A indústria do casamento

casamento1Estou a cada dia mais chocada com a indústria do casamento.

Não sou nenhuma obtusa que não entende a facilidade de ter profissionais preparados para atender em todas as áreas. Muitos se reúnem em um único local e oferecem todo tipo de produtos necessários para a realização de um casamento. Porém, não consigo aceitar quando a coisa vira cartel.

A noiva quer se casar em um determinado local, vai olhar e todas as datas estão ocupadas, tem que procurar o cerimonial X. Aí, de uma hora para outra surge a data, como num passe de mágica. A desculpa é a mesma: “A noiva cancelou o casamento!”. Nunca vi tantos cancelamentos inesperados. Quanta coincidência! Porém, a noiva só pode se casar ali se contratar o cerimonial X. Depois reclamam da falta de ética no governo, da corrupção… O que é isso, afinal? Mudou de nome?

Segundo ponto, a prepotência e a deselegância de alguns profissionais. Acorda, Alice! O mercado cresceu, existem excelentes profissionais. Existe escolha. Se não mudarem de postura perderão espaço cada dia mais. Hoje, cliente escolhe atendimento, simpatia, educação.

Como pode atender uma cliente falando mal de outra? Isso existe? Existe. Aí vem aquela máxima, quando Pedro fala de João, se conhece mais de Pedro. O correto seria tecer mil elogios ao evento da sua cliente, até mesmo das áreas de outros fornecedores, é no mínimo educado e ético.

Claro que o profissional tem que se valorizar – marketing pessoal –, mas até para isso tem a forma correta. Já passou o tempo daqueles que se elevam derrubando o outro. Afinal, todos têm valor. A diferença é na bagagem cultural, experiência de mercado, educação, simpatia, qualidade do serviço e preço.

Estamos vivendo em um país que perdeu a noção de ética, respeito e limite. Isso fez com as pessoas passassem a buscar esses valores em suas relações, tanto pessoais quanto profissionais.

Confiança não tem preço. Quando se conquista a confiança de alguém é como ganhar na loteria. Confiança gera fidelidade. Quantas pessoas preferem pagar um pouco mais caro para um fornecedor porque confiam nele, sabem que não terão atraso e que o serviço será bem feito.

Para organizar um casamento é preciso planejar, definir o perfil da cerimônia e da festa e pesquisar tudo com antecedência. Escolher a dedo o fornecedor, procurar saber tudo sobre ele, se é estável no mercado, se não pisou na bola com ninguém. Muitas vezes o barato sai caro.

Festa não tem repeteco, por isso não pode ter erro. Escute pessoas que já se casaram ou que trabalharam com as empresas que pretende contratar. Ouça amigos, parentes, enfim, quanto mais informação, melhor. Pesquise muito, sobre tudo, para fechar com quem você sentir mais segurança.

Faça uma planilha com tudo que olhou: fornecedores, preços, sugestões. É importante ter uma visão geral para comparar. Check list é ótimo para não deixar nada para trás.

Faça contrato com todos os fornecedores e antes de assinar leia tudo, até as letras miúdas. Existem assessoras de casamentos, mas também tem muitos sites especializados no assunto. O que não falta é ajuda. Santa internet!

Isabela Teixeira da Costa

Bolo Red Velvet

redvelvet1Sempre tive muita curiosidade de comer um bolo Red Velvet (veludo vermelho).

Nunca tinha visto um pessoalmente, só nos programas de TV, e sua cor sempre me atraiu enchendo minha boca d’água. Começei a procurar receitas boas, mas não encontrava, nem tão pouco um lugar em Belo Horizonte que vendesse o tal bolo. O red velvet não é um bolo vermelho qualquer, mas um bolo leve, aerado e úmido. Depois de muito procurar encontrei no Quitand’arte, na Savassi. Comi! Posso afirmar que é muito bom, mas não tanto quanto esperava. Quando sonhamos muito, a expectativa fica alta demais. Pouco tempo depois, encontrei esta receita. Vale a pena tentar.
Pode escolher qualquer uma das coberturas abaixo para rechear e cobrir o bolo.

