endereço: Rua Xingú, 487, Alto Santa Lúcia, CEP:30.360-690 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3296-4246

Site: http://www.studiociceromafra.com/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 14h às 19h.

 

dotART

Endereço: Rua Bernardo Guimarães 911, salas 8 e 18, Funcionários, CEP: 30.140-081 | Belo Horizonte | MG | Brasil

​Telefone: (31) 3261-3910

Site: http://www.dotart.com.br/

Funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 19h. Sábado, das 9h às 13h.

 

Lemos de Sá

Endereço: Av. Canadá, 147, Jardim Canada, CEP: 34000-000 | Nova Lima | MG | Brasil

Telefone: (31) 3261-3993

Site: http://www.lemosdesagaleria.com.br/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 18h. Sábado das 11h às 14h.

 

Manoel Macedo

Endereço: Rua Lima Duarte, 158, Carlos Prates, CEP: 30.710-470 | Belo Horizonte | MG | Brasil

​Telefone: (31) 3411-1012

Site: www.manoelmacedo.com.br

Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábado das 10h às 14h.

 

Murilo Castro

Endereço: Rua Benvinda de Carvalho, 60, Santo Antônio, CEP: 30.330-180 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3287-0110

Site: www.murilocastro.com.br

Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 14h.

 

Orlando Lemos

Endereço: Rua Melita, 95, Jardim Canadá, CEP: 34.000-000| Nova Lima | MG | Brasil

Telefone: (31) 3224-5634 | (31) 3581-2025

Site: http://orlandolemosgaleria.com.br/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 09h às 19h. Sábado das 10h às 14h.

 

Quadrum

Endereço: Av. Prudente de Morais, 78, Cidade Jardim, CEP: 30380-002 | Belo Horizonte | MG | Brasil

Telefone: (31) 3296-4866

Site: http://www.quadrumgaleria.com.br/

Funcionamento: Segunda a Sexta das 12h às 19h.

Isabela Teixeira da Costa

Salvar

Cinema em pauta

Filme Corpo Elétrico Foto divulgação

11ª Mostra CineBH e 8º Brasil CineMundi promovem o diálogo entre culturas, enfoca o mercado e a coprodução internacional.

Belo Horizonte recebe, de 22 e 27 de agosto, a 11ª Mostra CineBH e 8º Brasil CineMundi – principal encontro de coprodução internacional no país. O evento conta com programação gratuita e ocupa oito espaços da capital mineira. Serão exibidos ao todo 101 filmes nacionais e internacionais, em pré-estreias e retrospectivas. Nesta edição, estarão em destaque filmes urgentes, clássicos na praça e retrospectiva do crítico, ator e cineasta francês Pierre Léon. Confirmaram presença na Mostra CineBH 25 convidados internacionais da indústria audiovisual de 13 países para encontros de coprodução e negócios com o cinema brasileiro.

A abertura oficial do evento será no dia 22 de agosto, às 20h, no Cine Theatro Brasil Vallourec, com pré-estreia do filme “Corpo Elétrico”, de Marcelo Caetano. Serão exibidos, ao todo, 101 filmes nacionais e internacionais, em pré-estreias e retrospectivas, de 16 países. A programação envolverá oito espaços de BH: Fundação Clóvis Salgado, Teatro Sesiminas, Sesi Museu de Artes e Ofícios, Sesc Palladium, Cine Theatro Brasil Vallourec, MIS Cine Santa Tereza, Cine 104 e, ainda a  inédita montagem de um cinema ao ar livre na Praça da Estação. Serão seis dias de programação intensa e gratuita.

Pré-estreias

A Mostra Contemporânea se completa com títulos de grande repercussão internacional, em pré-estreias nas telas brasileiras, com grande destaque ao cinema asiático. Do continente, vêm Three (Hong Kong), de Johnnie To; The Mole Song: Hong Kong Capriccio(Japão), de Takashi Miike; Bangkok Nites (Japão/Tailândia), de Katsuya Tomita; e Uma Noiva de Shangai (Argentina/China), de Mauro Andrizzi. Completando os internacionais estão Taste of Cement (Líbano/Síria), de Ziad Kalthoum; e Luz Obscura (Portugal), de Susana de Sousa Dias. Entre os brasileiros, estão na programação as pré-estreias As Duas Irenes, de Fábio Meire; e Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano.

No grande cinema ao ar livre que será montado na Praça da Estação serão exibidos filmes que marcaram época (veja a relação completa de todo o evento, a seguir).

No dia 27, no encerramento do Brasil CineMundi, às 19h30, no Teatro Sesiminas, o júri (composto por três profissionais da área) anunciará o melhor projeto de longa brasileiro em fase de desenvolvimento da categoria CineMundi.