Red Velvet Cake

Ingredientes: 3 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo, 2 xícaras (chá) de açúcar, 1 ¼ xícaras (chá) de manteiga, 1 ½ xícaras (chá) de Buttermilk (Veja receita abaixo), 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio, 3 colheres (sopa) de chocolate em pó. 2 colheres (sopa) de corante em gel vermelho, 1 colher (sopa) de essência de baunilha, 3 ovos, 30ml de vinagre de vinho branco, 1 pitada de sal.
Modo de Preparo: Peneire a farinha de trigo, o sal e o bicarbonato. Reserve. Em separado, misture o chocolate em pó, a essência e o corante. Reserve. Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro e fofo. Acrescente aos poucos os ovos. Adicione a mistura de chocolate reservada e bata até obter completa homogeneização da massa. Retire da batedeira, e acrescente aos poucos, intercalando os outros ingredientes secos reservados, o Buttermilk, o vinagre e misture bem com o auxílio de uma colher de pau. Coloque a mistura na forma ou formas e leve para assar por aproximadamente 40 minutos. Para um bolo veludo vermelho de andar, prepare duas formas (quadradas ou redondas) sendo uma de 14 e outra de 20 cm forrando o fundo das formas com papel manteiga. Não unte a forma. Para um bolo veludo vermelho redondo simples, poderá utilizar duas formas de 20 cm de diâmetro.

Buttermilk: 360 ml de leite, 2 colheres (sopa) de vinagre branco. Misture bem os dois ingredientes. Deixe descansar por no mínimo 10 minutos.

Cobertura Cream Cheese (1ªOpção)

Ingredientes: ¾ xícara (chá) de cream cheese (queijo cremoso), 2 xícaras (chá) de açúcar de confeiteiro, 3 colheres (sopa) de manteiga sem sal, essência ou uma fava de baunilha raspada.
Modo de Preparo: Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar até obter uma “farofa”. Acrescente o cream cheese, a essência e bata somente o suficiente para obter um creme, não bata muito.

Cobertura Cream Cheese (2ªOpção)

Ingredientes: 150g de cream cheese (1 pote), 50g de manteiga sem sal, 300g de açúcar de confeiteiro, 100g de chocolate branco, derretido e frio, 1 colher (sobremesa) de essência de baunilha.
Modo de Preparo: Na batedeira, velocidade alta, bata a manteiga e o cream cheese até que estejam homogêneos. Acrescente a essência, o chocolate e torne a bater o suficiente para misturá-los bem. Em velocidade média, acrescente o açúcar aos poucos e bata até obter uma mistura fofa e leve. Aproximadamente 6 minutos. Leve a cobertura para a geladeira por no mínimo 20 minutos e depois utilize.

Dicas

Note que além do Buttermilk, também utilizamos vinagre na massa. A consistência maravilhosa da massa é devido ao vinagre. A versão industrializada do Buttermilk, não há aqui no Brasil, por isso, é apresentado aqui como obtê-lo.
A manteiga (sem sal), o cream cheese e os ovos devem estar em temperatura ambiente.
Se for rechear o bolo, o ideal é fazer a massa em um dia e finalizar o bolo no dia seguinte. Isso para que massa não esfarele tanto, por ser fofa, ao espalhar o recheio. A cobertura também poderá ser utilizada como recheio com frutas picadas.
Validade da receita: 48 horas fora da geladeira ou 3 dias na geladeira.

Quitand’arte: R. Antônio de Albuquerque, 369 – Savassi

ITC

Histórias da infância

Pierre-Auguste Renoir, Rosa e azul - As meninas Cahen d'Anvers, 1881, óleo sobre tela, acervo do MASP. Bárbara Wagner, Sem título (da série Brasília Teimosa), 2005, jato de tinta, Coleção Pirelli MASP.
Pierre-Auguste Renoir, Rosa e azul – As meninas Cahen d’Anvers, 1881, óleo sobre tela, acervo do MASP. Bárbara Wagner, Sem título (da série Brasília Teimosa), 2005, jato de tinta, Coleção Pirelli MASP.

Para quem vai passar alguns dias na cidade de São Paulo, vale a pena visitar a exposição Histórias da infância, inaugurada no MASP.

Com abordagem criativa para atrair um público diferenciado, a mostra reúne cerca de 200 trabalhos retratando a infância, distribuídos em diferentes períodos, locais e nacionalidades. A temática abrange, entre outras, a arte sacra, barroca, acadêmica, moderna, contemporânea, e a chamada arte popular, além de apresentar desenhos feitos por crianças dispostos ao lado das obras de arte, possibilitando um diálogo bem articulado, desmistificando a questão da hierarquia estabelecida entre as obras de arte e os trabalhos produzidos pelas crianças.

Um fato interessante é que esses trabalhos, que normalmente são dispostos a uma altura padrão de 1.50 metros, foram rebaixados para a altura de 1.20 metros (na galeria do 1º andar) e para 1.30 metros (no 1º subsolo), com o objetivo de estimular e facilitar o olhar mais direto da criança.

Intensificando o cunho pedagógico da exposição, foram convidados artistas contemporâneos para conduzirem oficinas com crianças: Rivane Neuenschwander, Cinthia Marcelle, Nicolás Robbio, Lays Myrrha, Thiago Martins de Melo e Thiago Honório.

Paralelamente, acontecem atividades que utilizam o lúdico: o jogo e a brincadeira, disponibilizando um programa de oficinas de desenho que se estenderão até o final da exposição. O projeto Playgrounds 2016 acontece no 2º subsolo e no vão livre.

A exposição apresenta no primeiro andar, retratos, representações de família, imagens de educação e de brincadeiras, crianças artistas, crianças anjos e a morte. Já, no primeiro subsolo, estão expostos os temas da natividade e maternidade. Chamam a atenção como O escolar (1888), de Van Gogh, Rosa e azul (1881), de Renoir, Retrato de Auguste Gabriel Gaudefroy (1741), de Chardin, e Criança morta (1944), de Portinari.

A mostra tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico; Fernando Oliva, curador; e Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias e permanecerá no museu até o dia 31 de julho.

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras.

Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP – Telefone: (11) 3149-5959

Cláudia Elias

Como anda seu metabolismo?

Foto tendenciademulher.com.br/reprodução
Foto tendenciademulher.com.br/reprodução

Na luta contra a balança, um grande vilão é o metabolismo. Em algumas pessoas é para lá de lento, e em outras, mais sortudas, é mais acelerado. Isso faz toda a diferença na perda de peso.

Tenho uma colega que era obesa e decidiu fazer a cirurgia bariátrica. Foi na médica e quando questionada sobre sua alimentação disse que não comia muito, era mais de salada, carne, etc. A médica – calejada de ouvir discursos mentirosos dos clientes que tendem a esconder seus excessos –, não deu crédito ao seu relato. Pensou se tratar de mais uma que escondia a quantidade de doces e carboidratos que ingeria em horários impróprios.

Cirurgia feita. Nada do emagrecimento esperado. Enquanto um paciente normal emagrecia quatro a cinco quilos, ela perdia 200 a 300 gramas. Só então a médica decidiu pesquisar o que estava ocorrendo e descobriu que ela tinha metabolismo baixíssimo e então acreditou que ela comia pouco. Resumo da história: minha amiga tem que fazer uma ginástica especial, com personal, para acelerar seu metabolismo. Hoje, está magra, mas não pode se descuidar.

É bom ficar atento, seja para emagrecer ou ganhar massa muscular. O bom funcionamento do metabolismo é fundamental, pois está diretamente ligado à queima de gorduras. Algumas dicas para acelerar o metabolismo:

 

1 – Faça exercícios aeróbicos e musculação – gastam muita caloria, estimulam a circulação, a queima de gorduras e a aceleração do metabolismo.

2 – Durma bem – uma noite tranquila é importante para que o corpo tenha a disposição para manter o metabolismo ativo.

3 – Coma de três em três horas – passar grandes períodos sem se alimentar faz com que o corpo trabalhe em um ritmo mais lento. O metabolismo se adapta à quantidade de energia que é fornecida a ele. Entre as refeições, coma frutas, queijos magros, iogurtes ou grãos integrais.

4 – Consuma grãos integrais – os grãos integrais têm mais fibras, o que faz com que sejam digeridos por mais tempo, fornecendo energia prolongada e facilitando a queima de gorduras. Melhoram o funcionamento do intestino e do sistema digestório em geral.