RELAÇÃO DOS FILMES EM EXIBIÇÃO

 

Longas

Pierre Leon Foto Stéphane Duss

Mostra Cidade em Movimento

  • DA LONA AO PAI TOMAS: A HISTÓRIA DO CABANA CONTADA POR SEUS PRIMEIROS MORADORES, de Marcus Vieira (Minas Gerais) – 2016
  • O SOM QUE VEM DAS RUAS 3 – WORK IN PROGRESS, de Bruno Figueiredo (Minas Gerais) – 2017
  • PRETO VELHO NA LAGOINHA, de Célio Dutra (Minas Gerais) – 2016

Diálogos históricos

  • AS AVENTURAS AMORASAS DE UM PADEIRO, de Waldir Onofre (Rio de Janeiro) – 1975
  • HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA, de Fernanda Pessoa (São Paulo) – 2017
  • O CAMINHÃO, de Marguerite Duras (França) – 1977
  • O PECADO DE CLUNY BROWN, de Ernst Lubitsch (Estados Unidos) – 1946
  • UM GRANDE MERGULHO, de Jack Hazan (Reino Unido) – 1974

Mostra retrospectiva Pierre Léon

  • A FRANÇA, de Pierre Léon (França) – 2007
  • BIETTE, de Pierre Léon (França) – 2010
  • DOIS RÉMI, DOIS, de Pierre Léon (França) – 2015
  • DUAS DAMAS SÉRIAS, de Pierre Léon (França) – 1998
  • GUILLAUME E OS SORTILÉGIOS, de Pierre Léon (França) – 2007
  • LI PER LI, de Pierre Léon (França) – 1994
  • NISSIN DIT MAX, de Pierre Léon (França) – 2003
  • O ADOLESCENTE, de Pierre Léon (França) – 2001
  • O IDIOTA, de Pierre Léon (França) – 2008
  • OUTUBRO, de Pierre Léon (França) – 2006
  • PHANTOM POWER, de Pierre Léon (França, Rússia-Portugal-Áustria) – 2014
  • POR EXEMPLO, ELECTRA, de Jeanne Balibar, Pierre Léon (França) – 2012
  • TIO VANIA, de Pierre Léon (França) – 1997

Mostra clássicos na Praça

  • BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES, de Ridley Scott (Estados Unidos) – 1992
  • ELES VIVEM, de John Carpenter (Estados Unidos) – 1998
  • E.T. – O EXTRATERRESTRE, de Steven Spielberg (Estados Unidos) – 1982
  • JANELA INDISCRETA, de Alfred Hitchcock (Estados Unidos) – 1954
  • MÁGICO DE OZ, de Victor Fleming, Richard Thorpe, King Vidor (Estados Unidos) – 1939
  • O GAROTO, de Charlie Chaplin (Estados Unidos) – 1921
  • O MENINO MALUQUINHO, de Helvécio Ratton (Minas Gerais) – 1995

Mostra contemporânea

  • A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA, de Rama Thiaw (Senegal) – 2016
  • AS DUAS IRENES, de Fabio Meira (São Paulo,Goiânia) – 2017
  • BANGKOK NITES, de Katsuya Tomita (Japão, França, Tailândia) – 2016
  • CORPO ELÉTRICO, de Marcelo Caetano (São Paulo) – 2017
  • LUZ OBSCURA, de Susana de Sousa Dias (Portugal) – 2017
  • MALES SEM TERRA, de João Arthur (Rio de Janeiro) – 2016
  • TASTE OF CEMENTE, de Ziad Kalthoum (Alemanha, Líbano, Síria, Emirados Árabes, Qatar) – 2017
  • THE MOLE SONG: HONG KONG CARPACCIO, de Miike Takashi (Japão) – 2016
  • THREE, de Johnnie To (China) – 2016
  • UMA NOVIA DE SHANGAI, de Mauro Andrizzi (Argentina,China) – 2016
  • VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO, de Harun Farocki, Andrei Ujica (Alemanha) – 1992

Mostra contemporânea – Work in Progress

  • OPERAÇÕES DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM, de Julia Murat e co-direção de Miguel Antunes Ramos (Rio de Janeiro) – 2017

Sessão especial – 50 anos Terra em Transe

  • TERRA EM TRANSE, de Glauber Rocha (Rio de Janeiro) – 1967

Sessão Cine-Escola

  • ÚLTIMAS CONVERSAS, de Eduardo Coutinho (Rio de Janeiro) – 2015

Mostrinha

  • A FAMÍLIA DIONTI, de Alan Minas (Rio de Janeiro) – 2015

 