5 – Tome café da manhã – A primeira refeição do dia é uma das mais importantes, já que ela oferece a energia necessária para o funcionamento do organismo. Por isso, aposte em combinações de frutas, grãos integrais e proteínas. Se for praticar exercícios físicos de manhã, insira no cardápio os nutrientes necessários para suprir a carga que será gasta.

Isabela Teixeira da Costa

Menos é mais

Chegou a vez do minimalismo nas festas. Menos é mais.

Passando pelos corredores dos estandes de moda festa na última edição do Minas Trend, o que se viu foi bordado, dos pés à cabeça. Brilho, brilho, brilho e mais brilho. Profusão de brilho. É bonito, mas chega uma hora que cansa. Penso que as próprias estilistas, depois de ficarem mergulhadas uma semana nesse ambiente, também ficaram um pouco saturadas, a prova disso é que muitas das marcas lançaram uma linha festa seca, sem brilho nenhum. Com o lema: o menos agora é mais. A opulência deu espaço para o minimalismo moderno. As novas produções contemporâneas ganharam lugar em ambientes variados e revelaram que é possível estar elegante para um evento noturno sem precisar abusar do brilho. As coleções são quase clean, porque algumas estilistas não abriram mão da estampa.

Os comprimentos variam do curto ao longo passando pelo midi. Umas mais ousadas lançam a opção de macacões para festa, e outras a composição de saia e blusa, o que dá um toque mais para coquetel e menos festa. O importante é que tem para todo gosto e ocasião.

ITC

Mais uma ajuda contra o diabetes

Diabetes, doença crônica que precisa de cuidado e atenção.IdosoCH

Diabetes mellitus é uma doença crônica muito conhecida, caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. Existem quatro tipos de diabetes: mellitus 1, que aparece na infância; mellitus 2, que surge por fatores genéticos ou maus hábitos de vida, como consumo exagerado de açúcar, sedentarismo ou obesidade; o gestacional, que surge durante a gravidez e depois do parto costuma desaparecer; e o diabetes insipidus, que não provoca alteração na quantidade de açúcar no sangue. Isto ocorre devido a alterações no sistema nervoso ou nos rins, que reduzem a produção de hormônio antidiurético, fazendo com que o paciente sinta muita vontade de beber água e urinar.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, essa doença atinge 9 milhões de brasileiros – o que corresponde a 6,2% da população adulta. As mulheres, mais uma vez, apresentam maior proporção do que os homens: 5,4 milhões de diabéticos são mulheres e 3,6 milhões, homens. Os percentuais de prevalência por faixa etária são: 0,6% entre 18 a 29 anos; 5% de 30 a 59 anos; 14,5% entre 60 e 64 anos e 19,9% entre 65 e 74 anos. Para aqueles que tinham 75 anos ou mais de idade, o percentual foi de 19,6%.

A doença começa silenciosa, muita gente tem e não sabe. Quando descobre, a glicose já está acima dos 300 (o correto é ficar sempre abaixo de 100). Se não tratado, o diabetes causa insuficiência renal, amputação de membros, cegueira, complicações cardiovasculares como AVC (acidente vascular cerebral) e infarto.

Além dos problemas cardiovasculares, as articulações dos diabéticos costumam sofrer muito. A fisioterapia pode se tornar uma grande aliada na qualidade de vida dos pacientes que sofrem dessa patologia. O exercício  físico reabilita as condições motoras, mantendo a circulação ativa, o que é de extrema importância para o paciente, que sofre muito com lesões graves nos pés. A fisioterapia auxilia estimulando a movimentação e prevenindo contra ulcerações, por exemplo. O que tem evitado amputações.

Isabela Teixeira da Costa

Nise da Silveira

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Foto Vantoen Pereira Jr/Divulgação

Nise: O Coração da Loucura, é o mais recente longa estrelado por Glória Pires que dá um show, como de costume, sempre que interpreta.

O filme conta a história da psiquiatra alagoana Nise da Silveira (1905-1999) que revolucionou o tratamento de pessoas com problemas mentais, principalmente os esquizofrênicos.

A história inicia-se em 1944, quando a doutora Nise retorna ao trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional Dom Pedro II, em Engenho de Dentro, Rio de Janeiro. Ela tinha sido presa durante o Estado Novo – a ditadura de Getúlio Vargas – ao ser denunciada por uma enfermeira por ter livros marxistas. Por não concordar com a forma de tratamento utilizado com os pacientes, o diretor colocou-a no Setor de Terapia Ocupacional.

Nise ajeita o espaço com ajuda de dois enfermeiros e começa a convidar os pacientes do Centro a entrarem. Dá início a um tratamento diferenciado. Aos poucos, algumas pessoas começam a ajudá-la. E o resultado vem de uma forma linda.

Os roteiristas conseguiram transformar a carreira de Nise da Silveira em uma história inspiradora. Transpuseram para a tela a atenção, sensibilidade e respeito ao ser humano que Nise demonstrava ao clinicar. Glória Pires sabe passar o sentimento que sua personagem vive em cada momento. O elenco trabalha muito bem, com verdade e sem caricaturas. Vale a pena assistir.

Para casa, o terror dos pais

Foto flickr.com
Foto flickr.com

Escolas extrapolam e mandam para casa que alunos não conseguem fazer sozinhos.

Há algum tempo, tenho acompanhado os casos de uma sobrinha às voltas com os para casa de sua filha. Como é muito engraçada, ouvia as histórias e ria muito. Em alguns momentos, chegava a pensar como ela podia reclamar. Afinal, mãe é para isso também, ajudar os filhos nas tarefas escolares.

Com o tempo, fui prestando mais atenção nos relatos e percebendo que ela tinha certa razão. O colégio manda uma criança de 6 anos fazer uma pesquisa sobre determinado assunto. O aluno está aprendendo a ler, não sabe usar a ferramentas de persquisa na internet. Mesmo que existisse enciclopédia em casa – já caiu em desuso – ela não saberia procurar. Resumo: esse para casa foi para a criança ou para seus pais?

O que o aluno estará aprendendo com essa tarefa, uma vez que ele não a executou? E por que dar uma atividade para os pais, que já são sobrecarregados de afazeres e poderiam aproveitar este tempo com o filho brincando, em vez de despertar neles a raiva de fazer um para casa, uma vez que já saíram da escola?

Saí para jantar com um grupo de amigos. No meio da conversa surgiu o mesmo assunto. O pai estava de mau humor porque ajudava o filho, de 6 anos, a fazer um para casa de seis folhas.

Pensei que não tinha escutado direito, perguntei para confirmar. O menino, de apenas 6 anos, tinha uma folha de para casa para cada ano de vida. Tudo para o dia seguinte. A mesa inteira ficou chocada.

As mães começaram a palpitar. Uma delas citou uma questão que veio em uma recente atividade de seu filho, que é poucos anos mais velho que o outro. Algo sobre elemento faltoso. Ou isso é novo na escola ou perdi essa aula. Nunca ouvi falar sobre isso (procurei no Google e não achei), ela também não. Engraçada que só, disse para o filho: “Elemento faltoso é o seu pai, ponto!”. (O pai em questão já morreu.)

Piadas à parte e sem querer chocar ninguém, o fato é que muitas das coisas que os filhos estudam hoje os pais não sabem mais, ou nunca souberam, porque entraram há pouco no “cardápio” do conhecimento. E não cabe a nós, pais, estudarmos, e sim aos filhos. Eles são os alunos. Os exercícios devem vir de forma que eles tenham capacidade de executar sozinhos. Próprios para cada idade.

Sempre estudei sozinha. Minha mãe me socorria quando tomava recuperação. Sempre em geografia e história, fato recorrente, porque sempre dormia sobre os livros quando estudava para as provas. Aí, na recuperação ela estudava comigo para me manter alerta.

Pergunto: O que passa na cabeça da pedagogia moderna para fazer esse tipo de coisa? Será que não percebem que não adianta muita coisa para a criança? Que ela não aprende por osmose?

Acredito que as escolas têm que exigir dos alunos – dos alunos, e não dos pais. O mundo está competitivo e a moçada está cada vez mais empurrando com a barriga. O desrespeito em sala de aula é grande e o desafio do professor é fazer com que o estudante se interesse pelo aprendizado desde pequeno. Fazer com que larguem o celular para prestar atenção na disciplina deve ser o objetivo principal de todo mestre. Acredito que o professor que conseguir desenvolver uma didática moderna, que desperte o interesse na geração Z de aprender dentro de uma sala de aula, terá grande chance de ganhar o Prêmio Nobel de Educação.