CineBH 2016 Foto Leo Lara/Universo Producao

Média

Mostra retrospectiva Pierre Léon

  • O ASSOMBRO, de Pierre Léon (França) – 2001/2012

 

Curtas

Mostra contemporânea

  • ALGO DO QUE FICA, de Benedito Ferreira (Goiânia) – 2017
  • ÂMAGO, de Édier William (Paraná) – 2017
  • AULA DE ANATOMIA, de Sidney Schroeder (Rio de Janeiro) – 2017
  • HIC, de Alexander Buck (Espírito Santo) – 2017
  • MERCADORIA, de Carla Villa-Lobos – (Rio de Janeiro) – 2017

Cinema de urgência

  • NA MISSÃO, COM KADU, de Aiano Bemfica, Kadu Freitas & Pedro Maia de Brito (Minas Gerais) – 2016

Mostra curtas no almoço

  • HAVIA CINZAS DENTRO DE MIM, de Daniel Calil (Goiânia) – 2017
  • MÃE, ACORDA A VOVÓ, de Cássio Domingues (Goiânia) – 2017
  • MEU NOME É CORACI, de Adan Sousa (Goiânia) – 2017
  • TAILOR, de Calí dos Anjos (Rio de Janeiro) – 2017
  • SOL, de Carlos G. Gananian (São Paulo) – 2017
  • VÊNUS – FILÓ A FADINHA LÉSBICA, de Sávio Leite (Minas Gerais) – 2017

Mostra brasileiros no exterior

  • COSME, de Luciano Scherer (Rio Grande do Sul) – 2016
  • ENTER, de Rafael de Toledo e João Lima (Paraná) – 2016
  • O CHORO DE PRANH, de Rafael de Toledo, João Lima e Eduardo Camargo (Paraná) – 2016
  • OLTEANCA, de João Pedro Borsani (Rio de Janeiro) – 2016
  • RETRATOS PARA VOCÊ, de Pedro Nishi (São Paulo) – 2016

Mostra retrospectiva gesto de cinema

  • LUIZA, de Caio Baú (Paraná) – 2017
  • O MUNDO ESTRATIFICA O CORPO SE DESLOCA, de Igor Urban (Paraná) – 2017
  • PAI AOS 15, de Danilo Custódio (Paraná) – 2015
  • PAIXÃO NACIONAL, de Jandir Santin  (Paraná) – 2015
  • PAVÃO SEM CORES, de Isabele Orengo (Paraná) – 2015

Mostra retrospectiva Pierre Léon

  • NA BARBA DE IVAN, de Pierre Léon (França) – 2009

Mostra clássicos na Praça

  • A HORA VAGABUNDA, de Rafael Conde (Minas Gerais) – 1998
  • A VELHA A FIAR, de Humberto Mauro (Minas Gerais) – 1964
  • ESTADO ITINERANTE, de Ana Carolina Soares (Minas Gerais) – 2016
  • FANTASMAS, de André Novais Oliveira (Minas Gerais) – 2010

Mostra a cidade em movimento

  • A CIDADE QUE VIVE EM MIM, de Fernanda Estevam (Minas Gerais) – 2014

Portinari

Painel de Portinari Foto Studio Cerri

Em comemoração ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico, Casa Fiat abre o ateliê de conservação do painel de Portinari e visita ao antigo Palácio dos Despachos.

O Dia Nacional do Patrimônio Histórico é comemorado em 17 de agosto, momento para reforçar a importância da preservação e da valorização do patrimônio de nossas cidades. A Casa Fiat de Cultura preparou uma programação especial para este mês. Entre os dias 8 e 11 de agosto, será realizada a conservação do painel de Candido Portinari, “Civilização Mineira” (1959), instalado no hall principal, em um ateliê aberto à visitação do público, com entrada gratuita. O ateliê de conservação funcionará todos os dias, das 10h às 12h e das 13h às 18h. Por seu valor artístico e simbólico, o painel também é o ponto principal do “Encontros com o Patrimônio”, novo percurso de visitação ao prédio, o antigo Palácio dos Despachos, que será lançado em 6 de agosto, e tema de dois ateliês abertos ao público: Recolorindo Portinari e Fotografando Portinari. Toda programação é gratuita.

Conservação

Conservação do painel Foto Leo Lara/Studio Cerri

A conservação do painel de Portinari será feita pelo Grupo Oficina de Restauro. O processo  é delicado e será feito em quatro etapas.

1ª etapa: O painel será higienizado por inteiro, com o uso de trincha (um tipo de pincel) de cerdas macias para retirar a poeira; pontualmente, um solvente será usado para remoção de possíveis manchas causadas por excrementos de insetos.