Isabela Teixeira da Costa

Luminárias da moda

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O rosa quartz está comandando a decoração desde o início o ano. Era a tendência para 2016 que se confirmou. Agradou em cheio. Opções de sofás, almofadas, cadeiras, poltronas, enfim, todos os itens de decoração foram lançados no tom do momento. Mas nem todo mundo pode repaginar toda a casa, trocar todos os móveis. Quem não gosta de ousar tanto pintando paredes – não é qualquer um que segura uma parede rosa em casa –, pode escolher detalhes como almofadas e adornos. Outra boa opção são luminárias.  Existem vários modelos no mercado, com design criativos e de bom gosto. Uma boa estratégia para dar um toque de modernidade na decoração, ficar na moda, e não ter que mexer muito.

ITC

Ser mãe

imageSer mãe! Hoje é Dia das Mães.

Não poderia deixar passar em branco essa data. Primeiro, porque sou filha; segundo, porque sou mãe e terceiro, porque acho esta homenagem mais do que justa e merecida.

Amo a minha mãe e sempre nos demos muito bem. Passei quase toda a vida ao lado dela. Moramos juntas várias vezes. Saí de casa no dia em que me casei. Voltei para casa quando me separei e foi ela quem ajudou a criar minha filha. Só nos separamos quando decidiu morar no sítio. Mas não cansa de me chamar para ir pra lá.

Ser mãe é uma função abençoada por Deus, se não fosse por ele, não teríamos filhos. Nos enche de felicidade, amor, alegria, preocupação, trabalho e culpa. Nunca me senti tão feliz quanto no dia em que soube que estava grávida, parecia que ia explodir. Deste dia em diante, começou um amor inexplicável dentro de mim que só cresce a cada dia. Quando acho que já está enorme, aumenta mais um pouco. Acredito que só as mães entendam isso. Propriedade exclusiva materna!

Alegria tive e ainda tenho em vários momentos com minha filha, e preocupação também. Acredito que continuarei a ter pelo resto da minha vida. Sei que Deus está cuidando dela, pois já a entreguei nas mãos dele, mas mãe preocupa se chega tarde, se não dá notícia, se a voz está diferente quando fala ao telefone…

Culpa sempre senti por causa do excesso de trabalho que me ocupou dias e noites fora de casa quando ela era pequena, e até alguns dias em finais de semana. Ainda ocupa. Minha filha soube superar isso, eu não. Hoje, quando me pede algo que não posso atender, sofro muito…

Educar filho é tarefa difícil. Creio que minha mãe fez um bom trabalho e eu também. Como consegui? Não sei. Acho que pela misericórdia de Deus. Certo dia estava com uma grande amiga da minha mãe, Helena de Castro. Luisa estava comigo. Não lembro direito o que Luisa fez, mas Helena disse: “Como ela é educada!”. Caí na gargalhada, e respondi: “Pegou!”. Vi que tinha feito alguma coisa certa, porque Helena sempre foi muito exigente e observadora.

Acho lindo as mães de coração, aquelas que por algum motivo não puderam ter filhos e optaram por adotar uma das tantas crianças que são abandonadas. Mês passado uma amiga, que aguardava há anos na fila, recebeu seu filho. Ficou numa alegria só. Vai apresentar a criança para as amigas na próxima semana. A família toda foi afetada de forma positiva. O amor inundou a todos.

Este pode ser o último dia das mães que passo com minha mãe e com minha filha. Meu coração está apertado. Com mãe, porque ela já está com 89 anos. Apesar de frágil, está com ótima saúde, mas sei que a idade conta. Com minha filha, porque está partindo para realizar seu sonho: ser missionária. Vai com a minha benção e a de Deus, que é a principal.

Talvez, essa seja a maior e mais difícil tarefa de mãe, criar um filho para o mundo. Minha única filha, querida, amada, amiga, companheira vai fazer o trabalho que o Senhor quer, com um sonho no coração de que eu a acompanhe. Porém eu ficarei aqui, cumprindo o meu papel de filha, pois sei que minha mãe precisa de mim. Cada uma, seguindo o seu caminho, enquanto for preciso.

Feliz Dia das Mães, a todas as mães!

Isabela Teixeira da Costa