2ª etapa: Fixação das películas de tinta em descolamento e dos craquelês, microfissuras na pintura. Isso ocorre porque a umidade do ar influencia o inchaço e a retração da madeira compensada, que é base do painel, e a tinta que o cobre não acompanha esses movimentos naturais da madeira, sofrendo pequenas rachaduras.

3ª etapa: Serão feitos retoques nas perdas do painel. Trata-se de pequenos pontos onde a tinta se soltou completamente, e, por meio do estudo das cores e das técnicas usadas pelo artista, é possível recuperar a pintura. “As lacunas serão cobertas com uma massa base de preparação e, depois, revestidas com aquarela e guache profissionais. O retoque do profissional de conservação deve se assemelhar à pintura do artista, mas a tinta usada deve ter uma composição química diferente, para que, em uma possível remoção com determinado produto, a tinta original não seja removida junto”, explica Rosângela.

4ª etapa: A última etapa da conservação é a imunização preventiva contra a infestação de cupins, um dos principais problemas encontrados pela Oficina de Restauro na intervenção feita em 2014. O imunizante é passado nas bordas da obra, onde a madeira é aparente.

O painel “Civilização Mineira”

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), este é o maior painel de Candido Portinari em Minas Gerais, medindo 2,34 X 8,14 metros. O painel retrata a mudança da capital mineira, da cidade de Ouro Preto para Belo Horizonte, em 12 de dezembro de 1897. Em meio à paisagem, a presença de Tiradentes e outras personalidades retoma outro marco da história do Estado: a Inconfidência Mineira (1789). Com técnica mista, têmpera e óleo, a obra é caracteristicamente modernista. Portinari (1903 – 1962) é considerado um dos maiores artistas brasileiros do século XX, tanto por sua produção estética quanto pela atuação consciente nos âmbitos cultural e político.

Visitação

Já no percurso de visitação Encontros com o Patrimônio, o público será conduzido pelo prédio com o acompanhamento da equipe do Programa Educativo, que abordará conteúdos artístico, histórico e arquitetônico. O primeiro encontro será realizado nos horários de 10h30, 14h e 16h, com grupos de até 25 pessoas. O programa será realizado sempre no primeiro domingo de cada mês, a partir de setembro, até o fim de 2017. Não é necessário fazer inscrição.

Fazendo arte

Nos dias 5, 6, 12 e 13 de agosto, será realizado o Ateliê Aberto: Recolorindo Portinari, das 10h às 12h, para crianças, e, das 14h às 18h, para adultos. As educadoras mostrarão como os matizes laranja e “azulzão” são marcantes na obra de Portinari e convidarão os participantes a fazer uma releitura do painel “Civilização Mineira” com duas cores que lhes sejam significativas.

Já nos dias 15, 19 e 20 de agosto, o público poderá experimentar o Ateliê Aberto: Fotografando Portinari, realizando sessões de fotos tematizadas pelo painel, das 10h às 12h, para crianças; e, das 14h às 15h30, e das 16h às 17h30, para adultos. Os participantes aprenderão a usar a fotografia como caminho para fruição, registro e análise do patrimônio artístico, além de debater sobre conservação e preservação de acervos.

 

SERVIÇO

Encontros com o Patrimônio

Lançamento: 6 de agosto

A partir de setembro: sempre no primeiro domingo do mês até o fim de 2017

Horários: 10h30, 14h e 16h

Participação gratuita. Não é necessário fazer inscrição. Limite de 25 pessoas por horário.

 

Visita ao ateliê de conservação do painel de Candido Portinari

Período: 8 a 11 de agosto

Horário: das 10h às 18h (com intervalo entre 12h e 13h)

Entrada gratuita.

 

Ateliê Aberto: Recolorindo Portinari

Datas: 5, 6, 12 e 13 de agosto

Horários: das 10 às 12h para crianças de até 12 anos; das 14h às 18h para maiores de 12 anos

Participação gratuita. Não é necessário fazer inscrição. Limite de 15 pessoas por horário. Crianças de até 10 anos devem estar acompanhadas por responsáveis e as menores de 5 anos precisam que os responsáveis as auxiliem nas atividades. Todos devem utilizar roupas adequadas ao manuseio de tintas.

 

Ateliê Aberto: Fotografando Portinari

Datas: 15, 19 e 20 de agosto

Horários: das 10h às 12h para crianças de até 12 anos; das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30 para maiores de 12 anos

Participação gratuita. Não é necessário fazer inscrição. Limite de 15 pessoas por horário. Crianças de até 10 anos devem estar acompanhadas por responsáveis e as menores de 5 anos precisam que os responsáveis as auxiliem nas atividades.